Verdazzo!

Santos 1×2 Palmeiras

5 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Aos 40 do segundo tempo, com 1×0 para o Santos no Placar, o pensamento era de ironia: quando jogamos bem, não ganhamos, e quando jogamos mal, a vitória vem – lembrando das duas partidas anteriores, contra Catanduvense e Mogi. Já imaginava como é que teria que justificar as notas altas aos jogadores, quando finalmente os deuses da bola nos premiaram com dois gols, e mais uma virada espetacular em cima do Santos, dando um presentão para Neymar, que completou 20 anos de idade. Parabéns!

Antes do jogo, a Rede Globo fez uma ode ao jogador, fazendo com que o Brasil todo decidisse torcer pelo Santos no jogo. Mais uma vez, contra tudo e contra todos. Felipão escalou o time com três volantes, despertando a ira da torcida. Mas a postura do time em campo, diante das características do Santos, anulou as iniciativas do Santos, e o domínio do jogo ficou todo em nossos pés. Na primeira chance, Valdivia fez um lançamento sensacional e deixou Luan na cara do gol; ele dividiu com Rafael e a bola sobrou para Juninho, que deu a bola nos pés de Fernandão que, sem goleiro, errou a conclusão.

O Santos só conseguia criar quando pegava nossa defesa de surpresa, predominantemente em erros de passes do Palmeiras. Aos 20, a melhor chance deles no primeiro tempo: Elano recebeu de Ganso e do bico da área bateu cruzado, forte – Deola se esticou todo e fez uma excelente defesa.

O Palmeiras seguia mandando no jogo, e a bola rondou a área do Santos durante todo o primeiro tempo. As finalizações não saíam porque Fernandão ficou isolado na frente, como único homem a aproveitar os cruzamentos. Mesmo assim, sempre muito mal posicionado e longe da trajetória da bola.

Aos 40, Valdivia sentiu duas contusões: mais uma pancada no tornozelo direito, que o tirou do jogo em Catanduva, e um desconforto no posterior da coxa direita. Daniel Carvalho foi para o jogo, e na primeira jogada entrou driblando na área do Santos, puxou para a esquerda para tirar o goleiro mas Rafael, um ótimo goleiro, conseguiu se manter fechando o ângulo e evitou o golaço. E o primeiro tempo ficou nisso.

Borges ficou no vestiário, sentindo um desconforto muscular, e Alan Kardec veio para o segundo tempo. Ao contrário do que a formação santista sugeria, o Verdão forçava bastante pela esquerda, quando o natural seria pressionar Pará, lateral destro que jogava deslocado do outro lado. Juninho fez boa jogada e cruzou; a zaga afastou e Assunção tentou aproveitar o rebote, sem sucesso.

O jogo seguia travado, e logo depois da parada para reidratação o Verdão quase abriu o placar: Cicinho bateu lateral rápido pela direita e Assunção cruzou rápido, achando Luan no segundo pau, por trás da zaga; ele escorou a bola somente com o goleiro à sua frente, mas Rafael mais uma vez conseguiu evitar o gol. E quando tudo indicava que o Verdão logo faria o primeiro, com Maikon Leite já preparado para entrar no lugar de Luan e finalmente jogar em cima do Pará, o Santos abriu o placar: falta pela esquerda, a bola foi na risca da pequena área onde estava Neymar, sem marcação, entre Luan e Fernandão. Ele cabeceou com facilidade e fez. Na comemoração, enquanto a Globo soltava rojões e vinhetas em profusão pelo centésimo gol na carreira, o jogador fez uma dancinha de cerca de 5 minutos, e quase teve que dar autógrafos para a arbitragem.

Com 20 minutos para o fim do jogo e atrás no placar, Maikon Leite foi para o jogo. Aos 28, excelente metida de bola de Daniel Carvalho para Maikon Leite, por trás da zaga, ele tocou na saída de Rafael mas Maranhão tirou em cima da risca. E por quinze minutos o Palmeiras encurralou o Santos em busca do empate. Aos 41, Ibson foi expulso por falta em Ricardo Bueno, que tinha entrado no lugar de Cicinho. A pressão era gigantesca.

Até que aos 43, mais um gol saiu dos pés de Marcos Assunção: escanteio pela esquerda no primeiro pau, e Fernandão aproveitou, testando forte para o gol de Rafael, liberando nosso grito da garganta. E a torcida palmeirense ainda comemorava, quando Daniel Carvalho mais uma vez achou um lindo lançamento para Maikon Leite pela direita; o ponta invadiu e bateu cruzado – a bola saiu raspando.

E aos 46, depois de mais uma roubada de bola em cima de Neymar, o Verdão fez o segundo: mais uma vez o ataque começou com um lançamento de Daniel Carvalho, desta vez para Juninho na esquerda. Ele fez o cruzamento buscando Ricardo Bueno, mas Maranhão tentou interceptar no meio do caminho e acabou matando Rafael, colocando a bola no canto direito. Que virada espetacular! Chupa Globo, chupa todo mundo!

