João Martins destaca partida dos garotos e revela que eles terão oportunidades no Paulista

João Martins em jogo do Palmeiras contra o Cuiabá, durante partida válida pela trigésima sexta rodada do Brasileirão 2021, na Arena Pantanal.
Cesar Greco

Substituindo Abel Ferreira, João Martins reclamou também da sua expulsão no jogo

Recheado de garotos, o Palmeiras visitou o Cuiabá na noite desta terça-feira e venceu os mandantes por 3 a 1, em jogo válido pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Gabriel Silva, Giovani e Gabriel Veron foram os autores dos gols palmeirenses.

Após a partida, o auxiliar João Martins, que substituiu Abel Ferreira, enalteceu a partida feita pelos jovens jogadores e revelou que eles deverão ter chances no Campeonato Paulista do ano que vem.

“Todos os meninos estão de parabéns. Eles entenderam perfeitamente quais eram os objetivos para hoje e souberam que, independentemente de quem está em campo, essa camisa é para defender até o fim. Foi um jogo intenso, com muito calor. Pedimos para que tivesse uma parada no primeiro tempo, mas foi negada. Ainda assim, os meninos tiveram uma capacidade incrível de superação e aproveitaram a oportunidade”, disse em entrevista coletiva.

“Eles têm que estar sempre preparados para as oportunidades que aparecem. Felizmente apareceu hoje e eles estavam. É isso que queremos e exigimos. Eles vão ter oportunidades no Paulista e trabalharão para isso”, acrescentou.

Campeão da Libertadores no sábado, João revelou que o time não fez nenhum treino para a partida frente ao Cuiabá e agradeceu aos atletas que se disponibilizaram a entrar em campo na Arena Pantanal.

“Estamos habituados que a final seja o último jogo da temporada. A Liga dos Campeões é assim. Tem que ser assim porque o nível, a pressão, a ansiedade e o nível físico vão tudo para o limite. Porque é o jogo das nossas vidas. Depois de uma partida dessa é muito difícil voltar o foco. E o que fizemos foi perguntar a eles quem estava com condições mínimas de vir jogar contra o Cuiabá. Não treinamos para essa partida, simplesmente fizemos uma ativação física ontem e hoje. Montamos a equipe por vídeo, felizmente alguns jogadores aceitaram vir”, declarou.

João Martins reclama da arbitragem e fala das férias dos jogadores

João Martins em jogo do Palmeiras contra o Cuiabá, durante partida válida pela trigésima sexta rodada do Brasileirão 2021, na Arena Pantanal.
Cesar Greco

Além de falar do jogo, João aproveitou a entrevista coletiva para novamente reclamar da arbitragem. O auxiliar, no final do jogo, foi expulso da partida após reclamar com o juiz por ser obrigado a realizar uma substituição – Garcia saiu para a entrada de Lucas Freitas.

“Gostaria de pedir desculpa aos palmeirenses por ter sido expulso. Nós somos pagos para cumprirmos uma função e hoje eu tive que cumprir a função de técnico. Dentro da nossa equipe técnica temos uma regra de não fazer substituição em bolas paradas, independentemente do que aconteça”, iniciou.

“Hoje o árbitro intrometeu-se no meu trabalho. Não sou obrigado a fazer uma alteração quando o árbitro quer, faço quando eu quero. Ele obrigou a gente a realizar a substituição. Sou expulso mais uma vez porque o árbitro lembrou que eu treino o Palmeiras e isso não pode acontecer”, completou.

Por fim, o treinador falou sobre a antecipação das férias para boa parte do elenco, visando o Mundial de Clubes.

“Reformulamos um pouco as férias dos atletas por causa das datas do Mundial. Precisamos de um pouco mais de tempo, alguns atletas sairão mais cedo para retornarem antes e terem mais tempo para se prepararem”, finalizou.

Com a vitória, o Palmeiras chegou aos 62 pontos no Campeonato Brasileiro e confirmou a terceira colocação. O time entra em campo na próxima segunda-feira para enfrentar o Athletico-PR, em Curitiba.

Autor do gol do título, Deyverson fala sobre sua trajetória no Palmeiras

Deyverson comemora seu gol pelo Palmeiras contra o Flamengo, durante partida final da Libertadores 2021, no Estádio Centenário, em Montevideo.
Cesar Greco

Deyverson mostrou gratidão também a Abel Ferreira

O Palmeiras venceu o Flamengo por 2 a 1, na prorrogação, e conquistou mais um título de Libertadores para a sua História – a equipe se junta a SPFC, Santos e Grêmio como os clubes com mais troféus levantados na competição.

