1991

Palmeiras 1991O técnico Dudu seguiu prestigiado no comando da equipe mesmo após encerrar mais um ano sem conquistas. O time perdeu ao fim do ano anterior vários jogadores, como Elzo, Abelardo, Bandeira e Mirandinha. Os únicos reforços relevantes anunciados para reposição foram o lateral Albéris, com passagens protocolares por Portuguesa e Guarani, e o atacante Edivaldo, com a Copa de 86 no currículo.

A pré-temporada teve dois jogos contra os alemães Hamburgo e Stuttgart – o Palmeiras derrotou ambos e venceu a Copa Euro-América, cuja conquista parte da torcida comemorou como se fosse um título real. A fila gerava uma carência difícil de suportar.

O Campeonato Brasileiro teve início e o Palmeiras, após empatar um Derby sem gols na oitava rodada, estava no pelotão dos líderes numa tabela embolada. A diretoria, no entanto, não estava satisfeita com o rendimento do time e demitiu o treinador, trazendo para seu lugar Paulo César Carpegiani.

O trabalho do novo treinador começou com bons resultados: vitórias em casa contra o Atlético-MG e fora contra Grêmio e Bahia, além de um empate sem gols contra o SPFC. Carpegiani recebeu como reforços o jovem zagueiro Andrei, do XV de Jaú, destaque da Seleção Brasileira Sub-20, e o ponta Márcio, dispensado pelo SPFC.

Mas a sequência foi decepcionante. O time perdeu o embalo e ficou seis jogos sem vencer, e na última rodada o Verdão precisava vencer o Cruzeiro no Mineirão e ainda torcer por uma combinação de resultados. Nada daquilo aconteceu, o Palmeiras perdeu seu jogo e acabou eliminado, ocasionando na saída de Carpegiani do clube após apenas doze partidas.

1991Foram dois longos meses sem jogos oficiais, tempo suficiente para o novo treinador, Nelsinho Baptista, preparar o time para a disputa do Paulistão. O time disputou nada menos que onze amistosos sob seu comando, com um pacote de reforços de muito respeito: César Sampaio veio do Santos, que recebeu em troca Ranielli e Serginho Fraldinha. Também do Santos, veio o meia Edu Marangon. E da Atalanta veio um certo Evair, que já havia feito boas campanhas pelo Guarani – o Palmeiras ainda recebeu uma soma em dinheiro pela ida de Careca Bianchesi para o time de Bergamo. Belíssimas operações.

O Paulistão tinha dois grupos com 14 equipes – os Módulos Verde, a primeira divisão e Amarelo, a segundona. O SPFC havia sido rebaixado no ano anterior; a FPF, por isso, virou a  mesa para manter o clube do Morumbi na disputa de 1991. Após 26 jogos dentro dos grupos – turno e returno – os cinco primeiros do Módulo Verde e os três primeiros do Módulo Amarelo seriam distribuídos em dois quadrangulares para definir os finalistas.

O Palmeiras terminou o módulo Verde em segundo lugar, a apenas um ponto do SCCP. Na fase semifinal, caiu num grupo com SPFC, Guarani e Botafogo. Logo no primeiro jogo, um duelo de arrebentar com o SPFC, que venceu por 4 a 2, após 2 a 2 no primeiro tempo.

O quadrangular seguiu e o Palmeiras venceu seus quatro jogos seguintes, batendo Guarani e Botafogo fora e dentro de casa. O SPFC empatou seus dois jogos no interior, e as duas equipes voltaram a se encontrar empatadas com oito pontos na última rodada. Mas o regulamento dava a vantagem do empate em pontos ao SPFC por ter feito a melhor campanha, mesmo sendo contra times da segunda divisão. Na verdade, o SPFC não poderia nem estar disputando aquele título.

O Morumbi recebeu mais de 110 mil pessoas naquela tarde de domingo. Zetti fez grandes defesas, Evair mandou um canhão no travessão. Jorginho, Betinho e Edu tentaram de tudo, mas a bola não entrou. O empate em zero a zero permaneceu até o fim do jogo e a torcida alviverde, mesmo orgulhosa de seus atletas, amargou mais um ano sem títulos.

Jogos no ano de 1991

Jogadores no ano de 1991