Logo depois, o árbitro finalizou o jogo e os jogadores do Palmeiras puderam comemorar mais uma vitória, no sufoco. A torcida em Prudente fez um barulho infernal – não foi para menos. E mais uma vez nosso maior freguês dos últimos anos levou uma virada antológica. Méritos de todo o grupo: dos jogadores, que debaixo de um sol descomunal se desdobraram, e de Felipão, que deu um baile em Muricy; e assim todos inverteram o desequilíbrio diante da capacidade técnica dos elencos. O Verdão atingiu assim a meta de 11 pontos em cinco jogos, tendo jogado com pelo menos três adversários que devem estar entre os oito finalistas. Fica a expectativa para quando o time contar com todos os contratados – e eventualmente com os que estão em negociação…

Atuações:

Deola: uma grande defesa no primeiro tempo, e algumas saídas em falso. 7,5
Cicinho: partida monstruosa, tanto na marcação quanto no apoio. Destruiu Neymar – é verdade, auxiliado por Marcio Araújo e João Vítor. 9
Leandro Amaro: tirou quase tudo por cima, excelente participação. 8
Henrique: além de organizar tudo lá atrás, saiu para o jogo e apareceu como homem-surpresa no ataque. 8,5
Juninho: infernizou o lado direito do Santos, e teve a brilhate atuação premiada com o gol sem querer no final. 9
Marcio Araújo: até ele jogou bem. E jogou muito bem! Perguntem ao Ganso e ao Neymar… 8,5
Marcos Assunção: fechou o lado direito do Santos, e ainda não deu moleza para Elano. E para variar, começou a jogada do gol de empate. 8,5
João Vítor: partida taticamente muito boa, funcionando tanto na marcação como no apoio ao ataque. 7,5
Valdivia: acertou um ótimo lançamento logo de cara, aí sumiu na marcação do Santos e acabou saindo com lesão. 7
Fernandão: apesar de isolado na frente, não se posicionou bem no primeiro tempo. Quando teve companhia no ataque, conseguiu fazer o gol de empate. 8
Luan: como sempre, errou bolas incompreensíveis e perdeu um gol feito. Mas debaixo de um sol daqueles, correu como se estivesse na Finlândia. 7
Daniel Carvalho: partida magnífica. Aguentou melhor a forte marcação e achou lançamentos magníficos. E por pouco não fez um gol de placa. 9,5
Maikon Leite: a ótima partida vai reforçar a tese de que é “jogador de segundo tempo”. O futebol tem realmente lendas interessantes. 7,5
Ricardo Bueno: jogou pouco, mas foi o suficiente para dividir a atenção da defesa do Santos e assim surgiram os espaços. 7
Felipão: judiou de Muricy, dominando o meio-campo e proporcionando saídas perfeitas para o Verdão. Claro, teve a colaboração dos jogadores. 9,5


E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Reflexões da torcida santista

5 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo

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Parabéns, Neymar!!!

5 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Caso Judas30 se complica

5 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo

Não é a primeira vez que Judas30 tem problemas com a lei Maria da Penha, relembre o caso aqui. Por outro lado, jornalistas isentos garantem que a história não foi bem como parece. A Justiça de Porto Alegre tem um caso complicado pela frente…

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Só um tapinha

5 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo

A esposa de Judas30 foi agredida pelo jogador e prestou queixa em delegacia de Porto Alegre (clique aqui para mais detalhes).

É Judas… Aqui se faz… aqui se paga…

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

A receita do Palmeiras campeão brasileiro de 1994

5 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: História, Verdazzo

Por Thell de Castro*

O Palmeiras foi campeão brasileiro em 1993 após 20 anos de jejum. E repetiu a dose em 1994, encantando o país com sua gestão profissional e o futebol apresentado, ainda mais naquele ano, que o Brasil ganhou o tetracampeonato mundial nos Estados Unidos.

A revista Placar apresentou, em janeiro de 1995, um raio-X do Campeonato Brasileiro de 1994 e destacou a receita do campeão com um título que já diz tudo: “Vitória do profissionalismo”.

Confira a matéria abaixo, que mostra a importância da gestão profissional que era realizada no Palmeiras da era Parmalat e tanta falta nos faz nos dias de hoje.

Vitória do profissionalismo

Quando o zagueiro Antônio Carlos entrou no gramado do Parque Antártica puxando a fila de jogadores para a estréia contra o Paraná, um rigoroso plano de ação já havia sido deflagrado. Cada detalhe do que aconteceria nos 127 dias seguintes fora pensado pela comissão técnica. E na cabeça de cada integrante do elenco palmeirense havia uma certeza: em 18 de dezembro, o Palmeiras estaria confirmando seu status de o melhor time do país.

A estratégia elaborada pelo técnico Wanderley Luxemburgo, em conjunto com o preparador físico Luís Carlos Neves e o diretor de esportes Valdir de Moraes, não deixou de lado sequer a nutrição dos jogadores – antes privilégio exclusivo dos atletas do São Paulo.

No Palmeiras, a incumbência de cuidar da alimentação coube ao fisiologista Paulo Zogaib. “Mesmo assim, sabíamos que seria muito difícil tudo o que planejávamos”, conta Valdir de Moraes, que acumulou as funções de diretor de esportes e preparador de goleiros no Brasileiro.