Herói do título, ao marcar o segundo gol palmeirense aos 4 minutos do primeiro tempo da prorrogação, o atacante Deyverson falou sobre toda sua trajetória no clube até o tento frente ao Flamengo.

“Realmente tive altos e baixos. Eu sei que cometi muitas falhas, mas não culpo ninguém e nunca deixei de trabalhar. Agradeço a todos da minha família e, principalmente, ao meu empresário, que me ajudou muito nesse tempo. Temos que renunciar muitas coisas para chegar nesse patamar”, disse ao final do jogo.

Eleito pela Conmebol o melhor jogador da partida, o centroavante também se mostrou muito agradecido ao técnico Abel Ferreira.

“Foi o meu segundo gol de título, já que eu fiz o do decacampeonato, estou muito feliz. Posso falar do Abel até morrer, ele acreditou em mim. Muita gente não acreditou quando eu voltei, falaram que eu ia trazer dor de cabeça. Assim que cheguei ele conversou comigo e disse que confiava em mim, assim como todo o grupo. Tenho uma gratidão eterna por ele e pelo clube”, declarou.

Deyverson chegou ao seu 29º gol com a camisa do Palmeiras, em 134 partidas disputadas. Contratado em 2017, o jogador ficou emprestado durante um ano e meio (entre janeiro de 2020 até junho de 2021) até retornar ao Verdão.

Deyverson rebate provocações

Além de contar a sua trajetória no clube e agradecer a Abel Ferreira, Deyverson também rebateu algumas análises de parte da mídia tradicional e pediu respeito ao Palmeiras.

“Este gol é de todos, estamos de parabéns pela forma como jogamos contra um adversário muito forte. Era eleito o campeão, todo mundo falava, a imprensa, todos. Aqui é um grupo, uma família. As pessoas que falam muitas coisas [sobre o favoritismo ao Flamengo]. Tem que respeitar o Palmeiras um pouquinho, somos gigantes”, falou.

“Como disseram nos últimos dias, até algumas pessoas no celular falando: “mano, a torcida do Flamengo está maior que a do Palmeiras” [dentro do estádio]. Eu falei: ‘o importante não é quantidade, é a qualidade’”, finalizou.

Após título, Abel se diz grato ao Palmeiras e deixa futuro no clube em aberto

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Flamengo, durante partida final da Libertadores 2021, no Estádio Centenário, em Montevideo.
Cesar Greco

Por conta do calendário brasileiro, Abel afirmou que está “no limite físico e mental”

O Palmeiras venceu o Flamengo na tarde deste sábado por 2 a 1, em Montevidéu, e sagrou-se tricampeão da Copa Libertadores. Após toda a festa do título, o técnico Abel Ferreira, que chegou à sua segunda conquista da competição em pouco mais de um ano de Verdão, concedeu entrevista coletiva e agradeceu a todos do clube.

“Gostaria de agradecer a todos os profissionais que trabalham comigo. Os meus auxiliares que estão comigo há muito tempo. O Andrey [Lopes], o Rogério [Godoy] e o Thales [Damasceno] (funcionários do Palmeiras), que são fantásticos. Além do Cícero Souza e o Anderson Barros, que é um dos diretores esportivos mais incríveis com quem já trabalhei. Ele me ouviu falar sobre contratações, mas ele sabia que não dava para trazer mais. É uma honra trabalhar com o homem e o profissional que ele é”, iniciou.

“Fizemos histórias, batemos recordes, e continuaremos a fazer. Sei que isso nem sempre é o suficiente aos torcedores, mas podem ter certeza que nós fazemos o melhor do CT para dentro”, acrescentou.

Apesar de mostrar gratidão ao Palmeiras, o treinador afirmou que pensará sobre o seu futuro no Brasil, principalmente pelas dificuldades impostas pelo calendário.

“Sou grato ao futebol brasileiro e, principalmente, ao Palmeiras. Que me fez juntar a grandes homens e a conquistar títulos. Cheguei ao clube sem nenhum título. Há muita margem para melhorar o futebol brasileiro e eu sempre faço críticas construtivas. O calendário aqui é insano e eu tenho que fazer uma reflexão muito grande. Não consigo jogar no ritmo que é aqui, não fico na minha máxima capacidade física e mental. O clube já demonstrou a vontade de me ter como técnico no próximo ano e sou muito grato. Vou parar, refletir, e escolher o que for melhor para o Palmeiras”, discursou.

“Estou no meu limite mental e ninguém quer saber. Tenho de tratar da minha saúde física e mental”, completou.

