Abel cita dificuldades físicas e volta a criticar calendário do futebol brasileiro: “É desumano”

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Bahia, durante partida válida pela vigésima sexta rodada do Brasileirão 2021, na arena Fonte Nova.
Cesar Greco

Em entrevista coletiva, Abel também comentou sobre sua relação com o grupo e elogiou o atacante Rony

O Palmeiras visitou o Bahia na noite desta terça-feira, em jogo válido pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro, e saiu da partida com o resultado de empate em 0 a 0. Com isso, a equipe chegou aos 40 pontos e, no momento, ocupa a quarta colocação na tabela de classificação.

Depois do jogo, em entrevista coletiva, o técnico Abel Ferreira voltou a criticar o calendário do futebol brasileiro e lamentou mais duas possíveis lesões (Kuscevic saiu sentindo dores na coxa e Gabriel Menino torceu o tornozelo direito).

“Foi um jogo difícil para nós. A primeira parte foi equilibrada e nós tivemos a melhor oportunidade. Claro que não sofrer gols é um ponto positivo e que traz confiança para a equipe. Nós estávamos procurando isso. Quando estamos com o elenco todo completo, somos uma equipe fortíssima e competitiva. Hoje os jogadores se ajudaram muito, mesmo eles não tendo muito entrosamento. É insano a quantidade de jogos, mais duas lesões aconteceram hoje”, disse.

“Não chegamos à final da Libertadores pela segunda vez consecutiva por um acaso. É porque temos qualidade. Infelizmente estamos passando por um período em que não estamos confiantes e temos que assumir. Nem temos todos disponíveis e por isso vamos dar oportunidades para os outros jogarem, entrosarem e darem o melhor”, acrescentou.

Depois de um primeiro tempo em que a equipe finalizou 8 vezes contra o gol do Bahia e obteve 53% de posse da bola, o Palmeiras caiu de rendimento na segunda etapa e foi salvo pelo goleiro Jailson, que fez cinco defesas. Questionado sobre as dificuldades encontradas pelo Verdão no segundo tempo, Abel apontou a parte física como fator desequilibrante.

“Capacidade física [o motivo de o Palmeiras ter caído de produção no segundo tempo]. Muitos ali não vêm com um grande ritmo de jogo. O Jorge, por exemplo, fez seu primeiro jogo inteiro. Não tivemos o melhor entrosamento, mas os rapazes tentaram, se esforçaram. Dois fatores desequilibraram no segundo tempo: é desumano o que fazem com os jogadores aqui [no Brasil], perdemos mais dois por lesão. E também a expulsão do Wesley”, explicou.

Abel fala sobre relação com os atletas e elogia Rony

Devido ao mau momento em que o Palmeiras se encontra na temporada (há cinco jogos não vence no Brasileirão) muito é falado sobre o relacionamento do treinador com os seus jogadores. Diante disso, o comandante fez questão de afirmar que “não há nenhum problema”.

“Nós mantemos a confiança. Os jogadores sabem que eu confio neles e eles em mim. Quando eles cumprem o plano e a gente não ganha, eu venho aqui e sempre assumo a responsabilidade. Quando isso não acontece, todos dão ‘a cara’. Eles sabem como eu sou, não estou aqui há três meses e, portanto, não há problema nenhum”, declarou.

Para finalizar, Abel Ferreira destacou o esforço de Rony, que após o time perder Gabriel Menino por lesão e ficar com um a menos (Wesley foi expulso), atuou como lateral-direito.

Rony em jogo do Palmeiras contra o Bahia, durante partida válida pela vigésima sexta rodada do Brasileirão 2021, na arena Fonte Nova.
Cesar Greco

“É realçar o espírito de luta com as lesões que estamos tendo. Mayke, Marcos Rocha e agora o Menino fora, o Rony acabou sacrificado para ajudar a equipe e ele merece o mérito pelo esforço. Não é a mesma coisa, mas ele deu o melhor e é isso que eu peço. Ele está de parabéns. Qualquer treinador do mundo gostaria de ter um atleta como o Rony porque ele entrega tudo que tem”, elogiou.

A delegação palmeirense retorna na madrugada desta quarta-feira a São Paulo e dorme na Academia de Futebol. Amanhã, às 10h, está marcado o primeiro treino visando o confronto contra o Internacional, que acontecerá no próximo domingo, às 16h, no Allianz Parque.

