A covardia da imprensa em seus pequenos detalhes

A entrevista pós-jogo de Eduardo Baptista em Montevideo continua repercutindo. A FBTF (Federação Brasileira de Treinadores de Futebol) emitiu nota dando respaldo a seu filiado, ressaltando que a o desempenho dos treinadores “muitas vezes é julgado de forma arbitrária” e que “existe uma relação de interdependência entre o futebol e a imprensa. Por isso acreditamos e queremos que a relação seja respeitosa, digna e honesta.”

O estopim da entrevista explosiva, todos sabem, foi o post no blog de Juca Kfouri, hospedado no UOL, que acusou o treinador de obedecer a Alexandre Mattos e a pressões de empresários para escalar Roger Guedes. A ESPN, que também dá espaço a Kfouri, noticiou o apoio da FBTF exatamente na contramão do apelo da entidade. E o fez de forma dissimulada, nos pequenos detalhes.

Escolher uma imagem para ilustrar um post envolve uma série de fatores, como clareza, adequação, relevância e momento – e a legenda, quando existe, reforça o ponto central da ilustração. Neste caso, uma das imagens que ilustrou a notícia foi esta, logo abaixo:

Print ESPN
A imagem irrelevante e a legenda dissimulada que ilustrou a matéria da ESPN

A imagem, justificada pela legenda, não tem relevância alguma: “Bertozzi fala sobre a postura dos torcedores e da reação de Eduardo Baptista”. O que a imagem quer mesmo fazer é soltar no ar a pergunta feita por um telespectador, que questiona se Eduardo teria a atitude se tivesse perdido o jogo.

A pergunta do torcedor é apenas isso mesmo: uma pergunta de torcedor. A ESPN, ao jogar a imagem no ar, dá relevância à pergunta, sem assumir a autoria. A emissora aproveita a ausência de compromisso que um torcedor tem numa rede social para manter nosso treinador sob ataque. Isso é COVARDIA.

A ESPN, se tivesse ressaltado a pergunta do internauta na legenda, estaria ao menos deixando claro que não gostou da resposta de Eduardo Baptista e questionaria a atitude do treinador com dignidade. Mas ao usar desse artifício, demonstrou uma torpeza assustadora.

Alguém na redação é responsável por esta atitude repulsiva. É de se imaginar que como em qualquer local de trabalho, existem os graduados e os juniores. O autor pode ter sido um moleque irresponsável e clubista, e a revisão deixou passar inadvertidamente. Ou pode ter sido uma imagem deliberadamente pinçada, com a legenda cuidadosamente redigida com a desfaçatez verificada. Que houve maldade em algum ponto da trajetória, é indiscutível. E o mais irônico é que na matéria há um vídeo de sete minutos em que o comentarista Zé Elias praticamente dá uma aula de respeito aos profissionais dentro da própria casa.

Unfollowzaço

Em outubro do ano passado a mídia alternativa palmeirense promoveu o “Unfollowzaço”, uma manifestação conclamando a torcida alviverde a boicotar a ESPN, que à época se destacava na tentativa de desestabilizar o Palmeiras que estava às portas da conquista do eneacampeonato – mas o convite se estendia a todas as emissoras, que em maior ou menor grau destilam seu veneno contra nós sempre que podem, na maioria das vezes apenas como expressão de clubismo e antiprofissionalismo.

É por isso que a mídia alternativa deve sempre ser a primeira opção da torcida palmeirense. Separem os politiqueiros, os sensacionalistas e os produtores de fake news (infelizmente existe essa praga entre nós também) e fiquem com os vários sites palmeirenses que produzem um trabalho apaixonado sem deixar de ser sérios. Somos clubistas e parciais e não escondemos isso. Sempre que o leitor consumir o trabalho da mídia alternativa palmeirense, saberá que existe um viés: PALMEIRENSE.


O Verdazzo é patrocinado pela torcida do Palmeiras.

