Podcast: Periscazzo (31/10/2017)

O empate contra o Cruzeiro e a tensão crescente na semana do Derby mais importante deste século.

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Arbitragem de Heber exige uma reação enérgica de nossa diretoria

O Palmeiras foi assaltado ontem por Heber Roberto Lopes e deixou de somar dois pontos importantíssimos nesta reta final do Brasileirão.

O escanteio foi batido da direita aos 39 do primeiro tempo, quando o placar apontava 1 a 1. Um gol do Palmeiras mudaria totalmente a dinâmica do jogo e a tendência, pelo que os dois times mostravam em campo, era que o time conseguisse segurar a vitória.

Heber só apitou depois que a bola estufou as redes de Fábio. Inventou um empurrão de Borja sobre Manoel, que se desmanchou no chão quando percebeu que perderia a disputa pelo alto. Impossível não se lembrar do gol de Obina contra o Fluminense, criminosamente anulado por Carlos Simon em 2009.

Houve também um discutível lance de pênalti sobre Keno, quando o placar ainda estava 1 a 0 para o Cruzeiro. Um lance daqueles que em Itaquera era cal, na certa.

Reação enérgica

Heber Roberto LopesO Palmeiras precisa reagir em relação a esse roubo à mão desarmada do qual foi vítima ontem. Até a imprensa reconhece que o clube foi prejudicado. Se a diretoria se calar depois desta operação, nossos objetivos desta reta final de campeonato virarão pó.

É necessário um soco na mesa. Uma coletiva deve ser convocada para que o Palmeiras declare sua total indignação contra a arbitragem nociva de Heber. Pressão total no juiz do Derby, que ainda não foi definido. A cota de roubos sobre nós foi definitivamente esgotada para 2017.

O que causa mais indignação ainda é que Heber Roberto Lopes, quando quer, faz arbitragens perfeitas. É tecnicamente um dos melhores, se não o melhor em atividade. Não há um retoque a fazer em sua arbitragem em SCCP x Grêmio, na semana anterior – ou mesmo na final da Copa do Brasil de 2015. Quando não quer aparecer – ou seja lá que outro motivo – Heber é perfeito. Ontem, passou longe disso.

Isto não pode ficar assim.

Podcast: Periscazzo (27/10/2017)

Pode cair o mundo que nosso foco está no G4!

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Velloso: de ídolo incontestável a bobo da corte do Neto

Velloso
Reprodução

A súbita aproximação de Palmeiras e Santos em relação ao líder do Brasileirão devolveu o interesse geral ao campeonato.

O título do rival, antes dado como favas contadas, agora é colocado em dúvida principalmente pela própria torcida deles. A imprensa está adorando: com a volta da disputa, a audiência sobe.

Os jogadores do Palmeiras já estão escaldados pelos efeitos que a expectativa exagerada por títulos pode causar. Boa parte das explicações que se encontrou para a perda dos títulos das copas este ano recaiu sobre a pressão que se colocou sobre os jogadores, pelo “investimento feito”.

Agora, o discurso aparentemente ensaiado é de que o objetivo do elenco para este fim de ano é conquistar uma vaga direta para a fase de grupos da Libertadores. É óbvio que se a diferença, que neste momento é de seis pontos, cair ainda mais, nossos jogadores serão obrigados a rever as expectativas – mas mesmo assim, sem jamais assumir o favoritismo, já que quem esteve com dezessete pontos de vantagem e tem a obrigação de conquistar a taça é o rival.

Arapuca

No programa Os Donos da Bola de terça-feira, nosso ex-goleiro Velloso, que hoje ataca de comentarista, caiu nas armadilhas de Neto, que é seu chefe, e acabou levantando uma taça preparada pela produção com o escudo do Palmeiras, enquanto o GC mostrava a legenda “Palmeiras Campeão Brasileiro de 2017”. Uma arapuca vergonhosa.

A manobra é clara: tentar tirar a pressão enorme que se impõe do outro lado e jogá-la para cá. Velloso foi avacalhado no ar por seu chefe e por Ronaldo, o frangueiro careca que também faz parte da seleta equipe. O vídeo é constrangedor. Se achar necessário, confira aqui, a partir de 11min00. Tome um dramin antes.

