0
X
2

Pré-Jogo

Pré-jogo Palmeiras x SCCP

Na noite de hoje, a Sociedade Esportiva Palmeiras joga um dos Derbies mais importantes dos últimos anos no Allianz parque. Além da rivalidade natural, o jogo pode ter o poder de mudar o rumo das campanhas dos dois times na temporada. Como se não bastasse, a partida vai marcar os 100 anos do confronto – que tem vantagem alviverde, claro.

Palmeiras

DESFALQUES
Recuperação física:
Jean, Thiago Martins, Arouca e Moisés

Pendurados: Felipe Melo, Thiago Santos, Tchê Tchê, Michel Bastos e Roger Guedes

Cuca terá quase todo o elenco à disposição, com as voltas de Guerra, Borja e Felipe Melo. Com tantas peças à disposição, não há a menor chance de acertar o time que ele mandará a campo – o que é possível é chutar uma formação: Fernando Prass; Tchê Tchê, Mina, Luan e Egídio; Bruno Henrique e Thiago Santos; Roger Guedes, Guerra e Dudu; Willian Bigode. Mas pode ser também Fernando Prass; Mayke, Mina, Luan e Juninho; Felipe Melo e Tchê Tchê; Roger Guedes, Guerra e Dudu; Borja.

SCCP

Fábio Carille também não tem desfalques a não ser os que estão em longa recuperação, Danilo e Vilson. Fagner volta de suspensão e o time deve ir a campo com Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Gabriel Traíra e Maycon; Jadson, Rodriguinho e Romero; Jô.

Lei do Ex

Bruno Henrique e Willian Bigode podem marcar contra o ex-time. Do lado de lá temos Gabriel, o Traíra.

Retrospecto

Este confronto é provavelmente o mais rico em histórias do futebol mundial. Aproveite todas as funcionalidades do Almanaque do Verdazzo. Consulte os links abaixo, e faça os cruzamentos com outros dados como preferir:

SCCP
SCCP
Allianz Parque
Allianz Parque
Leandro Vuaden
Leandro Vuaden
Campeonato Brasileiro
Campeonato Brasileiro

Parpite

Para vencer um Derby, é preciso jogar Derby. Não se disputa este clássico como uma partida normal. O Verdão vai precisar usar toda a energia do Allianz Parque para se impor sobre o rival, que está com muita confiança. E a melhor forma de quebrar a confiança de um time embalado é ficar com a bola; temos que ter 90 minutos de Porco Doido e sufocar o SCCP, fazendo de nosso estádio um caldeirão insuportável. Que se virem com o preparo físico, este jogo é para dar a alma.

Fazendo isso, o time vai ter plenas condições de construir a vitória, que mesmo assim virá suada: 1 a 0, gol de Mina aos 37 do segundo tempo, para 39.987 pagantes. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

TV GloboGlobo – para SP, RS, SC, PR, GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, PE, RN, CE, MA, PA e DF

PFCPFC

Pós-Jogo

Palmeiras 0x2 SCCPCésar Greco / Ag.Palmeiras

Num jogo cercado por muito nervosismo, o Palmeiras foi derrotado pelo SCCP e praticamente deu adeus à disputa do Brasileirão, já que a diferença chegou a enormes e quase irrecuperáveis 16 pontos. Para piorar, o time viu a invencibilidade de quase um ano dentro do Allianz Parque ir por água abaixo. Todas as energias agora se voltam para a disputa das copas, para salvar o ano.

PRIMEIRO TEMPO

A torcida vibrou como nunca no início do jogo. O Allianz Parque literalmente balançou – algo que não me recordo de ter sentido em nenhum jogo. A escolha de Cuca foi por Edu Dracena e Egídio no lado esquerdo da defesa – o que supunha um esquema muito forte de proteção com Thiago Santos e Bruno Henrique.

