Após vitória, Abel distribui elogios a jogadores, torcida e até ao árbitro Jean Pierre

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Goiás, durante partida válida pela vigésima primeira rodada do Brasileirão 2022, no Allianz Parque.
Cesar Greco

Abel enalteceu Mayke e voltou a pedir calma com Atuesta e Rafael Navarro

O técnico Abel Ferreira se mostrou totalmente satisfeito com a vitória do Palmeiras por 3 a 0 sobre o Goiás, na tarde deste domingo. Em entrevista coletiva após a partida, o comandante distribuiu elogios aos personagens do duelo.

De início, o treinador enalteceu seus jogadores.

“Tenho sorte, os dois melhores laterais-direitos do Brasil jogam pra mim, que são Marcos Rocha e Mayke. Ainda tenho um que está à espera para ‘roubar’ a vaga, que é o Garcia. Os três têm boa relação. O Mayke fez um grande jogo”, elogiou Abel, que voltou a falar em paciência com Atuesta, autor do terceiro gol, e Rafael Navarro.

“Temos que acreditar no Atuesta. Chegou esse ano, não contratamos para 6 meses. Ele faz o melhor que pode nos treinos, quer evoluir. Sabe que tem que aprimorar na intensidade, porque tecnicamente é muito bom”, disse.

Abel admitiu que teve dúvidas para saber quem escalaria no comando de ataque, mas preferiu dar confiança ao camisa 29 e deixou Merentiel no banco. “O Navarro ainda é um moleque. Nossa função não é contratar jogadores prontos, não temos dinheiro para isso. Então temos que olhar para o crescimento dos jogadores, mas isso demora. Temos que ter calma”, completou.

Abel mostra confiança em Gabriel Menino e celebra ter Rony de volta

Voltando a ter bom desempenho, Gabriel Menino novamente foi escalado como titular. O camisa 25 tem a confiança do treinador por conta de seu futebol e pelas diferentes características que traz a campo, em comparação aos colegas de posição.

“Confiamos no Menino, perdemos o Jailson por lesão e não contratamos ninguém. Ele pode fazer a 5, ainda que não tenha tanto poder de marcação, mas nos dá saída, desequilibra ofensivamente. E o mais importante: ele está com o coração e mente aberta para evoluir”, declarou o treinador.

De volta aos gramados após mais de um mês fora, o atacante Rony também foi destaque na coletiva de Abel.

“Sempre bom tê-lo de volta, é bom ter opções. Hoje temos apenas o Jailson machucado, é importante ter todos à disposição, principalmente quando temos um elenco um pouco mais curto. Às vezes, a lesão de um jogador proporciona oportunidade a outro, como foi o caso do Vanderlan”, disse.

“Ele pode jogar em qualquer uma das posições da frente. Ainda bem que o Klopp ainda não viu o Rony jogar (risos). Ele fecha corredor e entra na área. Há vários jogadores que fazem diversas posições dentro do elenco e é isso que me dá a certeza e a confiança de ter um elenco mais enxuto”, complementou.

Torcida e juiz

Os elogios de Abel não foram exclusividade dos jogadores. A torcida do Palmeiras, que compareceu em peso ao Allianz Parque, e também Jean Pierre, o árbitro, foram mencionados pelo técnico.

“O torcedor tem sido espetacular, tem nos ajudado muito. E modéstia à parte esta equipe tem dado diversão aos nossos torcedores, eles vêm [ao Allianz Parque] para desfrutar e se divertir com o jogo. Muito contente com isso. Incrível a energia entre equipe e torcedores”, disse.

“Parabéns ao Jean Pierre por ter deixado o jogo rolar. Claro que há lances que os dois treinadores reclamaram. Estamos habituados a sempre ouvir o apito e hoje ele deixou os times jogarem, a partida teve intensidade, ritmo. Manteve o mesmo critério para os dois times”, finalizou.

O Palmeiras volta a campo na próxima quarta-feira para decidir com o Atlético-MG a vaga à semifinal da Libertadores. Pelo Brasileiro, a equipe joga no sábado que vem contra o SCCP, em Itaquera.