A dificuldade seria maior porque a planificação incluía detalhes ousados, como vencer todas as etapas do Campeonato até o segundo turno da segunda fase, garantindo a presença automática nas semifinais. Até o término do primeiro turno da segunda fase, tudo seguia dentro do combinado. O Verdão venceu seu grupo nas duas primeiras etapas.

Os problemas começaram no segundo turno, quando o time acumulou derrotas contra Guarani (0 x 1) e Fluminense (1 x 4). “A solução foi poupar os jogadores mais desgastados”, conta o preparador físico Neves. Assim, titulares absolutos como Antônio Carlos, César Sampaio, Zinho e Evair ficaram fora de alguns jogos.

O que impressionava no Verdão de 1994, no entanto, era o bom ambiente, apesar das críticas da torcida. “Tudo mudou este ano”, testemunha o lateral-esquerdo Roberto Carlos. “As brigas e confusões acabaram e o ambiente melhorou muito”, completa. O único descontente era Luxemburgo. Pressionado pelos torcedores das numeradas do Parque Antártica, situadas exatamente atrás do banco de reservas, o técnico ameaçava deixar o clube tão logo o Campeonato terminasse – promessa que cumpriu.

Mas, se nos tempos das brigas, o Verdão já havia se acostumado a ganhar tudo, a pacificação tornou as vitórias ainda mais fáceis. Sinal disso foi a estupenda campanha palmeirense na terceira fase, quando o Palmeiras disputou seis partidas e venceu cinco – empatou apenas a decisão contra o Corinthians em 1 x 1. Assim, o Verdão contabilizou o maior número de pontos (46), o melhor ataque (58 gols) e o maior número de vitórias (20).

“No Brasileiro, chegamos a um estágio em que nenhum jogador faz falta”, testemunha o zagueiro Antônio Carlos. “Temos reservas de alta qualidade e um padrão de jogo inigualável”.

A dificuldade será a manutenção desse mesmo padrão de jogo para a Taça Libertadores a Copa do Brasil, as prioridades em 1995. “É óbvio que damos importância ao tricampeonato paulista, mas não vamos repetir o erro de 1994, quando tentamos ganhar o Estadual e perdemos a chance de levantar o Mundial”, argumenta o vice-presidente de futebol Seraphim del Grande.

O dirigente já deu o primeiro passo para o mundial ao renunciar à candidatura pela presidência do clube, favorecendo a reeleição de Mustafá Contursi. Com a pacificação do elenco e dos cartolas, áreas tradicionalmente conturbadas no clube, o Parque Antártica sonha tornar-se a capital mundial da bola em 1995.

Confira no gráfico abaixo todos os jogos do Palmeiras no Campeonato Brasileiro de 1994.

A matéria de Placar destaca acima demonstra o que sempre comentamos aqui: o ambiente no clube, desde a época da fundação, prejudica a equipe. Não prejudicou tanto durante a época da Parmalat porque existia um comando profissional e também porque era um emaranhado de estrelas, que jogavam sua bola, ganhavam seu dinheiro e deixavam as confusões de lado na hora da partida. Mas, em alguns momentos, até nessa época tivemos problemas.

A receita foi testada e comprovada. Claro que era uma época em que nenhum time brasileiro fazia esse planejamento detalhado, mas, ainda hoje, muitos times nem sequer chegam perto disso.

Infelizmente, regredimos. Ao invés de continuar e aperfeiçoar isso, voltamos aos tempos do amadorismo, com as trapalhadas de B1 e B2 (além da ‘valiosa ajuda’ de seis milhão e seiscentinho, como citou Conrado no Twitter há alguns dias), e aos resultados ruins da década de 1980.

E olha que não é tão difícil chegar novamente a isso, mesmo sem o dinheiro da Parmalat. É questão, mais que verba, de boa vontade, desprendimento e bom senso. Coisas que, infelizmente, estão fazendo falta à nossa diretoria há alguns anos.

Mas vamos em frente, a gente chega lá…


O time da final de 1994, sem Roberto Carlos – Em pé: Cléber, Velloso, César Sampaio, Cláudio, Wagner e Antonio Carlos; agachados: Edmundo, Flávio Conceição, Evair, Rivaldo e Zinho.

* Thell de Castro é jornalista e publica todas as semanas uma coluna contando algum trecho da História do Palmeiras.

Pré-jogo: Santos x Palmeiras

5 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Pela terceira vez seguida o confronto entre Palmeiras e Santos pelo Campeonato Paulista terá mando do nosso freguês. A FPF faz as besteiras, e nossa diretoria aceita placidamente. Para piorar, desta vez o jogo é no Paraguai: o estádio Prudentão, em Presidente Prudente, mais uma vez receberá um clássico envolvendo o Verdão.

Muricy tem algumas dúvidas para a partida, a principal é entre Elano, que saiu de forma esquisita do jogo na quinta contra o Oeste, e Ibson. Neymar, que não ganha do Palmeiras há seis jogos e deve ser o capitão do time, faz aniversário de 20 anos e tenta marcar seu centésimo gol na carreira. É bastante festa para o Verdão estragar. O provável time: Rafael; Maranhão, Bruno Rodrigo, Durval e Pará; Arouca, Henrique, Ibson e Ganso; Neymar e Borges.

