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A atualização do contrato da adidas
30 de maio de 2012 por @parmerista
Ontem pela manhã o diretor jurídico Piraci de Oliveira fez, em sua conta do Twitter, comentários criticando a adidas e o contrato celebrado com o Palmeiras. O contrato foi celebrado em 2005 e foi atualizado pela última vez na gestão anterior. Aliás, como tudo que é da gestão anterior, a atual diretoria critica, boicota, extingue – mas não faz melhor. Se dependesse desse pessoal, não teríamos hoje a Arena sendo erguida a toque de caixa. Veja abaixo a lamentável sequência:

O fato é que o diretor jurídico fez críticas públicas a um parceiro. Isto não se faz. Um parceiro do porte da adidas deve ser tratado, no mínimo, com respeito. Piraci tem por obrigação rever o contrato, se notou pelas informações que vieram a público, que a empresa alemã ofereceu um montante muito superior ao Flamengo. E não pode usar o fato como gancho para auto-promoção, ainda mais de forma desastrada, expondo um parceiro e causando mal-estar desnecessário.
Um dos trechos mais deprimentes é o terceiro tweet destacado na imagem, quando nosso diretor – que é o presidente de fato do clube – afirma sem a menor cerimônia que não tem base técnica, mas acredita em algo. Pois é. O Palmeiras agora é o clube da fé. Quem manda, acredita em algo, e vamo que vamo.
O ex-presidente Belluzzo respondeu às declarações de Piraci, de que o contrato é ruim:
“Sobre o contrato da Adidas assinado em dezembro de 2010, quando eu era o presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, informo que os valores à época nos deixava como o segundo clube no país com o maior contrato de patrocínio junto a uma empresa de material esportivo, atrás somente do Flamengo.
Seguem os valores do contrato: R$ 17 milhões em 2011, R$ 17 milhões em 2012, R$ 17 milhões em 2013, e R$ 19 milhões em 2014. É importante ressaltar que o contrato anterior vencia em dezembro de 2011. O que fizemos foi atualizar os valores. É isso que uma gestão deve fazer.
Cabe, portanto, a quem me sucedeu, atualizar o contrato de acordo com mercado atual, se concluírem que os valores estão defasados. Mas o Piraci e o Mustafá devem estar com saudades do acordo que fizeram com a Rhumell, aquela marca pirata que ambos transformaram em oficial e até hoje o contrato é um mistério, já que ninguém nunca viu.”
Luiz Gonzaga Belluzzo
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
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