Vasco ou Bahia será o adversário do Palmeiras nas quartas da Copa do Brasil

Zé Roberto ergue o troféu da Copa do Brasil
Marcos Bezerra/Futura Press

A CBF realizou agora há pouco em sua sede o sorteio do chaveamento final da Copa do Brasil. As bolinhas decidiram que o próximo adversário do Palmeiras será o vencedor do confronto entre Vasco e Bahia. O Bahia venceu o jogo de ida por 3 a 0 em Salvador; o jogo de volta acontecerá um dia após a final da Copa do Mundo.

Caso avance, o Verdão enfrentará o vencedor de Santos e Cruzeiro ou Atlético-PR. SCCP, Chapecoense, Grêmio e Flamengo ficaram do outro lado da chave e só poderão enfrentar o Verdão numa eventual final.

Confrontos

SCCP x Chapecoense*
Grêmio x Flamengo*

[Vasco ou Bahia] x Palmeiras*
[Cruzeiro ou Atlético-PR]* x Santos
Os times com asterisco (*) mandam a segunda partida em casa.

Confrontos das oitavas da Copa do Brasil estão definidos; Palmeiras enfrenta o América

Zé Roberto levanta o troféu da Copa do Brasil 2015A CBF definiu na manhã desta sexta-feira através de sorteio realizado na sede da entidade os confrontos de oitavas-de-final da Copa do Brasil.

Em busca de seu quarto título na competição, Palmeiras vai enfrentar o América em duas partidas.

O primeiro jogo deve ser realizado na semana do dia 9 de maio, no estádio Independência; a volta será na semana do dia 23 de maio, no Allianz Parque.

>>> Confira toda a sequência de jogos que o Verdão tem pela frente.

É importante ratificar que o regulamento da Copa do Brasil deste ano aboliu a regra do gol qualificado, o que dá ao clube mandante do segundo jogo uma grande vantagem.

Os confrontos da fase seguinte serão conhecidos em novo sorteio, após a definição dos oito clubes finalistas – só então teremos a chave definitiva, com todos os confrontos projetados até a final.

>>> Confira aqui o histórico de confrontos do Verdão contra o América

Veja abaixo todos os confrontos das oitavas-de-finais. Os clubes à esquerda decidem as vagas jogando em casa.

 × América MG - Escudo

Cruzeiro × Atlético PR - Brasão

 × 

 × Santos - Brasão

 × Vitória - Brasão

Flamengo × Ponte Preta - Brasão

Vasco × Bahia

 × Atlético-MG

A obsessão pela Libertadores e a dificuldade em virar a chavinha

A apatia e a – como diagnosticou Cuca em coletiva – “falta de agressividade” verificada no time do Palmeiras na partida do último sábado é uma das poucas coisas que mesmo a porção menos emocional da torcida consegue tolerar – e isso se agrava quando se trata de um clássico. E se esse clássico é no Morumbi, aí realmente não há a menor chance de encarar de forma natural.

Dudu vs SPFC
César Greco / Ag.Palmeiras

Uma das possibilidades para se tentar entender a postura inaceitável do time em campo seria a dificuldade em virar a chavinha para o Brasileirão em meio a tantas disputas de mata-mata. O Palmeiras tem, entremeadas às 35 rodadas que ainda faltam até o fim do Nacional, potenciais 15 jogos de mata-mata – oito pela Libertadores, cujo sorteio para definir a chave acontece no dia 14 de junho, e mais sete pela Copa do Brasil – a próxima partida já acontece na próxima quarta-feira, quando o Verdão vai tentar alcançar no Beira-Rio as quartas-de-finais depois da vantagem construída na partida de ida.

Diante do afunilamento das competições, é natural que haja alguma dificuldade em acertar o foco num torneio de 38 jogos que está apenas na terceira rodada. E esse privilégio não é nosso: uma rápida corrida de olhos na classificação revela que quatro dos seis times que seguem na Libertadores estão na metade de baixo da tabela – e não estão apenas mal colocados, mas também jogando mal. O Grêmio, que ontem teve a chance de emplacar 100% de aproveitamento no Brasileirão, jogou com um time alternativo e tomou quatro gols do Sport; o Botafogo venceu o Bahia em casa e o principal jogador do time foi seu goleiro.

(Aqui, cabem parênteses: o desempenho do goleiro é um diferencial negativo na campanha do Palmeiras até agora – Fernando Prass falhou feio nos dois gols do adversário no último sábado e foi duramente criticado. Ninguém que veste a camisa do Palmeiras está imune a críticas; o que varia é o tom. Fernando Prass jamais teve um comportamento que merecesse qualquer repreensão, tem uma pilha de créditos acumulada e é, tecnicamente, um dos melhores do país. Não há nada que deva abalar nossa confiança em nosso goleiro. Ele mesmo criticou sua atuação e isso basta; ler palmeirenses o xingando e o desrespeitando é algo que torna a digestão de uma derrota com a de sábado mais difícil ainda.)

Vem de cima?

