As quartas-de-finais do Paulistão: uma grande comédia de erros

A FPF, a RGT e a PM-SP estão protagonizando um verdadeiro pastelão ao tentar definir datas e horários para as quartas-de-finais do Paulistão, com a participação especial dos clubes, inclusive o Palmeiras. Já foram duas mudanças de local desde o anúncio original. Comentamos tudo isso no vídeo abaixo.

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Podcast: Periscazzo (21/04/2017)

Mais um Periscazzo foi ao ar. Neste feriadão de Tiradentes, falamos do sorteio da Copa do Brasil e da expectativa pela decisão contra a Ponte Preta.

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Torcida, jogadores e técnico: o que fazer para passar pela Ponte no sábado

Zé Roberto, Dudu e Borja comemoram gol do PalmeirasO Verdão precisa colocar quatro gols de diferença contra a Ponte Preta no jogo do próximo sábado no Allianz Parque. O elenco voltou às atividades ontem, após dois dias de folga e todos os treinos até a véspera do jogo serão fechados para a imprensa. É de se esperar que Eduardo Baptista tenha usado o recesso para muito estudo e profundas reflexões, para ensaiá-las entre a quarta e a sexta-feira.

Nos próximos parágrafos, o Verdazzo dá sua versão do que seria necessário fazer para que o próximo sábado se transforme em mais uma data inesquecível para a torcida palmeirense.

Cobertura na esquerda

É pouquíssimo provável que Gilson Kleina seja ousado e criativo a ponto de orientar seu time a esconder a bola do Palmeiras. Essa postura, além de surpreendente, quebraria o ritmo de jogo do Palmeiras e diminuiria a confiança de nosso time. Mas o velho Seo Gilso vai apostar mesmo é na retranca, na catimba e nos contra-ataques. Barbada.

Assim, com Pottker e/ou Lucca posicionados para a correria, Kleina espera marcar o gol que obrigaria o Verdão a vazar Aranha cinco vezes. Para isso, depois das fragilidades detectadas nos três jogos deste mata-mata, é recomendável que Vitor Hugo entre no lugar de Edu Dracena para fazer a cobertura das descidas de Zé Roberto. Além de estar mais afeito ao lado esquerdo, o camisa 4 tem mais velocidade e vigor físico no choque que o veterano. Edu Dracena segue sendo um atleta importantíssimo, sobretudo para as partidas fora de casa e não deve perder prestígio por isso.

Triangulações

O Palmeiras precisa tocar a bola com rapidez para envolver a defesa da Ponte. Para isso, será necessário muita intensidade, mas com sabedoria. O time precisa dosar as energias porque é bem provável que a parte final do jogo seja a que mais vai exigir do preparo físico. Achar o equilíbrio entre a correria desmedida e a apatia será um dos grandes desafios.

As triangulações são o melhor caminho para isso. No 4-1-4-1, os dois flancos podem contar com um lateral e dois meias para envolverem em toques de bola rápidos a defesa adversária. O meia que joga por dentro é quem coordena a jogada e decide pela inversão, por acionar o flanco ou se faz a jogada de pivô ou mesmo o facão com o Borja ou com outras opções que estiverem disponíveis do lado oposto.

Jogadas ensaiadas e chutes de fora

Na teoria tudo parece perfeito, mas na hora que a bola rola, as dificuldades serão imensas. As coisas podem funcionar, mas o goleiro pode estar inspirado, a trave pode aparecer, o juiz pode atrapalhar, ou as coisas podem simplesmente não funcionar. É neste momento que os chutes de fora da área e as jogadas ensaiadas surgem como armas alternativas.

É de se esperar que Eduardo use esses três dias de treino para implementar novas jogadas para aproveitar as faltas, escanteios e laterais. Isto é mais um aspecto que evidencia a necessidade da entrada de Vitor Hugo, que tem um histórico pródigo em gols, ao contrário de Edu Dracena, que ainda busca seu primeiro.

