O ano de 2003 na História do Palmeiras

Titulos
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Leandro AmaralO desastre do rebaixamento para a Série B causou uma enorme limpa no elenco. Arce tinha um salário muito alto e incompatível com a realidade do clube. Outros, como Juninho, Flávio e Lopes, encerraram seus ciclos no Palmeiras. E outros, como Rubens Cardoso, Alexandre, Itamar e Paulo Assunção, simplesmente jamais deveriam ter jogado com nossa camisa. 

Para reconstruir o elenco, veio um pacotaço com onze atletas – os destaques eram o retorno de Neném, o meia Adãozinho, do São Caetano; o atacante Leandro Amaral, revelado pela Lusa e que estava no SPFC; e o zagueiro Gustavo, campeão brasileiro pelo Atlético-PR dois anos antes.  

O estrangulado campeonato estadual tinha uma fórmula cuja fase de grupos tinha apenas seis jogos – o Palmeiras avançou como oitavo colocado na classificação geral, na ponta do laço. Nas quartas-de-final, em jogo único, uma partida épica deu um enorme alento e muito orgulho à torcida: vitória sobre o São Caetano por 2 a 0, no ABC, em noite inspiradíssima do atacante Thiago Gentil 

O lateral Pedro foi expulso no primeiro tempo, que terminou sem gols. Thiago Gentil abriu o placar aos oito minutos, mas pouco depois Claudecir também recebeu o cartão vermelho e o Palmeiras ficou com dois a menos. Pouco depois, o São Caetano também teve um jogador expulso. O campo ficou cheio de espaços e o time da casa veio com tudo pra cima, mas numa arrancada espetacular, Thiago Gentil fez o segundo e selou o placar a três minutos do fim. 

Palmeiras2003As semifinais seriam contra o SCCP e no primeiro jogo o Palmeiras abriu 2 a 0 no primeiro tempo. A empolgação atingiu níveis estratosféricos, mas o segundo tempo foi diferente e o jogo terminou empatado. Para a segunda partida, com o zagueiro Índio suspenso, Jair Picerni optou por improvisar Claudecir na zaga – um desastre que permitiu que o SCCP abrisse 3 a 0 com 15 minutos. No final, derrota por 4 a 2 e eliminação. 

O mundo seguiu girando e coube ao Palmeiras avançar na Copa do Brasil. Operário de Várzea Grande e Criciúma foram facilmente vencidos, até que o Palmeiras chegou às oitavas-de-final, contra o Vitória. O jogo da ida foi, provavelmente, a maior humilhação que o Palmeiras sofreu no Palestra Italia: uma sapatada de 7 a 2 que provocou uma nova reformulação no elenco. Zinho e Neném deixaram o clube, e junto com eles foram vários jogadores muito fracos que haviam chegado no começo do ano. 

Para a disputa da Série B chegaram Baiano, Daniel, Lúcio e Marcinho Guerreiro, entre outros. Além deles, tivemos a promoção de três meninos da base: Gláuber, Francis e Edmílson se juntaram a Vágner Love e Diego Souza Bunda de Urso, que já vinham recebendo uma ou outra chance. Os moleques já começaram a trajetória vencendo o Vitória em Salvador por 3 a 1 – insuficiente, claro, para passar de fase. Mas foi um bom começo. 

Veio então a disputa da Série B e o Palmeiras, depois de três partidas ruins, encaixou o novo time. Jogando com toques de bola rápidos, o Verdão engoliu a segunda divisão. O interessante é que, mesmo com um desempenho muito superior, o regulamento obrigava os oito melhores times a jogarem dois quadrangulares, para depois os dois melhores de cada grupo jogarem outro quadrangular para definir os dois promovidos. 

Torcida 2003O Palmeiras encarou as disputas e as venceu com muita autoridade. No primeiro quadrangular, passamos por Santa Cruz, Brasiliense e Sport; no segundo, por Marília, Botafogo e novamente o Sport.  

O transe da torcida no Palestra nessas partidas finais, estabelecendo uma enorme comunhão com o time e principalmente com a camisa, foi um dos grandes momentos de nossa História. O acesso foi conseguido nos confins de Garanhuns, contra o Sport, e a comemoração, intensa, se prolongou até o jogo final – protocolar – contra o Botafogo, quando o Verdão goleou por 4 a 1. 

A festa foi muito menos pelo resultado, mas pela sensação de ressurgimento e pelo orgulho de ter voltado no campo – pela primeira vez um clube grande do Brasil tinha sido rebaixado e voltado sem virada de mesa. E tínhamos uma molecada jogando muita bola – pelo menos acreditávamos nisso.

Brasileiro B 2003


Jogadores no ano de 2003


Jogos no ano de 2003