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11/12/2016 - 17:00

Pré-Jogo

Já de férias, o campeão brasileiro cumpre tabela contra o Vitória, em Salvador, pela última rodada do Brasileirão. Já sem Gabriel Jesus, que se despediu de todos na Academia de Futebol durante a semana e já pensa no seguimento de sua carreira no Manchester City, o Palmeiras se despedirá também de Cuca e sua comissão técnica.

Além de Gabriel Jesus, mais 13 jogadores foram dispensados pela diretoria, entre os que adiantarão suas férias e os que não terão seus vínculos renovados – resta saber quem está em qual lista.

DESFALQUES:
Dispensados:
Fernando Prass, Jean, Fabiano, Edu Dracena, Vitor Hugo, Egídio, Arouca, Moisés, Allione, Dudu Roger Guedes, Gabriel Jesus, Barrios e Rafael Marques.

Augusto, Artur e Iacovelli, do sub-20, foram incorporados ao elenco nos treinamentos da semana – resta saber se serão relacionados para a viagem a Salvador. O time que treinou tem Leandro Pereira e Alecsandro na frente – o primeiro tende a jogar mais aberto, uma espécie de Rafael Marques. O provável time: Jailson; Gabriel, Mina, Thiago Martins e Fabrício; Thiago Santos e Tchê Tchê; Leandro Pereira, Cleiton Xavier e Erik; Alecsandro.

ADVERSÁRIO

O Vitória está praticamente livre da ameaça de rebaixamento, mas como ainda existe a possibilidade matemática, a diretoria do time baiano aproveitou e vendeu bem a partida para a torcida: os ingressos foram esgotados com bastante antecedência e a expectativa é de público recorde no Barradão.

Argel não poderá contar com Kieza, Norberto e Victor Ramos, por suspensão – este último, pivô de uma vergonhosa tentativa do Internacional de melar o campeonato e evitar o rebaixamento no tapetão. Em seus lugares, entram David, Diego Renan e Ramon, respectivamente. Assim, o time foi definido com Fernando Miguel; Diego Renan, Kanu, Ramon e Euller; Willian Farias, Marcelo e Cárdenas; Marinho, David e Zé Love.

Lei do EX: Zé Love

RETROSPECTO

O Vitória da Bahia é um megafreguês do Palmeiras. Em 38 confrontos, o Verdão ganhou 3 vezes mais: 21 vitórias contra 7 derrotas, além de 10 empates. Marcamos 68 gols e sofremos 49.

  • Em campeonatos brasileiros, foram 30 confrontos: 17 vitórias do Palmeiras, 9 empates e 4 vitórias baianas; 53 gols do Verdão contra 33 do Vitória;
  • Em Salvador, a vantagem também é nossa: 8 vitórias, 5 empates e 6 derrotas em 20 jogos; marcamos 30 gols e sofremos 27;
  • No estádio Manoel Barradas o time baiano consegue vantagem: 3 vitórias do Verdão, contra 5 derrotas e 4 empates; 18 gols a favor e 21 contra;
  • Apita o jogo, de novo, um dos piores árbitros do quadro da CBF: Dewson Fernando Freitas da Silva, que tem na folha corrida 9 jogos do Palmeiras: 4 vitórias, 1 empate e 4 derrotas; marcamos e sofremos 14 gols. Lembrando que ele é um… um ruim!

PARPITE

É jogo para empate, claramente. A não ser que algum time ache duas bolas certeiras ainda nos primeiros movimentos e abra vantagem, o placar deve terminar igualado; ou sem gols, ou, caso alguém encontre o caminho das redes, tende a relaxar e o outro time vai buscar o empate; com 1 a 1, os dois se darão por satisfeitos. O gol será de Leandro Pereira, para 30.432 pagantes. VAMOS PALMEIRAS!

Pós-Jogo

O Verdão encerrou o ano de 2016 de forma brilhante. Com apenas três titulares em campo, o time venceu o Vitória com tranquilidade, mais uma vez fora de casa, e encerrou uma das campanhas mais brilhantes de todos os tempos nos campeonatos brasileiros.

Com o fim do Brasileirão, abre-se a temporada de especulações para o ano que vem. O Palmeiras já tem acertados três reforços e mais alguns engatilhados. A renovação do contrato de Alexandre Mattos aumenta a expectativa por anúncios importantes nos próximos dias.

O JOGO

Depois de mais uma emocionante homenagem às vítimas do voo da Lamia, o jogo começou da forma como se imaginava: em ritmo de amistoso de fim de ano. Ao Vitória, só uma combinação muito improvável de resultados o rebaixaria à Série B. E o Palmeiras jogava num 4-3-3 bastante solto, sem responsabilidade alguma, claramente em ritmo físico bem moderado e recorrendo muito mais à habilidade do que ao choque físico.

A primeira amostra de tudo isso aconteceu aos sete minutos, quando Leandro Pereira recebeu um lindo lançamento de Tiago Santos; dominou, chapelou Diego Renan, avançou, cortou para o meio e bateu forte – a bola bateu no pé da trave e saiu pela linha de fundo.

Num lance acidental, no entanto, o Vitória chegou ao gol: Marinho bateu falta da direita, por baixo; Alecsandro ameaçou cortar mas furou; Jailson acabou traído pela falha e pela movimentação na área e não conseguiu voltar a tempo, permitindo que a bola entrasse em seu canto direito.

