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Pré-Jogo

Pela 29ª rodada do Brasileirão, o Verdão vai a Londrina visitar o América-MG, que vendeu a bilheteria para faturar um dinheirinho aproveitando a nossa popularidade. O jogo acontece no estádio do Café, no domingo, a partir das 17h. Ao mesmo tempo, o vice-líder recebe o Santa Cruz; o terceiro colocado já tropeçou na abertura da rodada, no meio da semana.

O América parece já conformado com o rebaixamento e o ambiente será totalmente favorável. Parece ser um dos jogos mais fáceis do campeonato. É exatamente por isso que deve ser um jogo complicado.

DESFALQUES:
Lesionados
: Fernando Prass e João Pedro
Seleção: Gabriel Jesus, Mina e Barrios
Não relacionados:
Vinicius, Vitinho e Roger Carvalho

RELACIONADOS:
Goleiros
: Jailson* e Vagner
Laterais: Egídio, Fabiano, Jean e Zé Roberto
Zagueiros: Edu Dracena, Thiago Martins e Vitor Hugo
Volantes: Arouca*, Gabriel, Matheus Sales*, Moisés*, Thiago Santos, Rodrigo e Tchê Tchê
Meias: Allione, Cleiton Xavier* e Fabrício
Atacantes: Alecsandro, Dudu, Erik, Leandro Pereira, Roger Guedes e Rafael Marques*
* pendurado

Zé na lateral ou no meio? Gabriel como volante soltando mais Moisés e Tchê Tchê? Cleiton Xavier? Além de todas essas dúvidas táticas, Leandro Pereira, que tendia a ser o centroavante, sente dores o pode não ter condições de jogo. Pode ser que Rafael Marques mais uma vez entre no comando do ataque, ou então a deixa para que Alecsandro volte ao time depois da enorme sacanagem que o TJD-SP fez com ele.

São muitas variáveis; mais uma vez o elenco recheado e equilibrado do Verdão dá a Cuca inúmeras possibilidades para escolher a melhor formação para sair jogando diante dos desfalques absurdos provocados pelas seleções. O palpite para o time titular segue o campinho ao lado.

O América vê peças de seu elenco se desligando do clube, devido à falta de perspectivas. O zagueiro Suéliton foi a baixa mais recente, acertando na sexta seu retorno ao ABC. Além dele, Enderson Moreira não poderá contar com Jonas, suspenso, e Alison, machucado. Por outro lado, quem vai voltar é o volante Juninho, que ficou de fora na derrota por 3 a 0 para o Coritiba.O provável time que vai a campo é João Ricardo; Pablo, Roger, Éder Lima e Gilson; Leandro Guerreiro, Juninho e Ernandes; Xavier; Matheusinho e Nixon.

RETROSPECTO

Palmeiras e América-MG já se enfrentaram 20 vezes. O Verdão venceu 10 partidas, empatou seis e perdeu apenas 4; marcamos 36 gols e sofremos 21.

  • O América nunca venceu o Palmeiras em jogos pelo Brasileirão: foram 11 jogos, com seis vitórias do Verdão e cinco empates; 16 gols do Verdão e 7 do time mineiro;
  • O Verdão é 100% no Estádio do Café: venceu todos os oito jogos disputados lá marcando 16 gols e sofrendo apenas 1, na goleada sobre o Fluminense por 5 a 1 em 1996;
  • Apita a partida Wagner do Nascimento Magalhães, que tem na folha corrida sete jogos do Palmeiras: 4 vitórias e 3 derrotas; marcamos 7 gols e sofremos 5. Sempre que ele apitou nossos jogos contra times mineiros, perdemos (duas derrotas pata o Atlético-MG).

PARPITE

Se o time encaixar e jogar com a seriedade de sempre, a vitória virá fácil. Mas se por alguma razão a tentativa de Cuca, que nem sempre acerta, não funcionar, corremos algum risco e o nervosismo vai passar a ser uma dificuldade a mais. Mas não temos por que entrar em maré de pessimismo: nosso time já mostrou ser capaz de aguentar a pressão e a ansiedade para chegar aos resultados contra times menores: dá Verdão, 3 a 0, com gols de Dudu, Jean e Roger Guedes, para 19.654 pagantes. VAMOS PALMEIRAS!

Pós-Jogo

César Greco/Ag.Palmeiras/Divulgação

Mais três na conta. Com muita facilidade, o Verdão aproveitou o estádio com mais de 27 mil palmeirenses e segue na caminhada rumo ao nono título brasileiro. O jogo foi marcado por uma enorme apatia do América e pela excessiva auto-confiança do Palmeiras, que construiu a vantagem mínima com dois minutos de jogo e não se preocupou em aumentar o placar para matar o jogo – o segundo gol veio apenas no final.

