Abel diz que amanhã o Palmeiras deve “seguir a identidade”

Técnico do Verdão falou com os jornalistas no Maracanã

Abel Ferreira
Twitter – Conmebol Libertadores

A um dia de disputar a final da Copa Libertadores, Abel Ferreira concedeu entrevista coletiva no estádio do Maracanã, palco da decisão, e comentou diversos assuntos – dentre eles, sobre como será a postura do Palmeiras no jogo.

“Cada jogo tem uma história. Vamos fazer o de sempre, o que fazemos em todos os jogos: preparar bem os jogadores e estar atento a todos os detalhes. Não irei fazer aquilo que não sei fazer, não vou preparar da forma que não sei preparar. Vou seguir os mesmos rituais, falar com as mesmas pessoas e acreditar nos protagonistas – os jogadores. E amanhã, mais do que nunca, temos que ficar em primeiro para nós próprios. Amanhã temos que ser leais à nossa identidade, à nossa forma de atacar e à de defender. Independente do nosso adversário, o que vai ficar é a nossa identidade. Nossa base. O que nos guia é a bola, quando a temos e quando não. Portanto, amanhã é competência contra competência. Eu espero que no final nós sejamos os vencedores”, falou.

Com o Palmeiras na final do torneio continental pela primeira vez desde 2000, Abel foi perguntado sobre como o fator psicológico pode definir a partida.

“Nos preparamos pelos jogos que fizemos. Não vamos alterar nossos processos, o que pensamos e o que nos trouxe até aqui. É algo midiático, primeira vez com tantos jornalistas na minha frente, diferente do jogo normal. Recebi mensagens de todo lado, alguns que nem sabia que existiam, que aparecem neste momento. Nosso foco tem que ser o mesmo, aquilo que controlamos. Prefiro sentir toda a ansiedade de estar aqui, do que em casa no sofá, assistindo a finais. Somos privilegiados por desfrutar, são momentos únicos na vida. Ou ficamos na história e seremos eternos, mas temos de viver com prazer, fazer um jogo inteligente, equilibrado e focado no que controlamos. Foi para isso que eles trabalharam, fizeram sacrifícios por esta oportunidade. É dar o melhor. Que cada um dê seu melhor. É o que eu exijo a mim próprio”, afirmou.

Questionado sobre a importância de Rony para o time, o português, novamente, destacou a força coletiva da equipe, mas elogiou o foco que o atacante possui.

“Gosto de falar da equipe completa. Porque depende de quem passa a bola, o lateral depende dele na ajuda para defender. O futebol é coletivo, não é individual. O Rony tem sido chamado a jogar como centroavante ou na ponta porque nos dá um jogo vertical, velocidade, ajuda a defender, assim como Willian. São dois jogadores com características diferentes, mas com grande desempenho”, observou.

“Mas, O que dizer? (de Rony) É um jogador focado, desde que cheguei, vi coração e mente abertas para aprender o novo conceito de jogo coletivo. Somos muito específicos no que pedimos aos jogadores, os movimentos que pretendemos para conquistar ou libertar espaços para outros jogadores. Rony é um jogador com muita energia, muita força, muita garra, tem feito gols importantes e decisivos. Conto com a inspiração dele amanhã também, de início ou a entrar”, completou o comandante alviverde.

Aos 43 anos, Abel Ferreira busca seu primeiro título da carreira e o bicampeonato palmeirense na competição.

  • Sou igual você Conrado. Também não encho o saco de ninguém. E não deixo ninguém me encher.