O ano de 2017 na História do Palmeiras

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Eduardo Baptista comanda treino
César Greco / Ag.Palmeiras

Após a conquista do eneacampeonato brasileiro, vários atletas deixaram o clube – o principal deles, Gabriel Jesus, vendido ao Manchester City. O técnico Cuca também se desligou do Palmeiras para cuidar de assuntos pessoais – um acordo feito previamente com a diretoria na época de sua contratação, em abril de 2016.

Assim, um novo Palmeiras se desenhou no início de 2017, com muitas contratações e a troca de comando técnico: Eduardo Baptista foi contratado para comandar o desenvolvimento de um novo projeto técnico, visando a conquista do campeonato paulista, Copa do Brasil, Libertadores e do decacampeonato brasileiro.

Mattos e BorjaOs principais reforços foram os volantes Felipe Melo e Bruno Henrique e os atacantes Keno e Willian, além da dupla sensação do Atlético Nacional de Medellín, campeões da Libertadores de 2016: Alejandro Guerra e Miguel Borja – este último, a contratação mais cara da História do clube, por mais de US$ 30 milhões. O colombiano foi recebido pela torcida no aeroporto e carregado nos braços.

Considerando que o grupo tinha muitas modificações e que o treinador ainda havia acabado de chegar, o time fazia um bom campeonato paulista e a campanha na Libertadores era aceitável diante do Peñarol, Jorge Wilstermann e Atlético Tucumán. Mas a eliminação nas semifinais do campeonato paulista para a Ponte Preta, após sofrer um 3 a 0 em Campinas, balançou demais a confiança da torcida e da diretoria em Eduardo Baptista.

Coletiva Eduardo Baptista Uruguai
Reprodução

O treinador ganhou sobrevida após a épica vitória de virada sobre o Peñarol, em Montevideo, em partida marcada por um grande quebra-pau após o apito final, tendo Felipe Melo como protagonista. Baptista mostrou o quanto a pressão sobre si estava grande numa entrevista inesquecível. Mas no jogo seguinte, o time foi derrotado pelo Jorge Wilstermann e a diretoria decidiu dispensar o técnico. Para seu lugar, já com os problemas particulares resolvidos, Cuca foi chamado de volta.

A famigerada calça vinho, no entanto, perdeu o poder. Na Copa do Brasil, após passar pelo Inter com muita dificuldade, o time foi eliminado nas quartas-de-final pelo Cruzeiro, com um gol de Diogo Barbosa a cinco minutos do fim. Na Libertadores, mesmo contando com a volta de Moisés, lesionado no início da temporada, o time decidiu a vaga nas quartas-de-final nos pênaltis, e acabou suplantado pelo Barcelona de Guayaquil em pleno Allianz Parque.

Alberto Valentim
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Restava o Brasileirão, onde o SCCP havia disparado no primeiro turno, abrindo larga vantagem – aproveitando-se da enorme oscilação do Palmeiras, que estava ainda dividido com as disputas dos mata-matas. No segundo turno, só com o Brasileirão pela frente, o Palmeiras reagiu, mas um empate em casa por 2 a 2 com o Bahia causou a queda de Cuca. Alberto Valentim, auxiliar técnico, assumiu o time no meio de outubro.

O SCCP caiu drasticamente de produção e o Palmeiras emendou três vitórias no início do trabalho do novo técnico. Com um jogo atrasado e a seis pontos de distância, o Palmeiras conseguiu cortar a vantagem e depender só de si para conquistar o deca – bastava vencer o Cruzeiro, numa segunda-feira, e o Derby, no domingo seguinte, para assumir a liderança com mais seis jogos pela frente.

Derby - Daronco
Cesar Greco / Ag.Palmeiras

Mas uma operação casada vergonhosa da arbitragem impediu que a reação se concretizasse. Héber Roberto Lopes anulou um gol legítimo de Borja, sem nenhuma explicação, contra o Cruzeiro. E Anderson Daronco operou o Palmeiras no Itaquerão, permitindo que o SCCP abrisse novamente uma vantagem de oito pontos que não seria mais descontada.

O Palmeiras terminou de forma melancólica o ano de 2017, que havia começado tão cheio de esperanças.


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