O SCCP não é nenhum fantasma; nunca foi e jamais será

SCCP 1x0 Palmeiras
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Torcer fervorosamente pelo Palmeiras é sempre um aprendizado. Quando você espera que as coisas caminhem de uma forma, elas tomam um rumo completamente oposto.

Admito que estava totalmente desmotivado para o clássico de ontem. Não pelo desempenho de nosso time, que vinha sendo muito bom – vínhamos de três vitórias fora de casa com jogos realmente difíceis – mas sim pela forma com que o SCCP nos tratou nos últimos confrontos, encomendando as arbitragens e transformando a disputa esportiva em algo desleal.

Diante disso, a partida de ontem parecia ser apenas mais uma. Tinha perdido a mística do Derby, daquele clássico que esperamos durante toda a semana contando as horas. E diante dessa expectativa, imaginava que, em caso de derrota, ela não teria os efeitos apocalípticos que derrotas em Derby costumam ter – sobretudo se mais uma vez fosse por atuação da arbitragem, como de costume.

Ocorre que nada disso aconteceu. Perdemos o clássico e Anderson Daronco não teve nenhuma influência no resultado. O Palmeiras até jogava melhor, mas ao tomar o gol, se desmanchou mentalmente e virou um time impotente, sem reação, incapaz de agredir o adversário. E as consequências foram avassaladoras. O trabalho deste grupo e da comissão técnica está sendo duramente atacado por parte da torcida e de conselheiros, exatamente pelos resultados específicos contra o SCCP, olhando os números puros e esquecendo como eles foram construídos.

Sequência muito incômoda

SCCP 1x0 Palmeiras
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

A derrota de ontem se juntou a outras cinco, desde o ano passado. O número incomoda demais, a frase “seis derrotas em sete jogos” martela em nossa cabeça neste momento. Sobretudo porque três delas foram num espaço de menos de três meses, e nossa única vitória, fora de casa, válida pela primeira final do Paulista, acabou sem efeito nenhum, já que o título foi parar nas mãos deles.

Essa situação acaba por criar uma mística que não é verdadeira: a de que o Palmeiras “não sabe jogar contra o SCCP”. Cheguei até a pensar numa suposta superioridade tática causada por um encaixe específico, afinal, o SCCP vem sofrendo bastante em jogos contra times bem menos qualificados que o Palmeiras. Ocorre que eles também sofrem contra nós, mas por alguma razão, são precisos nas finalizações e matam jogos, coisa que nós, mesmo sendo superiores, não conseguimos fazer. São apenas detalhes, coisas do futebol. Vamos relembrar jogo a jogo:

