0
2

Náutico 0 × 2 Palmeiras

29/12/1967 Maracanã

O Palmeiras venceu o Náutico por 2 a 0, no Maracanã, e garantiu o título da Taça Brasil de 1967, última edição da competição, que acabou extinta pelo surgimento do Roberto Gomes Pedroza, torneio que passou a indicar os representantes brasileiros para a Libertadores até 1970, quando foi ampliado e transformado no Campeonato Brasileiro a partir de 1971.

A partida foi a última de uma melhor de 3 – o Palmeiras venceu a ida, no Recife, mas foi surpreendido pelos pernambucanos na volta, no Pacaembu, o que forçou a realização do terceiro jogo, em campo neutro. Apenas 16 mil pessoas compareceram ao estádio – público que foi prejudicado, também, pela chuva torrencial que caiu sobre o Rio de Janeiro durante todo o dia e em todo o decorrer da partida, o que deixou o gramado em estado lastimável, diminuindo a diferença técnica entre as duas equipes.

Mesmo assim, o Palmeiras foi superior em todo o tempo e mereceu a vitória. Aos 7 minutos, Lula cobrou escanteio da direita; Fraga desviou e a bola caiu com César, no bico da área; o avante palmeirense dominou e chutou com curva, vencendo Valter Serafim.

O Palmeiras estava decidido a liquidar logo a parada. Depois de duas boas chances aos 15 e aos 17, com César e Tupãzinho, César recebeu dentro da área, driblou o goleiro e ficou apenas com o zagueiro Clóvis pela frente: ainda teve tempo de ajeitar, mas inacreditavelmente perdeu o gol feito, mandando a bola na trave.

O Náutico tinha em sua linha uma formação histórica, lembrada até hoje pelos mais velhos e pelos livros de história, com Gena na defesa e a linha ofensiva com Miruca, Ladeira, Nino e Lala, mas não era páreo para o Verdão, que insistia em busca do segundo gol – Tupãzinho e César eram os mais perigosos, criando ótimas chances de gol.

Para o segundo tempo, o Palmeiras seguia melhor, mas o Náutico, num ataque isolado, quase empatou: Miruca lançou Nino, que chutou forte, obrigando Perez a fazer boa defesa. O arqueiro paraguaio precisou trabalhar de novo, saindo nos pés de Miruca, aos 25 – o avante recebeu passe longo de Ivan Brondi por trás da zaga e ia saindo livre dentro da área.

Mas aos 33, veio o gol que colocou um ponto final na disputa: Ademir da Guia recebeu passe de Dudu, fintou Fraga e chutou forte, rasteiro, vencendo Valter Serafim. Ademir comemorou assim seu casamento, realizado na véspera – a data fora marcada esperando que o campeonato já tivesse se encerrado no meio da semana.

Armando Marques encerrou o jogo; o Palmeiras comemorou mais um campeonato nacional e Ademir, enfim, pôde partir em lua-de-mel.

Ficha Técnica

16.577

NCr$ 43.537,75

Armando Marques

Escalações

Náutico

Valter Serafim
Gena
Mauro Calixto
Fraga
Clóvis
Rafael
Ivan Brondi
Miruca
Ladeira
Paulo Choco
Nino
Lala
Duque

Melhores momentos