Torcida, jogadores e técnico: o que fazer para passar pela Ponte no sábado

Zé Roberto, Dudu e Borja comemoram gol do PalmeirasO Verdão precisa colocar quatro gols de diferença contra a Ponte Preta no jogo do próximo sábado no Allianz Parque. O elenco voltou às atividades ontem, após dois dias de folga e todos os treinos até a véspera do jogo serão fechados para a imprensa. É de se esperar que Eduardo Baptista tenha usado o recesso para muito estudo e profundas reflexões, para ensaiá-las entre a quarta e a sexta-feira.

Nos próximos parágrafos, o Verdazzo dá sua versão do que seria necessário fazer para que o próximo sábado se transforme em mais uma data inesquecível para a torcida palmeirense.

Cobertura na esquerda

É pouquíssimo provável que Gilson Kleina seja ousado e criativo a ponto de orientar seu time a esconder a bola do Palmeiras. Essa postura, além de surpreendente, quebraria o ritmo de jogo do Palmeiras e diminuiria a confiança de nosso time. Mas o velho Seo Gilso vai apostar mesmo é na retranca, na catimba e nos contra-ataques. Barbada.

Assim, com Pottker e/ou Lucca posicionados para a correria, Kleina espera marcar o gol que obrigaria o Verdão a vazar Aranha cinco vezes. Para isso, depois das fragilidades detectadas nos três jogos deste mata-mata, é recomendável que Vitor Hugo entre no lugar de Edu Dracena para fazer a cobertura das descidas de Zé Roberto. Além de estar mais afeito ao lado esquerdo, o camisa 4 tem mais velocidade e vigor físico no choque que o veterano. Edu Dracena segue sendo um atleta importantíssimo, sobretudo para as partidas fora de casa e não deve perder prestígio por isso.

Triangulações

O Palmeiras precisa tocar a bola com rapidez para envolver a defesa da Ponte. Para isso, será necessário muita intensidade, mas com sabedoria. O time precisa dosar as energias porque é bem provável que a parte final do jogo seja a que mais vai exigir do preparo físico. Achar o equilíbrio entre a correria desmedida e a apatia será um dos grandes desafios.

As triangulações são o melhor caminho para isso. No 4-1-4-1, os dois flancos podem contar com um lateral e dois meias para envolverem em toques de bola rápidos a defesa adversária. O meia que joga por dentro é quem coordena a jogada e decide pela inversão, por acionar o flanco ou se faz a jogada de pivô ou mesmo o facão com o Borja ou com outras opções que estiverem disponíveis do lado oposto.

Jogadas ensaiadas e chutes de fora

Na teoria tudo parece perfeito, mas na hora que a bola rola, as dificuldades serão imensas. As coisas podem funcionar, mas o goleiro pode estar inspirado, a trave pode aparecer, o juiz pode atrapalhar, ou as coisas podem simplesmente não funcionar. É neste momento que os chutes de fora da área e as jogadas ensaiadas surgem como armas alternativas.

É de se esperar que Eduardo use esses três dias de treino para implementar novas jogadas para aproveitar as faltas, escanteios e laterais. Isto é mais um aspecto que evidencia a necessidade da entrada de Vitor Hugo, que tem um histórico pródigo em gols, ao contrário de Edu Dracena, que ainda busca seu primeiro.

Dudu tem se mostrado bastante deficiente nos cruzamentos nos últimos jogos, Algumas horas de prática nos treinamentos lhe fariam muito bem.

Jean, a despeito de sua tétrica partida em Campinas, deve ser mantido: cruza melhor que Fabiano e tem comprovada qualidade nas bolas paradas, além de um bom chute de fora e de vastíssima experiência em decisões.

Por fim, Michel Bastos e Guerra aparecem como os mais indicados para jogarem por dentro – são os jogadores que mostram o melhor e mais ligeiro toque de bola, além de também também serem fortes no chute de média distância. Pela esquerda, Michel ainda pode trocar de posição algumas vezes com Dudu para confundir a marcação.

Escalação

Diante de tudo o que foi exposto, seria muito indicado que Eduardo Baptista sacrificasse Tchê Tchê, abrindo mão da ocupação de espaço e exigindo mais fisicamente do resto do time – na defesa e no ataque – em favor das trocas rápidas de passe. Assim, a escalação seria Fernando Prass; Jean, Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Felipe Melo; Roger Guedes, Guerra, Michel Bastos e Dudu; Borja.

Willian Bigode voltaria a ser opção para o segundo tempo, para eventualmente jogar como segundo centroavante, descansado, na parte final do jogo  – funcionou muito bem contra o Santos e contra o Jorge Wilstermann.

Ritmo da partida

Marcar no mínimo um gol no primeiro tempo será fundamental. Com um a zero no placar, o time voltará do intervalo com a adrenalina no tampo; ao contrário, a Ponte Preta retornará ao gramado pintada de amarelo.

Caso esse gol não saia, o time terá que controlar a ansiedade e manter em mente que não existe jogada de três gols – é preciso marcar um por vez, por mais óbvio que pareça.

Abrir o placar no primeiro tempo será bom, fazer dois será ótimo. Mas de nada adiantará todo esse esforço se a Ponte encaixar um contra-ataque e marcar o seu.

Além de tentar encaixar um contragolpe mortal, a Ponte vai catimbar desde o primeiro minuto. Vai picotar o jogo, vai fazer bolinho; os jogadores vão cair no chão e rolar a qualquer esbarrão.

A concentração para não permitir os contragolpes e para se manter focado no jogo e não cair na catimba deve ser máxima, o tempo todo.

Estádio

Mais do que nunca o Allianz Parque deve se tornar um caldeirão. O espírito deve ser de apoio incondicional, do início ao fim. Não é jogo para cornetar ninguém, em hipótese alguma – se estiver com esse espírito, por favor, passe seu ingresso adiante e fique em casa.

O Hino deve ser entoado a plenos pulmões, em nossa versão, nas duas partes. O ritmo da partida, determinado pelos gols, será fundamental – se demorar muito para sair o primeiro ou o segundo, a torcida deve empurrar mais ainda.

A cada disputa de bola, a cada sopro de apito, a cada contato entre os jogadores, a cada tentativa de cera, deve haver um urro seminal vindo das arquibancadas. Tanto a arbitragem quanto os adversários, mesmo os mais experientes, devem se sentir absolutamente intimidados. Criar este ambiente é essencial para que a conquista seja alcançada – e a tornará muito mais saborosa.

Até o apito final

Perdemos o jogo de ida por três a zero, algo que nos causou muita decepção, raiva e desconfiança. Mas nada como um dia após o outro para nos recompormos. A torcida já comprou mais de 33 mil ingressos e o espírito necessário para compor a atmosfera de mata-mata já está sendo erigido nas redes sociais, nas escolas, nos escritórios e nas ruas.

Estamos diante de um desafio espetacular e podemos transformar uma derrota dolorida numa classificação histórica, algo de que nos lembraremos por anos a fio e trará lágrimas a nossos olhos pela alegria de ser Palmeiras. A oportunidade está bem à nossa frente. E conseguiremos aproveitá-la se fizermos TUDO o que está a nosso alcance, até o apito final. VAMOS PALMEIRAS!!!


O Verdazzo é patrocinado pela torcida do Palmeiras.
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