O programa em questão é um circo e o apresentador é um palhaço, no sentido exato da palavra. A ideia da Bandeirantes é fazer entretenimento para quem gosta de assistir a esse tipo de “discussão” – e em nosso país, esse segmento não é pequeno.

O problema é que o apresentador usa seu circo para defender seu time e para isso faz tudo o que está a seu alcance. É uma espécie de Gambazzo na TV, com a diferença que não é formal ou assumidamente torcedor. A presença de jornalistas sérios como convidados eventuais camufla a evidente parcialidade. A linha entre jornalismo e entretenimento acaba desaparecendo. É perturbador ver uma emissora com décadas de tradição jornalística como a Bandeirantes permitindo isso em nome dos altos índices de audiência.

Velloso: a decepção

Já é desnecessário recomendar a nossa torcida que não assista a esse programa, que não repercuta seu conteúdo. O Verdazzo pede desculpas aos leitores por postar o link, mas neste caso, foi necessário disponibilizar todo o contexto da decepção com Velloso, um dos grandes ídolos da história recente do Palmeiras.

No vídeo, Velloso, que é o representante palmeirense encravado no meio de dois gambás, só faltou levar um tapão na nuca. Como um menino que tenta ser aceito no grupo dos caras mais fortes e legais da classe, ele aceitou a zoeira, mesmo que isso tenha significado ir contra ao que todos os nossos jogadores apregoam com muita clareza em todas as entrevistas.

Uma bela história, maculada

O time de 1989 tinha Velloso como grande revelação
O time de 1989 tinha Velloso como grande revelação

Quem tem mais de 35 anos provavelmente vai se lembrar de um amistoso entre Palmeiras e Flamengo, no Pacaembu, que abriu a temporada de 1989 e serviu para apresentar o novo time à torcida. Leão era um técnico em ascensão e o Verdão havia contratado um pacote interessante de jogadores. O Palmeiras perdeu por 2 a 1, mas a torcida saiu do estádio feliz em ver um time realmente promissor.

Estrearam como titulares Careca Bianchesi, Paulinho Carioca, Dario Pereyra, Júnior, além de Velloso e Neto, que marcou o gol do Palmeiras e subiu no alambrado enlouquecido. Gaúcho, que viria a ser um dos grandes nomes daquele ano, entrou no segundo tempo. Mas a jogada que não sai da mente de nenhum palmeirense que estava vivo naquela noite foi a defesa que o menino Velloso fez numa cabeçada mortal de Zico, à queima-roupa, dentro da pequena área.

Velloso nunca chegou a ser o ídolo máximo das grandes conquistas que participou. Em 93, sofreu com lesões e quem saiu nos pôsteres do Paulista foi Sérgio. Foi para o Santos e não ganhou o Brasileiro daquele ano, nem o Paulista de 94. Voltou ao clube para ganhar o Brasileirão de 94, num time que tinha Antônio Carlos, Cléber, Roberto Carlos, César Sampaio, Rincón, Rivaldo, Edmundo, Evair e Zinho.

Velloso faz mais uma ponte espetacular
Velloso faz mais uma ponte espetacular

Em meio a tantos craques, num time que era pouco atacado, conseguiu relativo destaque com intervenções espetaculares, como a defesa de mão trocada na final, numa falta batida por Belzebu. Velloso, aliás, é talvez o goleiro com os movimentos mais espetaculares em toda a História do clube. A “plástica” de seus saltos foi talvez a mais bonita entre todos os que já envergaram a mítica camisa 1 do Palmeiras.

Nas peladas, todo palmeirense que se aventurava a ir para o gol gritava “Veeellooooooso” ao fazer suas defesas. Foi titular em 1996, no espetacular time dos 102 gols – mas foi o responsável por perder a Copa do Brasil naquele ano na final contra o Cruzeiro, numa falha grosseira. Dois anos depois, redimiu-se e levantou essa taça como titular contra o mesmo adversário. Em 1999 lesionou-se num treino e viu Sérgio e Marcos saírem no pôster da Libertadores.

