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Pré-Jogo

Já na contagem regressiva para o fim do campeonato, o Verdão recebe o Cruzeiro em Araraquara, terra do grande mestre Dudu, na “Arena” Fonte Luminosa, em jogo válido pela 30ª rodada do Brasileirão.

Nosso jogo começa às 19h30 – pouco antes do fim, às 21h em em Volta Redonda, o vice-líder Flamengo disputa um Fla-Flu já pressionado por nosso resultado – e o mais interessante é que, seja qual for o placar de nosso jogo, a pressão no time carioca será grande. Se o equilíbrio com os resultados do Flamengo persistirem, serão mais oito rodadas com essa cara de duelo até o início de dezembro.

DESFALQUES:
Lesionados
: Fernando Prass e João Pedro
Seleção: Barrios
Não relacionados: Vinicius, Roger Carvalho, Rodrigo, Matheus Sales e Vitinho

RELACIONADOS:
Goleiros
: Jailson* e Vagner
Laterais: Egídio, Fabiano, Jean e Zé Roberto
Zagueiros: Edu Dracena, Mina, Thiago Martins e Vitor Hugo
Volantes: Arouca*, Gabriel, Moisés*, Thiago Santos e Tchê Tchê
Meias: Allione, Cleiton Xavier* e Fabrício
Atacantes: Alecsandro, Dudu, Erik, Gabriel Jesus, Leandro Pereira, Rafael Marques* e Roger Guedes
* pendurado

Barrios não contou com nenhum esquema especial para voltar de sua seleção como Mina e ficou de fora. Além dele, apenas João Pedro e Fernando Prass desfalcam o time, que não tem problemas de suspensão. Cuca pode contar com a força máxima, a não ser que Gabriel Jesus, que jogou os 90 minutos e enfrentou um campo muito pesado na noite de terça, necessite de mais repouso.

Caso não possamos contar com nosso maior craque, Cuca deve escalar Leandro Pereira no comando do ataque. A formação do meio-campo tem múltiplas possibilidades: Zé Roberto, Dudu, Moisés e Cleiton Xavier podem entrar para jogar por dentro, e isso envolve também a escolha do sistema de marcação – com ou sem Gabriel fazendo o cão de guarda. São dezenas de combinações. Não dá nem pra arriscar campinho. Se vira aí pra adivinhar, Mano Menezes!

ADVERSÁRIO

Manoel está suspenso, assim como o lateral Edimar. Em seus lugares jogam, respectivamente, Leo e Bryan. Além de Fábio, lesionado com gravidade e fora da temporada, não há mais problemas. Mano Menezes não faz nenhum mistério e escalou o Cruzeiro com Rafael; Ezequiel, Bruno Rodrigo, Léo e Bryan; Henrique, Lucas Romero, Robinho e Rafinha; Sóbis e Ábila. Willian Bigode e De Arrascaeta ficam no banco e podem dar trabalho no segundo tempo.

Lei do EX: Leo e Robinho, além de Lucas, no banco, podem fazer graça. Do nosso lado: Dudu, Fabiano, Edu Dracena, Egídio e Fabrício – com exceção do primeiro, todos com poucas chances de jogar.

RETROSPECTO

O Cruzeiro é um dos poucos clubes que consegue ter alguma vantagem sobre o Palmeiras no retrospecto – mas é mínima: em 86 jogos, foram 31 vitórias do Palmeiras, 23 empates e 32 do Cruzeiro, desde 1930, quando os dois clubes eram xarás. Marcamos 130 gols e sofremos 123. É noite para empatar a escrita.

  • Em 57 jogos por campeonatos brasileiros, o Palmeiras venceu 18, houve 17 empates e 22 vitórias mineiras; marcamos 75 gols e sofremos 78;
  • Como mandante, o Palmeiras jogou contra o Cruzeiro 45 vezes e venceu 23, empatou 11 e perdeu outras 11 vezes, marcando 90 gols e sofrendo 60;
  • Já houve um Palmeiras x Cruzeiro em Araraquara: em 2012, com direito a sal grosso no pé da trave, o Verdão venceu por 2 a 0;
  • Apita o jogo Jailson Macedo Freitas. Além de ser terrivelmente ruim, atrapalhado e precipitado, é provavelmente o juiz com quem o Palmeiras tem o pior retrospecto: em 9 partidas, apenas uma vitória, dois empates e SEIS DERROTAS. Uma delas, em Araraquara, para o Coritiba. É muita zica, não?

