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08/11/2017 - 21:45

Pré-Jogo

Pré-jogo Vitória x Palmeiras

Na noite de hoje, a Sociedade Esportiva Palmeiras visita o Vitória, no Barradão, em jogo válido pela 33ª rodada do Brasileirão. Depois do roubo vergonhoso de domingo e do festival de factoides lançados na segunda e na terça para abafar, nossa torcida tenta focar no que realmente importa: tem Verdão em campo.

Palmeiras

DESFALQUES
Lesionado:
Jailson
Transição física:
Willian Bigode
Convocados:
Mina e Borja
Suspenso: Deyverson

Pendurados: Fernando Prass, Edu Dracena, Gabriel Furtado, Felipe Melo, Tchê Tchê, Keno, Roger Guedes e Dudu

Alberto Valentim ganhou alguns problemas para o jogo desta noite: Jailson contraiu uma prosaica conjuntivite; Mina e Borja voltam a servir a seleção da Colômbia. Willian Bigode não está pronto fisicamente ainda e segue de fora. E Deyverson foi expulso, o que renderá uma enorme dor de cabeça ao treinador para escalar o centroavante. A escolha pode recair sobre Erik, Roger Guedes, Guerra ou até sobre Fernando, atacante do sub-20.

Com todos esses problemas, a escalação esta noite pode ser Fernando Prass; Mayke, Edu Dracena, Juninho e Egídio; Bruno Henrique, Tchê Tchê e Moisés; Keno, Guerra (Erik ou Roger Guedes ou Fernando) e Dudu.

Vitória

Vagner Mancini não poderá contar com Neílton, suspenso pelo terceiro amarelo – Danilinho, Carlos Eduardo e André Lima são opções. O lateral Juninho, que sente dores musculares, é dúvida – Geferson está de sobreaviso.

Por outro lado, o treinador contará com a volta de Uillian Correia, que cumpriu suspensão no empate contra o Vasco. O provável time para esta noite é Caíque; Patric, Kanu, Wallace Reis e Juninho (Geferson); Uillian Correia, Ramon e Yago; Danilinho (Carlos Eduardo ou André Lima), Trellez e David.

Lei do Ex

Juninho Pampers é o pesadelo desta noite na lateral esquerda do Vitória. Quem está por aqui e já esteve por lá é Egídio, que defendeu o time baiano em 2010.

Pampers x Egídio. Que duelo, senhoras e senhores.

Retrospecto

Depois de Heber e Daronco, agora eles colocam o Caralho Ruim pra apitar nosso jogo de novo. Não tá fácil.

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Vitória
Vitória
Barradão
Barradão
Dewson Fernando Freitas da Silva
Dewson Fernando Freitas da Silva
Campeonato Brasileiro
Campeonato Brasileiro

 

Transmissão

TV GloboGlobo – para SP, RS, SE e PE

PFCPFC e PFCI

Pós-Jogo

Vitória 3x1 PalmeirasCesar Greco/Ag.Palmeiras

Mesmo jogando contra um adversário que não vencia em casa havia três meses, com um jogador a mais em metade do segundo tempo, o Palmeiras sentiu o efeito da derrota no Derby e acabou derrotado por 3 a 1 pelo Vitória. O resultado coloca em risco a posição no G4, ainda mais com a vitória do Flamengo sobre o Cruzeiro. O próximo jogo é exatamente contra os cariocas, e uma vitória será fundamental.

PRIMEIRO TEMPO

O escolhido por Alberto Valentim para ocupar a desfalcada posição de centroavante foi Erik. O time manteve o desenho que vinha usando desde que Valentim assumiu, contra um Vitória que alinhou com três volantes, preocupado em conter a fluidez de nosso meio de campo.

A tática de Vagner Mancini deu resultado: aos três minutos tivemos a primeira chance do Vitória: a bola foi erguida em nossa área; Fernando Prass dividiu pelo alto com Tréllez e a bola sobrou para Patric, sem marcação – ele bateu com força, cruzado, e a bola passou à direita do gol.

