O ano de 2005 na História do Palmeiras

Titulos
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Cristian MendigoO Palmeiras iniciou o ano com reforços discretos, incompatíveis com a disputa da Libertadores, que não disputávamos desde 2001. A política do “bom e barato” implantada por Mustafá Contursi ainda prevalecia na gestão de Affonso Della Monica e Estevam Soares iniciou o ano com referências muito positivas aos dois contratados para o meio-campo: na vitória por 5 a 3 sobre a Inter de Limeira, Cristian Mendigo e Marcel foram muito elogiados pelo treinador – o último chegou a ser comparado com Leivinha – pelo menos, fisicamente.

O time, já há algum tempo sem Vágner Love, era fraco, sobretudo quando não tinha à disposição o meia Pedrinho, referência técnica que vivia às turras com recorrentes lesões. E Estevam não resistiu à fraca campanha quando foi esculachado à beira do campo por Diego Souza Bunda de Urso – o meia ficou furioso em Araras, quando foi substituído sete minutos depois de ter entrado em campo.

CandinhoA solução para o comando técnico do time foi inacreditável: Candinho assumiu o time em meados de fevereiro, às vésperas da estreia na Libertadores. O estadual, disputado por pontos corridos, já parecia distante com os primeiros tropeços e todas as atenções se voltaram para a competição continental. E a situação do Verdão após três rodadas não era tranquila, com apenas 5 pontos, tendo empatado com o Santo André, em casa. Candinho caiu após perder o quarto jogo, no ABC. Foram 16 jogos como técnico do Palmeiras.

Paulo BonamigoPaulo Bonamigo, que havia levado o Coritiba a uma campanha de destaque três anos antes e fez trabalhos interessantes no Atlético e no Botafogo, foi a aposta da diretoria para o início do Brasileiro e para tentar levar o Verdão ao mata-mata da Libertadores. E na ponta do laço, o time conseguiu o segundo lugar do grupo, caindo na chave que tinha o SPFC, à época com um time muito bom – e que venceria a competição meses depois.

Mesmo com reforços como Gamarra, Juninho Paulista e Marcinho Porpeta, entre outros menos cotados (Gioino e Washington Dumbo), Bonamigo não conseguiu fazer frente ao inimigo e o Palmeiras foi eliminado da Libertadores com duas derrotas. No Brasileirão, parcas vitórias não escondiam a fragilidade do time. Duas derrotas – uma num Derby, seguida de outra para o Fortaleza, no Palestra, precipitaram a queda de mais um treinador naquele ano.

Juninho PaulistaPara tentar salvar pelo menos o Brasileiro, a diretoria investiu pesado no comandante e trouxe Emerson Leão com um salário astronômico. O trabalho seria árduo: após doze rodadas, o time já estava 13 pontos atrás do líder, em 17° lugar num campeonato com 22 times.

Leão conseguiu dar um bom encaixe naquele elenco, que pouco a pouco foi recuperando terreno. Na rodada 28, o time estava em quinto lugar, a 9 pontos do líder. Mas as oscilações a que o irregular elenco estava sujeito não permitiram uma aproximação maior e o foco ficou mesmo na vaga para mais uma Libertadores.

O Palmeiras chegou à rodada derradeira um ponto atrás do quarto colocado, que estava conseguindo a última vaga – o Fluminense, justamente nosso adversário na última partida, no Palestra. E num jogo épico, nossa torcida teve um grande momento ao empurrar o time para uma virada histórica por 3 a 2. Uma pequena conquista para um time tão acostumado a grandes feitos – mas que, diante dos últimos anos, foi quase como um título.


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