Sem qualquer problema de suspensão ou lesão, o Verdão deve repetir o time que venceu o Mogi na quarta-feira no Pacaembu: Deola; Cicinho; Henrique, Leandro Amaro e Juninho; Marcio Araújo, Marcos Assunção, Patrik e Valdivia, Fernandão e Luan. Mas não custa nada torcer um pouco para que Felipão surpreenda a todos e escale Daniel Carvalho no Patrik, ou mesmo Maikon Leite no Luan, para explorar melhor o lado esquerdo da defesa do Santos, notoriamente deficiente.

Jogos entre os dois times costumam ter bastante gols, e desta vez não deve ser diferente. Dá empate em Presidente Prudente, 2×2, com dois gols de Valdivia. Neymar não marca.

Não deixe de dar seu parpite para o jogo e concorrer à biografia de Marcos: São Marcos de Palestra Itália. Consulte o regulamento e tente a sorte!

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Partidazzo: Palmeiras 2×0 América-RJ (1972)

4 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Partidazzo, Verdazzo

Hoje o Verdazzo inicia uma nova seção: Partidazzo. Aqui, os leitores poderão compartilhar suas memórias a respeito de jogos que, a despeito do adversário ou da importância, marcaram a vida de cada um. Tanto valem uma final de campeonato, como um inexpressivo jogo-treino numa quarta-feira à tarde. O que importa é o lugar que o jogo ocupa na memória afetiva do narrador.

A seção, que será publicada todos os sábados, é inaugurada pelo leitor Luiz Penchiari, que conta a partida entre Palmeiras e América-RJ, na reta final do Brasileirão de 1972.


Para um palmeirense da minha idade (52 anos) são muitos os jogos inesquecíveis. Tem o primeiro, que no meu caso foi aquele famoso 2×0 no arquirrival em novembro de 1967: Tupãzinho fez dois gols de falta, de longa distância, no então invulnerável goleiro gambá Barbosinha, que depois desse jogo sumiu, e tem até um inesquecível que nós perdemos, foi aquele famoso 4×3 para os gambás no paulista de 71 0u 72, não me recordo. Tem também os torneios Ramon de Carranza na Espanha, que o Verdão ia lá, levava a Taça e ainda goleava os times espanhóis (tem time que nunca ganhou nem um torneio de verão fora do Brasil e diz que é campeão mundial).

Mas no meu caso há uma sequência de jogos que me são inesquecíveis por razões pessoais. É que meu pai adoeceu seriamente durante o ano de 1972 e foi chegando o final do ano e foram se exaurindo as chances dele sobreviver. Foi então que o irmão do meu pai, meu tio Vladimir Penchiari (que nós chamávamos de Tio Tutú) e o Pedro Gerbelli, que era primo do meu pai, os dois maiores palestrinos que eu conheci na vida, me levaram para o que eles diziam ser, a reta final da campanha de 72, onde diziam, eu veria o time ser campeão brasileiro pela primeira vez (nesta época não se consideravam os títulos do Robertão, o campeonato dito brasileiro tinha começado um ano antes em 1971).

Faziam isso para amenizar um pouco a nossa dor e assim foi que em 16 de novembro de 1972 fomos ao Pacaembu assistir uma rodada dupla, isso mesmo, coisa impensável hoje em dia.

Jogo preliminar São Paulo x América MG (os bambis venceram por 2×1) e jogo principal Palmeiras x América RJ, vencemos 2×0. Acredite quem quiser, naquele dia os alto falantes anunciaram público pagante de 32.000 pessoas, tudo misturado, sem divisão por torcidas, bambis e palestrinos , sem que tivesse ocorrido nenhum incidente, eu tinha 13 anos de idade e meu irmão Airton 10. Foi a primeira vez que ví jogar a dupla Dudu e Ademir, nem vou me estender em comentários, só de lembrar eu me vejo de novo ali, há quase 40 anos atrás. Ademir tinha uma calma que as vezes até irritava, o jogador menos experiente se acalmava nas situações difíceis só de olhar para o cara. Jogava divinamente, merece a alcunha.

Minha alegria durou pouco, 6 dias depois, no dia 22 de novembro (39 anos atrás) meu pai faleceu. Ele era daqueles que se dizia parmerista (aliás, frequentei por muito tempo o blog do Conrado Cacace devido a este fato, me ajudava a lembrá-lo). A bem da verdade, na minha família todo mundo dizia que era parmerista, isto se deve a que na Itália a terminação “ista” se aplica ao times de futebol, por exemplo, quem torce para o Milan é milanista, que torce para a Inter, é Interista, etc.

No domingo seguinte ao falecimento, dia 25 de novembro, houve um jogo histórico Corintihans x Santos, Pelé, Edu e cia. humilharam a gambazada 4×0; o quarto gol, por cobertura no goleiro Ado foi o mais bonito da carreira do Edu, quem puder assista (nota: está aqui, veja a partir de 3’40″). Pra mim, esse jogo foi muito duro de assistir, assisti o VT sozinho de noite, eu sempre asssitia o jogo aos domingos junto com o velho (nem velho ele era, tinha só 41 anos). Certamente ele teria morrido de rir da gambazada.

