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SCCP 0 × 3 Palmeiras
| 04/03/2007 | Campeonato Paulista | Morumbi |

O início da temporada sob o comando de Caio Júnior ainda mostrava oscilações; muitos dos novos contratados ainda buscavam o melhor entrosamento e alguns tropeços já incomodavam a torcida, mas este clássico foi a primeira demonstração que a nova fase que a diretoria do Palmeiras estava tentando implantar, após terminar 2006 de maneira temerária, estava no caminho certo.
Edmundo foi a referência e Valdivia foi a alma. A dupla não deu chances ao adversário com jogadas de extrema categoria, com toques rápidos e envolventes. Edmundo, experiente, estava sempre no lugar certo e Valdivia, humilde e operário, esbanjou energia para ocupar todos os espaços do campo. Ambos transbordando categoria.
O primeiro gol saiu aos 17 minutos: Martinez fez ótima jogada, invadiu a área e rolou para Valdivia, que enxergou Edmundo no lado oposto e com um belo toque serviu o camisa 7, que matou no peito e chutou de bate-pronto no canto de Jean.
Aos 38, Valdivia arrancou em velocidade por dentro e bateu; a zaga cortou parcialmente e a bola sobrou para Edmundo, que serviu Osmar na pequena área; o camisa 9 apenas deixou a bola bater em suas pernas e morrer no fundo das redes. A comemoração, claro, foi a seu estilo, com uma cambalhota.
No segundo tempo o rival ameaçou reagir, criando boas chances de diminuir, mas seus atacantes não estavam numa tarde inspirada. Caio Júnior então promoveu algumas alterações, e um personagem improvável chamou a atenção nosminutos finais: o atacante Cristiano.
Descendo pela direita, em velocidade, o ponteiro enxergou Edmundo, mais uma vez muito bem colocado, e cruzou; o camisa 7 enquadrou o corpo e bateu de sem-pulo, cruzado, fazendo o terceiro gol. E Cristiano quase se consagra ao tentar, aos 46, um golaço: após bola cruzada, a zaga rebateu para o alto e o atacante girou o corpo no ar para uma bicicleta perfeita; a bola estufaria as redes mas o goleiro Jean impediu o quarto gol do Verdão.
Foi um jogo de pouca importância para o campeonato, mas Derby é sempre Derby. As atuações de Edmundo e Valdivia deram um ânimo para a torcida. Um, ídolo consagrado; o outro, em franca ascensão. Tendo na meta o ídolo Marcos e com bons coadjuvantes como Pierre e Martinez, parecia ser um bom início de reconstrução de um elenco que, sabemos, voltaria a ser campeão no ano seguinte.
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