Dudu tem se mostrado bastante deficiente nos cruzamentos nos últimos jogos, Algumas horas de prática nos treinamentos lhe fariam muito bem.

Jean, a despeito de sua tétrica partida em Campinas, deve ser mantido: cruza melhor que Fabiano e tem comprovada qualidade nas bolas paradas, além de um bom chute de fora e de vastíssima experiência em decisões.

Por fim, Michel Bastos e Guerra aparecem como os mais indicados para jogarem por dentro – são os jogadores que mostram o melhor e mais ligeiro toque de bola, além de também também serem fortes no chute de média distância. Pela esquerda, Michel ainda pode trocar de posição algumas vezes com Dudu para confundir a marcação.

Escalação

Diante de tudo o que foi exposto, seria muito indicado que Eduardo Baptista sacrificasse Tchê Tchê, abrindo mão da ocupação de espaço e exigindo mais fisicamente do resto do time – na defesa e no ataque – em favor das trocas rápidas de passe. Assim, a escalação seria Fernando Prass; Jean, Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Felipe Melo; Roger Guedes, Guerra, Michel Bastos e Dudu; Borja.

Willian Bigode voltaria a ser opção para o segundo tempo, para eventualmente jogar como segundo centroavante, descansado, na parte final do jogo  – funcionou muito bem contra o Santos e contra o Jorge Wilstermann.

Ritmo da partida

Marcar no mínimo um gol no primeiro tempo será fundamental. Com um a zero no placar, o time voltará do intervalo com a adrenalina no tampo; ao contrário, a Ponte Preta retornará ao gramado pintada de amarelo.

Caso esse gol não saia, o time terá que controlar a ansiedade e manter em mente que não existe jogada de três gols – é preciso marcar um por vez, por mais óbvio que pareça.

Abrir o placar no primeiro tempo será bom, fazer dois será ótimo. Mas de nada adiantará todo esse esforço se a Ponte encaixar um contra-ataque e marcar o seu.

Além de tentar encaixar um contragolpe mortal, a Ponte vai catimbar desde o primeiro minuto. Vai picotar o jogo, vai fazer bolinho; os jogadores vão cair no chão e rolar a qualquer esbarrão.

A concentração para não permitir os contragolpes e para se manter focado no jogo e não cair na catimba deve ser máxima, o tempo todo.

Estádio

Mais do que nunca o Allianz Parque deve se tornar um caldeirão. O espírito deve ser de apoio incondicional, do início ao fim. Não é jogo para cornetar ninguém, em hipótese alguma – se estiver com esse espírito, por favor, passe seu ingresso adiante e fique em casa.

O Hino deve ser entoado a plenos pulmões, em nossa versão, nas duas partes. O ritmo da partida, determinado pelos gols, será fundamental – se demorar muito para sair o primeiro ou o segundo, a torcida deve empurrar mais ainda.

A cada disputa de bola, a cada sopro de apito, a cada contato entre os jogadores, a cada tentativa de cera, deve haver um urro seminal vindo das arquibancadas. Tanto a arbitragem quanto os adversários, mesmo os mais experientes, devem se sentir absolutamente intimidados. Criar este ambiente é essencial para que a conquista seja alcançada – e a tornará muito mais saborosa.

Até o apito final

Perdemos o jogo de ida por três a zero, algo que nos causou muita decepção, raiva e desconfiança. Mas nada como um dia após o outro para nos recompormos. A torcida já comprou mais de 33 mil ingressos e o espírito necessário para compor a atmosfera de mata-mata já está sendo erigido nas redes sociais, nas escolas, nos escritórios e nas ruas.

Estamos diante de um desafio espetacular e podemos transformar uma derrota dolorida numa classificação histórica, algo de que nos lembraremos por anos a fio e trará lágrimas a nossos olhos pela alegria de ser Palmeiras. A oportunidade está bem à nossa frente. E conseguiremos aproveitá-la se fizermos TUDO o que está a nosso alcance, até o apito final. VAMOS PALMEIRAS!!!