Mas a vida segue e eis que assim que nos recuperamos do golpe, meus tios me ligam, rapaz, amanhã vamos ver a semifinal no Pacaembu Palmeiras x Inter de Porto Alegre, o empate é nosso. Era o dia 20 de dezembro e fomos a um Pacaembu com 60 mil pessoas, tudo palestrino, enfrentar o Inter, que não tinha Falcão, mas tinha Figueroa, zagueiro chileno que comandava o time. Lá pelo final do primeiro tempo, num chute despretensioso do centroavante Braulio, gol dos caras, um frango do Leão que era o nosso goleiro. Ademir e cia mantiveram a calma e no segundo tempo num rebote do goleiro, o ponta esquerda Nei empatou. Daí pra frente o Inter sumiu e fomos pra final, pois o empate era nosso por ter a melhor campanha, disparado.

Veio então o “Gran Finale”. Às vésperas do natal, no dia 23 de dezembro de 1972, Morumbi lotado pra final Palmeiras x Botafogo RJ ( o Botafogo havia vencido a semifinal em cima do Corinthians 2×1 no maracanã). Por pouco a final não foi contra os gambás. Jogamos com o regulamento em baixo do braço e ao final de um morno 0×0, ficamos com a Taça, por ter a melhor campanha.

Dediquei o título pro meu pai.

Toda vez que eu vou no Cemitério da Vila Euclides lá em São Bernardo, onde estão no mesmo túmulo meu pai e meus tios, eu agradeço meu pai por ter me ensinado a ser parmerista e meus tios que me levaram por esta épica jornada lá no longínquo 1972.

Ainda não tenho netos, mas já tenho o que contar pra eles.

Luiz Penchiari


16/11/1972
PALMEIRASP 2 x 0 AMÉRICA-RJ
Estádio: Pacaembu
Público: 30.789 pagantes
Renda: Cr$237.351,00
Árbitro: José Gilberto Ferreira Lima (CE)

Palmeiras: Leão, Eurico, Luís Pereira, Alfredo (Polaco), Zeca, Dudu, Ademir da Guia, Ronaldo, Leivinha, Madurga, Pio – Técnico: Oswaldo Brandão
América: Alberto, Cabrita, Alex, Aldeci, Alvanir, Badeco, Edu, Antônio Carlos, Tarciso, Taquito (Sérgio Lima), Gilmar (Mauro) – Técnico: Wílson Santos
Gols: Pio e Zeca


A formação clássica do Palmeiras em 1972 – Em pé: Eurico, Leão, Luís Pereira, Alfredo, Dudu e Zeca; agachados: Edu, Leivinha, César, Ademir da Guia e Nei.

Envie seu texto para a seção Partidazzo pelo e-mail conrado@verdazzo.com.br

2° encontro de colecionadores de camisas do Palmeiras

3 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Verdazzo

O Pompéia Pizza Bar fica na Avenida Pompéia, 928 – Perdizes.

Parpites: Palmeiras x Santos

3 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Promoções, Verdazzo

Os velhos parpites voltam a dar o ar da graça no Verdazzo! A promoção volta em 2012, e terá como prêmio a biografia de Marcos: São Marcos de Palestra Italia, de Celso de Campos Jr.

Para concorrer, basta deixar nos comentários deste post o placar do jogo Palmeiras x Santos, que acontece neste domingo em Presidente Prudente, mais os artilheiros do Verdão e o público pagante, para casos de desempate.

Lembrem-se: o prêmio só sai se o Palmeiras ganhar. Nada de parpitar empate ou derrota, hein? Caso o Verdão não vença, ninguém ganha.

Combinado? Então consultem o regulamento oficial, deixem seus parpites nos comments deste post, e boa sorte!

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Futebol + MMA. É uma boa para o futebol?

2 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Marketing, Verdazzo

A vitória do americano Chael Sonnen sobre Michael Bisping no último final de semana o credenciou para desafiar Anderson Silva pelo cinturão dos médios do UFC. A luta deve ocorrer em São Paulo, em data a ser anunciada. O brasileiro tem o apoio oficial do SCCP, de quem é torcedor declarado.

Sonnen, um boquirroto, tem uma estratégia peculiar de auto-promoção. Ao melhor estilo Muhammad Ali, diz que vai fazer e acontecer, que vai derrubar todo mundo. Só que Ali derrubava mesmo. Sonnen é um bom lutador, mas convenhamos, Silva está muito mais próximo de poder falar um monte por aí que o americano.

Sonnen também costuma usar uma espécie de repulsa a brasileiros como forma de apimentar sua relação com o público. Como se não bastasse, o americano foi pego no antidoping exatamente na luta em que perdeu para Silva, em 2010, quando dominou a luta toda e perdeu por acabar levando um estrangulamento a poucos segundos do fim da luta, e amargou uma longa suspensão.

Como se não bastasse tudo isso, para aumentar ainda mais a expectativa sobre sua luta com o brasileiro, Chael Sonnen inventou de se declarar palmeirense. Quando mencionou isso pela primeira vez, disse que torcia pelo “Palares”. Palarense desde criancinha. O Palmeiras, através de seu departamento de marketing, fez uma espécie de apoio simbólico ao lutador, enviando-lhe uma camisa oficial, que ele usou para fazer um video promocional onde esmaga um boneco vestido com a camisa do Marcelinho Carioca. É um figuraça, disso não resta dúvida.