Abel fala sobre o jogo contra o Flamengo

Sobre a vitória, Abel revelou qual foi a conversa com os jogadores para fazer as mudanças na equipe, que foi trazer Gustavo Scarpa para a ala-esquerda e colocar Piquerez de terceiro zagueiro.

“Coloquei todos dentro de uma sala e falei que ia fazer isso. Mas disse a eles também que só iria fazer se todos aceitassem, se tivessem dispostos a cumprirem suas missões. Um dos capitães falou: ‘se é para ganhar, cada um vai fazer o que for preciso’. Isso foi fundamental para conquistarmos o título. Esta foi a forma que encontrei de derrotar um rival muito qualificado, que tem um dos melhores treinadores brasileiros. O futebol ainda é um jogo, precisamos de qualidade, competência e um pouco de sorte”, contou.

Elenco do Palmeiras na foto oficial antes do jogo contra o Flamengo, durante partida final da Libertadores 2021, no Estádio Centenário, em Montevideo.
Cesar Greco

“Quando os jogadores estão com a mente aberta para aquilo que tem de fazer, é possível mudar o jogo sem alterar as características da nossa equipe. Assumir que Atlético-MG e Flamengo têm elencos mais qualificados que o nosso não é problema nenhum. Isso é um desafio para nós. Entretanto, somos melhores taticamente, fisicamente e mentalmente. Ganhamos em 3 aspectos e perdemos em 1. É assim que vejo o futebol: conhecer os pontos fortes do adversário e bloqueá-los, além de potenciar os nossos. Foi isso que fizemos”, prosseguiu.

Já sobre a opção na lateral-direita, o comandante revelou que suas dúvidas foram sanadas no duelo contra o Fluminense, no último dia 14.

“Contra o Fluminense, dei a oportunidade de tanto o Mayke quanto o Menino de se mostrarem. E ao final daquele jogo todas as minhas dúvidas estavam claras”, disse.

Confira outros trechos da coletiva de Abel Ferreira

“O Deyverson é um sapinho que nós beijamos e transformamos em príncipe”.

  • Livro sobre sua trajetória no Palmeiras

“Estou há um ano escrevendo um livro, ao lado da minha equipe técnica. Para explicar tudo que fizemos durante um ano. E esse livro vai sair em janeiro. Vocês terão todas as histórias, todo o nosso trabalho e projeto. Isso é uma forma de eu agradecer o futebol brasileiro. Ele está feito e será publicado”.

  • Aprendizado no futebol brasileiro

“Jogador brasileiro é bom de bola, faltam apenas os outros 50%. Aprendi que para ter o grupo na mão é preciso ser verdadeiro com todos. Hoje tive que deixar o Willian de fora. Aprendi que só sendo ‘Todos Somos Um’ que é possível ganhar títulos. Ensinei algumas coisas, não muitas. Aprendi muito mais. Não tenho família em casa, tenho muito tempo para me dedicar ao futebol. Não sou de se agarrar aos problemas. Encontro soluções. Faço o que gosto com paixão, alegria e um orgulho tremendo. E muitas vezes cansado”.

“Um dos nossos segredos é saber nossas limitações e potenciar os nossos pontos fortes. Sabemos que coletivamente somos um time forte. Entendo que tecnicamente o Luan é mais jogador, mas como defensor o Gómez tem mais pegada. Falei com eles sobre trocarem de lugar no campo e aceitaram”.

Abel explica escolhas e enfatiza: “Temos um plano e vamos segui-lo até o fim”

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o SPFC, durante partida válida pela trigésima terceira rodada do Brasileirão 2021, no Allianz Parque.
Cesar Greco

Abel falou também o motivo que o fez sair de campo antes do jogo encerrar

O Palmeiras recebeu o SPFC no Allianz Parque na noite desta quarta-feira, pela 33ª rodada do Brasileirão, e saiu derrotado do duelo por 2 a 0. Para o clássico, o técnico Abel Ferreira optou por escalar uma equipe totalmente alternativa, com apenas Weverton e Marcos Rocha, titulares da posição, entre os onze iniciais.

Após o final do duelo, em entrevista coletiva, o treinador falou sobre as escolhas feitas para o Choque-Rei.

“Não faço milagres, temos um calendário com jogos seguidos. Vocês queriam que eu escalasse o melhor do elenco contra o SPFC? Estão malucos. Sou pago para tomar decisões e isso é algo que faço, assumo as responsabilidades das minhas decisões. Sei o que nos trouxe até aqui e o elenco que tenho”, declarou.

