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Num jogo bastante complicado, o Cruzeiro repetiu a boa atuação que teve contra o Verdão no primeiro turno e arrancou um empate sem gols na Fonte Luminosa, em Araraquara. Na verdade, pelo desempenho em dois terços do jogo, quem tem que achar o empate bom é o Palmeiras, que assim vê a diferença para os perseguidores diminuir, a oito rodadas do fim.

PRIMEIRO TEMPO

Sem Mina, vetado no vestiário, o Verdão foi de Edu Dracena na defesa. Cuca posicionou Thiago Santos à frente da zaga e soltou todo o resto do time, com Moisés e Tchê Tchê chegando bastante à frente e pressionando o Cruzeiro desde o início. E logo com 3 minutos, a primeira finalização: Dudu roubou a bola no meio do campo, avançou sozinho pelo meio sem marcação e bateu forte, à direita de Rafael. Um minuto depois, uma ótima chance: Moisés achou Gabriel Jesus dentro da área, ele girou em cima do zagueiro, foi ao fundo e cruzou com bastante força; Dudu tentou escorar com a cabeça mas não teve tempo para saltar e a bola saiu por cima.

O Cruzeiro não veio com uma proposta defensiva e também tentava se aproximar do gol de Jailson. Aos seis, Bryan fez boa jogada pela esquerda, levou Thiago Santos e Edu Dracena e bateu forte – Jailson caiu esquisito mas conseguiu fazer a defesa, rebatendo perigosamente para a frente.

Com muita movimentação de todos os jogadores de frente, o Palmeiras envolvia a defesa do Cruzeiro sem muitas dificuldades. Aos 14, uma linda troca de passes, com bola de pé em pé: de Moisés para Thiago Santos, para Tchê Tchê, para Gabriel Jesus fazendo o facão por trás do lateral; ele invadiu a área livre e bateu forte, à esquerda de Rafael. Dois minutos depois, Moisés tabelou com Dudu e bateu colocado, para boa defesa do goleiro cruzeirense.

O Cruzeiro não aceitava a pressão passivamente e tentava sair de trás, usando a qualidade técnica de seus jogadores. Aos 20, Jean perdeu a disputa na corrida com Rafinha, afastou mal e o meia cruzeirense invadiu a área e bateu forte – a bola saiu perto da trave direita de Jailson. O Verdão respondeu aos 23, em ótima tabela entre Tchê Tchê e Gabriel Jesus – o camisa 32 foi ao fundo e cruzou; Roger Guedes emendou um lindo voleio, mas a bola saiu por cima.

O Cruzeiro conseguiu encaixar a marcação e o Palmeiras perdeu desempenho ofensivo; tornando o jogo mais equilibrado. O time mineiro tinha até mais presença ofensiva, mas não conseguia passar das linhas de marcação armadas por Cuca. A única chance de gol saiu aos 34: Robinho alçou a bola em direção a Ábila, marcado por Edu Dracena ele tentou emendar para o gol mas pegou mal na bola, que ficou fácil para Jailson.

Com chuva caindo sobre Araraquara, os dois times diminuíram o ritmo na parte final do primeiro tempo. O Verdão chegou perto do primeiro gol aos 46, numa falta da intermediária sofrida por Gabriel Jesus. Jean e Zé Roberto fizeram a ensaiadinha, Jean bateu forte, Rafael rebateu e Vitor Hugo emendou o rebote para fora – quase Edu Dracena ainda aproveita.

SEGUNDO TEMPO

Sem alterações, os times voltaram com a mesma disposição do primeiro tempo. A dois minutos, Dudu cobrou escanteio da direita, Edu Dracena subiu no terceiro andar e cabeceou no bico da pequena área; Thiago Santos fechou e colocou nas redes, mas estava impedido.