Abel chama para si a responsabilidade da derrota e admite: “Estamos mal”

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Red Bull Bragantino, durante partida válida pela vigésima quinta rodada do Campeonato Brasileirão 2021, no Allianz Parque.
Cesar Greco

De ponto positivo, Abel Ferreira elogiou a postura da torcida do Palmeiras

No jogo em que marcou o reencontro da torcida do Palmeiras com o time no Allianz Parque, o Verdão sofreu uma dura derrota por 4 a 2 para o Red Bull Bragantino e estacionou nos 39 pontos. Depois da partida, em entrevista coletiva, o técnico Abel Ferreira assumiu a culpa pelo resultado e fez questão de enaltecer o esforço dos jogadores.

“Estamos mal. É um momento de dor para quem gosta do Palmeiras. Queremos mais e melhor da equipe. Os jogadores deram tudo. Cometemos erros? Sim. Mas colocaram em campo tudo que podiam e tinham. Tentamos, poderíamos ter feito o 3 a 3 logo na sequência do segundo gol, mas a verdade é que o primeiro gol que sofremos espelhou um pouco do que tem sido os nossos erros em jogos passados”, disse.

“O maior culpado sou eu. Eu que escolho os que estão disponíveis para jogar. Os erros deles são os meus erros. Sim, tivemos falhas, mas o maior responsável sou eu”, acrescentou.

O Bragantino abriu 3 a 0 em 35 minutos de jogo. Dudu, no final do primeiro tempo, descontou para o Verdão e Raphael Veiga, aos 16 do segundo, diminuiu para 3 a 2 e devolveu esperança ao torcedor. Entretanto, o visitante chegou ao quarto gol nos minutos finais com Artur e sacramentou a vitória.

Os quatro gols sofridos deixaram o Palmeiras como a terceira pior defesa do Campeonato Brasileiro. Apenas Chapecoense e Bahia foram vazados mais vezes.

“Nos dois primeiros chutes deles, saíram dois gols. Isso deixa para baixo qualquer equipe. Sempre corremos atrás, conseguimos descontar ainda no primeiro tempo. No intervalo eu pedi calma aos jogadores, nós tínhamos o público a nosso lado, era fazer mais um gol até os 15 minutos [do segundo tempo] para entrar na partida outra vez. E foi isso que fizemos”, declarou.

“Mas o que adianta dizer se colocamos três bolas na trave, se o goleiro adversário fez mais três defesas, finalizamos 18 vezes, e perdemos por 4 a 2. Mesmo hoje tendo muitas ausências, temos que assumir o mau momento e estar todos juntos. ‘Todos somos um’ é na boa e na ruim. Ainda falta muito para o final e temos uma Libertadores para conquistar. Os jogadores sabem que podem fazer mais e melhor. Quando as coisas não estão bem, é preciso focar e trabalhar mais. É assim no futebol, como na vida”, completou.

Abel elogia postura da torcida

Mesmo com o time perdendo o jogo por três gols, a torcida do Palmeiras não parou de apoiar a equipe. As críticas e as vaias apareceram assim que o juiz Rafael Traci decretou o fim da partida.

Sobre a postura dos palmeirenses, Abel Ferreira foi só elogios:

“Essa torcida ganha jogos. Nós com um elenco ‘top’, com eles nos empurrando igual hoje, ganhamos os jogos. Não é normal nós estarmos perdendo por 4 gols, que é uma vergonha, e eles continuarem ajudando. Acredito que eles viram que estávamos tentando o máximo, que demos o melhor. E no fim, eu aceito as críticas, porque não fizemos um bom jogo. O que eu quero dos torcedores é o que aconteceu hoje: nos apoiaram o jogo todo e no final nos cobraram. Eles apoiaram durante os 90 minutos”, enalteceu.

Para finalizar, o comandante falou sobre as chances de título do Palmeiras no Campeonato Brasileiro.

“É preciso ser realista. O Atlético-MG e o Flamengo estão muito bem e, neste momento, o Palmeiras não está forte. Estamos atravessando um mau momento. Agora, temos que nos lembrar que teremos um jogo importantíssimo no dia 27 e são esses jogos [do Brasileirão] que irão nos preparar até lá. Com esses jogadores. Somos o Palmeiras, jogue quem jogar, seja mais experiente ou mais novo, é o Palmeiras que está jogando e temos responsabilidades”, finalizou.

Sem muito tempo para lamentar a derrota, o próximo jogo do Palmeiras acontecerá na terça-feira, contra o Bahia, fora de casa, às 21h30.

Abel Ferreira tenta evitar sua pior sequência no Brasileirão

Abel Ferreira durante treinamento do Palmeiras, na Academia de Futebol.
Cesar Greco

Há três jogos sem vencer, o Palmeiras de Abel Ferreira já conseguiu dar a volta por cima em outros momentos de pressão

Há três jogos sem vencer no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras entra em campo amanhã no Allianz Parque, às 21h, para enfrentar o Red Bull Bragantino, em jogo válido pela 25ª rodada.

Além de somar três pontos e de trazer a reabilitação no Brasileirão, uma vitória frente à equipe de Bragança Paulista evitará que o Verdão iguale sua pior sequência no campeonato sendo comandado por Abel Ferreira.

Desde que o treinador foi contratado pelo clube, em novembro do ano passado, o pior trecho na competição nacional foi entre o final de janeiro de 2021 até o começo de fevereiro: quatro jogos sem vitória, sendo dois empates (contra Vasco e Botafogo, ambos por 1 a 1) e duas derrotas (Flamengo e Ceará, 2 a 0 e 2 a 1, respectivamente).

Nesse recorte, a final da Libertadores contra o Santos estava próxima de acontecer, assim como a viagem para o Mundial de Clubes, posteriormente. No atual momento, o Palmeiras teve que dividir as atenções com as semifinais da competição continental – a decisão ocorrerá somente no final de novembro, no Uruguai.

Em outros momentos de pressão, o Palmeiras de Abel Ferreira respondeu

Naquela ocasião, no entanto, antes de encarar o Santos a atmosfera dentro do Palmeiras era de tensão – e depois de euforia, com a conquista do título.

Atualmente, os jogadores e a comissão técnica vivem um clima de pressão. Do lado do treinador e dos auxiliares, a cobrança mais forte vem de parte da torcida e principalmente da imprensa.

Não é primeira vez que o Palmeiras atravessa um momento delicado sob o comando de Abel. A mesma situação ocorreu após o baixo desempenho no Mundial, a queda precoce na Copa do Brasil e a má sequência antes de enfrentar o Atlético-MG.

E em todas essas ocasiões o time respondeu: foi campeão da Copa do Brasil (depois do Mundial), alcançou uma sequência de 14 jogos de invencibilidade (após perder do CRB) e garantiu o empate contra o Galo, que deu a vaga na segunda final consecutiva da Libertadores.

Abel critica arbitragem de Vuaden e pede que o juiz “não apite mais jogos do Palmeiras”

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o América-MG, durante partida válida pela vigésima quarta rodada do Brasileirão 2021, no estádio Independência.
Cesar Greco

Sobre a partida, Abel Ferreira admitiu que o Palmeiras não fez um bom jogo e declarou que “há muito espaço para melhorar”

O técnico Abel Ferreira fez duras críticas à arbitragem de Leandro Vuaden, em entrevista coletiva, após a derrota do Palmeiras para o América-MG por 2 a 1 na noite desta quarta-feira. O principal lance questionado pelo comandante foi a não expulsão do zagueiro Eduardo Bauermann, que cometeu uma falta em Rony quando o atacante ia sozinho em direção ao gol do adversário.

“Hoje o jogo teve um fator determinante que não foi visto pelo árbitro. Infelizmente, das três equipes que estiveram em campo, uma delas não fez o trabalho que deveria fazer”, declarou Abel, que depois prosseguiu fazendo um pedido:

“Não tenho nada contra o árbitro [Vuaden], mas desejo que ele não apite mais jogos do Palmeiras. Contra o SPFC ele não viu um pênalti sobre o Luiz Adriano e hoje também não expulsou o zagueiro adversário, ao segurar o Rony quando era o último homem. Na Supercopa também, vocês lembram o que aconteceu”, contou.

Abel Ferreira admite que Palmeiras precisa melhorar e explica modo de atuar da equipe

Sobre o jogo, Abel lamentou as chances desperdiçadas pelo Palmeiras e admitiu que há muito espaço para evolução.

“Só há uma forma de melhorar, que é treinar. Temos muito que melhorar, reconheço que não fizemos um bom jogo. Jogamos contra uma boa equipe, que vem em uma boa fase de resultados. Não tivemos a capacidade de, com bola, impor o nosso jogo, nossa qualidade”, declarou.

“O futebol é isso. Eles foram eficazes e, nós, não. Quando estava 1 a 1, tivemos uma bola nos pés do Veron e outra no Wesley, mas não conseguimos fazer”, acrescentou.

Já em relação ao estilo de jogo do Verdão, que hoje pouco teve a bola nos pés (apenas 39%), o treinador afirmou que o Palmeiras “não é uma equipe reativa”.

“O Palmeiras não se resume apenas em transitar. Quando temos a bola, o que eu espero é que os jogadores coloquem todas as suas qualidades a serviço da equipe, que assumam o jogo, arrisquem. Mas hoje não conseguimos fazer”, disse.