  • SCCP 1×0 Palmeiras, 22/02/2017, Itaquerão, Turno do Paulistão
    Vínhamos de seis jogos sem derrotas em Derbies. Jogamos melhor, amassamos o adversário, mas não conseguimos fazer o gol. Aos 42 minutos do segundo tempo, Jô, que nem era titular, aproveitou um erro de Guerra e fez o gol solitário.
    QUEM JOGOU MELHOR: PALMEIRAS
  • Palmeiras 0x2 SCCP, 12/07/2017, Allianz Parque, Turno do Brasileirão
    O jogo tinha ares decisivos, já que 13 pontos separavam os times após um início de campeonato ruim do Palmeiras e a vitória era obrigatória. Depois de um começo muito bom, o Palmeiras tomou um gol num pênalti bobo feito por Bruno Henrique; seguiu pressionando mas não conseguiu chegar ao empate; no segundo tempo, com experiência, o adversário cozinhou o jogo e achou o segundo gol num contra-ataque bem encaixado.
    QUEM JOGOU MELHOR: PALMEIRAS
  • SCCP 3×2 Palmeiras, 05/11/2017, Itaquerão, Returno do Brasileirão
    Depois de uma incrível reação, o Palmeiras chegava ao Derby embalado e podendo ameaçar de fato a liderança do SCCP no campeonato. E mais uma vez o time se portou bem, jogando melhor, mas foi punido com um gol irregular de Romero, impedido. Dois minutos depois, tomou o segundo num lance de bola parada. O time ainda tirou forças sabe-se lá de onde para reagir, e Mina descontou. Sentindo o perigo, a arbitragem de Anderso Daronco inventou um pênalti de Edu Dracena em Jô – 3 a 1. O Verdão ainda descontou no segundo tempo, mas não evitou a derrota, diante de todo tipo de antijogo e catimba que um time pode praticar.
    QUEM JOGOU MELHOR: PALMEIRAS
  • SCCP 2×0 Palmeiras, 24/02/2018, Itaquerão, Turno do Paulistão
    O jogo estava equilibrado e o placar foi aberto numa jogada isolada, com todos os méritos, de Rodriguinho, no fim do primeiro tempo. No segundo tempo, o Palmeiras pressionava, jogava melhor, aí o time da casa recorreu à cera e ao antijogo e o serviço foi completado pela arbitragem de Raphael Claus, que inventou um pênalti de Jailson em Renê Júnior e ainda expulsou nosso goleiro.
    QUEM JOGOU MELHOR: EQUILÍBRIO
  • SCCP 0x1 Palmeiras, 31/03/2018, Itaquerão, Primeira final do Paulistão
    Borja abriu o placar logo no começo do jogo e finalmente o Palmeiras, ao sair na frente, teve tranquilidade para jogar o jogo. Os nervos do adversário foram para o espaço e o Verdão teve a chance de aumentar a vantagem e praticamente matar o confronto – num deles, o bandeirinha impediu que Willian e Borja partissem livres em direção ao gol de Cássio marcando impedimento inexistente.
    QUEM JOGOU MELHOR: PALMEIRAS
  • Palmeiras 0(3)x(4)1 SCCP, 08/04/2018, Allianz Parque, Segunda final do Paulistão
    Desta vez quem teve a felicidade de marcar um gol no começo foi o SCCP, numa infelicidade de Victor Luis. O Palmeiras não conseguiu imprimir um melhor ritmo, teve problemas com os nervos, mas mesmo assim chegou a um pênalti aos 26 minutos do segundo tempo, revogado pela arbitragem após interferência externa – o que matou nosso time mentalmente e nos levou a perder a disputa de pênaltis.
    QUEM JOGOU MELHOR: EQUILÍBRIO
  • SCCP 1×0 Palmeiras, 13/05/2018, Itaquerão, Turno do Brasileirão
    O Palmeiras jogava melhor até sofrer o gol de Rodriguinho aos 38 minutos de jogo, numa jogada isolada. Daí para a frente, nosso time se perdeu em campo, claramente abalado mentalmente, e foi presa fácil, escapando de perder por um placar maior.
    QUEM JOGOU MELHOR: SCCP

Não existe fantasma

SCCP 1x0 Palmeiras
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Cai o primeiro mito: o de que “o Palmeiras não sabe jogar contra o SCCP”. Nas sete partidas, o Palmeiras foi melhor em quatro. Mesmo na única em que o SCCP foi claramente melhor, isso se deveu a uma pane mental do time, e não ao um suposto encaixe tático mirabolante imposto por Fábio Carille.

Nossa única vitória aconteceu porque conseguimos sair na frente. Eles conseguiram o mesmo, nas outras seis vezes. Não conseguimos reagir, ou por falta de tempo, ou por interferência da arbitragem, ou por incapacidade mental nossa.

E por que eles saíram na frente seis vezes? Uma por sorte (Victor Luis), duas por erros individuais nossos (Guerra, Bruno Henrique), duas por mérito deles (Pedrinho, Rodriguinho) e uma por erro da arbitragem (Romero). Nenhuma vez diante de uma clara superioridade.

Temos que entender essa sequência tem apenas um padrão: quem saiu na frente, ganhou; de resto, o nervosismo falou mais alto e/ou a arbitragem desequilibrou. O Palmeiras precisa aprender a jogar atrás no placar e a reverter situações adversas. É um trabalho muito mais mental do que técnico ou tático.

O Palmeiras fez jogos excelentes fora de casa este ano, contra adversários difíceis, em ambientes hostis, e em todas saiu na frente, fazendo valer seu plano de jogo e sua superioridade técnica. Segurou a vitória em quase todas as vezes. Ontem, saiu atrás, num jogo cercado de rivalidade e com um histórico recente tumultuado. Pesou na cabeça de nossos atletas, que mostraram uma fraqueza que precisa ser trabalhada e estão longe de serem do tipo que jogam “sem vontade” ou de serem “frouxos”.

Em jogos sem interferência de juiz, o problema está na cabeça de nossos jogadores, não é o SCCP. Precisamos aprender a sair de catimbas e continuar impondo nosso plano de jogo, independentemente do placar. Afinal, quando eles saíram atrás, mesmo em casa, também perderam os nervos. Eles não são nenhum fantasma; jamais foram e jamais serão. Se nossos atletas melhorarem a parte mental, mesmo saindo atrás novamente no próximo jogo, teremos toda a condição de virar e chegar à vitória. VAMOS PALMEIRAS!