Com a bola no pé, o Verdão seguiu o script e tomou a iniciativa desde os primeiros minutos, mantendo a posse de bola e marcando alto, sem dar chance ao visitante para trocar dois passes. Aos 8, a primeira chance de gol: Dudu cobrou falta da esquerda e Mina ganhou da defesa, testando no centro do gol – fácil para Cássio. O SCCP tentou responder com Romero logo depois, em jogada individual – o paraguaio tentou surpreender Prass mas chutou à direita do gol.

Aos 10, Egídio arrancou pela esquerda, não foi incomodado e arriscou um bom chute de fora – Cássio defendeu. Depois de insistir com uma posse de bola massacrante e sempre rondando a área do adversário, o Palmeiras levou um castigo aos 22: Romero salvou uma bola quase perdida na esquerda e conseguiu tocar para a chegada de Guilherme Arana, que vinha em velocidade; Bruno Henrique tentou cortar e cometeu pênalti. Jadson bateu, a bola tocou no pé da trave direita de Fernando Prass e entrou – nosso arqueiro estava muito bem na bola.

O Palmeiras aparentemente não sentiu o gol e continuou imprimindo um ritmo forte. Aos 29, depois de boa jogada de Guerra pelo meio, Bruno Henrique soltou um foguetaço de fora e a bola passou raspando a forquilha direita de Cássio.

Aos 32, Dudu puxou o contra-ataque pela esquerda e tentou enfiar para Willian, mas Pablo cortou e a bola espirrou no braço de Balbuena, dentro da área. Se Vuaden quisesse ter dado o pênalti, poderia ter dado – mas não dá para dizer que ele roubou o Verdão no lance –foi tudo bem rápido e a bola ricocheteou muito de perto.

Aos 41, uma grande chance: escanteio pela direita, Edu Dracena cabeceou em direção ao gol, Thiago Santos dividiu com Cássio e Bruno Henrique bateu prensado com a defesa – a bola saiu em novo escanteio. Cássio aproveitou para fazer mais cera e esfriar nosso time. E depois de mais pressão, Leandro Vuaden apitou o fim do primeiro tempo. Um placar injusto pelo enorme volume de jogo do Verdão – o problema foi a insistência nas bolas cruzadas pelo alto para Willian e Dudu, presas fáceis para a dupla de zaga do adversário, que não errou nenhuma bola.

SEGUNDO TEMPO

Cuca arriscou duplamente no intervalo: colocou Borja, algo que mais do que indicado, mas tirou Bruno Henrique. Para não deixar a zaga muito frágil, jogou Tchê Tchê para o meio, e recuou Roger Guedes para a lateral direita, deslocando Willian para a ponta. Isso mesmo: Roger Guedes na lateral.

O volume de jogo continuava alto, mas o visitante, usando o placar a seu favor, passou a jogar como pequeno, catimbando e fazendo cera a todo momento, buscando aquela bola vadia. Aos 17, Guerra deu uma cavadinha buscando Borja, Balbuena cortou parcialmente e Willian tentou emendar de voleio, mas não pegou em cheio e a bola saiu sem força. Aos 19, Willian mais uma vez tentou o arremate, desta vez de fora da área – Cássio defendeu firme.

Aos 20, o SCCP matou o jogo: numa tabelinha simples nas costas de Roger Guedes, que tinha descido, Guilherme Arana e Romero ganharam do lado direito de nossa defesa – Mina e Thiago Santos foram envolvidos e Edu Dracena mais uma vez chegou atrasado – Arana bateu cruzado, no canto esquerdo de Prass, que chegou a raspar na bola, mas não conseguiu a defesa.

Cuca então foi pro risco total, colocando Keno no lugar de Thiago Santos e puxando Dudu um pouco para trás. O excesso de improvisos e o nervosismo, no entanto, não permitiram que a formação ultraofensiva chegasse com perigo à meta de Cássio até o fim do jogo.

Só aos 33 o Palmeiras conseguiu uma nova finalização – Willian, aberto pela direita, aparou uma bola espirrada no peito e tentou emendar, mas mais uma vez errou o alvo. Aos 35, Cuca trocou Egídio, péssimo, por Zé Roberto.