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Sem apoio da CBF, Palmeiras vê Conmebol carregar contra si nos relatórios

Portão do estádio Campeón Del Siglo
Reprodução Fox Sports

A Conmebol suspendeu preventivamente Felipe Melo, além dos jogadores do Peñarol Nández, Mier e Lucas Hernandez, por três jogos, como consequência dos episódios pós jogo na última quarta-feira. Esta é a pena mínima prevista para situações como a que se viu no estádio Campeón Del Siglo. Os jogadores ainda serão julgados formalmente pelo tribunal disciplinar da Conmebol, de onde sairá a pena definitiva.

Nosso departamento jurídico já preparou a defesa e Leonardo Holanda, advogado do Palmeiras, entregou pessoalmente a documentação na Conmebol na manhã de ontem. Mas pelo visto a tarefa será dificílima: os documentos emitidos pelo árbitro e principalmente pelo delegado do jogo fazem relatos patéticos do que realmente aconteceu e que estão registrados nas câmeras, praticamente canonizando os jogadores do Peñarol e imputando a Felipe Melo a culpa do ocorrido. Diz o relatório do juiz:

“Ao final do jogo, o senhor Felipe Melo, com a camisa 30 do Palmeiras, faz um gesto supostamente de saudação ao céu, gerando reação tanto de jogadores titulares como de reservas do Peñarol, na qual pode se individualizar o senhor Matías Mier, camisa 10 da equipe do Peñarol, que, em atitude provocativa, perseguiu o senhor Felipe Melo. Em um dado momento, ocorre uma agressão mútua entre ambos os jogadores com golpes de punho, o que motiva a reação de outros jogadores de ambas as equipes. Foi difícil identificar quem estava envolvido”

Os pontos destacados apontam que
1) foi a comemoração de Felipe Melo, que pelos vídeos não apontam nenhuma provocação, que geraram reação dos uruguaios; e
2) que o soco desferido por Felipe Melo por estar sendo perseguido por Mier motivou a confusão geral, quando está claro que o pau já estava quebrando – Fernando Prass foi agredido por três uruguaios ao mesmo tempo antes do soco de Felipe Melo.

Para piorar, o relatório do delegado do jogo Mario Campos destaca que Felipe Melo fez o gesto se dirigindo ao banco do Peñarol – o que é claramente uma mentira. Já o relatório do oficial de segurança relata ter mandado fechar os portões de acesso ao vestiário colocando a culpa em quatro seguranças do Palmeiras que invadiram o campo para proteger nossos jogadores.

Ainda nesse relatório, o funcionário da Conmebol diz que os santos jogadores do Peñarol tentavam acalmar seus torcedores, que estavam envolvidos em outro conflito com nossa torcida – depois de atirarem bombas e objetos o tempo todo. Não é mencionada a agressão sofrida por Willian dentro da área nos segundos finais da partida, ainda com a bola em jogo, nem o cerco de Nandez e Quintana sobre Felipe Melo assim que o juiz deu o apito final, nem a agressão tripla sofrida por Fernando Prass.

A Conmebol historicamente defende os clubes de língua espanhola contra os brasileiros. Os relatórios fazem o possível para abrandar a responsabilidade do Peñarol – jogadores e clube – e carregam contra tudo que estava vestindo verde.

Em meio a tudo isto, é estarrecedor o posicionamento de parte da imprensa brasileira, que reverbera a versão de que Felipe Melo foi o causador da confusão, embora exista uma porção importante que isente o jogador e o Palmeiras de qualquer responsabilidade.

Cadê a CBF?

Pior do que a já esperada perseguição da ala clubista da imprensa é o silêncio absoluto da CBF, entidade cuja existência está apoiada na defesa dos interesses dos clubes brasileiros interna e externamente. Não houve nenhuma menção, muito menos repúdio aos ocorridos no site oficial ou nas redes sociais da entidade. Diante desta omissão, o Palmeiras fica completamente à mercê da vontade do tribunal da Conmebol, dependendo apenas de sua própria capacidade de defesa.

