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O Palmeiras conseguiu o mínimo que queria: um bom empate em Belo Horizonte, contra o Atlético, e ficou a seis pontos do título, com três jogos pela frente – os dois próximos em nossa casa. Claro, essa conta vale enquanto nossos perseguidores, que se enfrentam na penúltima rodada, não perderem pontos. O time jogou com muita garra, respondendo ao apoio da torcida no embarque, e teve pela frente um Atlético que jogou em altíssimo nível, num dos melhores jogos do campeonato.

PRIMEIRO TEMPO

Com Egídio e Edu Dracena nos lugares de ZéRoberto e Mina, reprovados nos testes físicos, o Verdão foi com o que tem de mais forte do meio para a frente, com Thiago Santos protegendo a zaga e Tchê Tchê e Moisés muito ligados no posicionamento defensivo – algo que se mostrou absolutamente necessário diante do já conhecido abafa do Atlético quando joga no Independência. O clima criado pelo time e pela torcida nos minutos iniciais fez o jogo ficar muito pegado, mas com tantos jogadores técnicos em campo, o resultado foi uma espetacular partida de futebol, com todos os elementos que apaixonam bilhões mundo afora.

Os primeiros movimentos foram muito intensos. Aos dois, Fábio Santos cruzou; Luan infiltrou na área por trás de Vitor Hugo e conseguiu o cabeceio – a bola saiu por cima. O Palmeiras respondeu um minuto depois, com Moisés: de fora da área, ele dominou, petecou a bola e soltou o balaço, Victor bateu roupa e Erazo afastou o perigo.

Aos 8, o árbitro Bráulio da Silva Machado fez bobagem: o Atlético bateu uma falta rapidamente e perdeu a bola; caseiramente o juiz mandou a jogada voltar, revoltando nossos jogadores, que o cercaram. Naquela mania de proteger o apitador da pressão do adversário, os atleticanos entraram num empurra-empurra com nossos jogadores e Gabriel Jesus acabou levando amarelo após uma encarada com Leandro Donizete. Os jogadores do Atlético pareciam bem mais preparados para as malandragens do jogo que os nossos.

Aos 12, o Galo chegou ao gol, mas foi anulado: Fred chutou de fora, a bola desviou em Vitor Hugo e tirou Jailson da jogada, indo mansinha no poste direito; Robinho chegou na corrida e empurrou para dentro, mas estava impedido no momento do arremate de Fred. O lance encerrou o momento mais acelerado do jogo, e o ritmo passou a ser o de uma partida normal. O Atlético ficava mais com a bola no pé, mas o Palmeiras estava muito bem armado para o contra-ataque – e se não era possível fazer a ligação rápida, o time tocava a bola com personalidade, sem se intimidar com o ambiente hostil.

A postura madura do Verdão acabou recompensada aos 26: Gabriel Jesus puxou o contra-ataque, abriu para Dudu na direita e correu pelo meio; com cinco jogadores do Atlético cercando os dois, o gol saiu após o passe de Dudu ser milimétrico, aproveitando a velocidade absurda de Gabriel Jesus, que mesmo disputando com Gabriel conseguiu um arremate mascado – o que acabou tirando Victor da jogada.

O Atlético tentou responder rápido e aos 30 Luan conseguiu, de dentro da área, um bom chute cruzado, que saiu à direita de Jailson – a jogada foi resultado de uma longa troca de passes de todo o ataque mineiro, com o último passe de Júnior Urso. O Palmeiras respondeu aos 37: Thiago Santos tentou alçar na área; Erazo afastou nos pés de Dudu que chegou de frente para o gol e bateu forte, sem marcação, mas errou o alvo.

Bem postado na defesa, o Palmeiras não permitia que o Galo criasse chances de gol, embora tivesse mais posse de bola. Mas aos 44, num erro de Vitor Hugo, que espanou mal uma bola na área, Fred pegou de sem pulo e obrigou Jailson a fazer uma boa defesa – felizmente o arremate não pegou em cheio. O Verdão ainda respondeu aos 46, numa boa tabela entre Roger Guedes e Gabriel Jesus, que Victor cortou ao se arrojar antes que o camisa 23 fizesse o arremate.

SEGUNDO TEMPO

O Verdão perdeu a chance de abrir uma enorme vantagem logo aos 16 segundos: Gabriel saiu jogando errado, Leandro Donizete cochilou, e Tchê Tchê roubou a bola, avançou sem marcação e soltou a bomba, mas a bola saiu triscando o rodapé esquerdo de Victor, que pulou por pular: só rezou.

Com o Palmeiras firme na marcação, Marcelo Oliveira deu um belo golpe: trocou Maicosuel, anulado por nossa defesa, por Lucas Pratto. E aos 13 minutos, em seu primeiro toque na bola, ele se livrou facilmente da marcação de Egídio para escorar um passe de Robinho e mandar a bola para o fundo do gol. O argentino, um cracaço de bola, tocou com o lado do pé, meio de chaleira, mas com alguma força para tirar de Jailson. Talvez tenha sido defensável.

Rapidamente Cuca percebeu que ia tomar a virada e precisava reforçar a defesa: trocou Thiago Santos por Thiago Martins. E mesmo com três zagueiros, os laterais permaneceram alerta e não se converteram em alas; mas ainda assim, com saídas rápidas, o Verdão incomodava. Aos 17, Jean cruzou da direita, Erazo afastou de cabeça e Moisés, de chapa, pegou de primeira, obrigando Victor a se esticar para evitar nosso segundo gol.

A mexida de Cuca deu certo. O Atlético não conseguia mais penetrar em nossa área, e restavam os chutes de fora – aos 20, Luan pegou um chute muito venenoso; Jailson rebateu e Fred tentou aproveitar de cabeça, mas nosso goleiro salvou de novo, se redimindo de qualquer eventual falha no gol. Pratto ainda tentou armar uma tabela com Fred aos 27, mas estava pressionado por Thiago Martins e concluiu pressionado, para fora.

O Palmeiras, de forma consciente, seguia muito forte no contra-ataque e nos 20 minutos finais ficou mais próximo do gol que o time da casa. Aos 31, Alecsandro aproveitou uma sobra e bateu para o gol, mas o chute foi travado por Gabriel – a bola bateu em seu corpo e depois em seu cotovelo: pênalti que o péssimo árbitro preferiu não marcar. Caseiro, apontando faltinhas inexistentes, invertendo marcações, o juiz não deixou o Palmeiras jogar e foi o destaque negativo do jogo.

Cuca trocou o extenuado Dudu por Erik para aproveitar de vez os espaços no campo de defesa do Atlético, que veio com Cazares e Clayton nos lugares de Luan e Robinho. E o Verdão chegou forte aos 42: Moisés, moído, mancando, fez boa jogada pela direita e cruzou à meia altura para a chegada de Jean, que escorou de chapa, com o pé esquerdo, para mais uma ótima defesa de Victor. E o Palmeiras perdeu a última chance do jogo aos 48, em falta cobrada da esquerda por Egídio, que achou Vitor Hugo sozinho na marca do pênalti – Victor deu dois passos para a frente e ficou vendido, era só escorar de mansinho por cima do goleiro e era caixa, mas Vitor Hugo não percebeu (nem tinha como) e tentou dar força ao arremate, errando o alvo.

FIM DE JOGO

Os palmeirenses presentes no Horto cantaram alto ao final da partida. O empate foi um resultado positivo diante da situação na tabela, mesmo com as vitórias de Santos e Flamengo. A torcida, que já esgotou os ingressos para o jogo contra o Botafogo, pode soltar o grito de campeão já neste domingo, em caso de vitória do Palmeiras, derrota do Santos contra o Cruzeiro no Mineirão e tropeço do Flamengo contra o Coritiba no Maracanã. Não é uma combinação muito provável, mas desde que façamos a nossa parte, a conquista ficará muito bem encaminhada para o domingo seguinte, que terá mais uma vez casa cheia, contra a Chape.

O duro é administrar a ansiedade. Falta pouco. VAMOS PALMEIRAS!!!

Ficha Técnica

Escalação

Atlético

Victor
Carlos César
Gabriel
Erazo
Fábio Santos
Leandro Donizeti
Júnior Urso
Maicossuel
Lucas Pratto
Robinho
Clayton
Luan
Cazares
Fred
Marcelo Oliveira
TÉCNICO