Pode ser que Velloso precise muito do emprego e que por trás do ambiente aparentemente descontraído do programa, exista uma hierarquia implacável onde quem não obedece ao chefe corre o risco de ser mandado embora. Ou pode ser que ele tenha aceitado a “brincadeira” simplesmente porque não acredita que ela possa influenciar em nada nos jogadores. Ou mesmo pode ser que Velloso seja apenas um bobão que pagava o lanche dos outros meninos na cantina da escola. De qualquer forma, é muito decepcionante.

Velloso era um cara que, por sua história no clube, quando nossos caminhos se cruzaram, sempre tratei com reverência – a mesma reservada a craques como Ademir, Dudu, Evair, Marcos, Luís Pereira, César Sampaio, Leão, entre tantos outros. Mas depois deste episódio, admito que ele perdeu essa aura. Mesmo sem maldade, acabou destruindo aos poucos a imagem de ídolo alviverde. Hoje ele é só o bobo da corte do Neto.

Aqui não cola

Apesar de alguns torcedores do Palmeiras já terem estupidamente embarcado no oba-oba, os jogadores permanecem firmes. Na coletiva de ontem, Moisés já disse que podem tentar jogar a pressão para cá, que não vai colar – provavelmente em alusão ao programa mencionado.

Enquanto a distância era longa, até cabia ligar a calculadora, conjecturar sobre as possibilidades, porque a probabilidade era pequena. Agora que a distância caiu e que a chance real volta a existir, tudo o que não precisamos é aumentar a ansiedade. A obrigação tem que permanecer toda do lado de lá. Nosso foco segue sendo o G4. Foco apenas no jogo contra o Cruzeiro. VAMOS PALMEIRAS!


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A base do Palmeiras segue muito bem, obrigado

Sub-20
Fabio Menotti/Ag.Palmeiras

Os campeonatos paulistas das categorias de base começam a chegar no funil, e o Palmeiras segue vivo e forte em todas as categorias, com boas chances de melhorar ainda mais os resultados do ano passado, quando conquistou três dos cinco troféus em jogo.

Além da proximidade de chegar a mais troféus, o trabalho com a meninada pode render muitos frutos ao Palmeiras, seja financeiramente, seja lapidando novos valores a serem integrados ao time principal.

Sub-11

Dono de uma campanha espetacular, a garotada do sub-11 terminou a primeira fase com 15 vitórias e 1 empate, 91 gols marcados e apenas 4 sofridos e um saldo estonteante de 87 gols. Nas oitavas-de-finais, o time passou pelo Audax com duas vitórias esmagadoras, marcando 11 gols e sofrendo apenas um.

Na partida de ida das quartas-de-finais, o Verdão já venceu a Ponte por 5 a 0 em Campinas, e tudo indica que o time vai avançar às semifinais. Com um ataque demolidor desses, a tabela de artilharia tem 3 jogadores do Palmeiras nas 4 primeiras posições: Luighi Hanri, com 20 gols, Endrick Felipe, com 18 gols e Marcus Vinicius, com 14. A tendência é que, além do Palmeiras, avancem às semifinais o Santos, o SCCP e o Noroeste.

Sub-13

Com 41 pontos ganhos em 48 possíveis na primeira fase, o sub-13 segue avançando na competição – na partida de ida das quartas-de-finais, venceu o Comercial em Ribeirão por 3 a 1.

O destaque do time é Marcos Eduardo, que já marcou 11 gols na competição. O jogo de volta acontece no próximo domingo em Guarulhos e devem avançar junto com o Palmeiras o SCCP, a Ponte Preta e o SPFC.

Sub-15

Com treze vitórias e apenas um empate, 66 gols marcados e apenas 3 sofridos, o Palmeiras demoliu seu grupo na primeira fase do campeonato e segue avançando. Na primeira partida das quartas-de-finais, meteu 5 a 0 no Guarani, em Campinas.

No sábado, teremos a definição dos semifinalistas, e devem avançar junto com o Verdão o Santos, o SPFC e o Red Bull. O menino Gabriel Silva marcou 27 gols em 27 jogos e é o grande destaque do campeonato.