Abel prosseguiu afirmando que ele e todo o elenco estão cumprindo um plano: “Uma coisa que vocês podem ter certeza é que temos um plano e vamos segui-lo até o fim, não importa o que aconteça. Peço que os torcedores acreditem no que estamos fazendo. Há um ano ninguém tinha esperança nenhuma nesta equipe e ganhamos dois títulos [Libertadores e Copa do Brasil]. Temos um plano”.

Sobre o jogo, Abel resumiu o desempenho do Palmeiras em poucas palavras: “Cometemos erros e oferecemos chances ao nosso adversário. Parabéns a eles, ganharam bem”.

Abel explica por qual razão saiu de campo antes do jogo acabar

Aos 47 minutos do segundo tempo, com sete minutos de jogo ainda restando, o comandante deixou o gramado, dirigindo-se ao vestiário. Ao ser perguntado sobre a atitude, Abel afirmou que saiu mais cedo por conta da arbitragem de Marcelo de Lima Henrique.

“Estou pendurado [com dois cartões amarelos]. Se eu disse muito bem da arbitragem do último jogo, hoje saí para não levar amarelo. Para marcar um lateral foi preciso de cinco minutos porque o Volpi estava caído. Saí para não ser expulso e estar com os meus jogadores no próximo jogo. Não gostei nada da arbitragem. Foi em detalhes, naquelas faltinhas, sempre para o mesmo lado”, explicou.

Com Abel à beira do gramado, o Palmeiras volta a campo no próximo sábado para enfrentar o Fortaleza, no estádio Castelão, às 19h30.

Abel Ferreira aponta erros incomuns do Palmeiras após derrota para Fluminense

Abel Ferreira em jogo do Palmeiras contra o Fluminense, durante partida válida pela trigésima segunda rodada do Brasileirão 2021, no Maracanã.
Cesar Greco

Questionado sobre a lateral-direita, Abel despistou e afirmou que já fez a escolha do substituto de Marcos Rocha

O Palmeiras visitou o Fluminense na noite deste domingo e perdeu a partida por 2 a 1, de virada. Após sair na frente com um golaço de Dudu, no primeiro tempo, a equipe levou dois gols de Yago Felipe na etapa final e viu a sequência de seis vitórias consecutivas acabar.

Ao final da partida, em entrevista coletiva, o técnico Abel Ferreira fez uma análise do jogo palmeirense e lamentou a queda da equipe no segundo tempo.

“Fomos superiores no primeiro tempo, mostramos caráter, personalidade e poderíamos ter ido para o intervalo ganhando por mais. Faltou um pouco mais de calma no último terço. No segundo tempo houve outro jogo. O adversário foi melhor, mostrou estar melhor fisicamente e apresentamos erros táticos e técnicos que não são normais. Não fomos fortes no meio-campo. Tivemos muitas transições, ainda não analisamos porque pecamos nessas jogadas, se foi falta de calma ou foi a situação do gramado”, discursou.

“Enquanto tivemos pernas e cabeça, mantivemos o foco, fomos organizados. Quando o jogo passou dos 70 minutos, ficou muito notório [a dificuldade física e a queda da parte mental]. O calendário tem sido uma loucura. Os jogadores e nem o treinador são de ferro. Cometemos erros de passe, posicionamento, que não são normais na nossa equipe. O adversário esteve melhor na parte física e eles tiveram um dia a mais para descansar, mas é mérito deles que fizeram um bom segundo tempo”, acrescentou.

O treinador revelou também que havia escolhido um jogador específico para marcar de perto o meio-campista Yago Felipe.

“Houve um jogador que entrou com uma missão específica, que era com bola jogar entre as linhas e atacar a profundidade e sem bola marcar, parar, não deixar o Yago jogar. Estamos aqui para crescer, aprender. Temos jogadores jovens e experientes, e quando temos jovens que pensam muito em jogar com bola, pra frente, há uma coisa que é a disciplina tática. Errei também. Confesso que pensei muito se colocaria o Veron ou o Patrick [de Paula], optei pelo Veron e infelizmente as coisas não aconteceram do jeito que queríamos”, revelou.

Abel despista sobre escolha por Mayke ou Gabriel Menino

Além do jogo, o comandante foi questionado também sobre Mayke e Gabriel Menino, que são opções para a final da Libertadores contra o Flamengo, já que Marcos Rocha está suspenso. Para o duelo contra o Fluminense, Abel começou o duelo com Mayke e colocou Menino no intervalo.

“Estou fazendo minhas experiências, colocando um jogador ou outro, mas na minha cabeça está muito claro o que tem de fazer. Dia 27 todos irão descobrir”, declarou.

O Palmeiras tentará a reabilitação na próxima quarta-feira, quando enfrentará o SPFC, no Allianz Parque, às 20h30.