Sem apoio da CBF, sendo atacado pelos clubistas da imprensa, o Palmeiras segue seu caminho rumo a conquista da Libertadores, um campeonato que tem tudo para ser o mais legal do planeta, mas que segue capengando pela falta de profissionalismo dos dirigentes da Conmebol, incapazes de garantir seriedade compatível com a quantia de dinheiro que movimentam. Na várzea é muito mais organizado.

Esperem para ver as arbitragens de nossos próximos jogos.

A noite em que o time do Palmeiras foi mais bipolar que a torcida

Willian Bigode comemora
César Greco / Ag.Palmeiras

A bipolaridade que atinge freneticamente a torcida do Palmeiras nas redes sociais, ironicamente, justificou-se de forma plena na partida da última quarta-feira, quando o Palmeiras venceu de forma espetacular o Peñarol, em Montevideo. Depois de um primeiro tempo horrível em que o time tomou dois gols e foi amplamente dominado pelo time uruguaio, o time voltou com duas alterações do intervalo, fez três gols com certa facilidade – poderia ter feito mais – e conseguiu a virada épica.

Chega a ser engraçado ler a sequência de comentários de torcedores registrados durante o jogo, refletindo a situação no primeiro tempo, no intervalo, no segundo tempo e ao final da partida. A mudança da volátil opinião da torcida quase reflete o que o time produziu em campo. Uma diferença gritante – no caso, o time chegou a ser mais bipolar ainda que os próprios torcedores.

Eduardo Baptista entrou com o time num 5-4-1, que com a bola deveria se transformar em 3-6-1, e que na verdade não virou nem uma coisa, nem outra, proporcionando ao Peñarol dar um passeio em nosso time. Os sites uruguaios não conseguiram disfarçar a surpresa com que os aurinegros demonstraram no primeiro tempo, acreditando ter sido um grande mérito – não compreenderam que foi o Palmeiras, a exemplo do que aconteceu em Campinas, é que não havia entrado em campo.

As diferenças para o jogo de Campinas, no entanto, são claras: enquanto no Paulistão o erro do Palmeiras foi mental, de não ter conseguido virar a chavinha, ainda sob efeito da ressaca do jogo anterior contra o próprio Peñarol no Allianz Parque; o equívoco em Montevideo foi tático e técnico.

Tentativa e erro

Sob intensa pressão depois dos 3 a 0, Eduardo Baptista viu-se obrigado a tentar algo diferente. E tentou, ao ensaiar um esquema com três zagueiros no jogo de volta, deslocando Felipe Melo para a função e deixando Tchê Tchê como volante. Não funcionou mal, mas não foi suficiente para que o Palmeiras conseguisse reverter a vantagem campineira.

Nosso treinador, no entanto, deve ter visto alguma evolução diante do bombardeio imprimido sobre a área de Aranha e achou que valia a pena insistir para aprimorar o sistema. Podendo contar com a trinca de zagueiros, devolveu Felipe Melo ao meio-campo e sacou Tchê Tchê. No lugar de Dudu, suspenso, mandou Michel Bastos.

Na teoria, foi uma tentativa válida. É de se imaginar que nos treinos que aconteceram na segunda e na terça-feira, a despeito da viagem, o time tenha treinado para jogar nessa formação e tenha agradado ao treinador. Na prática, deu tudo errado.

Defensivamente, os três zagueiros não funcionaram como deveriam e a dupla de atacantes do Peñarol achou espaços livres para receber e finalizar. Na verdade, o esquema deveria prevenir até que as bolas chegassem a nossa área. Mas os jogadores pareciam não entender onde deveriam ficar e o que deveriam fazer. Com a bola, não conseguiam sair jogando e tentavam alcançar Borja de qualquer jeito, rifando a bola que invariavelmente e recuperada pelos uruguaios, que iniciavam um novo e perigoso ataque. Foi uma mudança muito radical para ser assimilada em tão pouco espaço de tempo e ser colocada em prática num jogo tão importante. A pressão explica – mas não justifica – a precipitação e as decisões erradas do treinador.