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Palmeiras abre na tabela e se aproxima de vantagens no mata-mata do Paulistão

Taça Paulistão 2017Os resultados da décima rodada da fase de classificação do Paulistão tornaram o panorama bastante favorável para o Verdão alcançar o primeiro título da temporada. A vitória sobre o Mirassol e os tropeços dos rivais projetam o Palmeiras tendo a vantagem de decidir em casa não apenas as quartas-de-finais (já garantido), como também eventuais semifinais e finais.

O regulamento do Paulistão determina que as fases de mata-mata sejam definidas em confrontos de ida e volta, com o time com a melhor campanha mandando o jogo da volta. Entende-se por melhor campanha os pontos acumulados em todas as fases da competição. Não será usado o critério do gol qualificado; avança quem vencer o chamado “jogo de 180 minutos”; se houver dois empates ou uma vitória de cada lado pela mesma diferença de gols, avança quem vencer na disputa por pênaltis.

A duas rodadas do fim da rodada de classificação, o Palmeiras espera pelo segundo colocado de seu grupo – neste momento, o time que tem a maior chance de ser nosso adversário nas quartas-de-finais é o Novorizontino, que mandaria o primeiro jogo no Jorge Ismael de Biasi e depois viria ao Allianz Parque.

Classificação Paulista - Rodada 10

Caso o Palmeiras confirme o favoritismo e passe pelo Tigre (ou por outro time que venha a ser o segundo de nosso grupo, São Bento ou Santo André), chegará também às semifinais provavelmente com a vantagem do mando no segundo jogo. O regulamento determina que os cruzamentos sejam entre o primeiro e o quarto colocados da classificação geral (veja o quadro acima) numa semifinal, e segundo contra o terceiro na outra. Como faltam duas rodadas para o fim e a distância é de largos oito pontos à frente do quarto colocado, o Verdão só perderia a vantagem do mando se o adversário tirasse essa diferença em quatro rodadas – algo bem pouco provável.

Seguindo em frente, o único time que ameaça de forma razoável tirar o mando do Palmeiras numa eventual final é o SCCP, que tem seis jogos para tirar a diferença atual de quatro pontos, mais o saldo de gols. Não é impossível, mas também parece algo com poucas chances de acontecer.

Este post trata de probabilidades. É claro que a vantagem do mando não garante nada e o Palmeiras pode, numa tarde ruim, ser eliminado pelo São Bento, quebrando todo o raciocínio. Mas a vantagem do mando no jogo de volta num regulamento que não prevê o critério do gol qualificado é muito grande. A pressão no Allianz Parque para que o Palmeiras busque os gols para reverter uma eventual derrota no jogo de ida é bem difícil de suportar. Nossa torcida, especialmente em nosso estádio, tem sido uma arma poderosíssima – isso sem mencionar o nível de jogo apresentado por nosso time em relação a todos os outros adversários. Tudo isso nos leva a crer que o primeiro título do ano está bem encaminhado.

Zica?

Tá, já sei o que vários de vocês estão pensando: “Aaaaain, esses posts do Verdazzo dão uma zica danada!

Vão pro inferno, zica é o cazzo! Ano passado, o Verdazzo cravou os pontos do Brasileirão até a penúltima rodada.

Pras cabeças! VAMOS PALMEIRAS!

Os 28 do Paulistão

Eduardo BaptistaEduardo Baptista tem uma dura decisão pela frente. Diante do inacreditável regulamento do Campeonato Paulista, em vigor desde 2015, apenas 28 jogadores podem ser inscritos na competição – 25 jogadores de linha e três goleiros. Assim, o Palmeiras, que conta com 32 atletas em seu elenco, terá que cortar quatro jogadores.

