Mário Sérgio
Posição Meia
Nome Completo Mário Sérgio Pontes de Paiva
Nascimento07/09/1950
Falecimento28/11/2016 aos 66 anos
Estreia
21/06/1984
Último Jogo
02/10/1985
Mário Sérgio Pontes de Paiva nasceu no Rio de Janeiro a 7 de setembro de 1950 e começou na base do Fluminense. Abandonou o futebol para se dedicar aos estudos, mas acabou sendo levado para testes no Flamengo em 1969, sendo aprovado e profissionalizado.
Meia armador extremamente habilidoso e inteligente, não demorou a se firmar entre os titulares. Mas outra característica pessoal começou a aparecer: seu forte temperamento. Em 1971, após desavenças com o técnico Yustrich, decidiu sair do Flamengo, rumando para o Vitória.
Em Salvador, manteve o altíssimo nível, jogando como ponta-esquerda. Foi campeão baiano em 1972 e Bola de Prata em 1973. Depois de 4 temporadas no clube baiano, transferiu-se para o Fluminense, para jogar na chamada “Máquina Tricolor”. Foi campeão carioca em 1975 ao lado de Rivelino. Seu temperamento, entretanto, complicou mais uma vez sua carreira: depois de uma briga com o presidente do clube, foi vendido para o Botafogo.
Em 1978 teve uma contusão séria no joelho e ficou um longo tempo parado. Recuperou-se de forma apressada pela diretoria, o que que fez sua condição piorar. Mais uma vez entrou em atrito e deixou o Rio rumo ao Rosário Central-ARG. Por questões familiares, no entanto, sua passagem pela Argentina não durou muito e Mário Sérgio acabou contratado pelo Inter.
No Beira-Rio, foi campeão brasileiro invicto em 1979 e vice-campeão da Libertadores em 1980, jogando o fino da bola. Foi então contratado pelo São Paulo, onde continuou exibindo um futebol extraordinário, ao mesmo tempo em que seguia se envolvendo em polêmicas, desta vez, sacando uma arma e a esvaziando com tiros para o alto quando o ônibus do time foi cercado por torcedores numa partida em São José dos Campos.
Após dois anos no São Paulo, transferiu-se para a Ponte Preta, onde jogou ao lado de nomes como Dicá e Jorge Mendonça. O time campineiro, no entanto, já estava distante de montar times consistentes como nos anos anteriores e a passagem durou até 1983 sem grandes resultados.
Mário Sérgio foi contratado pelo Grêmio para a disputa do Intercontinental, no final do ano. Jogou muito bem a final contra o Hamburgo, conquistando o título, mas a diretoria gremista não quis manter o jogador por conta de sua fama. No início de 1984 o Inter, então, o recontratou.
No meio de 1984, o Palmeiras se desfez de Cleo e Aragonés e trouxe Mário Sérgio para organizar o meio. E como organizou! Depois de um Brasileirão medíocre, o Palmeiras acertou o time para a disputa do Paulistão e Mário Sérgio rapidamente virou o craque do time que contava com jogadores como Luís Pereira, Vagner Bacharel, Carlos Alberto Borges e Jorginho.
O Palmeiras arrancava para o título, mas uma armação envolvendo Mário Sérgio pôs tudo a perder: o Verdão venceu o São Paulo no campo por 2 a 1, mas seu teste antidoping teria acusado positivo para anfetaminas. Mesmo sem conseguir provar, a FPF tirou os pontos do Palmeiras; o time perdeu o embalo e acabou ficando mais um ano na fila. Mário Sérgio voltou aos campos, inocentado; seguiu jogando bem e encerrou sua passagem pelo Palmeiras em 1985, após 58 jogos e 3 gols marcados.
Aos 35 anos, partiu para o Botafogo de Ribeirão; pouco depois conseguiu um contrato com o Bellinzona-SUI. Em 1987, voltou ao Brasil para jogar a Copa União pelo Bahia. Encerrou sua carreira no intervalo de um jogo, depois de ser um dos melhores em campo. De forma surpreendente, pediu para sair no vestiário e nunca mais calçou um par de chuteiras.
Tornou-se então comentarista e treinador. Com os microfones, destacou-se rapidamente com comentários inteligentes e sarcásticos. Seu primeiro grande trabalho como treinador foi comandando o Corinthians em 1993 – a campanha acabou numa derrota para o Vitória, no Pacaembu.
Mário Sérgio parecia que seria um técnico tão vencedor quanto foi como jogador, mas jamais encaixou em time algum – faltou-lhe, para dominar os vestiários, o mesmo jogo de cintura que exibia nos gramados. No São Paulo, por exemplo, barrou as cobranças de falta de Rogério Ceni, o que lhe foi fatal. Seu melhor resultado foi o vice-campeonato brasileiro com o Inter em 2009.
Alternou sua trajetória entre os comentários e os bancos de reserva até 2010, quando fixou-se nas equipes de jornalismo. Era o melhor comentarista da equipe da Fox Sports quando foi cobrir a final da Copa Sul-Americana de 2016. Mário Sérgio foi uma das vítimas da trágica queda do avião que levava a Chapecoense para a partida, na Colômbia.
Resumo das partidas
| J | V | E | D | Gols | % |
| 58 | 24 | 23 | 11 | 3 | 54,6 |
| Ano | J | G | % | ![]() | ![]() |
| 1984 | 30 | 2 | 73.3 | 5 | 0 |
| 1985 | 28 | 1 | 34.5 | 2 | 3 |
| Total | 58 | 3 | 54.6 | 7 | 3 |
| Data | Jogo | Campeonato | ||
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02/10/1985
02/10
1985 |
Campeonato Paulista | |||
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29/09/1985
29/09
1985 |
Campeonato Paulista | |||
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22/09/1985
22/09
1985 |
Campeonato Paulista | |||
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15/09/1985
15/09
1985 |
Campeonato Paulista |
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08/09/1985
08/09
1985 |
Campeonato Paulista |
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28/08/1985
28/08
1985 |
Campeonato Paulista |
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13/08/1985
13/08
1985 |
Amistoso |
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10/08/1985
10/08
1985 |
Campeonato Paulista |
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07/08/1985
07/08
1985 |
Campeonato Paulista | |||
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04/08/1985
04/08
1985 |
Campeonato Paulista |
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28/07/1985
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1985 |
Campeonato Paulista | |||
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20/07/1985
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1985 |
Campeonato Paulista | |||
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14/07/1985
14/07
1985 |
Campeonato Paulista |
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07/07/1985
07/07
1985 |
Campeonato Paulista | |||
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03/07/1985
03/07
1985 |
Campeonato Paulista | |||
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29/06/1985
29/06
1985 |
Campeonato Paulista | |||
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14/04/1985
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1985 |
Brasileirão | |||
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10/04/1985
10/04
1985 |
Brasileirão | |||
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06/04/1985
06/04
1985 |
Brasileirão |
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03/04/1985
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Amistoso | |||
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31/03/1985
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1985 |
Brasileirão | |||
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27/03/1985
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Brasileirão | |||
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24/03/1985
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1985 |
Brasileirão | |||
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20/03/1985
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Brasileirão | |||
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10/03/1985
10/03
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Brasileirão | |||
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06/03/1985
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Brasileirão | |||
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03/03/1985
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Brasileirão | |||
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23/02/1985
23/02
1985 |
Brasileirão |
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25/11/1984
25/11
1984 |
Campeonato Paulista | |||
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17/11/1984
17/11
1984 |
Campeonato Paulista |






