Tentativa e acerto

Eduardo, percebendo o equívoco, poderia simplesmente ter voltado para a configuração tradicional, colocando Tchê Tchê no lugar de Vitor Hugo. Mas o treinador foi além, puxando Michel Bastos para a lateral esquerda; sacando Egídio e mandando Willian a campo, que ora fez o papel do ponta esquerda, ora jogou como segundo centroavante. Bingo!

O encaixe foi perfeito e a virada veio de forma até suave – Roger Guedes ainda se deu ao luxo de perder um gol feito. Diante de um Peñarol razoavelmente relaxado pela ilusória vantagem (“2 a 0 é um placar perigoso”, dizem), o time voltou com muita garra, minou a confiança dos uruguaios com gols rápidos e esmagou o adversário.

Tchê Tchê voltou a ser aquele do ano passado, com sua conhecida onipresença e passes precisos; Guerra jogou o fino da bola, fazendo o papel de um legítimo camisa 10; Borja se posicionou bem, sempre puxando um ou dois zagueiros e abrindo os espaços que foram fundamentais para que Willian brilhasse nos toques de Jean, que deitou e rolou em cima do fraquíssimo Hernandez. Uma virada sensacional.

E agora?

O esquema que funcionou como uma máquina no segundo tempo no Uruguai pode ser, mas não é necessariamente o que deve funcionar melhor com o elenco do Palmeiras – até porque, o rendimento de cada combinação depende do encaixe com o adversário.

Dudu estará à disposição contra o Jorge Wilstermann. O dono da braçadeira de capitão, com convocações recentes para a seleção brasileira e com o temperamento explosivo, é um jogador difícil de ser sacado, caso Eduardo resolva manter a última formação para aprimorá-la. Nosso treinador vai precisar usar todo seu tato e aproveitar o momento de união intensa no grupo causado pelos acontecimentos pós-jogo para promover essa mudança, se for sua vontade. Pode sobrar um banco para Roger Guedes, e isso não terá nada a ver com nenhuma teoria conspiratória. Afinal, nosso treinador deixou claro que é “homem pra caralho”, se alguém ainda não entendeu.

É fato que Willian joga bem melhor com Borja em campo, jogando aberto e entrando em diagonal, e não como centroavante enfiado. Michel Bastos encaixou bem demais na lateral e precisa reaprender a gostar da nova-velha posição.

O fato é que Eduardo vem justificando o voto de confiança dado a ele por parte da torcida. Ao contrário de Marcelo Oliveira, que esgotou o repertório de tentativas e não mostrava nenhuma reação, nosso atual treinador não descansa e segue tentando encontrar a melhor combinação, a química perfeita, a tal da “liga”. Às vezes ela aparece rápido, às vezes demora mais. Enquanto ele estiver evoluindo, enquanto o time der sinais de que pode engrenar de vez e se tornar consistente, a manutenção do técnico é mandatória para que o tempo investido nos primeiros meses da temporada não sejam jogados no lixo.


Esta noite acompanhe o Periscazzo – live no Facebook com a participação dos leitores, que fazem perguntas. Acesse o Facebook e entre no grupo para participar.

Eduardo Baptista zerou o saldo com a torcida ao conceder coletiva épica

Eduardo Baptista concedeu uma entrevista coletiva pós-jogo tão épica quanto tudo o que aconteceu no gramado do estádio Campeón Del Siglo. Bastou uma pergunta, sobre a condição de jogo de Willian Bigode, que marcou dois gols na partida, para desencadear uma reação que já começou irritada e cujo tom só foi subindo à medida que as palavras pulavam de sua boca como balas de uma metralhadora. Eduardo estava muito puto.

O responsável por isso foi Juca Kfouri, que nesta matéria em seu blog no UOL acusou o treinador de ser “maleável” e de ceder a pressões de Alexandre Mattos para escalar Roger Guedes no lugar de Willian na partida de sábado passado. Atribuiu a informação a fontes que não querem ser reveladas.