A medida da FPF visa coibir que os times grandes escalem jogadores da base nos jogos de menor apelo, para manter a competição atrativa para o público e para os anunciantes. Desta forma, clubes que planejam seus elencos para suportar o desgastante calendário imposto pela CBF, cuja competição menos importante é exatamente o estadual, acabam tendo que contornar climas desagradáveis entre o treinador e mais de 10% do elenco que precisa ser cortado – uma situação que desvaloriza atletas e mina a unidade do grupo.

A insistência da Federação em manter essa restrição faz com que um dos principais motivos esportivos dos estaduais continuarem existindo, fomentar a revelação de novos atletas para o cenário nacional, seja suprimido. O estadual seria uma ótima maneira dos times grandes darem cancha a novos e promissores atletas. Talvez Vitinho já estivesse num estágio mais avançado de desenvolvimento se tivesse sido inscrito entre os 28 do Paulistão do ano passado, só para dar um exemplo.

A FPF, em vez de tomar medidas para manter o interesse por sua competição de forma artificial, poderia desenvolver mecanismos para fortalecer os clubes do interior e assim torná-los mais fortes para a disputa do Paulistão, o que naturalmente aumentaria o interesse dos grandes pelos jogos. Jogar contra a Ferroviária em Araraquara era uma pedreira; hoje, perder pontos para esses times é uma vergonha. Os jogos da primeira fase são chatos e só os seis clássicos salvam as rodadas que precedem o mata-mata.

Enfim, discorrer sobre a incompetência e burrice da FPF é gastar vela boa com defunto ruim. Vamos ao que interessa: os cortes que Eduardo Baptista deverá promover para obedecer à estúpida regra.

Quem deve rodar

O atual elenco do Palmeiras é composto por 32 atletas. Logo, quatro cortes deverão ser feitos. A figura abaixo ilustra o mapa que nosso treinador tem em sua mesa:

Elenco Palmeiras 2017Daniel Fuzato, um dos melhores goleiros que nossa base produziu no século, certamente vai ter que esperar mais um pouco para ser inscrito no Paulistão, já que nossos outros três goleiros têm prioridade.

Rodrigo, que é a quarta opção para a volância, perdeu mais espaço ainda no elenco em relação ao ano passado pelo fato de Eduardo Baptista preferir jogar com apenas um volante de ofício, e não dois. Suas chances de ser inscrito são mínimas.

Arouca, que fez uma pequena cirurgia para remover um fragmento de cartilagem do tornozelo direito, está numa posição delicada. As semanas de recuperação que têm pela frente podem ser decisivas para que Eduardo Baptista o tire da lista, sobretudo porque nosso meio-campo é o setor mais concorrido. O camisa 5 chegou a jogar avançado, na linha de 4, no amistoso em Chapecó, mas mesmo nesta alternativa o moral do veterano volante não é dos mais elevados – nessa função, ele não estaria nem na formação reserva.

O quarto atleta a ser preterido tende a ser Rafael Marques. Embora tenha sido usado como “segundo centroavante” nos minutos em que esteve em campo contra a Ponte Preta, entrando em diagonal para tentar finalizações, sem ficar restrito à faixa externa do campo, o jogador parece também alguns passos atrás dos companheiros. Ontem, chegou a sinalizar resignação em caso de corte – uma atitude positiva em relação ao grupo e que deve ser valorizada.

Correm por fora

Outros jogadores ainda podem entrar nessa lista e salvar Rafael Marques ou Arouca. Antônio Carlos neste momento é o quinto zagueiro do grupo e sua posição é a mesma de Roger Carvalho no ano passado: salvo em caso de lesão prolongada de um dos titulares, tende a ser bem pouco usado. Outro que corre risco é Hyoran, que mesmo recém chegado ainda não conseguiu uma performance de destaque – a tendência é que seja inscrito, mas a posição não é das mais seguras.

A lista deve ser entregue na FPF até amanhã. Passado esse momento de turbulência, Eduardo voltará a focar totalmente nas alternativas para armar o time, inclusive pensando em formas de aproveitar os cortados do Paulistão nas outras competições. Afinal, se não fossem jogadores importantes, não estariam no grupo.