Mas o Verdão, muito confortável em campo, logo empatou: aos 15, Fabrício fez um longo lançamento buscando Erik, que tentou a jogada individual no meio de três adversários e acabou desarmado; assustados, os defensores do Vitória erraram na hora de afastar a bola da área e ela acabou rebatida, caindo nos pés de Gabriel que soltou a bomba, sem chances para Fernando Miguel.

A notícia ruim veio aos 29 minutos, com mais uma contusão de Mina, que sentiu a coxa direita – as informações preliminares dão conta de que não se trata da mesma lesão que o afastou anteriormente. Em seu lugar, entrou Matheus Sales, empurrando Tiago Santos para a zaga.

O Palmeiras continuava jogando fácil e aos 38 chegou a mais um gol, incorretamente anulado pelo insuportável Dewson Fernando Freitas da Silva: na jogada ensaiada de escanteio, a bola foi batida no bico da grande área; Tchê Tchê acionou Erik, que cruzou de primeira, na medida para Alecsandro escorar, com o peito, para o gol – mas o juiz enxergou mão na bola e ainda advertiu Alecsandro com um cartão amarelo.

Mas cinco minutos depois a justiça foi feita: Fabrício fez linda jogada pela esquerda, avacalhou Diego Renan com um rolinho desmoralizante e tentou bater para o gol; a bola resvalou na zaga e sobrou para Alecsandro, que pegou de sem-pulo e venceu Fernando Miguel, fazendo um golaço e virando o placar. E assim acabou o primeiro tempo.

Mesmo com a derrota por um gol, o Vitória só seria rebaixado se Palmeiras e Inter, juntos, marcassem mais cinco gols. Diante da baixíssima probabilidade disso acontecer, o jogo foi mais lento ainda no segundo tempo. O Palmeiras ainda tentou mais uma jogadinha ensaiada no escanteio, com a bola sendo rolada para a meia-lua – Tchê Tchê fez o corta-luz e Fabrício chegou batendo, mas pegou na orelha da bola; a bola sobrou para Leandro Pereira livre, mas o chute saiu errado, por cima.

Marinho, aos 21, chutou com muita habilidade uma falta no travessão de Jailson, batido. Ainda houve uma ou outra tentativa de ir à frente de parte a parte, mas nada que fizesse os narradores subirem o tom. O rebaixamento do Inter já estava decretado e ninguém quis arriscar sofrer uma lesão no fim da temporada. Dewson Freitas apitou o fim da temporada.

FIM DE CAMPEONATO. É CAMPEÃO!

O Palmeiras encerrou o Brasileirão com uma das campanhas mais brilhantes de todos os tempos. Com 80 pontos, fechou a disputa com nada menos que 9 pontos de frente para o vice-campeão, que é o mesmo de sempre, aquele time que nada pode ser menor. Para o quarto colocado, o Atlético-MG, foram abissais 18 pontos – e até cinco ou seis rodadas atrás havia quem apontasse os mineiros como maiores candidatos ao título.

O cheirinho ficou pra depois. Os cariocas fanfarrões aproveitaram a simpatia da mídia o quanto puderam, “nunca um vice-líder havia sido tão bom”, mas acabou soterrado pela própria mediocridade, simbolizada pela sensacional renovação de contrato com Marcio Araújo. Merecem.

O segundo turno do Palmeiras foi impressionante: 44 pontos, o melhor turno desde que o atual formato foi instituído – o Palmeiras também havia sido o “campeão” do primeiro turno. O time também igualou o recorde histórico de vitórias (24) e terminou com o menor número de derrotas, melhor ataque e melhor defesa (consequentemente, melhor saldo de gols). Fora de campo, um banho: disparado, melhor público e melhor renda. Foi o melhor visitante e só perdeu o posto de melhor mandante para o Sintético-PR®.

Uma trajetória tão sólida, que ainda foi bombardeada por seguidos erros de arbitragem no primeiro turno, não poderia ter sido tão contestada como foi ao longo da disputa. Mas foi, e de forma vil, desprezível. Fomos vítimas de uma campanha abjeta da imprensa. Mas o time foi tão firme, graças ao profissionalismo de todos, desde o roupeiro ao presidente, que superou tudo e chegou ao título coberto de glórias.

Para fechar a sequência de grandes notícias, o SCCP ficou de fora da Libertadores, o que os fará deixar de arrecadar uma grande quantia de dinheiro que amenizaria a situação de seus combalidos cofres; e o Internacional, um dos clubes e torcida mais arrogantes de todos os tempos, vai para o inferno da Série B para tomar um banhinho de humildade. Vamos ver se aprendem algo.

Que venha o próximo ano. Foi um prazer gigantesco acompanhar toda esta trajetória junto a vocês, leitores e padrinhos eneacampeões. O ano de 2016 representou tudo o que esperamos do Verdão: protagonismo e título. Que nos próximos anos os títulos continuem a vir, preferencialmente rompendo as fronteiras de nosso país.

O maior campeão brasileiro está de volta.

VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Vitória

Fernando Miguel
Diego Renan
Ramon
Kanu
Euller
William Farias
Marcelo
Cárdenas
Serginho
Marinho
Zé Love
Tiago Real
David
Argel Fucks
TÉCNICO

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Jailson
0
Gabriel
0
Mina
0
Matheus Sales
0
Thiago Martins
0
Fabrício
0
Thiago Santos
0
Tchê Tchê
0
Cleiton Xavier
0
Rodrigo
0
Leandro Pereira
0
Alecsandro
0
Artur
0
Erik
0
Cuca
Cuca
s/n