É muito fácil ser jornalista. Basta invocar o direito garantido por lei de preservar a fonte e escrever absolutamente o que quiser. No caso, o articulista descreveu nosso treinador como uma pessoa manipulável e sem pulso, justamente num momento em que vinha sendo fortemente cobrado pela eliminação no Paulistão.

Eduardo reagiu. Veja o vídeo abaixo, publicado na página “Mídia Palmeirense”do Facebook.

Zerado

A virada histórica em campo, seguida desta declaração épica, praticamente zerou o saldo de Eduardo Baptista com a torcida e o treinador ganhou bastante fôlego para remontar o time para a conclusão da fase de grupos da Libertadores e para os inícios do Brasileiro e da Copa do Brasil.

Dentro de campo, ele continua tentando achar saídas para a crise tática do time. No primeiro tempo, tentou aprimorar o esquema ensaiado no sábado contra a Ponte, e foi um retumbante fracasso. No segundo tempo, na base da tentativa e erro, parece ter encontrado um encaixe interessantíssimo com Michel Bastos na lateral esquerda; Tchê Tchê inspirado é sempre uma ajuda indispensável, e Willian Bigode quando joga como segundo centroavante ao lado de Borja é letal. Pode ser um caminho a ser seguido – resta saber o que fará com Dudu.

Fora de campo, uma das maiores queixas da parte da torcida que se mostrava mais insatisfeita com o treinador era a de sua suposta apatia e frouxidão. Talvez animado por esse falatório é que o blogueiro do UOL decidiu acreditar em suas desinteressadas fontes e soltou o veneno. Pois levou uma invertida que ninguém esperava.

Ao mesmo tempo, o episódio serviu também para unir ainda mais o grupo em torno dos objetivos do ano. As pequenas e corriqueiras desavenças que aconteceram durante esta trajetória, se já não estavam perfeitamente contornadas, agora estão. Nada como uma treta!

Não se pode confiar na imprensa

Nossa torcida precisa aprender de uma vez por todas a não confiar na imprensa quando as fontes são ocultas – normalmente “um diretor”, “um conselheiro” ou “pessoas próximas” a alguém. A prerrogativa de proteger a fonte é usada de forma torpe por jornalistas esportivos que têm por único objetivo praticar o clubismo. Uma falsa imagem de nosso treinador foi cuidadosa e gradativamente pintada por esses péssimos profissionais; nossa torcida, ingênua, comprou, e se surpreendeu ao conhecer o verdadeiro Eduardo.

Não alimentem boatos maldosos plantados por esses caras. Não proliferem textos, áudios e vídeos sacanas desses maus profissionais. Quando eles aparecerem em suas telas, desliguem a TV. Não visitem mais seus sites ou blogs. Prefiram prestigiar a mídia palmeirense, assumidamente parcial: sempre ao lado do Palmeiras.

(Abrem-se parênteses aqui para sustentar o respeito aos setoristas, que defendem seus salários no dia-a-dia da Academia de Futebol e nem que quisessem poderiam ser sacanas com o Palmeiras: afinal, eles estão lá todo dia e numa dessas podem se vir sozinhos com o Felipe Melo numa alameda qualquer, e aí experimentariam a responsabilidade de nosso camisa 30.)

Parabéns professor Eduardo. Estamos a seu lado. Até os cornetas que querem o bem do Palmeiras estão – ou passaram a estar.

Já aqueles cornetinhas que só querem ter razão e que casaram com suas próprias opiniões, que sentem ao lado do jornalista que não revela suas fontes no bonde que vai para o quinto círculo do inferno.


O Verdazzo é patrocinado pela torcida do Palmeiras.

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Uruguai: um futebol de fracos e covardes

Felipe Melo
REUTERS/Andres Stapff

Quando Enrique Cáceres apitou o fim do jogo de ontem entre Peñarol e Palmeiras, qualquer torcedor mais experiente começou a desejar que a câmera abrisse porque sabia que o pau ia começar. É tradicional, histórico: jogadores do Uruguai não sabem perder, sobretudo para brasileiros, e quando estão em casa sempre apelam.