Outros lutadores também são apoiados por clubes de futebol. Inter, Flamengo e Vasco já adotaram atletas de MMA, buscando valorizar suas marcas. Mas a discussão precisa ser ampla. Afinal, até que ponto é positivo para os clubes de futebol o envolvimento com MMA, e mesmo com outras modalidades esportivas? E o Palmeiras, acertou em apoiar Chael Sonnen, diante de todo esse cenário?

O Verdazzo consultou três especialistas no assunto para darem seus pareceres sobre o assunto, e dar mais elementos para que você, leitor, formule seu próprio julgamento. Duas perguntas foram feitas a Erich Beting, editor do site Máquina do Esporte; Fábio Kadow, autor do site Jogo de Negócios  e Luís Fernando Tredinnick, colunista do Terceira Via Verdão. Confira abaixo.

De uma coisa o Verdazzo já tem certeza: se fizerem esse evento aqui em São Paulo, envolvendo Sonnen x Silva, Palmeiras x SCCP, ou fazem um fortíssimo esquema de segurança, tanto para o lutador americano, quanto para quem for assistir ao evento no local, ou teremos sérios problemas…

1) O que vocês acham do envolvimento de clubes de futebol no apoio a lutadores famosos de MMA?

Erich Beting: Acho uma bobagem essa associação. O clube não ganha absolutamente nada com isso. Sua base de torcedores não aumenta por conta disso, muito menos a geração de receitas. No final das contas, fica com cara de um oportunismo do clube em patrocinar um atleta sem ter um projeto realmente para ter, pelo menos, uma escola de MMA a ser oferecida a seus associados.


Fábio Kadow: O que ocorreu nestes acordos assinados no ano passado foi uma tentativa de popularização de uma modalidade que já existe há muito tempo e só nos últimos meses que conseguiu um reconhecimento da população e da mídia. Esta mesma estratégia foi feita já por outras modalidades, como a natação (Flamengo com Cielo), atletismo (Maurren no SPFC), etc, etc… numa tentativa de conseguir este reconhecimento, espaço na mídia e, consequentemente, melhores contratos de patrocinio.

Então, se este apoio do clube é real para o atleta, dá suporte, tem interesse em desenvolver a modalidade, o clube tem tradição em apoiar outros esportes e não quer apenas “surfar” uma onda”, tem um plano de comunicação e marketing… acho qu epode ser interessante, seja no MMA ou qualquer outra modalidade.

O Palmeiras é reconhecido por grandes times de volei, basquete, hoquei, ou modalidades como judô e até o boxe, porém todos estes estão esquecidos e o último apoio que tinha a um grande atleta acabou com a não renovação do projeto do Flavio Saretta no tênis.


Luís Fernando Tredinnick: como acho que futebol é uma marca, associar essa marca a outros esportes não traz nenhum benefício direto ao clube. Principalmente porque as mensagens a serem passadas por outros esportes geralmente são distintas das mensagens do futebol. Por exemplo, o Hugo Hoyama representar o Palmeiras no tênis de mesa não tem o mesmo apelo que a emoção do futebol gera. Afinal, o tênis de mesa é esporte de técnica e concentração…

Pessoalmente acho que deveríamos associar o futebol com outras idéias. O jeito moleque e brincalhão do Neymar tem muito mais apelo do que dois caras de shortinho se batendo até sair sangue. O que vai durar mais, a fama do Anderson Silva ou a fama da Luísa que foi para o Canadá? Se pensarmos em montar uma marca de longo prazo, essa é uma questão importante.

2) o que vocês acharam do apoio da diretoria do Palmeiras, mesmo que distante (limitado a apenas o envio de uma camisa oficial), a Chael Sonnen?

Erich Beting: Acho que foi tão infeliz quanto o estardalhaço que o atleta quis provocar em torno disso. Não existe a menor associação do clube com o Chael e com a modalidade em geral. Lembrou muito o episódio do Atlético-MG entregando bandeira do clube a vencedores quenianos da São Silvestre em 2005. O Cruzeiro tem um grande projeto para a corrida, e o rival praticamente “atestou” sua inferioridade ao fazer essa ação. A ligação com o Sonnen é basicamente o mesmo atestado de competência que o Palmeiras passa ao Corinthians, que tem um projeto de longo prazo com o Anderson Silva. Como citado na primeira resposta, o clube só perde com isso, enquanto o lutador, pelo menos, ganha em promoção.


Fábio Kadow: achei ruim, oportunista, mesmo que “só” enviando a camisa oficial, pois este é o principal cartão de visitas que o clube tem, sua bandeira, seu escudo.

ao enviar sua camisa para um lutador que sempre fala mal do Brasil e dos brasileiros, já foi pego no dopping, é considerado hoje um “inimigo” de todos os atletas brasileiros da modalidades, simplesmente geramos um “anti-marketing” para o nosso time no mundo todo. Foi seguido o ditado “falem mal, mas falem de mim”, apenas pelo fato do rival estar com o atleta que é o principal adversário dele, ou seja, de forma gratuita e sem planejamento geramos um buzz negativo para o clube e apenas jogamos mais lenha na fogueira, o barulho foi bom para o próprio Sonnen que aproveitou a oportunidade.

