Leão
Posição Goleiro
Nome Completo Émerson Leão
Nascimento11/07/1949 - 76 anos
Estreia
16/04/1969
Último Jogo
20/07/1986
Emerson Leão nasceu em Ribeirão Preto (SP) a 11 de julho de 1949 e era da base do Comercial quando foi captado pelo Palmeiras, aos 19 anos. O time ainda se ressentia da saída de Valdir e procurava um substituto – as tentativas com o paraguaio Perez e com Maidana não convenciam e o jovem e impetuoso goleiro chamou a atenção durante a disputa do Paulista de 1968.
Leão chegou, venceu as disputas com Chicão e Neuri e por quase uma década foi intocável sob as traves do Palmeiras. Foi sinônimo de “goleiro” na década de 70, com uma técnica impressionante, além do forte espírito de liderança.
Assumiu a titularidade para fazer parte do imortal time da Segunda Academia, vencendo o Robertão de 1969, os Brasileiros de 1972 e 1973 e os Paulistas de 1972, 1974 e 1976. Foi convocado para as Copas do Mundo de 1970 (terceiro goleiro, aos 20 anos), 1974 e 1978 (titular absoluto).
Ficou no Palmeiras até o Campeonato Brasileiro de 1978, quando foi expulso injustamente por Arnaldo Cezar Coelho no primeiro jogo das finais contra o Guarani. Leão tinha a bola nas mãos quando foi acossado por Careca; afastou o centroavante do Guarani para repor a bola e Arnaldo decidiu que foi uma agressão, marcou pênalti e expulsou Leão, que acabou pagando por sua (justificada) fama de ser um jogador temperamental. Mesmo injusta, a expulsão precipitou o fim do ciclo de Leão com nossa camisa e o goleiro rumou para o Vasco.
Após um ano e meio no clube carioca, foi contratado em 1980 pelo Grêmio, onde foi campeão gaúcho em 1980 e mais uma vez venceu um Campeonato Brasileiro, em 1981, numa final contra o São Paulo, no Morumbi. Foi preterido por Telê Santana na Copa de 1982 e acabou se transferindo para o Corinthians em 1983.
Não poderia dar certo. Além da enorme identificação com o Palmeiras, Leão era avesso ao que era chamado de “Democracia Corintiana”, um regime de anarquia travestido de liberdade dado aos jogadores, que decidiam quando treinavam e se concentravam. Leão bateu de frente com os líderes do movimento (Sócrates, Casagrande e Vladimir) e teve vida curta no rival. Ainda assim, conquistou um Campeonato Paulista e lançou moda, com uma camisa zebrada, listrada em preto e branco.
Com o rompimento, o Palmeiras enxergou uma oportunidade e trouxe de volta o já veterano goleiro, que foi abraçado pela torcida, mesmo após defender o rival. A camisa zebrada virou alviverde e Leão chegou tomando conta do terreno: o Palmeiras dispensou Gilmar e João Marcos, dois bons goleiros que vinham defendendo o clube. Para sua reserva, subiu o jovem Martorelli, da base.
Assim, Leão iniciou sua última aventura como atleta, defendendo o Palmeiras até o meio de 1986. Foi muito bem, sendo mais uma vez convocado para uma Copa do Mundo, como terceiro goleiro. A fila de títulos do Palmeiras, no entanto, cobrou seu preço e, após uma falha num jogo contra o São Bento, em Sorocaba, Leão foi dispensado, após 621 jogos com nossa camisa, o que faz dele o terceiro atleta que mais vezes defendeu o Verdão. Martorelli assumiu a titularidade e, poucos meses depois, o Palmeiras perderia a final do Paulista para a Inter de Limeira, com falha do jovem goleiro.
Leão ainda defendeu o gol do Sport Recife em 1987 antes de se aposentar como jogador e iniciar uma vitoriosa carreira como treinador, no próprio Sport, quando já levou o clube a conquistar o polêmico Brasileiro de 1987. Passou pelo São José, Coritiba, e foi contratado pelo Palmeiras no início de 1989.
Sob seu comando, o time fez uma campanha brilhante no Paulista e vinha invicto, já na fase semifinal, mas uma decisão infeliz (deixou o centroavante Gaúcho no banco) num jogo em Bragança Paulista resultou numa dolorosa derrota por 3 a 0 e na eliminação. O time ainda faria uma ótima campanha no Brasileiro, mas fez água na reta final, mais uma vez ficando de fora da final por conta de um gol de calcanhar de Claudio Adão, do Corinthians. Leão terminou assim sua primeira passagem como técnico do Palmeiras.