O que já é natural ficou mais exaltado ainda diante da forma como o jogo entre as duas equipes tinha acabado duas semanas antes; a imprensa uruguaia tratou de colocar pilha e a diretoria do Palmeiras, já prevendo problemas, se precaveu muito bem, destacando um efetivo reforçado de seguranças.

Começou a treta


Quando a confusão começou, o alvo preferido foi Felipe Melo – certamente reflexo de sua declaração na entrevista de apresentação, quando disse que, se precisasse, daria tapa na cara de uruguaio, mas com responsabilidade. Acuado, Felipe deu uma muquetaça em Mier, o reserva de colete que não teve peito para fazer o que ameaçava, enquanto ia sendo encurralado por três uruguaios – um deles, Junior Arias, chegou a pegar a bandeirinha de escanteio de forma ameaçadora.

Outro que só agitou foi o zagueiro Quintana, que ficou apontando dedo à meia distância o tempo todo, mas quando teve a chance de ir pra cima, guardou o espaço e ficou só apontando o dedo mesmo.

Portão foi aberto na marra para que os jogadores do Palmeiras deixassem o gramado
Reprodução – FOX Sports

Em condições de treta absoluta, nosso time se conduziu à passagem que dá acesso aos vestiários, quando foi surpreendido: o portão havia sido fechado pelos covardes funcionários do estádio, para que nossos jogadores ficassem encurralados. Foi então que nosso corpo de seguranças agiu rápido e abriu o portão na marra, liberando nossos jogadores.

Alguns mostraram sinais de agressões, como Willian Bigode e Fernando Prass, mas nada sério. Ao final, nossos jogadores puderam comemorar a lindíssima vitória conquistada na bola, com o orgulho de terem se defendido com muita honradez da covardia uruguaia.

Histórico

O Uruguai já foi um país importante no futebol; ganharam a Copa de 1950 jogando bola num Maracanã lotado e conquistaram o respeito da comunidade futebolística mundial – respeito que foi caindo ano a ano a partir da década de 60, quando os times uruguaios passaram a apelar constantemente em seus jogos. Quando o Nacional veio jogar contra o Palmeiras em 1971, no Pacaembu, os relatos dos mais velhos dão conta que eles não desceram para o vestiário para descansar – ao contrário, pareciam tão dopados que não conseguiam parar de dar piques mesmo no intervalo.

Foi essa postura que fez com que os times europeus desprezassem a Copa Intercontinental por vários anos na década de 70; ninguém queria expor seus jogadores a terem as canelas partidas por uruguaios (ou argentinos, que mesmo em menor escala, faziam o mesmo jogo).

Com o avanço tecnológico, câmeras de replay e exames antidoping se proliferaram, e com isso o jogo uruguaio minguou – ao contrário dos argentinos, que permaneceram fortes, porque ao menos sabem jogar bola. O Uruguai, no futebol, é hoje um país pequeno, pequeno, pequeno, pequeno, como diria o Mattos. Basta verificar a evolução das conquistas do futebol do país com o passar dos anos.

Quando estão ganhando, não jogam; covardemente evitam que a bola corra para o relógio andar mais rápido. Quando estão perdendo, por serem fracos, não tem a menor capacidade de se impor na bola para buscar o resultado. E quando o jogo acaba e eles não gostam do resultado, mostram mais covardia ainda armando emboscadas e tentando aliviar as frustrações saindo na mão.

Desta vez deu ruim pra eles: pegaram pela frente o Palmeiras. Apanharam na bola, e viram que na mão também não dava, mesmo em casa e com artimanhas torpes. O Peñarol merece estar passando por tudo isto, e o Uruguai merece ter um timinho como o Peñarol como seu maior representante. Chupem, malditos.

HEROIS – Corpo de seguranças que protegeu nossos atletas e comissão técnica em Montevideo