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Palmeiras 0 × 1 SPFC
| 27/06/1971 | Campeonato Paulista | Morumbi |

O Campeonato Paulista de 1971 foi decidido da pior maneira possível: com um roubo grosseiro da arbitragem de Armando Marques, que anulou um gol que, além de legítimo, foi belíssimo. Mais um dos inúmeros campeonatos que foi arrancado do Palmeiras por interferência direta e dolosa das arbitragens.
Disputado por pontos corridos, o estadual de 1971 chegou à sua rodada final com o São Paulo com um ponto a mais que o Palmeiras, e a tabela marcava o confronto do segundo turno entre os dois clubes exatamente para a última rodada. O Palmeiras, portanto, precisava vencer o jogo; ao São Paulo bastava o empate.
Os dois times entraram em campo e foram saudados por mais de 100 mil torcedores. A rivalidade, intensa, aliada ao caráter decisivo do jogo, fez com que as disputas em campo fossem num tom acima do normal. O Palmeiras iniciou no ataque e criou duas oportunidades, com Nei e Edu, de falta. Mas foi o São Paulo quem abriu o placar, aos 5 minutos, com Toninho Guerreiro, aproveitando rebatida de Minuca após centro de Paraná.
Aos 14, quase o Palmeiras empatou: Edu foi ao fundo e cruzou na cabeça de Ademir da Guia e a testada foi certeira, mas Sérgio Valentim foi no rodapé e salvou o São Paulo.
Os dois times seguiam criando chances, mas sem assustar de verdade – mas o São Paulo era melhor em campo, criando boas chances sobretudo com Toninho. O primeiro tempo terminou com o placar mínio a favor do time do Morumbi.
O Palmeiras veio para o tudo ou nada no segundo tempo e aumentou o volume. Dudu finalizou com perigo aos 6 minutos, mas errou o alvo com Sérgio batido. O São Paulo decidiu só jogar em contra-ataques e vez ou outra ameaçava sair com Terto e Paraná livres à frente de Leão, mas não encaixava.
Edu não levava vantagem sobre Gilberto Sorriso, então Mario Travaglini tirou Pio, colocou Fedato para jogar na direita e mandou Edu para a esquerda. Dé avançou, aos 21, e soltou uma bomba, que Sérgio Valentim defendeu com dificuldades. A pressão aumentava.
Aos 24, Eurico apoiou pela direita e cruzou na marca do pênalti; Leivinha, em sua especialidade, testou forte e a bola quase furou a rede do Morumbi, mas Armando Marques, inacreditavelmente, anulou o gol acusando um toque de mão de Leivinha que só ele “viu”. O bandeirinha Dulcídio Wanderley Boschilia correu para o meio.
O time do Palmeiras ficou muito nervoso e passou a atacar de forma mais desordenada. O último suspiro veio aos 38, quando Dudu abriu na direita para Fedato, que cruzou; César testou e a bola foi no travessão, voltou para Dé que chutou por cima. Daí para a frente, o Palmeiras não teve mais forças.
Ainda deu tempo de sair uma briga, aos 44, quando um torcedor invadiu o gramado e fez cera com a bola que havia saído em lateral, fazendo com que os jogadores do Palmeiras partissem pra cima do palhaço – César estava absolutamente possuído; Fedato e Eurico foram expulsos. E assim Armando Marques concluiu seu trabalho, encerrando o jogo.
Não existe clube que tenha tido mais roubos escandalosos contra si em partidas decisivas que o Palmeiras e este foi um dos mais famosos.
Ficha Técnica
Escalações
Palmeiras
SPFC
Sérgio Valentim
Forlán
Jurandir
Arlindo
Gilberto Sorriso
Edson Cegonha
Gerson
Terto
Pedro Rocha

Carlos Alberto
Toninho Guerreiro
Paraná
Oswaldo Brandão
Melhores momentos
Escalações
Palmeiras
SPFC
![]() Sérgio Valentim |
![]() Forlán |
![]() Jurandir |
![]() Arlindo |
![]() Gilberto Sorriso |
![]() Edson Cegonha |
![]() Gerson |
![]() Terto |
![]() Pedro Rocha |
![]() ![]() Carlos Alberto |
![]() Toninho Guerreiro |
![]() Paraná |
![]() Oswaldo Brandão |