A bola queimava no pé de nossos jogadores e só restaram os chutes de fora. Aos 37, foi a vez de Roger Guedes arriscar – mais um chute por cima. Foram cerca de dez minutos torturantes, vendo nosso time totalmente perdido em campo, sem ameaçar com real perigo o adversário. Os ridículos três minutos dados pela arbitragem como acréscimos acabaram sendo um alivio: era melhor que terminasse logo mesmo.

FIM DE JOGO

Este era o jogo para tornar o ano realmente interessante: manter a invencibilidade em casa, derrubar o embalo do rival, manter o Brasileirão aberto, e principalmente provar que o time forte do papel seria capaz de vencer grandes desafios. Seguimos com um aproveitamento muito ruim em clássicos. Fracassamos.

O ano não está perdido, mas sabemos o estrago que perder um Derby causa. Com dois confrontos de mata-mata em que estamos em desvantagem, a pressão vai ser muito maior e o time ainda está longe do melhor acerto. Temos que ter muito, mas muito sangue frio para superar este tombaço.

Acima de tudo, temos que ser bons esportistas e saber perder. O rival montou um time que está muito bem treinado, está conseguindo manter o time principal sem lesões e está jogando bola, aproveitando o foco apenas no Brasileiro e merecendo a posição que conquistou. Futebol é isso. Vamos cuidar da nossa vida que ainda temos que lutar por duas taças. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

39.091

R$ 2.744.600,04

Leandro Vuaden

Súmula

Borderô

Palmeiras

GOL
Fernando Prass
LAD
Tchê Tchê
ZAG
Mina
ZAE
Edu Dracena
LAE
Egídio
LAE
Zé Roberto
VOL
Bruno Henrique
ATA
Borja
VOL
Thiago Santos
ATA
Keno
MEI
Roger Guedes
MEI
Guerra
MEI
Dudu
ATA
Willian
TÉCNICO
Cuca

SCCP

GOL
Cássio
LAD
Fagner
ZAG
Balbuena
ZAE
Pablo
ZAE
Pedro Henrique
LAE
Guilherme Arana
VOL
Gabriel
VOL
Maycon
MEI
Jadson
MEI
Marquinhos Gabriel
MEI
Rodriguinho
VOL
Camacho
MEI
Romero
ATA
TÉCNICO
Fábio Carille

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Foi pouco exigido. Ficou uma leve impressão de que se colocou mal no segundo gol, deixando o canto esquerdo muito aberto.
5.5
Tchê Tchê
Um dos mais nervosos em campo, sem confiança. Saiu com os pés tostados.
5.5
Mina
Ficou para trás no segundo gol, mas fora isso, foi mais uma vez um monstro, destoando.
7
Edu Dracena
A falta de velocidade não é novidade. Não é culpa dele.
5
Egídio
Um ou outro bom lance no primeiro tempo - de resto, afobado e "pouco inteligente".
2
Zé Roberto
Sem tempo de aparecer.
s/n
Bruno Henrique
Errou muitos passes e podia não ter feito o pênalti.
4
Borja
Percebeu que não ia fazer nenhum gol e resolveu virar mergulhador, se jogando ao chão pateticamente em todos os lances.
3
Thiago Santos
Outro que ficou para trás no lance do segundo gol mas que no geral fez bem sua parte.
6
Keno
Teve várias bolas dominadas, prontas para ir pra cima do lateral, que preferiu soltar a bola.
4
Roger Guedes
Enquanto era ponta, recompôs tão bem que Cuca achou que ele podia ser lateral. Um dos poucos que se salvou.
7.5
Guerra
Pensa rápido, distribui bem, mas o time não acompanhava seu raciocínio.
6
Dudu
Mostrou raça, vontade, determinação... mas não jogou bola.
5
Willian
Um dos que mais finalizou, mas quase sempre semforça e/ou direção.
6.5
Técnico Cuca
Cuca
Errou na escolha da defesa, inventou no intervalo - se fosse ara arriscar, que deixasse o time com um volante só e mantivesse o Tchê Tchê na lateral. Viajou. (mas se desse certo, estaríamos o chamando de gênio)
3