Abel elogia jogadores e cita fator fundamental para o empate: “sermos positivos mesmo na adversidade”

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Atlético-MG, durante primeira partida válida pelas quartas de final da Libertadores 2022, no Mineirão.
Cesar Greco

Abel admitiu primeiro tempo abaixo do Palmeiras, mas ressaltou desempenho da equipe na etapa final

O fator mental, citado diversas vezes por Abel Ferreira, foi fundamental para que o Palmeiras saísse do Mineirão na noite desta quarta-feira, no jogo de ida das quartas-de-final da Libertadores, com o empate em 2 a 2.

O Verdão estava perdendo por dois gols de diferença até os 15 minutos da etapa final, quando Murilo diminuiu o marcador após aproveitar rebote de falta cobrada por Gustavo Scarpa. Já nos minutos finais, Danilo levou a equipe à igualdade no placar.

“A busca pelo empate é fruto de muito trabalho dos nossos jogadores, que têm uma crença e mentalidade competitiva muito fortes. É uma equipe que tem sucesso porque sabe que se der o máximo nos treinos e jogos, o treinador aceita qualquer resultado. Eles sabem que têm liberdade de ir a campo e errarem, o futebol é feito disso. Sabem que têm que dar em cada lance o melhor de si”, disse o treinador Abel Ferreira, em entrevista coletiva.

“Tivemos muitos fatores que poderiam nos conturbar mentalmente, que foi ter feito um gol primeiro, mas impedido; ter sofrido um gol de pênalti nos últimos segundos do primeiro tempo; e ter entrado na segunda parte e termos sofrido o gol. Mas há uma coisa que não podemos aceitar: é não entregarmos tudo, não lutarmos. O nosso mérito foi manter a calma, tranquilidade, e entender que, independentemente do resultado, temos funções claras a desempenhar dentro de campo. Isso que não podemos perder: o controle emocional e o foco nas tarefas”, acrescentou.

Ainda sobre a recuperação do Palmeiras dentro da partida, o comandante falou que o segredo foi “sermos positivos mesmo na adversidade”. “Acho que a equipe tem dado passos muito grandes para lidar com as adversidades do jogo”, completou.

Abel analisa partida

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Atlético-MG, durante primeira partida válida pelas quartas de final da Libertadores 2022, no Mineirão.
Cesar Greco

Sobre o desempenho do Palmeiras em campo, tanto nas questões táticas quanto técnicas, Abel admitiu um primeiro tempo abaixo da equipe, mas elogiou o desempenho dos jogadores na etapa final.

“Jogamos contra uma equipe muito qualificada, bem treinada. Não nos deixou jogar no primeiro tempo, nos pressionou muito, fez marcação forte, apertada e agressiva, e foi melhor que o Palmeiras na primeira parte, é preciso dizer isso”, analisou o treinador.

“Na segunda parte, após o gol, fomos muito melhores, fizemos dois gols, tivemos ainda uma grande oportunidade com o Dudu, que, apesar de não ter acertado o chute, seguiu focado e participou do segundo gol. Nós no segundo tempo jogamos da nossa maneira, e quando é assim, esta equipe é capaz de tudo. Nunca devemos desistir, acho que o empate acaba por ser o resultado justo e deixa tudo aberto para a segunda mão”, finalizou o comandante palmeirense.

A equipe volta a enfrentar o Atlético-MG na quarta-feira da semana que vem para definir a vaga à semifinal da Libertadores. Neste domingo, no entanto, o Verdão tem pela frente o Goiás, pelo Campeonato Brasileiro. Líder, o Palmeiras entra em campo às 16h, no Allianz Parque.

Abel vê queda física do Palmeiras no 2° tempo, mas afirma: “Fomos justos vencedores”

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Internacional, durante partida válida pela décima nona rodada do Brasileirão 2022, no Allianz Parque.
Cesar Greco

Em coletiva após vitória sobre Internacional, Abel voltou a comentar sobre os problemas crônicos no futebol brasileiro

O técnico Abel Ferreira admitiu que o Palmeiras caiu fisicamente no segundo tempo da partida diante do Internacional, vencida pelo Verdão por 2 a 1. Em entrevista coletiva após o duelo, o comandante afirmou que, por conta da sequência de jogos, o time entrou com “70% de bateria”, mas ainda assim viu justiça na vitória.