Nosso lado esquerdo seguia uma baba; Patric desceu sem ser incomodado por Egídio e cruzou por baixo; Felipe Soutto se antecipou a Edu Dracena e ajeitou para a chegada de Yago, que bateu forte, no canto esquerdo de Fernando Prass, abrindo o placar.

O Palmeiras até que soube assimilar o gol e passou a imprimir um ritmo mais forte, pressionando o time da casa sobretudo com Keno e Erik. Mas aos 14, Fernando Prass fez a reposição de bola, Wallace rebateu e Juninho perdeu a disputa com Tréllez de forma infantil; o colombiano ficou livre e tocou na saída de Prass, fazendo 2 a 0.

Parecia aqueles apagões que tanto já nos maltrataram nas últimas temporadas. Mas aos 19, o Verdão reagiu: Moisés iniciou a jogada pelo meio, abriu na direita para Keno, que cruzou; a bola desviou na zaga e subiu, caindo no segundo pau para a chegada de Dudu; quase dentro do gol, o capitão cumprimentou de cabeça e diminuiu. Um minuto depois, Keno fez a jogada pelo meio e abriu para Erik, na esquerda; dentro da área, o camisa 17 bateu firme, cruzado, e Fernando Miguel salvou de ponta de dedo, mandando a escanteio.

Pouco depois, Dudu, que começou na esquerda, trocou de lado com Keno. Aos 28, Egídio bateu falta sofrida por Mayke na área; Tréllez rebateu e Moisés bateu do jeito que veio, por cima, assustando muito a Fernando Miguel. Aos 32, Mayke esticou a bola pelo alto procurando Erik, na disputa com Kanu, o zagueiro do Vitória claramente empurrou nosso atacante, Mas Dewson Freitas não deu o pênalti.

O jogo caiu de ritmo, mas o Palmeiras seguia comandando as ações – o que, neste jogo, não significava nada. Aos 39, David disputou e ganhou de Mayke e rolou para o meio; Juninho chegou atrasado na dividida e a bola espirrou; Tchê Tchê foi em câmera lenta para a bola e Yago chegou antes, batendo forte no canto direito de Fernando Prass, fazendo o terceiro gol. Incrível. Com 3 a 1 no placar e a mesma marcha de gols do Derby, acabou o primeiro tempo.

SEGUNDO TEMPO

Precisando de mais presença no ataque, Alberto Valentim deixou o time mais exposto ainda: mandou o menino Fernando a campo, no lugar de Bruno Henrique. E logo a um minuto, o garoto tentou a jogada individual e bateu de fora, mas pegou mal na bola. O Vitória respondeu dois minutos depois: Yago bateu falta da direita e Tréllez ganhou de nossa zaga exigindo grande defesa de Fernando Prass.

Aos 8, Keno fez a enfiada para Erik; Wallace tentou cortar e quase fez contra – Fernando Miguel defendeu no cantinho; a bola voltou para Moisés que emendou forte, mas a bola explodiu na zaga.

A estratégia do Vitória era simples: onze atrás da linha da bola, muita cera, e correria quando recuperava a bola. O Palmeiras tinha extrema dificuldade para penetrar na muralha armada por Vagner Mancini e as jogadas aéreas não eram opção diante da baixa estatura de nosso ataque. Valentim trocou Erik por Roger Guedes, para jogar aberto pela direita; Dudu passou a jogar por dentro.

Aos 17, Dudu arrancou pelo meio e sofreu falta por trás de Uillian Correia – como já tinha amarelo, acabou expulso. Roger Guedes bateu a falta por cima do travessão. Guerra entrou no lugar de Keno e assim Valentim queimou a última mexida – quem passou a ocupar o lado esquerdo foi Fernando, e Moisés e Guerra se revezavam nas chegadas pelo meio, como falsos noves.

No jogo de ataque contra defesa, o Palmeiras, mesmo com um a mais em campo, não tinha a menor organização ofensiva. A formação que estava em campo, é certo, jamais treinou junta. Para piorar, Roger Guedes não acertava nada e matava todos os nossos ataques. Tchê Tchê arriscou um chute de média distância aos 41e Fernando Miguel deu um tapinha para escanteio. Muito pouco.