O próprio Marcos já disse que numa luta do Sonnen com qualquer brasileiro ele torceria pelo Brasil. Seria como o Vasco mandar uma camisa para o Phelps para que ele ganhe do Cielo. Ou o Santos para a rival da Maurren… enfim, isso não é marketing.

O Palmeiras é muito maior que isso e tem suas próprias glórias e propriedades que deveriam ser valorizadas, tem muito atleta amador que representa o clube e nunca ganhou uma camisa da diretoria.


Luís Fernando Tredinnick: acho que além do erro de associar o clube a outro esporte, existe também o erro de execução. Ou se apóia o atleta/esporte de maneira profissional ou não se faz nada.

Existiram maneiras profissionais de se tirar proveito da situação. Por exemplo, divulgar que o Palmeiras é sempre contra a violência, mas se for para haver um confronto que seja feitos por profissionais com regras e juízes (daria para fazer uma série de comerciais e colocá-los na internet, por exemplo). Ou então, aproveitar para dizer que o Palmeiras tem todo o tipo de torcedores, até mesmo aqueles que só não gostam dos Corinthianos…. são exemplos banais mas que poderiam aproveitar para divulgar a marca e os valores do Palmeiras.

Mandar a camisa, acho que seria melhor que um torcedor tivesse feito isso e não a “diretoria”.


E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Feliz #TolimaDay

2 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Humor, Verdazzo

Há exatamente um ano, o Small Club proporcionava a todo o país, e claro, especialmente para nós, palmeirenses, uma das gargalhadas mais descomunais de toda a história do futebol, ao serem eliminados na primeira fase da Libertadores, a chamada fase pré-grupos, pelo poderoso Deportes Tolima.

Relembre como o Verdazzo homenageou a inesquecível Tolimination, há exatamente um ano, nos links abaixo, e inunde o Facebook de seus amigos gambás. Porque a gente é amigo, mas não perde a piada.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Palmeiras 2×0 Mogi Mirim

2 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

Menos de 4 mil palmeirenses acompanharam a vitória do time na noite desta quarta-feira no Pacaembu. Com um futebol sonolento, o time se contentou em fazer dois gols na bola parada de Marcos Assunção para cumprir a obrigação e vencer o Mogi Mirim por 2 a 0. Tão frustrante quanto a disposição técnica dos jogadores foi a proposta tática de Felipão, que frustrou quem esperava uma evolução em relação ao que vimos no domingo em Catanduva. Ao contrário, o time voltou no tempo, e mostrou a mesma inspiração do ano passado: nenhuma.

No início parecia que ia ser diferente. Com menos de um minuto, Fernandão recebeu passe de Valdivia na frente da área e quando se preparava para o giro foi tocado. Um minuto depois, Marcos Assunção já estava correndo para o abraço.

Foi o suficiente para que o time se desinteressasse pelo jogo. Apesar da formação não tão cautelosa e com Patrik e Valdivia jogando relativamente próximos, o time não tinha saída de bola, e só iniciava as jogadas na ligação direta. Tanto os volantes quanto os laterais foram absolutamente omissos na função de iniciar as jogadas, e quando o faziam esbarravam não apenas na forte marcação do Mogi, mas também nos erros de passes.

O sistema defensivo, por sua vez, funcionou bem, apesar da missão ter sido bem fácil: com apenas um jogador à frente, Hernane, a bola pouco chegou à área do Verdão, e o Mogi, embora tenha buscado o empate desde o momento que tomou o gol ao invés de permanecer retraído, só conseguia finalizar contra Deola de fora da área.

O Palmeiras teve um lampejo de bom futebol e principalmente disposição quando Valdivia se lançou à frente. Em três lances, dois com o chileno, o time esteve perto de ampliar o placar: um chute cruzado de Luan, que demorou para concluir; e em duas conclusões de Valdivia da pequena área. Mas ficou nisso.

A expectativa era de que Felipão, percebendo os espaços dados pelo Mogi, que não tinha nem medo nem respeito pelo Palmeiras, abrisse o jogo, colocando Maikon Leite. Mas com 1 a 0 no placar, mesmo sendo apenas um jogo de fase classificatória no Paulista, ele não arriscou nada. Manteve o time, que quase fez o segundo muito cedo, em outra bola de Marcos Assunção, que desviou e achou a cabeça de Luan, que finalmente acertou uma e colocou no cantinho, para ótima defesa de Anderson.

Daí para frente foi um domínio amplo do time do interior. Determinados a conseguir o empate, passaram a jogar em cima da área do Palmeiras, tanto com a bola quanto sem, marcando a saída. E dá-lhe ligação direta, para desespero da torcida. Até que aos 20, Felipão tirou Luan e colocou Daniel Carvalho – até aí, tudo certo. Mas ao mesmo tempo, tirou o Patrik e colocou o João Vítor. Aí é pra quebrar as pernas. A única coisa que pode atenuar é exatamente o fato de ser uma fase de testes e o treinador quis ver como João Vítor se sairia jogando mais avançado, fazendo a mesma função de Patrik – que foi por onde ele jogou. Foi um fracasso, e se viu bem o jogo, essa experiência não deve se repetir.