“Fomos muito bem na primeira parte. Sabíamos que iríamos sofrer nos últimos 20 minutos. Nossa equipe entrou a 70% da bateria, porque não teria como recuperar. Nossa intenção era buscar o jogo no começo”, iniciou o treinador.

“Eles são organizados. Vieram com algumas mudanças iniciais, mas depois alteraram, colocaram os pontas de lança e nos criaram perigo no segundo tempo. Mas também tivemos as nossas chances. Foi um bom jogo. Eles cresceram pelas capacidades físicas, na minha opinião. Mas, com a nossa alma, coração e com ajuda dos torcedores ganhamos porque acreditamos até o fim. Pelo que fizemos na primeira parte e no jogo todo, fomos os justos vencedores”, complementou Abel.

Com o triunfo, o Palmeiras chegou aos 39 pontos no Brasileirão e terminou o primeiro turno como o time de melhor campanha, mais gols marcados (31) e com a defesa menos vazada (13). A equipe inicia a segunda parte do campeonato no sábado que vem, diante do Ceará, fora de casa.

“Nossa batalha é jogo a jogo. Já disse que não sabia como a equipe ia reagir ao calendário, temos muitos jogadores fora por lesão, como os outros têm, também. Aqui é jogo a jogo. Há muitos candidatos pela mesma cadeira, está tudo embolado. Jogo a jogo e no fim vemos a tabela”, pontuou.

Abel reclama do VAR e outros problemas do futebol brasileiro

A arbitragem também foi assunto da coletiva de Abel Ferreira. O treinador questionou o gol anulado de Murilo e pediu que o campeonato seja “resolvido dentro das quatro linhas”.

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Internacional, durante partida válida pela décima nona rodada do Brasileirão 2022, no Allianz Parque.
Cesar Greco

“Queria ver onde pararam o frame. Só espero e desejo que este campeonato seja resolvido dentro das quatro linhas pelas duas equipes que têm que ser protagonistas, não uma terceira. Espero que o campeonato não seja resolvido pelo VAR nem pelos árbitros, mas pelas equipes. Tenho visto muita confusão. Por favor, leiam a regra do VAR. Eles só podem interferir em lances claros, escandalosos”, discursou.

“Só peço a quem está à frente do organismo que façam um esforço. Não sei se eles estão cansados também, porque realmente é muito jogo. Sentimos cansaço e eles têm este direito, mas espero que este campeonato seja resolvido nas quatro linhas”, completou.

Substituição de Dudu

Por fim, o treinador esclareceu a saída de Dudu da partida – Wesley entrou no lugar do camisa 7, aos 23’ da segunda etapa.

“Há jogadores que são aceleradores de jogo; os pontas são esse tipo de jogador. Em determinada altura perdem energia e só jogam com bola. É normal em qualquer equipe que os pontas e centroavantes sejam os primeiros a saírem. Queremos rendimento, produção, gols. Faz parte [mudar], é normal chegar ao minuto 70 e ter que mudar os pontas, como o Dudu, por exemplo. Àquela hora precisávamos de energia, o time estava cansado. E fomos felizes porque o segundo gol saiu em uma jogada que o Wesley participou”, finalizou.

Abel rebate ofensas de jornalistas e demonstra orgulho da torcida

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Cuiabá, durante partida válida pela décima sétima rodada do Brasileirão 2022, no Allianz Parque.
Cesar Greco

Em entrevista coletiva, Abel falou sobre a vitória do Verdão e também sobre a torcida e a imprensa

O Palmeiras voltou a vencer no Campeonato Brasileiro ao fazer 1 a 0 sobre o Cuiabá na noite de segunda-feira e retomou a liderança da tabela, com 33 pontos. Ao final do jogo, o técnico Abel Ferreira analisou a vitória e explicou as estratégias de ataque da equipe para o duelo.

“Quando se enfrenta um time com três zagueiros mais dois volantes à frente, o corredor central está preenchido e você bate na parede. Além disso, o adversário vai ferir em transição. Quando o adversário tenta nos fechar com linha de cinco, usamos o jogo posicional pelos lados”, iniciou.

