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Felipão joga a bomba para B1 e B2
15 de dezembro de 2011 por @parmerista
O técnico Luís Felipe Scolari concedeu entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, onde joga toda a responsabilidade por eventuais – e prováveis – fracassos em 2012 na diretoria.
A conversa, que deu-se por iniciativa do próprio técnico, que solicitou a entrevista através de seu assessor de imprensa Acaz Fellegger, deixa claro que Felipão não está satisfeito com a forma com que as negociações estão se desenrolando, que o que recebeu até agora – apenas o lateral-esquerdo Juninho, para suprir a saída de Gabriel Silva – é muito pouco, e ainda disse que se for para trazer jogadores do mesmo nível do que já temos, é melhor não mexer.
O treinador declarou ainda que caso esse cenário, bastante provável, se confirme, a torcida não deve criar nenhuma expectativa para 2012: será mais um ano como coadjuvante. Scolari declarou-se ainda que não vai pedir demissão mesmo que tenha que trabalhar com um elenco pouco qualificado, e deixa subentendido que não deve ser cobrado por resultados. Numa clara provocação a Tirone e Frizzo, a dupla B1 e B2, cita rivais que estão constantemente levando a melhor sobre o Palmeiras na disputa por reforços no mercado. E escancarou a fragilidade do clube em relação a empresários, ao declarar que não vai lutar para segurar jogadores em caso de proposta de transferência. Segundo Scolari, usando Kleber e Giuseppe Dioguardi como exemplos, os empresários que se sentem contrariados “arrebentam com o time”.
Felipão fez o que tinha que fazer. Foi até light, podia ter batido mais forte, mas preferiu uma forma mais amena de lavar as mãos e dizer à torcida que só vai ter leite se lhe derem uma vaca. A verdade é que pedra não dá, nem nunca deu leite.
O pedido do treinador para passar o recado através da imprensa revela que a situação, num termômetro de quem está lá dentro, está muito fria, que os reforços estão muito longe de serem contratados, e que quando qualquer coisa evolui, chega um Fluminense da vida (a que ponto chegamos!) e nos rouba. A pressão normal, na conversa direta, já não deve estar surtindo efeito; Felipão aparenta não dar o menor crédito à capacidade da intrépida dupla B1 e B2, e decidiu incrementar a pressão via imprensa – e torcida.
Há três cenários possíveis diante desse movimento: a) Tirone e Frizzo vão finalmente se mexer, e teremos camarão para 2012, Felipão vai finalmente mostrar a que veio com um time minimamente competitivo; b) pressionados, B1 e B2 vão contratar qualquer coisa que oferecerem por preços acima do mercado, apenas para darem satisfação – e teremos o ruim e caro; c) a dupla não vai alterar em um milímetro a forma como vêm agindo, e teremos mais um ano de Botafogo e Atlético-MG.
Façam suas apostas.
E-mail: conrado@verdazzo.com.br
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