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19/10/2016 - 21:45

Pré-Jogo

Com o foco no campeonato brasileiro, o Verdão recebe o Grêmio, pelas quartas-de-finais da Copa do Brasil, em jogo de volta – na ida, em Porto Alegre, o Verdão foi derrotado por 2 a 1 há 3 semanas.

Basta uma vitória por 1 a 0 para sairmos com a classificação. Em caso de sofrermos gol, serão necessários dois gols de vantagem. O jogo remete aos memoráveis confrontos da década de 90. Palmeiras x Grêmio, emmata-mata, é uma das coisas mais prazerosas que pode haver no futebol.

DESFALQUES:
Lesionados
: Fernando Prass e João Pedro
Não inscrito: Fabrício
Poupados: Mina, Vitor Hugo, Tchê Tchê, Moisés, Dudu e Roger Guedes
Não relacionados: Vinicius e Vitinho

RELACIONADOS:
Goleiros:
Jailson e Vagner
Laterais: Egídio, Fabiano, Jean e Zé Roberto
Zagueiros: Augusto, Edu Dracena, Thiago Martins e Roger Carvalho
Volantes: Arouca, Gabriel, Matheus Sales, Thiago Santos e Rodrigo
Meias: Allione e Cleiton Xavier
Atacantes: Alecsandro, Erik, Gabriel Jesus, Barrios, Leandro Pereira e Rafael Marques

Cuca poupou seis jogadores que vinham atuando como titulares. Mesmo assim, nosso elenco segue proporcionando a chance de montar um time com plenas condições de conseguir a classificação. Um dos times que Cuca pode mandar a campo é o do campinho ao lado. Sem dúvida alguma é um time fortíssimo, sobretudo pela quase certa presença de Gabriel Jesus – suspenso do jogo contra o Sport, deve mais uma vez fazer a diferença a nosso favor. As estatísticas do Palmeiras com o camisa 33 em campo são impressionantes.

ADVERSÁRIO

O Grêmio está com foco total na Copa do Brasil, pois considera que a vaga na Libertadores via Brasileirão ficou mais complicada. Professor Renight poupou seus titulares no jogo do fim-de-semana contra o Santos, pelo Brasileirão, e assim vem para o jogo com os jogadores descansados. O desfalque é Marcelo Grohe, que segue em tratamento para curar dores no pé direito. A tendência é repetir o time que enfrentou o Atlético-PR, na semana passada: Bruno Grassi; Edílson, Geromel, Kannemann e Marcelo Oliveira; Walace, Maicon, Ramiro, Douglas e Pedro Rocha; Luan.

Lei do EX: Marcelo Oliveira (Grêmio); Zé Roberto (Palmeiras)

RETROSPECTO

Em 88 partidas, o retrospecto do Verdão é de larga vantagem sobre o Grêmio: 36 vitórias, 33 empates e 19 derrotas; 126 gols marcados e 95 sofridos.

  • Pela Copa do Brasil, em quatro cruzamentos, cada time avançou duas vezes:
    • Em 1993, o Grêmio nos eliminou nas quartas-de-finais após dois empates por 1 a 1 – os gaúchos levaram a melhor nos pênaltis (7 a 6), no jogo da volta realizado no Olímpico;
    • Em 1995, o confronto foi pelas oitavas-de-finais, e mais uma vez houve dois empates, mas o Grêmio levou a melhor pelo critério dos gols qualificados (1 a 1 em Porto Alegre e 2 a 2 no Palestra);
    • Em 1996, eliminamos o Grêmio nas semifinais ao vencê-los por 3 a 1 no Palestra e perder o jogo da volta por 2 a 1;
    • Em 2012, tiramos o Grêmio da frente nas semifinais ao vencê-los por 2 a 0 no Olímpico e segurar o empate por 1 a 1 em Barueri;
  • Como mandante, parece confronto contra time pequeno: em 40 jogos, o Palmeiras ganhou 26 vezes, empatou 12 e perdeu apenas 2 vezes; foram 84 gols do Palmeiras contra apenas 34 gremistas;
  • Apita o jogo Elmo Alves Resende Cunha. Sob seu apito, o Palmeiras ganhou apenas um jogo, empatou três e perdeu dois. O visitante nunca ganhou nesses jogos.

PARPITE

Seja qual for o time que Cuca mande a campo, a tendência é de uma retranca fortíssima por parte do Grêmio, que vai apostar nos contra-ataques para obrigar o Palmeiras a marcar três ou mais gols. Ao Verdão, cabe ter atenção redobrada na rapidez da recomposição defensiva para resguardar o gol de Jailson e assim depender de apenas um gol nos 90 minutos.