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Palmeiras não abre mão de que lugar de (juiz) ladrão seja na cadeia

Maurício GaliotteSegundo reportagem publicada hoje pela Folha de S.Paulo, o Palmeiras abrirá inquérito policial contra funcionários da FPF e árbitros que teriam mentido em depoimento no TJD-SP, em audiência referente à denúncia de interferência externa na final do Campeonato Paulista deste ano.

O clube decidiu tomar esta iniciativa diante das contradições nos depoimentos de algumas testemunhas do processo, apuradas em dossiê elaborado pela empresa de investigação Kroll e pelo parecer do IBP – Instituto Brasileiro de Peritos. A pena para falso testemunho vai de 2 a 4 anos de prisão, mais multa.

Coberto de razões

O Palmeiras está indo às últimas consequências neste caso, e está coberto de razões, em todos os sentidos.

Na esfera esportiva, o TJD já se mostrou totalmente comprometido com a FPF e não mostrou nenhum interesse em apurar a verdade, mas sim em abafar a história. Se depender do esforço do tribunal do delegado Olim, fica tudo como está.

Thiago Duarte Peixoto
Thiago Duarte Peixoto errou contra a ORCRIM e chegou a chorar em desespero: não adiantou; foi pra geladeira

Os árbitros morrem de medo de levantar um dedo e se submetem às orientações da patota, cujo objetivo é defender os interesses da ORCRIM de Itaquera. Se não obedecerem, saem da escala. Vão para a A3. E isso seguirá acontecendo até que o jogo mude.

Para que isso aconteça, é necessário que o pessoal do apito passe a ter outro tipo de temor: o de irem presos.

Manipulações e abafamentos da verdade são corriqueiramente usados para que as operações dos árbitros em campo sejam esquecidas e virem folclore. A falta de elementos concretos sempre ajudou a fazer a fumaça necessária para que a verdade acabasse encoberta.

Ao decidir investir pesado para contratar entidades especializadas para fornecer esses elementos, o Palmeiras, amparado apenas pela lei, vai fechando o cerco em torno do esquema  para fazer a verdade prevalecer.

Mais nada a perder

A briga é grande, mas chegou num ponto em que o Palmeiras não tem mais nada a perder. A maior retaliação que pode vir, já acontece: o roubo descarado e o favorecimento indiscriminado à ORCRIM de Itaquera.

A Receita Federal já obrigou o clube a mudar o contrato com a Crefisa e, do nada, apareceu uma dívida de R$ 120 milhões.

As principais emissoras de TV tratam o Palmeiras praticamente como um clube argentino em seus programas diários de debate.

Faz muito bem o Palmeiras, em semana de Derby, em divulgar que a esfera da briga agora é outra, e que lugar de ladrão é realmente na cadeia.

Se a situação não se resolve nos bastidores do esporte, vamos nos defender de outro jeito. Parabéns à diretoria do Palmeiras pela atitude; vamos seguir acompanhando os desdobramentos com muita atenção.


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Conmebol é pressionada para liberar jogador do Boca suspenso para atuar contra o Palmeiras

Nandez e Fernando Prass
Mariano Álvez/Padre Y Decano

É forte a pressão sobre a Conmebol para que o meia Nahitan Nandez, do Boca Juniors, não precise cumprir toda a pena que lhe foi aplicada devido à briga em que se envolveu no jogo entre Peñarol e Palmeiras, no dia 26 de abril do ano passado, quando ainda defendia o time uruguaio.

Condenado a cumprir cinco jogos de suspensão, Nandez cumpriu dois, e ainda teria mais três partidas de gancho, o que compreenderia todo o primeiro turno da fase de grupos da Libertadores, incluindo a partida no Allianz Parque marcada para o próximo dia 11 de abril.

A imprensa argentina engrossa o coro a favor de Nandez, argumentando que Felipe Melo, que mesmo sendo vítima da situação, pegou seis jogos de suspensão, teve a pena reduzida pela metade após o Palmeiras recorrer em segunda instância. Ocorre que o Peñarol, eliminado da competição, não recorreu e o prazo se esgotou, não cabendo mais recurso.

Nandez vem sendo titular absoluto do meio-campo do Boca e é considerado peça fundamental no esquema do técnico Guillermo Schelotto. Daí vem o esforço dos argentinos, incluindo a imprensa, em pressionar a Conmebol para que revise a aplicação da pena.

No Brasil, silêncio absoluto da imprensa; só a mídia independente palmeirense se manifesta. O Palmeiras, mais uma vez, está sozinho nessa briga.

