O ano de 2000 na História do Palmeiras

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BasílioAs perdas do final de 1999 não foram poucas: além dos vice-campeonatos no Mundial e na Mercosul, deixaram o clube jogadores importantes como Zé Maria, Rivarola, Cléber, Júnior Baiano, Zinho, Oséas, Paulo Nunes e Evair.

Mas Felipão soube trabalhar bem o elenco e as peças de reposição funcionaram bem. O Palmeiras trouxe os zagueiros Argel e Índio e o atacante Basílio. Além deles, o lateral Neném, o zagueiro Agnaldo, atacante Pena, que tinha vindo do Rio Branco no segundo semestre de 1999, e o meio-campo Rodrigo Taddei, da base, começaram a ganhar espaço.

A primeira disputa do ano foi o Rio-SP e o Palmeiras só tinha Pena como centroavante, e nem sempre Felipão o colocava em campo. Basílio, Euller e Asprilla deram muita velocidade ao ataque. Euller brilhou num 6 a 2 sobre o Fluminense: marcou quatro. E o Verdão conquistou o torneio no início de março aplicando um histórico 4 a 0 no Vasco de Romário, Edmundo, Juninho Pernambucano, Pedrinho e Mauro Galvão.

Mas mesmo assim Felipão sentiu que precisaria de reforços no comando do ataque e a diretoria trouxe Marcelo Ramos do SPFC e Luiz Cláudio, que havia chamado a atenção jogando pelo Vasco.

AlexA fase de grupos da Libertadores acontecia ao mesmo tempo em que o Palmeiras disputava as classificatórias do estadual. Revezando bastante os atletas, Felipão levou o time fazendo apenas o necessário para avançar no paulista. O time conseguiu grandes goleadas em casa pela Libertadores, mas teve problemas no jogos fora contra El Nacional e o Strongest. A classificação esteve ameaçada, mas veio nos jogos finais – vitória em casa sobre El Nacional (4 a 1) e um empate fora (2 a 2) contra o Juventude.

As oitavas (Peñarol) e quartas-de-finais (Atlas) da Libertadores foram disputadas ao mesmo tempo que o quadrangular (contra Rio Branco, Ponte Preta e SCCP) da Terceira Fase do Paulista, e o Verdão avançava com a conta justa – para passar pelo Peñarol, foram necessárias cobranças de pênaltis.

O ritmo de jogos era frenético. Entre abril e maio, o Palmeiras disputou 20 partidas. Para piorar, começou a Copa do Brasil e tivemos que enfrentar o ABC em meio às disputas das semifinais do Paulista e da Libertadores – clássicos, respectivamente, contra Santos e SCCP. Foram duas semanas seguidas jogando domingo, terça e quinta.

Empatamos a primeira semi do estadual contra o Santos (0 a 0); perdemos por 4 a 3 a ida da semi da Libertadores num Derby eletrizante – perdíamos por 3 a 1, buscamos o empate mas Vampeta deu números finais aos 45 do segundo tempo. Os reservas seguraram um empate em Natal (3 a 3).

MarcosApós abrir 2 a 0 no primeiro tempo, o Palmeiras tomou uma virada desagradável do Santos na volta do estadual e ficou fora da final. Mas o grande jogo estava por vir: a volta da semifinal da Libertadores, na terça, 6 de junho.

O Palmeiras precisava vencer por um gol para provocar os pênaltis, e saímos na frente com Euller. Cinco minutos depois, Luizão empatou e o primeiro tempo terminou 1 a 1. O mesmo Luizão virou o jogo aos 7 minutos e passamos a precisar de dois gols, que vieram: Alex fez um golaço aos 14 e cobrou uma falta aos 26 para Galeano, com alguma parte do corpo, escorar para as redes de Dida e decretar a virada. A vaga, mais uma vez, ia para os pênaltis.

Todos iam acertando suas cobranças e os jogadores quase chegaram a brigar durante as comemorações. Júnior converteu a quinta cobrança do Palmeiras e Marcelinho Carioca foi para sua batida. Se ele errasse, teria um gosto especial, porque era do Marcelinho que a torcida do Palmeiras queria arrancar o sangue. Ele batia muito bem. Correu, bateu, e MARCOS fez a maior defesa da História do Palmeiras, que ia a mais uma final de Libertadores.

Quase ninguém soube, mas os reservas do Palmeiras avançaram às quartas da Copa do Brasil dois dias depois empatando por 1 a 1 em casa contra o ABC.

AlexNo confronto contra o Boca Juniors, dois empates: 2 a 2 na Bombonera, com o Palmeiras buscando o empate duas vezes; e 0 a 0 no Morumbi abarrotado. Nos pênaltis, brilhou Córdoba e o Boca ergueu o troféu.

Muito decepcionado, o Palmeiras ainda tentou reunir forças para as quartas-de-finais da Copa do Brasil contra o SPFC, mas acabou sendo derrotado duas vezes e foi eliminado. O time estava disperso e muitos jogadores já estavam com a cabeça fora do clube. E não apenas os atletas: ao fim dessa maratona, Felipão deixou o Palmeiras, que já se preparava para o fim da co-gestão com a Parmalat, definida semanas antes. Além do treinador, deixaram o clube Alex, Rogério, Roque Júnior, Júnior, César Sampaio, Marcelo Ramos e Euller.

Duas semanas depois, ainda sob o comando de Murtosa, o Palmeiras foi ao Nordeste disputar a Copa dos Campeões, com reforços muito aquém da constelação que havia deixado o clube: Paulo Turra, Jorginho, Titi, Lopes, Alberto e Adriano Louzada. E de forma surpreendente, depois de passar por Cruzeiro e Flamengo, o time chegou ao título vencendo o Sport em Maceió – 2 a 1, gols de Asprilla e Alberto.

O time ainda ganhou o reforço do volante Flávio, do União São João, do zagueiro Gilmar, que veio da Espanha, e do meio-campista Magrão, do São Caetano, para as disputas do Campeonato Brasileiro (chamado naquele ano de Copa João Havelange) e da Copa Mercosul. No comando, Marco Aurélio Moreira, campeão da Copa do Brasil pelo Cruzeiro.

Palmeiras 3x4 VascoApós um início turbulento, o novo Palmeiras de Marco Aurélio engrenou e alcançou as fases finais das duas competições, principalmente com a chegada do atacante Tuta, que estava no Flamengo. Na Mercosul, o Verdão avançou às finais passando pelo Cruzeiro e Atlético-MG. No Brasileiro, chegou às quartas eliminando o SPFC.

O mês de dezembro, entretanto, foi de decepções, em pleno Palestra Italia. Pelas quartas da João Havelange, o Palmeiras perdeu para o São Caetano o primeiro jogo por 4 a 3; chegou a abrir 2 a 0 na volta, mas cedeu o empate e foi eliminado. Na Mercosul, uma vitória para cada lado no confronto contra o Vasco forçaram o jogo-desempate. O Palmeiras abriu 3 a 0 no primeiro tempo, mas com atuações enormes de Juninho Paulista e Romário – e da arbitragem de Márcio Rezende de Freitas – o Vasco conseguiu uma incrível virada e ficou com o título.


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