PARPITE

Não acredito em bruxas nem em sal grosso, mas algo me diz para não dar parpite algum. A esta altura, é melhor seguir o instinto. VAMOS PALMEIRAS!

Pós-Jogo

Num jogo bastante complicado, o Cruzeiro repetiu a boa atuação que teve contra o Verdão no primeiro turno e arrancou um empate sem gols na Fonte Luminosa, em Araraquara. Na verdade, pelo desempenho em dois terços do jogo, quem tem que achar o empate bom é o Palmeiras, que assim vê a diferença para os perseguidores diminuir, a oito rodadas do fim.

PRIMEIRO TEMPO

Sem Mina, vetado no vestiário, o Verdão foi de Edu Dracena na defesa. Cuca posicionou Thiago Santos à frente da zaga e soltou todo o resto do time, com Moisés e Tchê Tchê chegando bastante à frente e pressionando o Cruzeiro desde o início. E logo com 3 minutos, a primeira finalização: Dudu roubou a bola no meio do campo, avançou sozinho pelo meio sem marcação e bateu forte, à direita de Rafael. Um minuto depois, uma ótima chance: Moisés achou Gabriel Jesus dentro da área, ele girou em cima do zagueiro, foi ao fundo e cruzou com bastante força; Dudu tentou escorar com a cabeça mas não teve tempo para saltar e a bola saiu por cima.

O Cruzeiro não veio com uma proposta defensiva e também tentava se aproximar do gol de Jailson. Aos seis, Bryan fez boa jogada pela esquerda, levou Thiago Santos e Edu Dracena e bateu forte – Jailson caiu esquisito mas conseguiu fazer a defesa, rebatendo perigosamente para a frente.

Com muita movimentação de todos os jogadores de frente, o Palmeiras envolvia a defesa do Cruzeiro sem muitas dificuldades. Aos 14, uma linda troca de passes, com bola de pé em pé: de Moisés para Thiago Santos, para Tchê Tchê, para Gabriel Jesus fazendo o facão por trás do lateral; ele invadiu a área livre e bateu forte, à esquerda de Rafael. Dois minutos depois, Moisés tabelou com Dudu e bateu colocado, para boa defesa do goleiro cruzeirense.

O Cruzeiro não aceitava a pressão passivamente e tentava sair de trás, usando a qualidade técnica de seus jogadores. Aos 20, Jean perdeu a disputa na corrida com Rafinha, afastou mal e o meia cruzeirense invadiu a área e bateu forte – a bola saiu perto da trave direita de Jailson. O Verdão respondeu aos 23, em ótima tabela entre Tchê Tchê e Gabriel Jesus – o camisa 32 foi ao fundo e cruzou; Roger Guedes emendou um lindo voleio, mas a bola saiu por cima.

O Cruzeiro conseguiu encaixar a marcação e o Palmeiras perdeu desempenho ofensivo; tornando o jogo mais equilibrado. O time mineiro tinha até mais presença ofensiva, mas não conseguia passar das linhas de marcação armadas por Cuca. A única chance de gol saiu aos 34: Robinho alçou a bola em direção a Ábila, marcado por Edu Dracena ele tentou emendar para o gol mas pegou mal na bola, que ficou fácil para Jailson.

Com chuva caindo sobre Araraquara, os dois times diminuíram o ritmo na parte final do primeiro tempo. O Verdão chegou perto do primeiro gol aos 46, numa falta da intermediária sofrida por Gabriel Jesus. Jean e Zé Roberto fizeram a ensaiadinha, Jean bateu forte, Rafael rebateu e Vitor Hugo emendou o rebote para fora – quase Edu Dracena ainda aproveita.

SEGUNDO TEMPO

Sem alterações, os times voltaram com a mesma disposição do primeiro tempo. A dois minutos, Dudu cobrou escanteio da direita, Edu Dracena subiu no terceiro andar e cabeceou no bico da pequena área; Thiago Santos fechou e colocou nas redes, mas estava impedido.

Mas o Cruzeiro, a exemplo do que conseguiu com Paulo Bento no primeiro turno, encaixou muito bem a marcação e tomou conta do meio-campo, conseguindo manter a bola no campo defensivo do Verdão. Aos 5, Gabriel Jesus cometeu falta no lado direito de nossa defesa; Robinho bateu bem e Bruno Rodrigo ganhou de nossa zaga para cabecear livre, mas errou a direção. No minuto seguinte, o péssimo Jailson Macedo Freitas deixou de dar um pênalti de Léo em Gabriel Jesus – um abraço que levou nosso camisa 33 ao chão.