Sub-17

Esta categoria foi eliminada na segunda fase no ano passado, mas ao que parece as coisas serão diferentes este ano. Mesmo com três atletas cedidos à seleção brasileira que disputou até hoje o mundial na Índia (Vitão, Luan Cândido e Alanzinho), o time segue avançando sem dificuldades no Paulista – na primeira partida das quartas-de-finais, venceu a Inter em Limeira por 1 a 0, e decide a vaga no sábado, em Guarulhos.

O Palmeiras tem três atletas entre os principais goleadores do campeonato: Diego Santos, com 19 gols, e o paraguaio Aníbal e Fabrício Nascimento, com 17. Os outros times que devem avançar na competição são América, SPFC e SCCP.

Na Copa do Brasil, a categoria também faz boa campanha, e joga hoje às 18h30, em Itu, contra o Vasco. O jogo tem entrada gratuita e será transmitido pelo SporTV.

Sub-17
Fabio Menotti/Ag.Palmeiras

Sub-20

Léo Passos
Fabio Menotti/Ag.Palmeiras

A principal categoria do futebol de base definiu este fim-de-semana os confrontos das quartas-de-finais e teremos Derby, com o primeiro jogo sendo realizado em Itaquera no próximo final-de-semana. Os outros confrontos serão Novorizontino x Desportivo Brasil; SPFC x Água Santa e Capivariano x Ponte Preta.

O Palmeiras fez a melhor campanha da primeira fase, com 54 pontos em 66 possíveis, e saldo de 47 gols. Léo Passos, que treinou várias vezes como time principal e até completou o coletivo da seleção principal da CBF, é um dos destaques do time com 13 gols marcados. Fernando, que tem 12, é um dos mais prestigiados e esta semana teve seu contrato renovado até 2022.

Prontos para o time de cima?

Um dos mantras das categorias de base é que, mais importante que vencer campeonatos, o principal objetivo é forjar talentos. Mas é inegável que levantar troféus é uma experiência fundamental para formar vencedores. Depois de anos adormecidas, nossas categorias de base entraram num ciclo vencedor que tende a se prolongar e a render ótimos frutos.

Alanzinho
Getty Images

Há quem se encante com o futebol de Alanzinho na seleção sub-17 e queira vê-lo efetivado no time de cima, mesmo com uma notícia de que o Real Madrid teria oferecido absurdos e irreais R$180 milhões pelo garoto. Uma oferta desse tamanho por um sub-17, na nossa realidade, não teria nem o que pensar. São 5 Borjas (ou duas Crefisas) por um menino muito talentoso, que pode até vir a ser um craque de primeiro nível, mas também pode virar um Allione ou um Lucas Lima. Resta saber se a notícia tem base ou se é só fumaça.

O Palmeiras precisa aprimorar a última fase de formação de jogadores, que é quando se prepara um menino não mais para chutar, se posicionar, cabecear, usar o corpo numa disputa – fundamentos que se desenvolvem predominantemente nas categorias menores, mas sim a parte mental, a suportar a vida de atleta profissional, ainda mais num clube de massa. É quando os meninos viram homens, com o perdão pelo chavão.

Temos visto nas últimas temporadas o Palmeiras com times muito competitivos entre o sub-11 e sub-15, mas essa força começa a diminuir no sub-17 e principalmente no sub-20, onde o time segue à caça de sua primeira Copa São Paulo e não revela jogadores na quantidade e qualidade desejada – talvez falte exatamente algo nesta última etapa.

Depois de alcançar um nível de excelência na estrutura e nas finanças, falta ainda ao Palmeiras definir-se como escola de futebol, com identidade tática, e isso é feito através dos valores forjados na base que sobem ao time principal e ganham seus espaços com sangue 100% verde. Com pelo menos 10 ou 12 jogadores de alto nível feitos em casa e aplicando os recursos financeiros não para montar todo o elenco, mas apenas 60%, o Palmeiras tem tudo para se manter no protagonismo do futebol brasileiro por anos a fio e pode até sonhar com voos mais altos no cenário internacional.

Tudo começa levantando taças na base. Boa sorte, molecada!


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