“A rota de ataque hoje era por fora, com cruzamentos ou arremates, ou ações individuais. Fizemos nove finalizações na primeira parte, 16 ao todo. Contra o Athletico-PR criamos muito mais, mais chances claras e perdemos por 2 a 0. Hoje vencemos produzindo muito menos”, acrescentou.

Dos 16 arremates realizados pelo Palmeiras no confronto, de acordo com o SofaScore, 11 foram de dentro da área e oito acertaram a meta defendida por Walter. Em relação aos cruzamentos, o Verdão tentou 33 e acertou apenas 5, o que perfaz um aproveitamento de 15%.

“Falei da competência e da felicidade do nosso adversário de quinta passada e fui mal interpretado. Quando quiserem ver o que é felicidade no futebol é só ver o lance do nosso gol. O Mayke tenta passar pro Dudu, a bola bate no jogador deles e isola o Veron. Isto é felicidade no jogo. Temos de fazer um desenho para as pessoas entenderem. Eu sou responsável pelo que digo, não pelo que escrevem. Parabéns aos meus jogadores, voltamos a ser uma equipe competente e séria, perante uma equipe que se fechou bem”, declarou Abel.

Abel rebate ofensas

Além de falar do jogo, o comandante palmeirense usou a entrevista coletiva para explicar suas falas sobre Gabriel Veron após o jogo contra o SPFC e também responder às ofensas proferidas por jornalistas, que o chamaram, dentre outros adjetivos, de “colonizador”.

Na última sexta-feira, o Palmeiras emitiu uma nota repudiando os ataques sofridos por Abel e reiterou que haverá medidas judiciais.

“Quando falei do Veron da última vez, dois ou três jornalistas mal-intencionados tiraram de contexto. Falei sobre o contexto do futebol. Acho que a liberdade de imprensa é fundamental para a democracia, mas tem limites. A falta de respeito e ofensa são os limites. Não me metam em jogos políticos e problemas da sociedade. Vim ser treinador de futebol dentro das minhas capacidades. Não quero calar a imprensa, mas tem quem não saiba as regras. Fico triste e com pena dessas pessoas, que são mal-intencionadas”, respondeu.

“Falei do Veron e jogadores brasileiros. Se eu tivesse feito com o Veron o que muitos esperavam, que era crucificá-lo, hoje não tinha feito o gol. Não estou dizendo que estou certo, essa é minha forma de lidar. Foi a educação dos meus pais que me permitiu ser assim. Há grandes jornalistas, comentaristas de futebol, e eu prefiro valorizar estes que são bons”, complementou.

Na ocasião, o treinador relatou sobre os problemas de formação que há no Brasil, que envolve também o desenvolvimento mental, e ressaltou a importância de melhorar a educação no país.

Orgulho da torcida

Por fim, Abel elogiou a torcida palmeirense, que compareceu em peso ao Allianz Parque – 39.033 pessoas estiveram presentes no duelo.

“É um orgulho. Cada dia que passa tenho mais convicção da decisão que tomei de continuar neste clube. Grande gratidão porque os nossos jogadores também sentem. Não é muito normal com aquilo que tem a ver com a cultura esportiva, mas a nossa torcida abraçou a equipe. É por eles que trabalhamos, todo o nosso esforço é para os nossos torcedores. Sentir este apoio nos enche de alegria e nos dá vontade de continuar a trabalhar. Nada e nem ninguém nos tirará a vontade de competir e ganhar”, finalizou.

O Palmeiras volta a campo na próxima quinta-feira para enfrentar o América-MG, em Belo Horizonte, às 20h.

Abel Ferreira vê desclassificação como injusta e ressalta desempenho do Palmeiras: “Fomos melhores”

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o SPFC, durante segunda partida válida pelas oitavas de final da Copa do Brasil 2022, no Allianz Parque.
Cesar Greco

Em entrevista coletiva após o revés nos pênaltis para o SPFC, Abel Ferreira pontuou a superioridade do Palmeiras no duelo e também falou de Gabriel Veron

Para o técnico Abel Ferreira, o Palmeiras merecia ter saído do Allianz Parque, na noite desta quinta-feira, com a classificação às quartas-de-final da Copa do Brasil. Em entrevista coletiva após o revés nos pênaltis para o SPFC, o comandante valorizou o desempenho do Verdão em campo e citou as diversas oportunidades que o time teve para vencer o rival no tempo regulamentar por um placar mais elástico que os 2 a 1.