Imaginem o Allianz Parque cheio, com o Palmeiras precisando de um gol nos 15 minutos finais. O Grêmio fechadinho, catimbando, dando bico pra tudo o que é lado, e não haverá uma alma viva no estádio que não esteja em estado de aflição pura. São esses momentos que fazem o futebol ser o que é. Se você ainda não comprou seu ingresso, ainda há tempo. Dá Verdão, 3 a 1, com gols de Thiago Martins, Gabriel Jesus e Barrios (que vai entrar no segundo tempo e fazer o gol da classificação no finalzinho), para 32.543 pagantes. VAMOS PALMEIRAS!

Pós-Jogo

Copa do Brasil 2016

Jogando com oito reservas, o Palmeiras cedeu o empate ao Grêmio e acabou eliminado da Copa do Brasil, para frustração de quase 30 mil pagantes no Allianz Parque. Mesmo com um time alternativo, o Verdão se portou bem principalmente no primeiro tempo, chegou a ter a vantagem que precisava, mas perdeu força a partir da expulsão de Allione, permitindo a reação ao time gaúcho.

A eliminação, no entanto, não chega a ser um desastre, pois vai permitir ao Palmeiras focar exclusivamente no Brasileirão, canalizando as forças para chegar a um título que não vem há 22 anos e que estamos bem próximos de conquistar. De qualquer forma, fica a sensação desconfortável de que dava para ganhar os dois troféus, mas desperdiçamos a chance.

PRIMEIRO TEMPO

O Palmeiras entrou em campo com o terceiro uniforme, azul. Para enfrentar o Grêmio. Não pode, isso está muito errado. A Adidas precisa ter mais bom senso; não adianta forçar a barra deste jeito para tentar vender seu material – além de tudo, um uniforme reciclado do ano passado. Que feio.

Feio também estava o gramado do Allianz Parque. Não poderíamos esperar coisa muito melhor, depois de uma semana com dois shows que nos tirou de casa e que nos custou dois pontos. Mas o estado da grama estava abaixo do tolerável. Mais uma na conta da WTorre, que não consegue nem limpar direito os banheiros – mais de uma hora antes do jogo, havia muita sujeira ainda do show do Aerosmith.

Com Barrios no comando do ataque; Gabriel e Thiago Santos protegendo a zaga e Fabiano e Egídio liberados, o Verdão foi para o jogo com uma postura bastante ofensiva e dominou todo o primeiro tempo. As chances de gol se sucediam e o Grêmio não tinha pudores em se defender com 11 jogadores em seu próprio campo.

Barrios se destacou nos primeiros movimentos, fazendo o pivô com muita precisão e arredondando todas as jogadas. Cleiton Xavier e Allione, por outro lado, alternavam jogadas boas e ruins, muito irregulares. E Gabriel Jesus, com a faixa no braço – possivelmente o capitão mais jovem da História do clube – se movimentava bastante para tentar compensar a irregularidade dos companheiros.

Aos 12, a trave salvou o Grêmio: Egídio cobrou falta da direita, de muito longe; a bola veio cheia de efeito e encontrou a cabeça de Barrios, que escapou da marcação e testou firme – a bola explodiu no travessão. Aos 18, depois de boa troca de passes de todo o ataque, Gabriel pegou uma sobra de frente para o gol e experimentou, mas errou o alvo.

Aos 24, Gabriel Jesus começou a articulação; ele encontrou Cleiton Xavier entrando em diagonal e tocou; o camisa dez viu Egídio penetrando por trás de Edilson e enfiou com precisão; Egídio rolou para o meio da área e Allione chegou batendo, procurando o canto esquerdo de Bruno Grassi, que saltou – a bola provavelmente entraria mas Marcelo Oliveira salvou. O Grêmio respondeu logo na sequência e criou sua melhor chance do primeiro tempo: Pedro Rocha desceu com muita velocidade, tabelou com Douglas e saiu na cara de Jailson, mas chutou para fora, à direita.

O jogo pegou fogo e o Palmeiras prensou o Grêmio em seu campo. Aos 26, Thiago Santos suspendeu na área; Gabriel Jesus aparou com o peito e Allione bateu; Kannemann não deixou a bola chegar ao canto direito de Grassi; no rebote Barrios aparou, tirou de Ramiro e finalizou, e mais uma vez Marcelo Oliveira tirou do canto esquerdo da meta gaúcha, com o goleiro batido.

Depois desta sequência, a rotação do jogo baixou nos quinze minutos finais e o Grêmio enfim começou a catimbar, panorama que persistiu até o fim do primeiro tempo. Um domínio completo do Verdão, que derruba qualquer argumento de que não deveria ter poupado titulares. O elenco do Palmeiras deu conta do recado e bateu de frente com o que o Grêmio tem de melhor.

SEGUNDO TEMPO

Sem mudanças, o Verdão veio com tudo para o tempo final. Precisando de apenas um gol, o time se atirou à frente e passou a dar mais espaços para o Grêmio chegar. Aos 3, Douglas bateu falta na área pelo lado esquerdo; Marcelo Oliveira cabeceou na direção de Jailson que não teve problemas para mandar a escanteio – mas fez pose.