“Escolho a forma de jogar a partir das características dos jogadores. Nós treinamos o ataque posicional. Encorajamos os jogadores a terem a bola. Agora, temos que ter a coragem de assumir o jogo, ter a bola. Com todo respeito ao América, nós somos melhores. Não digo para os atletas jogarem em transição, claro que quando temos a bola nós vamos defender e sair em contra-ataque. Mas com a bola, peço para nós nunca deixarmos de sermos protagonistas, para não abdicar de atacar com calma e paciência para encontrar a linha de passe. Há muito espaço para melhorar e vamos melhorar. Assumo toda a responsabilidade”, finalizou.

O Palmeiras retorna para São Paulo na madrugada desta quinta-feira e já realiza o primeiro treinamento visando o Red Bull Bragantino amanhã, às 11h, na Academia de Futebol.

O duelo frente à equipe de Bragança Paulista acontecerá no sábado, no Allianz Parque, às 21h, em jogo válido pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Abel aponta falhas defensivas e admite: “fizemos um mau jogo”

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Juventude, durante partida válida pela vigésima terceira rodada do Brasileirão 2021, no Allianz Parque.
Cesar Greco

Questionado sobre o retorno da torcida ao Allianz Parque, Abel se diz “ansioso”

O Palmeiras recebeu o Juventude na noite deste domingo, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, e empatou o duelo em 1 a 1. Após sofrer o gol aos 6 minutos do primeiro tempo, o Verdão chegou à igualdade no resultado com Danilo, aos 28 minutos.

Depois da partida, o treinador Abel Ferreira analisou o desempenho da equipe e apontou a “falta de compromisso defensivo coletivo” como o maior problema do time.

“A questão não é ser ou não propositivo. Tivemos 73% de posse de bola. Mas hoje nós fizemos um mau jogo. Não podemos entrar em campo e logo sofrer um gol, dar um gol ao adversário. Sobre o que temos de melhorar? Não podemos fazer 22 jogos e sofrer 26 gols. É falta de compromisso defensivo coletivo, esse é o grande problema”, iniciou.

“Não podemos levar o gol do jeito que sofremos. O adversário não pressionou a bola. Avisei aos jogadores como eles vinham para cá e como jogariam: bola parada e transição. Era fundamental ter segurança, paciência e velocidade na circulação. Treinamos isso a semana toda”, acrescentou.

Os 26 gols sofridos pelo Palmeiras no Brasileirão fazem com que o time seja a quinta pior defesa da competição, à frente de Chapecoense, Juventude, Santos e Athletico-PR.

“Os números não mentem, temos média de gols sofridos de equipe que está brigando pelo rebaixamento. Temos que melhorar defensivamente. Nós temos o compromisso defensivo quando jogamos a Libertadores porque o foco e a atenção estão no máximo. É por aí que temos de melhorar. Isso é um problema coletivo, no qual eu também me incluo. Não há separações entre jogadores e treinador”, declarou.

Abel se diz “ansioso” pela volta do público ao Allianz Parque

Questionado sobre o retorno da torcida ao Allianz Parque, Abel comentou que está “ansioso” e também falou que o público pode ajudá-lo a fazer com que os jogadores entrem mais ligados na partida.

“Estou ansioso para ver o Allianz Parque com torcida. Acredito que eles [a torcida] tirarão metade do meu trabalho de ter que, no início do jogo, colocar os jogadores em alerta. Estou ansioso para que voltem, os torcedores são alma do futebol. É um ambiente espetacular, que venham ajudar, apoiar, criticar. Gosto de ter estádio cheio porque os torcedores ajudam a avaliar o desempenho de todos nós”, disse.

Por fim, o comandante declarou sobre a dificuldade de a equipe realizar um bom jogo após um confronto importante na Libertadores e afirmou que o Palmeiras ainda está na briga pelo título brasileiro.

“Tem que entender se é falta de maturidade ou cultural do jogador brasileiro. Nos últimos jogos em casa nós entramos sempre perdendo. Depois as equipes fecham os blocos, diminuem os espaços entre as linhas e, quando chegamos no último terço, se não temos capacidade de definir, cruzar e finalizar vai ser muito mais difícil”, contou.

“Temos muito Brasileiro pela frente, há muito o que avaliar. Confiamos em todos os jogadores e eles vão demonstrando em campo o quanto querem continuar no Palmeiras. São com esses jogos, que virão, que iremos nos preparar para a final da Libertadores. Iremos ver o quão preparada mentalmente a equipe está, hoje era um grande desafio. Tínhamos de ganhar, não importa de qual maneira, mas não conseguimos”, finalizou.

O Palmeiras volta a campo na próxima quarta-feira para enfrentar o América-MG, pela 24ª rodada do Brasileirão. O duelo acontecerá em Belo Horizonte, às 21h30.