Aos 45, Tchê Tchê chutou de fora; Kanu afastou, a bola bateu em Wallace e voltou para Guerra, que fez o gol. Mesmo tendo sido uma bola rebatida pela zaga, o bandeira erradamente marcou impedimento. Aos 47, Roger Guedes ainda tentou um chute cruzado e acertou o travessão de Fernando Miguel. E depois desse lance acabou a tortura.

FIM DE JOGO

No rigor, um gol mal anulado e um pênalti não dado a nosso favor. Mas ao contrário do jogo de domingo, os erros da arbitragem não influenciaram no resultado. O Palmeiras entrou em campo nocauteado. E quem tem um pouco mais de tempo de janela sabe que Derbies decisivos têm esse poder. O vencedor arrancou um resultado altamente improvável em Curitiba, enquanto que o Palmeiras conseguiu uma façanha que ninguém realizava há meses: perder para o Vitória em Salvador.

Ainda não é momento de apontar dedos ou de fazer listas de dispensa, embora a vontade esteja grande. Estamos bem posicionados na luta pelo G4 e o vice-campeonato pode render um prêmio de mais de R$ 11 milhões – são objetivos secundários que não se pode abrir mão e o apoio da torcida será importantíssimo nesta reta final. Mas Alberto Valentim precisa resolver o problema da exposição da defesa, se quiser ter alguma chance de sonhar em ser efetivado para o ano que vem.

Ficha Técnica

Vitória

GOL
Fernando Miguel
LAD
Patric
ZAE
Wallace Reis
ZAG
Kanu
LAE
Geferson
VOL
Felipe Soutto
VOL
Ramon
VOL
José Wellison
MEI
Carlos Eduardo
VOL
Uillian Correia
MEI
Yago
ZAG
Renê
ATA
Trellez
ATA
David
TÉCNICO
Vagner Mancini

Palmeiras

GOL
Fernando Prass
LAD
Mayke
ZAG
Edu Dracena
ZAE
Juninho
LAE
Egídio
VOL
Bruno Henrique
ATA
Fernando
VOL
Tchê Tchê
MEI
Moisés
ATA
Keno
MEI
Guerra
ATA
Erik
ATA
Roger Guedes
ATA
Dudu
TÉCNICO
Alberto Valentim

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Fuzilado nos gols, só tinha uma coisa a fazer: abrir os braços para lamentar.
7
Mayke
Apoiou mal e foi facilmente batido no lance do terceiro gol.
4
Edu Dracena
Perdeu uma dividida dentro da área que resultou no primeiro gol. Pode ter mudado o rumo do jogo.
5
Juninho
Mais um gol decisivo em cima de um erro infantil. Vai se complicando.
2
Egídio
Depois de um primeiro tempo pavoroso, foi apenas medíocre na etapa final.
2.5
Bruno Henrique
Não comprometeu, dentro da proposta do treinador: preencheu espaços e foi boa opção na saída de bola.
5.5
Fernando
Tentou um lance ousado logo de saída; depois se escondeu da bola por um bom tempo e só voltou a aparecer nos cinco minutos finais. Que gelada.
s/n
Tchê Tchê
Correu sem parar, mas errou quase na mesma proporção.
4.5
Moisés
Taticamente correto, mas deixou a desejar na execução, errando mais que o normal.
5.5
Keno
O melhor do Palmeiras, sendo sempre a melhor opção de desafogo. Até Valentim tirá-lo do jogo - será que cansou?
7.5
Guerra
Não fez nada até o lance do gol anulado.
4
Erik
Lutou, se movimentou e abriu espaços na defesa do Vitória - mas não tem corpo para as disputas dentro da área.
6
Roger Guedes
Ia levar zero, mas meteu uma bola no travessão no final.
1
Dudu
Também cometeu erros técnicos que não comete normalmente. Claramente sob efeito do Derby.
6
Alberto Valentim
Alberto Valentim
Seu esquema involuiu e nosso time, hoje, é muito mais fraco que em qualquer momento do ano. E não importa o que Keno faça, ele sempre sairá.
5