Aos 6, Cleiton Xavier cobrou escanteio, Thiago Santos escorou e Thiago Martins testou com muito estilo, ganhando da zaga gaúcha e mandando no ângulo de Bruno Grassi, abrindo o placar e dando ao Palmeiras a vantagem necessária para avançar na competição. O Allianz Parque se encheu de confiança e se divertia mais ainda com os anúncios do SCCP levando gols do Cruzeiro.

O Grêmio foi obrigado a sair para o jogo. Aos 12, Edilson fez fila e quando se preparava para bater foi desarmado parcialmente por Thiago Martins; Walace pegou a sobra e emendou para o gol, buscando o canto esquerdo de Jailson, que se esticou para defender. Aos 15, Renato Gaúcho mandou Everton a campo, no lugar de Pedro Rocha, para jogar pela esquerda. Cuca respondeu 3 minutos depois, colocando Jean, descansado e mais veloz que Fabiano, para tentar contê-lo.

Um minuto depois, o estrago: numa jogada sem maior perigo, perto da lateral, Allione entrou com vontade demais em Everton e levou o cartão vermelho, direto – e não há o que contestar na decisão do árbitro. O Grêmio se animou e o Palmeiras sentiu o golpe; recuando e chamando o adversário para seu campo. Assim, nosso time se propôs a suportar quase 30 minutos de pressão fortíssima.

Cuca tentou melhorar o panorama mandando Erik no lugar de Cleiton Xavier. A flecha estava em campo, mas entrou exatamente no lugar do arco; e manteve Barrios em campo, a esta altura, sem função. Foi um erro estratégico de nosso treinador, mantendo o time com praticamente dois a menos por alguns minutos. Nesse ínterim, aos 22, Douglas bateu mais uma falta em direção a nossa área; a bola desviou no meio do caminho para a direita; Luan fez ótimo corta-luz e a bola se ofereceu para Ramiro, que fechou pela direita e bateu forte – Jailson fez ótima defesa.

Cuca consertou a bobagem pouco tempo depois, colocando Zé Roberto para fazer a ligação no lugar de Barrios. O time, em tese, ficou no 4-4-1, com Erik na frente e Zé Roberto tentando ligar a correria com o apoio de Gabriel Jesus. Renato respondeu mandando Bolaños a campo no lugar de Ramiro.

O Grêmio chegou ao gol da classificação aos 30: Douglas tocou para Everton, aberto pela esquerda. Jean estava bem posicionado, fazendo a parede. O atacante gremista buscava o espaço, enquanto Thiago Santos se aproximava para fazer a dobra. Everton puxou para dentro e bateu forte; a bola entrou no canto de Jailson, que tinha dado um passo à esquerda contando com o bloqueio de Jean, mas a bola passou entre as pernas de nosso lateral.

O Grêmio começou a catimbar e o Palmeiras demorou para assimilar o golpe. Passaram-se cerca de 7 ou 8 minutos até o time voltar a si para armar um novo ataque – mas a desvantagem numérica dificultava demais as coisas contra um Grêmio que apenas fez o básico, mas com muita aplicação, para cercar nossa movimentação de bola. Seguiu-se uma pressão na base de chuveirinhos, a torcida empurrou, mas a forma como os fatos se sucederam gelaram o estádio, que desta vez não foi o caldeirão que talvez fizesse a diferença.

FIM DE JOGO

O Palmeiras foi eliminado de uma competição pela primeira vez no Allianz Parque. O foco agora volta-se totalmente para o Brasileirão. Allione cometeu um erro tolo, mas seria muita estupidez da torcida e das cornetas que rodeiam a Pompeia pedir a cabeça do menino neste momento, entrando na onda da imprensa de que o jogo “foi vestibular” para o ano que vem.

Nosso momento é de união absoluta e apoio incondicional. Estamos a sete partidas – ou menos – de conquistar o troféu mais importante do país e as palmas que foram ouvidas ao apito final do juiz devem continuar até o fim da temporada. Deixem o Halloween para a imprensa, eles que cacem as bruxinhas deles; nós continuaremos defendendo nossos jogadores para que eles se sintam fortes e calem a todos os que querem nos tirar dos trilhos. Esta eliminação foi educadora, para moldar o caráter dos mais jovens que estão aprendendo agora a acompanhar futebol. Doeu, mas passa rápido, porque aqui é Palmeiras. VAMOS!

Ficha Técnica

Grêmio

Bruno Grassi
Léo
Edílson
Pedro Geromel
Kannemann
Marcelo Oliveira
Walace
Maicon
Ramiro
Bolaños
Douglas
Pedro Rocha
Éverton
Luan
Renato Portaluppi
TÉCNICO

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Jailson
0
Fabiano
0
Jean
0
Thiago Martins
0
Edu Dracena
0
Egídio
0
Thiago Santos
0
Gabriel
0
Allione
0
Cleiton Xavier
0
Erik
0
Gabriel Jesus
0
Barrios
0
Zé Roberto
0
Cuca
Cuca
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