Derby

Derby - Daronco
Cesar Greco / Ag.Palmeiras

A pressão dos argentinos acontece na mesma semana em que o Palmeiras tem que se preocupar com os bastidores locais, a fim de se prevenir de novos problemas com a arbitragem no Derby do próximo sábado, em Itaquera.

Se dentro de campo Roger Machado e o elenco já estão fazendo um trabalho que se mostra bastante promissor, nos próximos dias teremos uma boa amostra de quanto o Palmeiras está preparado para se defender fora das quatro linhas na temporada de 2018.

Em 2017, deixamos para decidir a temporada na semana do último Derby e fomos claramente prejudicados nos dois jogos decisivos, nos tirando qualquer chance de conquista. Veremos agora o quanto essa lição foi aprendida.


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Vem aí o Derby do Século

Marcos - 2000À luz da História, não é exagero: o Derby que será disputado no próximo domingo, no Entulhão, é o confronto mais importante entre os dois maiores rivais do futebol brasileiro neste século.

O jogo recente mais importante entre Palmeiras e SCCP que se tem registro foi a semifinal da Libertadores de 2000, quando Marcos defendeu o pênalti batido por Belzebu na disputa final e decretou a vitória palmeirense por 5 a 4 – o Verdão forçou a decisão após vencer o jogo, de virada, por 3 a 2, após um 3 a 4 na primeira partida. Foram confrontos épicos; os dois clubes tinham times fortíssimos e dominavam o futebol brasileiro entre 1998 e 2000. Mas nos confrontos diretos, sempre dava Palmeiras.

No século 21

Fernando Prass - 2015Um Derby sempre agita a cidade e o país, mas a partir de 2001 o clássico deixou um tanto a desejar em termos de relevância para os campeonatos por que valiam.

Tivemos alguns confrontos eliminatórios pelo Campeonato Paulista, como em 2015, quando Fernando Prass defendeu pênaltis no Itaquerão. Em 2011, também nos pênaltis, um erro de João Vítor definiu a classificação do rival à final. Em 2003 os times também se encontraram e o Palmeiras, com um elenco de série B, levou a pior. Três semifinais de Paulistão foi o máximo que os rivais proporcionaram em disputas por troféus nos últimos 17 anos.

É claro que houve jogos que, mesmo não tão significativos em termos de campeonato, entraram para a História diante da rivalidade e da forma com que foram disputados. Nos confrontos recentes, o último Derby disputado no Pacaembu foi espetacular – o Palmeiras venceu por 1 a 0, num gol marcado por Dudu, um minuto depois de Fernando Prass defender um pênalti cobrado por Lucca. O Verdão comemora muito uma vitória por 2 a 0 em 2016, no Itaquerão, que representou o início da arrancada para o eneacampeonato, enquanto o rival ainda celebra a vitória marcante no Allianz Parque, no último encontro entre os dois clubes.

Os 3 a 0 de 2009, com três gols de Obina no Prudentão, vão demorar para sair da memória dos palmeirenses. O rival, por sua vez, comemora um Derby disputado naquele mesmo ano, no mesmo estádio, com gol de Ronaldo, em que o alambrado não resistiu a seu peso – o jogo terminou empatado.

Obina - 2009Esses jogos no Prudentão iniciaram uma era em que os dois clubes sabiamente decidiram nunca mais disputar um Derby no Morumbi – postura que marcou, coincidentemente, a decadência do SPFC. O último Derby no Jardim Leonor foi disputado em março de 2008, ano que marcou o último título relevante do dono do estádio.

Os últimos Derbies disputados no Morumbi tiveram predominância palmeirense – em 2007, com show de Valdivia e Edmundo, aplicamos um sonoro 3 a 0 e os veríamos cair para a série B ao final do ano. Os 4 a 0 de 2004, com direito a gol contra de Rincón, foi saborosíssimo e marcou a última grande goleada do confronto.

O Derby do Século

Palmeiras e SCCP têm hoje estádios que lhes proporcionam grandes públicos e rendas – é verdade que o estádio deles foi erguido em situações suspeitas, num modelo econômico que não lhes permite desfrutar das grandes rendas e está cercado por investigações de corrupção. Mas isso fica em segundo plano diante do jogo que se aproxima.

Os dois rivais ponteiam o Brasileirão e a evolução de pontos dos dois clubes no campeonato sugere uma partida épica, cercada de muito nervosismo.

O Verdão chega para o jogo exibindo um futebol em franca evolução que está satisfazendo nossa exigente torcida e até a imprensa. Já o SCCP enfrenta uma decadência em relação ao time que liderou quase todo o campeonato, após uma fase exuberante que teve início exatamente no Derby do Campeonato Paulista – jogo que pode ser considerado um grande ponto de inflexão nas trajetórias dos dois times no início de 2017.