“Não há muito o que explicar, futebol é isso. Na minha opinião, fomos melhores, tivemos mais oportunidades, fizemos 2 a 0, tivemos um pênalti, poderíamos ter feito o terceiro gol. Ainda tivemos outras oportunidades claras. Em um lance podemos matar o jogo e, na sequência, sofremos o gol. O lance do pênalti vocês podem comparar com o em cima do Dudu que não foi dado e tirar as conclusões”, iniciou o treinador.

“Fizemos um bom jogo, o resultado final foi injusto e penaliza a nossa não-eficiência. Se vocês virem o jogo em ângulo aberto, nos primeiros 15 minutos, os jogadores deles não sabiam o que fazer. Não vou falar de tática, não há tática. Futebol é isso, nem sempre ganha quem joga melhor. Temos que aceitar e seguir nosso caminho. Se durante o jogo fomos melhores, na disputa de pênaltis eles foram mais competentes”, completou.

O Palmeiras abriu 2 a 0 com 12 minutos de partida e esse resultado já bastava para a classificação. Entretanto, no segundo tempo, Raphael Veiga desperdiçou um pênalti e, logo em seguida, o SPFC diminuiu o marcador, levando a decisão para as penalidades máximas.

Veiga e Wesley erraram suas cobranças e o Verdão acabou sendo superado pelo rival por 4 a 3.

“Nosso melhor batedor falhou duas vezes. Vou explicar o quê? Querem que eu diga o quê? Estamos tristes, chateados? Sim. Deveríamos ter passado? Deveríamos. Mas futebol é mágico por isso mesmo, porque mesmo uma equipe produzindo pouco, pode passar”, relatou Abel, que também falou sobre a disputa de pênaltis.

“Pênalti é competência. Se calhar, infelizmente, não temos jogadores para bater pênaltis com essa calma. Mas ainda assim acredito que um dia vamos ganhar”, complementou.

Abel Ferreira fala de Gabriel Veron

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o SPFC, durante segunda partida válida pelas oitavas de final da Copa do Brasil 2022, no Allianz Parque.
Cesar Greco

Titular no ataque palmeirense, o atacante Gabriel Veron, flagrado em uma balada de São Paulo na madrugada de quarta-feira, também foi assunto na coletiva de Abel.

“Dizem que Deus é misericordioso. Eu sou igual. Para mim, todas as pessoas têm que ter oportunidade na vida. Eu nunca vou desistir dos meus jogadores. Todos vocês já tiveram 18, 19 anos. Já disse várias vezes que os brasileiros são, de longe, os melhores que já vi jogar. Mas precisam evoluir muito a nível de educação e como homens, porque eles não têm essa formação”, disse.

“O Veron é o futuro do clube. E o Palmeiras, antes mesmo de eu chegar, traçou um caminho: apostar nos jovens. Vai ganhar, vai perder. Percebemos que às vezes teremos que educar e puxar para cima. Hoje ele jogou bem, deu assistência. O que eu espero é que, cada um de nós, quando errar, faça as três perguntas mágicas: o que aconteceu comigo? O que eu aprendi? E o que vou fazer da próxima vez?”, acrescentou Abel, que voltou a falar da importância da educação.

“O Brasil carece muito de formação do homem. Isso começa na escola e na família que temos em casa. ‘O homem que se é triunfa no profissional que se quer ser’. Estamos aqui para educar. Ele é um moleque de 18, 19 anos, que precisa escolher muito bem os amigos que o rodeiam. Mas não vou xingar ou insultar jogador. Não foi o que fizeram comigo e não foi a educação que meus pais me deram. Gosto de perdoar, desde que sinta do outro lado a vontade de querer fazer. Não posso ajudar quem não quer ser ajudado. E acredito que ele quer ser ajudado, porque tem um potencial enorme”, finalizou.

O Palmeiras volta a campo já na próxima segunda-feira para enfrentar o Cuiabá, às 20h no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro.