Conmebol é pressionada para liberar jogador do Boca suspenso para atuar contra o Palmeiras

Nandez e Fernando Prass
Mariano Álvez/Padre Y Decano

É forte a pressão sobre a Conmebol para que o meia Nahitan Nandez, do Boca Juniors, não precise cumprir toda a pena que lhe foi aplicada devido à briga em que se envolveu no jogo entre Peñarol e Palmeiras, no dia 26 de abril do ano passado, quando ainda defendia o time uruguaio.

Condenado a cumprir cinco jogos de suspensão, Nandez cumpriu dois, e ainda teria mais três partidas de gancho, o que compreenderia todo o primeiro turno da fase de grupos da Libertadores, incluindo a partida no Allianz Parque marcada para o próximo dia 11 de abril.

A imprensa argentina engrossa o coro a favor de Nandez, argumentando que Felipe Melo, que mesmo sendo vítima da situação, pegou seis jogos de suspensão, teve a pena reduzida pela metade após o Palmeiras recorrer em segunda instância. Ocorre que o Peñarol, eliminado da competição, não recorreu e o prazo se esgotou, não cabendo mais recurso.

Nandez vem sendo titular absoluto do meio-campo do Boca e é considerado peça fundamental no esquema do técnico Guillermo Schelotto. Daí vem o esforço dos argentinos, incluindo a imprensa, em pressionar a Conmebol para que revise a aplicação da pena.

No Brasil, silêncio absoluto da imprensa; só a mídia independente palmeirense se manifesta. O Palmeiras, mais uma vez, está sozinho nessa briga.

Derby

Derby - Daronco
Cesar Greco / Ag.Palmeiras

A pressão dos argentinos acontece na mesma semana em que o Palmeiras tem que se preocupar com os bastidores locais, a fim de se prevenir de novos problemas com a arbitragem no Derby do próximo sábado, em Itaquera.

Se dentro de campo Roger Machado e o elenco já estão fazendo um trabalho que se mostra bastante promissor, nos próximos dias teremos uma boa amostra de quanto o Palmeiras está preparado para se defender fora das quatro linhas na temporada de 2018.

Em 2017, deixamos para decidir a temporada na semana do último Derby e fomos claramente prejudicados nos dois jogos decisivos, nos tirando qualquer chance de conquista. Veremos agora o quanto essa lição foi aprendida.


Verdazzo é um projeto de independência da mídia tradicional patrocinado pela torcida do Palmeiras.

Conheça mais clicando aqui: https://www.padrim.com.br/verdazzo

Conmebol chuta o balde e muda a regra com a competição em andamento

ConmebolNuma decisão repentina, a Conmebol anunciou na noite desta quinta-feira uma mudança no regulamento de suas duas principais competições: a Libertadores e a Sulamericana. A alteração diz respeito às regras para substituições de jogadores na lista de inscritos. No texto original, estava prevista a troca de três jogadores para as oitavas-de-finais; com a mudança, seis jogadores poderão ser substituídos, desde que obedeçam às regras de registro definidas anteriormente.

Não há nada que dê sustento a mais esta estupidez da entidade sulamericana. Quando um regulamento é alterado, é de se supor que seja sempre em busca de melhorias e avanços. E quando é feita numa competição em andamento, precisa obrigatoriamente corrigir alguma questão grave e urgente, sob pena de destruir a credibilidade do torneio e da própria entidade. A alteração anunciada não contém nada neste sentido.

Casuísmo

A medida, de fato, só depõe contra a Conmebol porque fica claro que foi tomada para socorrer o River Plate, que teve divulgados esta semana exames antidoping positivos de três jogadores em partidas da Libertadores.

É notório e histórico o favorecimento da entidade a clubes argentinos. Por mais que queiramos enxergar a “nova Conmebol” com bons olhos, é impossível que esta repentina e injustificada decisão não tenha relação com a suspensão preventiva dos atletas argentinos. “Nova Conmebol” é o caramba.

Sorriso verde-amarelo

Por vias tortas, o Palmeiras acaba sendo beneficiado com a decisão. Um sorriso verde, com um tom amarelado, estampa a face de Cuca e de todos os palmeirenses. Após inscrever dois juniores (Vitão e Léo Passos) na Libertadores, “guardando lugar” para os lesionados Moisés e Thiago Martins; o Palmeiras perdeu mais três atletas, negociados: Vitor Hugo, Alecsandro e Rafael Marques.

Foram contratados nesse meio tempo Mayke, Luan, Juninho e Bruno Henrique. Nossa comissão técnica precisaria escolher três entre eles mais os dois lesionados originais, que entrariam nas vagas dos três negociados, e o Palmeiras ainda precisaria manter os dois juniores na lista, mais Vitinho, que está em vias de sair. Com a nova determinação, o Verdão conseguirá fazer todas as substituições que precisa, a não ser que venham novos reforços. O prazo para efetuar a troca é até 48 horas antes da primeira partida da fase; ou seja, 21h45 de segunda-feira, dia 3 de julho.

O Palmeiras estava disposto a arcar com as consequências das baixas sofridas na lista inicial dentro do que havia sido estipulado originalmente. Se a Conmebol alterou a regra para ajudar o River, não há por que o Palmeiras, mesmo com algum constrangimento, declinar da possibilidade. Fica o temor em imaginar o quão mais longe pode ir a Conmebol para ajudar o time argentino nos jogos que estão por vir.

Libertadores - Trocas

Levante contra a Conmebol é a saída para os clubes brasileiros

Em meio à repercussão da vitória sobre o Inter e da eliminação da turma do cheirinho da Libertadores, o Palmeiras ainda lida com o parecer do Comitê Disciplinar da Conmebol, que determinou que, pelos próximos três jogos como visitante, não poderá haver torcedores do Verdão nas arquibancadas, além do pagamento de uma multa de US$80 mil.

A decisão, diante das perspectivas, pode até ser considerada positiva, apesar da injustiça ter prevalecido. O Palmeiras se livrou de ter que jogar com o estádio vazio na próxima quarta-feira, contra o Atlético Tucumán, o que representaria enorme perda financeira e técnica, aumentando o risco de uma surpresa. Com a casa cheia, as chances de um desastre diminuem bastante – e o caixa do clube agradece.

Tá bom, mas tá ruim

Confrontamento no UruguaiA proibição da presença da torcida palmeirense nos próximos três jogos fora de casa, no entanto, fará com que apenas numa eventual final o Palmeiras tenha o precioso incentivo na condição de visitante. Nas oitavas, quartas e semis, nossos atletas terão contra si estádios completamente hostis.

A decisão, provavelmente, deu-se por consequência das imagens onde nossa torcida foi filmada trespassando os limites a ela estabelecidos, desprezando que o movimento foi fundamental justamente para evitar que nosso espaço fosse invadido pelos uruguaios, que além de terem atirado pelo menos três bombas durante o jogo, também tentavam cercar nossos torcedores pelo portão de acesso à rua. Assim como Felipe Melo, condenado a seis jogos de suspensão, nossa torcida foi vítima da covardia uruguaia, agiu em legítima defesa e acabou punida.

A saída é um levante

Infelizmente não podemos esperar justiça de uma entidade como a Conmebol, que ontem aprontou mais uma – suspendeu o zagueiro Luís Otávio, da Chapecoense, por três jogos durante a tarde, e avisou a delegação brasileira da punição apenas no vestiário do estádio do Lanús, gerando revolta na equipe brasileira, que não acatou a orientação e mandou o atleta a campo – foi exatamente ele quem anotou o gol da vitória, que recolocou a Chape na luta pela vaga em seu grupo.

Comissão de arbitragem da Conmebol
A Comissão de Arbitragem da Conmebol conta com toda a honestidade de Ubaldo Aquino (esq)

A Conmebol, que segundo parecer do senador Romário após ter acesso a uma série de documentos comprometedores é “mais corrupta que a CBF e que a FIFA”, vem ano após ano prejudicando os clubes brasileiros em suas disputas. Depois do grande roubo de 2001 protagonizado por Ubaldo Aquino (que é membro da comissão de arbitragem da entidade), o Palmeiras volta a sofrer com decisões arbitrárias e claramente injustas e passou da hora de haver um levante brasileiro contra a entidade, exigindo mais transparência, justiça e organização.

Só não podemos esperar que isso parta da CBF. Será necessário que os clubes, numa iniciativa inédita, deixem de lado suas diferenças e formem um bloco sólido, cujo poderio financeiro represente realmente uma ameaça aos planos financeiros da entidade, num movimento que inevitavelmente passará por tratativas com a RGT, elo fundamental nesse cabo-de-guerra. Quem dará o primeiro passo?