Mas o Cruzeiro, a exemplo do que conseguiu com Paulo Bento no primeiro turno, encaixou muito bem a marcação e tomou conta do meio-campo, conseguindo manter a bola no campo defensivo do Verdão. Aos 5, Gabriel Jesus cometeu falta no lado direito de nossa defesa; Robinho bateu bem e Bruno Rodrigo ganhou de nossa zaga para cabecear livre, mas errou a direção. No minuto seguinte, o péssimo Jailson Macedo Freitas deixou de dar um pênalti de Léo em Gabriel Jesus – um abraço que levou nosso camisa 33 ao chão.

O Cruzeiro seguia com mais presença ofensiva, com Rafinha e Robinho fazendo ótimas partidas e envolvendo Thiago Santos, que se desdobrava. Moisés e Tchê Tchê já não conseguiam coordenar a formação da linha defensiva com rapidez e o time mineiro se aproveitava. Aos 12, Ábila deu uma caneta em Thiago Santos e se preparava para bater; Edu Dracena deu o bote preciso; Bryan emendou a sobra para fora.

Cuca tentou corrigir o time mandando Rafael Marques a campo no lugar de Roger Guedes – errou, pois precisava antes ter acertado a defesa para depois ver como o ataque reagiria. A alteração não teve efeito e o Cruzeiro seguia mandando no jogo. Aos 17, Robinho perdeu uma chance inacreditável: Bryan esticou para Sóbis, que deu um lindo toque de primeira para Robinho, livre; ele limpou Jailson e tocou para o gol – mas sem a força necessária, dando a chance para Zé Roberto, que surgiu como um raio para salvar a bola em cima da risca.

Com um apoio bastante discreto da torcida da região de Araraquara, o Palmeiras aos poucos foi saindo do sufoco. Os treinadores começaram a queimar substituições: Willian e Ariel Cabral entraram nos lugares de Ábila e Sóbis; Cleiton Xavier e Alecsandro substituíram Dudu e Moisés. Cuca conseguiu aliviar a pressão, mas ao tirar Dudu perdeu de uma vez a chance de impor a velocidade ao ataque. Gabriel Jesus estava visivelmente cansado, sem arranque; o time não demonstrava que poderia chegar ao gol em momento algum e o empate já era um bom resultado.

Mano Menezes ainda tentou dar o golpe final, com De Arrascaeta entrando no lugar de Robinho – não sem antes nosso meia, que está emprestado ao Cruzeiro, dar um belo passe para Henrique, que subiu livre à nossa área e bateu para fora.

Na base do abafa, o Palmeiras quase achou o gol aos 44: Jean conseguiu um belo cruzamento; a bola passou por Gabriel Jesus e se ofereceria limpa para Alecsandro no segundo pau, mas Ezequiel salvou em cima da hora, mandando a escanteio – uma bela chance. Depois da cobrança, a zaga do Cruzeiro armou o contra-ataque e Willian disparou pelo lado direito, entrou na área, mas com pouco ângulo disparou para defesa de Jailson – a bola ainda triscou no poste esquerdo antes de sair. O juiz Jailson Macedo Freitas, atrapalhado e confuso como sempre, encerrou o jogo e o Verdão pode se dar por satisfeito por não ter perdido o jogo.

FIM DE JOGO

Era necessário vencer, mas nem sempre é possível. Tropeços como o desta noite são normais; e estivemos diante de um time grande, de camisa, que soube encarar o líder do campeonato. Além dos méritos do adversário, Gabriel Jesus, nosso grande diferencial, estava visivelmente abaixo de seu potencial; Cuca já fez escolhas melhores em outros jogos; e o Allianz Parque fez muita falta – todos os agradecimentos à nossa parceira por isso.

Nenhum motivo para pânico. Seguimos na liderança e dependemos apenas de nossos esforços. Nossos perseguidores também tropeçarão. Quem lidar melhor com as oscilações vai chegar mais forte. Hora de mostrar a frieza de um time vencedor – e isso também vale para a torcida. Muita calma, respira fundo, e VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Escalação

Cruzeiro

Rafael
Ezequiel
Léo
Bruno Rodrigo
Bryan
Henrique
Romero
Robinho
De Arrascaeta
Rafinha
Rafael Sóbis
Ariel Cabral
Ábila
Willian
Mano Menezes
TÉCNICO