Não é apenas a falta de foco dos atletas. O próprio Cuca vem dando pistas de que o Brasileiro está um tanto à parte do foco principal. A escalação do time no sábado, sem Edu Dracena, Zé Roberto, Roger Guedes e Borja, intriga. Pode ter sido por opção técnica ou tática. Ou porque a fisiologia deu o alerta e eles estavam no limite para estourar e precisavam de descanso. Ou por mera precaução, um rodízio estruturado para administrar o esforço do grupo durante toda a temporada.

No caso da última hipótese ser a verdadeira, estamos diante de um equívoco monumental. Mesmo que estrategicamente o clube tenha avaliado que não tem condições de vencer as três competições e tenha decidido priorizar as menos longas e exigentes do ponto de vista físico – algo que por si só já seria questionável – um clássico no Jardim Leonor jamais poderia ser tratado como um jogo qualquer. Lá, tem que ser força máxima, sempre.

Vencer clássicos é o que faz a torcida abraçar um time durante uma campanha. Na mão inversa, perdê-los é o que traz para o ambiente uma tensão que nenhum atleta quer ter que enfrentar – e tudo se potencializa quando as derrotas vêm de forma estúpida, como nos clássicos em Itaquera e o do último sábado.

Aprendendo a virar a chavinha

Virar a chavinha toda hora não deve ser fácil, mas é um desafio que o atual grupo do Palmeiras precisa aprender a vencer. Mesmo que o Brasileiro tenha sido definido como objetivo secundário, a atitude em campo jamais pode ser apática como a que vimos no último sábado, nem que fosse um jogo comum.

O Brasileirão pode ser a competição mais longa e desgastante, mas também é a que o Palmeiras, diante da força de seu elenco, tem a maior chance de conquistar. Os mata-matas são empolgantes e há quem tenha obsessão pela Libertadores; de fato é a que confere ao vencedor a maior glória. Mas colocar todos os ovos em competições eliminatórias, onde um detalhe não define zero, um ou três pontos, mas sim a vida ou a morte na competição, sobretudo quando isso implica em perder clássicos de forma vergonhosa, é um risco que o Palmeiras não pode correr.

Podcast: Periscazzo (21/04/2017)

Mais um Periscazzo foi ao ar. Neste feriadão de Tiradentes, falamos do sorteio da Copa do Brasil e da expectativa pela decisão contra a Ponte Preta.

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Sorteio na CBF define o Internacional como adversário do Palmeiras na Copa do Brasil

Copa do BrasilA CBF definiu ontem através de sorteios os confrontos e a ordens dos jogos que comporão a fase de oitavas de finais da Copa do Brasil. O adversário do Palmeiras será o Internacional, mais um que eliminou o SCCP no Itaquerão. A primeira partida acontecerá no Allianz Parque, no dia 17 de maio, e o jogo da volta será no Beira-Rio, no dia 31 – ambos às 21h45.

Além de nosso maior rival, outro clube da capital paulista que ficou de fora foi o SPFC, que também está prestes a ser eliminado do Paulistão. O aspirante a técnico não consegue estabelecer o equilíbrio entre ataque e defesa e suas pretensões no ano se resumem ao mata-mata da Sul-Americana, já que no Brasileirão tem que se preocupar muito mais em não cair do que em aspirar a algo no topo da tabela.

Além do Palmeiras, ainda representa o estado de São Paulo na Copa do Brasil o Santos, que deu sorte com as bolinhas e enfrentará o time mais fraco da chave, o Paysandu – pré-classificado por ter sido o campeão da “Copa Verde”.

Os outros confrontos são Santa Cruz x Atlético-PR, Flamengo x Atlético-GO, Botafogo x Sport, Cruzeiro x Chapecoense e Paraná x Atlético-MG, além de mais um clássico nacional, Grêmio x Fluminense.

Histórico

O Inter é um dos raros clubes que pode se orgulhar de, numa série significativa de partidas, ter vantagem contra o Palmeiras. Em 86 jogos, são 36 vitórias coloradas, 22 empates e 27 vitórias palmeirenses. Essa diferença foi construída no estádio Beira-Rio, notoriamente maldito em nossa História. Como visitante, o Inter tem um desempenho modesto, ordinário, contra o Verdão.

Na Copa do Brasil, houve dois cruzamentos entre os times: em 1992, nas semifinais, o Inter nos eliminou com duas vitórias que o conduziu para o confronto final quando conquistou o título, roubado, em cima do Fluminense. O Palmeiras deu o troco em 2015, na trajetória também vitoriosa que foi marcada pelo sensacional gol de cabeça de Andrei Girotto.

Apesar da vantagem colorada no confronto geral, a diferença vem diminuindo: nos últimos três jogos, o Verdão venceu todos. Confira todos os detalhes do confronto entre os clubes usando o Almanaque do Verdazzo

Tabela

Com a divulgação do adversário, da ordem dos jogos e dos horários, a tabela com os jogos do Palmeiras foi ampliada. Haverá um trecho do mês de maio que num espaço de sete dias o Palmeiras vai jogar por três competições distintas; caso o Verdão passe pela Ponte Preta amanhã, teremos jogos por quatro competições diferentes em 14 dias – haja chavinha pra virar.

Confira aqui como ficou o calendário, o qual, esperamos, ainda vai ganhar mais duas partidas.