Sabemos que fase técnica e pontuação são fatores pouco ou nada importantes quando essas duas equipes entram em campo. Mas não deixa de ser interessantíssimo, quase poético, perceber que em caso de vitória do Palmeiras, o Derby do próximo domingo tende a representar outro ponto de inflexão para os dois rivais, mas em sentido oposto ao do Derby de fevereiro disputado no mesmo palco.

Felipão 2000Todos esses ingredientes fazem com que o jogaço do dia 5 seja encarado como O DERBY DO SÉCULO.

Como ensinou Felipão, tem que ter raiva dessa porra de cur%$*&#ntia. Pra cima deles, com tudo! VAMOS PALMEIRAS!


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Transformando a deslealdade em padrão

Com graves problemas financeiros, o presidente do SCCP Roberto de Andrade acusou o golpe. Em entrevista coletiva, ao lado do técnico Fábio Carille, fez o que todo gestor malsucedido costuma fazer: culpou o “momento do Brasil”.

É verdade que o país passa por problemas conjunturais que afetam mortalmente a economia, sobretudo os pequenos empresários. Mas no mercado que atua, o SCCP jamais poderia colocar a culpa dos problemas financeiros que enfrenta no vazio que o peito de sua camisa hoje ostenta.

Desleal
Diego Ribeiro/globoesporte.com

É uma vergonha que um clube com a quantidade de torcedores que tem o SCCP, que continua recebendo uma fábula de dinheiro da RGT, coloque a culpa no “momento do Brasil” por não conseguir pagar uma fatura de 60 mil reais.

Mas mais vergonhoso ainda foi quando o presidente interrompeu uma pergunta que estava sendo feita ao treinador, na qual se traçava um paralelo com outros clubes brasileiros que estão conseguindo manter o nível de investimento alto no time de futebol. De forma grosseira, Andrade disse que os parceiros desses outros times “são bancos”, e que não é dinheiro do clube, em clara alusão ao Palmeiras – e pior, disse que a competição está sendo DESLEAL.

Chega a ser desnecessário rebater esta deselegância; a relação entre Palmeiras e Crefisa é totalmente lícita e fruto da grandeza de nosso clube. Ao deixar escapar o termo “DESLEAL”, o presidente do SCCP revelou inconscientemente o desespero por que passa. É como o garotinho mais magrinho da rua que é mandado para o gol, avisa os outros amiguinhos que “não vale bomba” e sai de campo chorando quando leva a primeira bolada na cara.

Vamos falar sobre ser desleal

No campeonato paulista de 1977, o atacante Ruy Rey, da Ponte Preta, xingou descontroladamente o árbitro Dulcídio Wanderley Boschillia, notoriamente um pavio-curto, com menos de dez minutos de jogo na finalíssima. Poucas semanas depois, foi anunciada sua contratação pelo SCCP. Isso é meio desleal.

Talvez deslealdade seja conseguir que trouxessem um juiz da Argentina para assaltar a Portuguesa numa semifinal de Campeonato Paulista, como em 1998. Ou ganhar um título em cima do pequeno Brasiliense, precisando para isso de uma enorme ajuda do famoso juiz Carlos Eugênio Simon.

Possivelmente seja desleal manipular os bastidores para que se mandassem jogar novamente todas partidas em que Edilson Pereira de Carvalho, que confessou participar de manipulação de resultados para beneficiar apostadores. As duas partidas em que o SCCP perdeu seis pontos foram limpas, mas mesmo assim foram redisputadas e quatro pontos importantes foram recuperados. Talvez não o suficiente para evitar que o Inter fosse campeão, mas nada que uma arbitragem criminosa de Marcio Rezende de Freitas não desse um jeito.

Se formos lembrar de mais arbitragens como essas, o post não acaba nunca.

Desleal é receber milhões e milhões da RGT a mais do que os outros clubes durante anos e achar que não havia desequilíbrio.

Desleal, sem dúvida alguma, é mamar nas tetas do governo federal através de um generoso patrocínio da Caixa Econômica Federal, muito acima do valor de mercado, por anos a fio.

Não vale bomba!

O SCCP se acomodou; não se preparou para quando a fonte da Caixa secasse. Talvez o clube estivesse muito ocupado comemorando o ano de 2012 ou admirando os acabamentos em mármore do estádio que foi erigido por uma construtora corrupta como agrado a um poderoso político corrupto.

Agora fala em deslealdade. Só falta falar que no próximo jogo “não vale bomba”.