Valdivia foi quem ocupou o espaço de Luan, e Daniel Carvalho ficou pelo meio, e o time passou a render um pouco melhor. Depois de alguns sustos, quando o Mogi chegou a botar pressão, veio a definição: numa jogada pela esquerda, Valdivia sofreu pênalti no bico da área – o pé do jogador do Mogi até estava fora da área, mas o contato foi mais por cima, nitidamente sobre a linha. O péssimo árbitro Antônio Rogério Batista do Prado, no entanto, marcou fora, mas Marcos Assunção bateu no canto direito, pertinho do pé da trave, e fechou o placar.

A vitória quebra a sequência de dois jogos sem vitória, e ao mesmo tempo amplia para dez o número de partidas invictas. Desde o jogo contra o Coritiba, em Barueri, pela 33ª rodada do Brasileirão, que o Palmeiras não é derrotado. No domingo serão treze semanas, contando as férias e a pré-temporada, claro. Mas o que queríamos mesmo era ver um time mais entrosado na frente, trocando mais passes e tentando envolver o adversário. O argentino Barcos deve estrear no domingo, no clássico contra o Santos, mas o panorama deve permanecer igual e ele mal deve tocar na bola.

Atuações:

Deola: partida tranquila. Uma boa saída com o pé na pequena área, e uma bola esquisita no segundo tempo em que rebateu mal. 7
Cicinho: não se apresentou para o jogo, e ainda assistiu a uma festa do ataque do Mogi por seu setor. 4
Leandro Amaro: uma bobagem no primeiro tempo na hora de sair jogando, mas de resto fez bem sua parte. 7,5
Henrique: fez sua melhor partida do ano, sem falhas, tantopor cima quanto por baixo. 8,5
Juninho: depois de uma boa partida em Catanduva, decepcionou, errando quase tudo o que tentou. No final acertou um ou dois cruzamentos. 4
Marcio Araújo: parece ser o retrato da falta de alma desse time. Irritante. 5
Marcos Assunção: apesar da falta de força de marcação, que permitiu ao Mogi dominar boa parte do jogo, fez os dois gols do jogo. Aí não tem papo. 9,5
Valdivia: errou duas finalizações até certo ponto tranquilas, com a cabeça. Foi bem marcado, é verdade, mas podia ter feito mais. 7
Patrik: de repente a sorte bate à sua porta. Patrik pergunta quem é, diz que está com sono e que é pra voltar mais tarde. 3
Fernandão: dentro do que o jogo lhe permitiu, foi até que razoável. Sofreu a falta do primeiro gol, abriu espaços na zaga e buscou sempre a finalização. 7
Luan: depois de mais uma partida horrorosa, saiu vaiado de campo. Será que não vai para o banco nunca? 3
Daniel Carvalho: ocupou a meia mas também parou na marcação do Mogi. Mas pode ser que a combinação com Valdivia dê certo, é preciso insistir. 6
João Vítor: entrou para fazer o lado direito, avançado, mas nitidamente não é a dele. 5
Chico: ganha bicho todo jogo sem nem precisar tomar banho. S/N
Felipão: aí não, hein! Voltou 20 casas. Começou tudo de novo, usou o mesmo esquema que não deu certo o ano passado inteiro. Por que insistir nessa porcaria? ZERO


E-mail: conrado@verdazzo.com.br

Pré-jogo: Palmeiras x Mogi Mirim

1 de fevereiro de 2012 por @parmerista  
Postado em: Jogos, Verdazzo

O Verdão recebe esta noite no Pacaembu o Mogi Mirim, pela quarta rodada do Paulistão. Após dois empates, o time busca a vitória para acalmar qualquer início de pressão, embora saibamos que esta fase inicial do torneio não tem o menor valor. Mais do que o resultado, a torcida espera pela sequência na evolução tática no time, processo iniciado no último domingo por Felipão, que volta ao banco após cumprir suspensão.

Tinga mais uma vez não foi relacionado, e a tendência é que Felipão mantenha o esquema usado no último jogo, principalmente com a volta de Valdivia, recuperado de uma pancada sofrida no jogo contra a Lusa. Resta saber se que sai do time é Luan, Daniel Carvalho ou Maikon Leite. Patrik, que jogou muito bem contra o Catanduvense, corre por fora. Gostaria muito de ver como se comportará um time com Daniel Carvalho, Patrik, e Valdivia avançado ao lado de Bueno (ou Barcos, a partir de domingo).

O técnico Guto Fernandes não pode contar com o meia Felipe, que pertence ao Palmeiras, e escalou Junior Maranhão como principal articulador de seu esquema 4-5-1. O provável time, que não conta com nenhum jogador conhecido do grande público, é Anderson; Edson Ratinho, Tiago Alves, Lucas Fonseca e João Paulo; Val, Baraka, Renê Junior, Fernandinho e Jeferson Maranhão; Hernane. O tal de Baraka bate até na vó.

A volta de Valdivia deve ser suficiente para que o Palmeiras faça valer a disparidade técnica entre as equipes. Sem sustos, o Verdão vence por 3×0, com gols de Henrique, Valdivia e Ricardo Bueno.

E-mail: conrado@verdazzo.com.br

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