Seguiu sua carreira e dirigiu todos os principais clubes de São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul e Paraná. O Japão também o acolheu bem, com várias passagens. Ganhou a Copa Conmebol pelo Atlético-MG em 1997 e pelo Santos em 1998. Chegou a ser treinador da Seleção Brasileira entre os ciclos das Copas de 98 e 2002, quando tentou implementar o que foi chamado de “futebol bailarino”, após a demissão de Vanderlei Luxemburgo. Falhou miseravelmente e foi substituído por Luís Felipe Scolari.
Seguiu na carreira e conquistou mais títulos: Brasileiro de 2002 pelo Santos, lançando a dupla Diego e Robinho para o futebol, e venceu o Paulista de 2005 pelo São Paulo. Foi contratado a peso de ouro para dirigir o Palmeiras em 2006, mas não conseguiu encaixar um bom trabalho num elenco que tinha muitos problemas. Seu último trabalho foi em 2012, à frente do São Caetano. Aposentou-se e arrisca eventualmente participações em programas de televisão.
Resumo das partidas
| J | V | E | D | Gols | % |
| 621 | 328 | 189 | 104 | 0 | 63,0 |
| Ano | J | G | % | ![]() | ![]() |
| 1969 | 32 | 0 | 67.7 | 0 | 0 |
| 1970 | 40 | 0 | 60.8 | 0 | 1 |
| 1971 | 64 | 0 | 65.1 | 0 | 0 |
| 1972 | 66 | 0 | 74.7 | 0 | 1 |
| 1973 | 52 | 0 | 71.8 | 0 | 0 |
| 1974 | 47 | 0 | 73 | 0 | 0 |
| 1975 | 72 | 0 | 60.2 | 3 | 0 |
| 1976 | 59 | 0 | 66.1 | 3 | 1 |
| 1977 | 44 | 0 | 62.1 | 5 | 0 |
| 1978 | 17 | 0 | 47.1 | 2 | 1 |
| 1984 | 62 | 0 | 56.5 | 7 | 0 |
| 1985 | 58 | 0 | 44.8 | 4 | 0 |
| 1986 | 8 | 0 | 45.8 | 1 | 0 |
| Total | 621 | 0 | 62 | 25 | 4 |
| Data | Jogo | Campeonato | ||
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29/01/1972
29/01
1972 |
Amistoso | |||
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27/01/1972
27/01
1972 |
Amistoso | |||
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22/01/1972
22/01
1972 |
Amistoso | |||
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18/01/1972
18/01
1972 |
Amistoso | |||
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15/01/1972
15/01
1972 |
Amistoso | |||
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19/12/1971
19/12
1971 |
Amistoso | |||
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09/12/1971
09/12
1971 |
Brasileirão | |||
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05/12/1971
05/12
1971 |
Brasileirão | |||
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02/12/1971
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1971 |
Brasileirão | |||
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28/11/1971
28/11
1971 |
Brasileirão | |||
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24/11/1971
24/11
1971 |
Brasileirão | |||
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20/11/1971
20/11
1971 |
Brasileirão | |||
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14/11/1971
14/11
1971 |
Brasileirão | |||
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07/11/1971
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Brasileirão | |||
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30/10/1971
30/10
1971 |
Brasileirão | |||
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23/10/1971
23/10
1971 |
Brasileirão | |||
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19/10/1971
19/10
1971 |
Amistoso | |||
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16/10/1971
16/10
1971 |
Brasileirão | |||
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10/10/1971
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1971 |
Brasileirão | |||
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03/10/1971
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1971 |
Brasileirão | |||
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26/09/1971
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1971 |
Brasileirão | |||
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19/09/1971
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1971 |
Brasileirão | |||
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11/09/1971
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1971 |
Brasileirão | |||
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07/09/1971
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1971 |
Brasileirão | |||
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04/09/1971
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Brasileirão | |||
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01/09/1971
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Brasileirão | |||
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29/08/1971
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1971 |
Brasileirão | |||
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25/08/1971
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1971 |
Brasileirão | |||
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21/08/1971
21/08
1971 |
Brasileirão | |||
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15/08/1971
15/08
1971 |
Brasileirão |