Amadorismo da Conmebol segue prejudicando o Palmeiras

O amadorismo da Conmebol, ainda por conta dos incidentes ocorridos em Montevideo, segue prejudicando o Palmeiras. O clube segue sem poder vender os ingressos para a partida contra o Atlético Tucumán, que acontece dentro de oito dias, no Allianz Parque, porque a entidade demora a divulgar as eventuais punições aos clubes, a serem definidas por seu Comitê Disciplinar. A diretoria trabalha com a hipótese de não poder haver torcida nesse jogo.

Troféu LibertadoresNormalmente, o Palmeiras começa a vender os ingressos com dez dias de antecedência, o que dilui um pouco o tráfego já caótico sistema de venda de ingressos pela Internet. Saber com antecedência se haverá uma partida (e se ela acontecerá com público ou não) é importante também para que toda a logística do evento seja feita sem atropelos pelo Palmeiras. A previsão otimista para que o parecer da Conmebol seja divulgado é sexta-feira.

O Estatuto do Torcedor determina que as vendas sejam iniciadas em, no máximo, 72 horas antes do início da partida – o que significa, na prática, 21h45 de domingo. Caso tenhamos o parecer até sexta-feira e o Palmeiras seja absolvido, a toda a operação poderá ser iniciada, com prazo bem mais curto que o habitual. Já será um problema.

Mas o problema será grande mesmo se não tivermos a definição até sexta-feira. Esperar que alguém mova uma palha para que o parecer saia no fim-de-semana é o mesmo que acreditar no coelho da Páscoa. Neste caso, a definição acontecerá só na segunda-feira e prazo legal para início das vendas não poderá ser cumprido, a não ser que o Palmeiras assuma o risco da operação por sua própria conta e risco.

Neste último caso, temos três hipóteses:
a) Palmeiras é absolvido e tudo se resolve, com muita correria; ou
b) Palmeiras é condenado, mas poderá cumprir a punição em outra partida, tudo se resolve com muita correria mas o time não poderá contar com a torcida no jogo seguinte, muito mais importante; ou
c) Palmeiras é condenado, precisará cumprir contra o Tucumán, e vai ter que arcar com todo o processo de devolução de dinheiro e com todas as complicações de uma operação dessa natureza.

Diante do risco de acontecer as duas últimas alternativas, o bom senso indica que, a não ser que tenhamos a definição até sexta, o Palmeiras deve recolher as vendas e jogar com os portões fechados, acarretando num enorme prejuízo financeiro. Mesmo que o parecer posterior seja de absolvição do clube.

A várzea é mais organizada

O incidente aconteceu há 20 dias. Os dados estão claríssimos e a Conmebol tem todos os elementos para emitir seu parecer. A entidade tem a obrigação de organizar decentemente os campeonatos que promove e deixar para definir se um jogo terá público ou não a menos de 72 horas de seu início é algo que não acontece nem na várzea.

Nossos jogos são operações que movimentam alguns milhões de reais e o Palmeiras precisa que as entidades que organizam os campeonatos – e que faturam alto por terem clubes tão importantes os disputando – desempenhem suas funções de forma compatível com esses valores. Essa demora é injustificável e inaceitável; as implicações podem significar prejuízo enorme. O Palmeiras pode faturar num jogo de Libertadores, limpos, quase 2 milhões de reais.

Perguntas pertinentes

  1. Por que será que a Conmebol demora tanto para divulgar um parecer aparentemente simples de ser definido? Quais são os interesses envolvidos e quantas ligações telefônicas estão nesse processo?
  2. Por que a CBF ainda não fez nada para defender um de seus mais importantes afiliados neste episódio, que já custou uma absurda punição de seis jogos a Felipe Melo e ainda pode custar muito mais, técnica e financeiramente?
  3. Por falar em venda de ingressos, quando é que a Futebol Card vai implementar um sistema que realmente funcione e seja capaz de estabelecer uma fila racional e justa para carregar os cartões de acesso?