PRIMEIRO TEMPO

Com Erik escalado no comando do ataque, o Palmeiras entrou com a formação que é a regra de Cuca em jogos “em casa”: Moisés e Tchê Tchê como volantes, com bastante movimentação e subidas ao ataque, e um quarteto ofensivo com um centroavante leve. E num estádio lotadíssimo de palmeirenses, o Verdão foi para o abafa logo no começo.

A primeira chance de gol foi com um minuto: Roger Guedes aparou cruzamento de Dudu pela esquerda, dominou no meio de quatro defensores, girou e bateu colocado, visando o canto direito de João Ricardo que se esticou para mandar a escanteio. Na cobrança, saiu o gol: a bola foi afastada do bolo, mas Tchê Tchê aproveitou o rebote e bateu firme da frente da área, no canto esquerdo de João Ricardo que desta vez nada pôde fazer.

Com a vantagem logo cedo, o jogo ficou mais ainda à mercê do Palmeiras, que dominava todas as ações. É difícil saber se foi o gol que abateu o time mineiro, ou se ver o estádio apinhado de palmeirenses em jogo de seu próprio mando não acabou provocando o desânimo – provavelmente as duas coisas. Aos 13, a terceira chance real de gol, com Erik, que tabelou com Dudu e, da marca do pênalti, finalizou à direita do gol, perdendo uma oportunidade de ouro.

Parecia um jogo entre profissionais e um time sub-20, tamanha a disparidade técnica. O time do América estava visivelmente desmotivado e o Verdão era absoluto em campo. Aos 23, Erik sofreu um empurrão de Pablo na área, mas o juiz preferiu mandar seguir – lance interpretativo, não marcou porque não quis; se ele assinalasse o pênalti ninguém poderia cravar que houve erro.

Diante da facilidade do jogo, o Palmeiras naturalmente diminuiu o ritmo. Aos 26, a última boa jogada do primeiro tempo, num lateral que Moisés cobrou na área; a zaga rebateu em sua direção e ele mesmo cruzou, por baixo, na linha da pequena área – a bola passou na frente de Roger Guedes, Dudu e Erik mas nenhum deles colocou o pé para marcar o segundo.

O América conseguiu sua única finalização aos 33, num chute de fora de Gilson, após tentativa errada de drible de Moisés – Jailson defendeu fácil. O Palmeiras aceitou o ritmo baixo de jogo proposto pelo time mineiro e ficou só com 1 a 0 no primeiro tempo.

SEGUNDO TEMPO

O panorama permaneceu o mesmo após a volta do vestiário. Em banho-maria, o time controlava o jogo como queria e só descia na boa. Aos oito, boa tabela pelo lado direito entre Moisés e Roger Guedes; o camisa 28 emendou um chute forte, mas a bola saiu pelo alto.

Conforme o tempo passava, as duas equipes iam ficando cada vez mais relaxadas. O Palmeiras ameaçou construir uma boa jogada aos 12, logo após a entrada de Alecsandro no lugar de Erik – Moisés cruzou da direita procurando o camisa 29, mas João Ricardo se antecipou bem.

O Verdão aceitava a passividade do América e desprezava a chance de um erro individual, de uma bola parada ou mesmo de um cruzamento na mão de nosso jogador virar um pênalti. Era muita confiança. A tentativa seguinte de Cuca de mudar o jogo foi colocando Cleiton Xavier no lugar de Moisés; e logo na primeira jogada Alecsandro fez boa jogada na área e tocou para o camisa 10, que dividiu a bola com Ernando; na sobra, Roger Guedes tentou a conclusão mas foi travado.

Rafael Marques também ganhou sua chance, ao entrar no lugar de Dudu a 10 minutos do fim. Depois de um cruzamento da direita, ele fez um belo corta-luz para Tchê Tchê, que pegou a defesa de costas e cruzou para excelente cabeçada de Rafael Marques – a bola entraria, mas resvalou em Messias e subiu.

Aos 42, Alecsandro foi lançado por Zé Roberto, ganhou na velocidade (!) de Messias e bateu prensado, mas o suficiente para vencer João Ricardo e marcar um gol depois de ser sacaneado pelo TJD-SP que o suspendeu por dois anos sem ter a menor qualificação para julgar seu caso. E se o jogo já estava morto com 1 a 0 no placar, com 2 a 0 foi só esperar o apito final.

FIM DE JOGO

O placar final pode dar razão aos jogadores, que podem alegar que o time não correu risco em nenhum momento e por isso conduziram o jogo em baixa rotação. De fato, o próprio América não demonstrava pegada alguma para buscar o empate e ninguém melhor que os próprios jogadores para sentirem isso dentro do campo. Mas sempre pode existir o imponderável.

O que importa mesmo são mais três pontos e mais um passo importante. Temos uma rodada de margem para o Flamengo e faltam nove rodadas. Não teremos mais nenhum jogo fácil como este. Que os jogadores tenham aproveitado bem esta molezinha e não repitam esta postura até o fim do ano em hipótese alguma. Foco no Cruzeiro. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

América-MG

TÉCNICO

Palmeiras

TÉCNICO
Cuca

Notas