O Cruzeiro seguia com mais presença ofensiva, com Rafinha e Robinho fazendo ótimas partidas e envolvendo Thiago Santos, que se desdobrava. Moisés e Tchê Tchê já não conseguiam coordenar a formação da linha defensiva com rapidez e o time mineiro se aproveitava. Aos 12, Ábila deu uma caneta em Thiago Santos e se preparava para bater; Edu Dracena deu o bote preciso; Bryan emendou a sobra para fora.

Cuca tentou corrigir o time mandando Rafael Marques a campo no lugar de Roger Guedes – errou, pois precisava antes ter acertado a defesa para depois ver como o ataque reagiria. A alteração não teve efeito e o Cruzeiro seguia mandando no jogo. Aos 17, Robinho perdeu uma chance inacreditável: Bryan esticou para Sóbis, que deu um lindo toque de primeira para Robinho, livre; ele limpou Jailson e tocou para o gol – mas sem a força necessária, dando a chance para Zé Roberto, que surgiu como um raio para salvar a bola em cima da risca.

Com um apoio bastante discreto da torcida da região de Araraquara, o Palmeiras aos poucos foi saindo do sufoco. Os treinadores começaram a queimar substituições: Willian e Ariel Cabral entraram nos lugares de Ábila e Sóbis; Cleiton Xavier e Alecsandro substituíram Dudu e Moisés. Cuca conseguiu aliviar a pressão, mas ao tirar Dudu perdeu de uma vez a chance de impor a velocidade ao ataque. Gabriel Jesus estava visivelmente cansado, sem arranque; o time não demonstrava que poderia chegar ao gol em momento algum e o empate já era um bom resultado.

Mano Menezes ainda tentou dar o golpe final, com De Arrascaeta entrando no lugar de Robinho – não sem antes nosso meia, que está emprestado ao Cruzeiro, dar um belo passe para Henrique, que subiu livre à nossa área e bateu para fora.

Na base do abafa, o Palmeiras quase achou o gol aos 44: Jean conseguiu um belo cruzamento; a bola passou por Gabriel Jesus e se ofereceria limpa para Alecsandro no segundo pau, mas Ezequiel salvou em cima da hora, mandando a escanteio – uma bela chance. Depois da cobrança, a zaga do Cruzeiro armou o contra-ataque e Willian disparou pelo lado direito, entrou na área, mas com pouco ângulo disparou para defesa de Jailson – a bola ainda triscou no poste esquerdo antes de sair. O juiz Jailson Macedo Freitas, atrapalhado e confuso como sempre, encerrou o jogo e o Verdão pode se dar por satisfeito por não ter perdido o jogo.

FIM DE JOGO

Era necessário vencer, mas nem sempre é possível. Tropeços como o desta noite são normais; e estivemos diante de um time grande, de camisa, que soube encarar o líder do campeonato. Além dos méritos do adversário, Gabriel Jesus, nosso grande diferencial, estava visivelmente abaixo de seu potencial; Cuca já fez escolhas melhores em outros jogos; e o Allianz Parque fez muita falta – todos os agradecimentos à nossa parceira por isso.

Nenhum motivo para pânico. Seguimos na liderança e dependemos apenas de nossos esforços. Nossos perseguidores também tropeçarão. Quem lidar melhor com as oscilações vai chegar mais forte. Hora de mostrar a frieza de um time vencedor – e isso também vale para a torcida. Muita calma, respira fundo, e VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Cruzeiro

Rafael
GOL
Ezequiel
LAD
Léo
ZAG
Bruno Rodrigo
ZAE
Bryan
LAE
Henrique
VOL
Romero
VOL
Robinho
MEI
De Arrascaeta
MEI
Rafinha
MEI
Rafael Sóbis
MEI
Ariel Cabral
MEI
Ábila
ATA
Willian
VOL
Mano Menezes
TÉCNICO

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Jailson
0
Jean
0
Edu Dracena
0
Vitor Hugo
0
Zé Roberto
0
Thiago Santos
0
Tchê Tchê
0
Roger Guedes
0
Rafael Marques
0
Moisés
0
Alecsandro
0
Dudu
0
Cleiton Xavier
0
Gabriel Jesus
0
Cuca
Cuca
s/n