De Dacunto a Felipe Melo: quem corre são os outros

Felipe Melo
REUTERS/Andres Stapff

A Conmebol julgou ontem os atletas envolvidos no conflito ao final da partida entre Peñarol e Palmeiras, em Montevideo. Felipe Melo foi condenado a seis jogos de suspensão mais ao pagamento de dez mil dólares. Já os uruguaios Mier, Nández e Hernandez receberam cinco partidas cada, além do pagamento da mesma quantia. Os dois clubes ainda serão julgados na próxima quarta-feira e poderão receber penas de perda de mandos de jogos. Cabe recurso.

Felipe Melo, que já havia sido suspenso preventivamente e não pôde jogar contra o Jorge Wilstermann na Bolívia, tem ainda mais cinco jogos por cumprir: contra o Tucumán, na partida derradeira da fase de grupos, e nas partidas pelas oitavas e quartas-de-finais, caso o Palmeiras siga avançando. Em caso de eliminação, a punição valerá para a Sul-Americana.

É quase desnecessário pontuar o quanto a punição é absurda. As imagens são claras, os jogadores do Peñarol, como de hábito, reagiram mal à eliminação e deliberadamente deflagraram o conflito, escolhendo Felipe Melo, por todo seu histórico, como alvo. Nosso atleta, experiente, evitou ao máximo o confronto e se defendeu num momento extremo. A má intenção uruguaia fica escancarada pelo fato dos portões de acesso ao vestiário terem sido trancados, evitando que nossos jogadores deixassem o gramado para encerrar o conflito.

Quando termina a má intenção do Peñarol, aparece a da Conmebol. O patético relatório do oficial de segurança da entidade chama para si a responsabilidade do cerramento dos portões, justificando a atitude pela presença de seguranças do Palmeiras, que entraram no gramado exatamente para isolar nossos jogadores e evitar o conflito. Para a Conmebol, o que Felipe Melo fez foi mais grave que o que fizeram os uruguaios – e apenas três deles mereceram punições.

Cheiro ruim

Nossa torcida reagiu com indignação à divulgação da punição. Há quem defenda o abandono da competição como medida extrema, o que significaria um ato de desagravo ao “amadorismo”, para não sugerir outras intenções, da entidade.

Vamos e venhamos: a punição exagerada não cheira bem. O fato do Palmeiras estar bem calçado financeiramente e de caber recurso – e de ainda haver outro julgamento relacionado a perda de mandos nos faz pensar em outras intenções, relacionadas a acertos nos bastidores. O vasto histórico da entidade permite que essas ilações sejam feitas sem cair na leviandade.

Tudo o que nossos adversários sonham é que o Palmeiras se retire da Libertadores. Bem ou mal, o que está em jogo é o título do continente e o Verdão é um dos principais candidatos ao troféu. Abrir mão da disputa em nome de um levante que, sabemos, não dará em nada, além de ser inócuo abrirá caminho para que times como o Flamengo fiquem mais próximos da conquista.

Cadê a CBF?

Maurício Galiotte já fez o que estava a seu alcance: foi à imprensa e reclamou com veemência, reafirmando a condição do Palmeiras de vítima no episódio. Além dos recursos legais, cabe até um protesto formal – tão eficaz quanto pedir “por favor” para que a pena seja revogada.

Quem elege a diretoria da Conmebol são as confederações nacionais. A responsabilidade de se insurgir contra essas medidas é da CBF. É obrigação da entidade da Barra da Tijuca agir nos corredores da Conmebol em defesa de seus afiliados. Cadê?

O mais irônico é que tudo isso acontece em meio a insinuações de favorecimento ao Palmeiras, seja pelo poderio financeiro da patrocinadora, seja pela origem supostamente palmeirense do presidente da CBF – aquele que não pode deixar o país para não ser preso e que lutou com todas as forças pela viabilização da construção do Itaquerão.

Combustível

Cabe à nossa torcida engolir mais essa e transformar a punição indigesta em combustível para empurrar o time rumo ao bicampeonato. Temos time e temos técnico. Se confirmada, a punição será apenas mais um obstáculo a ser vencido.

Nos inspiremos em nossa História. Em 1942, foi o SPFC quem correu. Em 1944, armaram e tiraram o nosso médio argentino Dacunto da partida decisiva. No final, sempre deu Palmeiras. Com Dacunto ou sem Dacunto; com Felipe Melo ou sem Felipe Melo, nós ganhamos. VAMOS PALMEIRAS!