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Palmeiras 2 × 1 SPFC

01/03/2026 - 20:30 Arena Barueri
Palmeiras 2x1 São Paulo
Cesar Greco/Palmeiras/by Canon

O Palmeiras passou pelo São Paulo em Barueri por 2 a 1 e, pela sétima vez consecutiva, está na final do Campeonato Paulista. A vitória foi relativamente tranquila, conquistada após um primeiro tempo em que foi amplamente superior e com um segundo tempo em que a arbitragem foi desastrosa, quase estragando o campeonato. Felizmente, desta vez, o Verdão sobrou a ponto de vencer o adversário e a juíza.

Os dois times começaram marcando muito forte a saída de bola do adversário, o que obrigava os jogadores a serem perfeitos, sem falhas. Isso durou até os sete minutos, quando Marlon Freitas induziu Bobadilla ao erro, roubou a bola e acionou Flaco López no comando; o argentino girou rápido para Vitor Roque, que tentou servir Mauricio duas vezes; na segunda, o camisa 18 dominou com tranquilidade e abriu o placar.

O gol rápido foi um golpe duro no mental do São Paulo, que se assustou. O Palmeiras cresceu demais, fechando todas as saídas do adversário e criando suas chances, apesar do esforço de marcação do visitante.

O jogo do Palmeiras ficou mais concentrado na esquerda e por dentro, já que, na direita, Allan estava ocupado segurando as descidas de Enzo Díaz. Ainda assim, o Verdão criava suas chances e assustava Rafael.

Aos 18, Marlon Freitas tocou no facão para Khellven, que foi ao fundo e cruzou na cabeça de Flaco López, livre, mas a testada saiu alta demais. Aos 27, Flaco López cruzou da lateral da área; Marcos Antônio rebateu e Mauricio encheu o pé, prensado, e a bola saiu a escanteio.

Aos 42, um pecado: Mauricio roubou no campo de defesa, saiu jogando com um lindo giro, deixou a bola com Flaco López e partiu em velocidade; Flaco devolveu para Mauricio que, como um maestro, já girou para a esquerda, onde estava Vitor Roque; o Tigrinho dominou, puxou a jogada para dentro, percebeu a passagem de Piquerez por fora e rolou. O uruguaio tinha duas escolhas: bater cruzado ou rolar para Allan, que fechava livre. Escolheu mal: decidiu chutar e errou o alvo.

O primeiro tempo terminou com o sabor agridoce de saber que o time fez um jogo muito bom, muito superior, mas que dava para ter feito um placar maior. A nota negativa era a arbitragem de Daiane Muniz dos Santos, que foi seletiva na marcação das faltas, deixando os são-paulinos chegarem muito forte em Allan e Vitor Roque, sem sequer apitar as faltas, e usando um critério totalmente diferente quando havia contato com os jogadores do adversário.

No segundo tempo, o Palmeiras começou assustando com uma falta que Andreas cobrou na cabeça de Marlon Freitas, que desviou no primeiro pau, por cima. Mas aos 11, numa falta ensaiada da meia esquerda, Andreas fingiu que levantaria no bolo mas rolou para Piquerez, que correu bastante para alcançar a bola na lateral da área e cruzar; a bola chegou no segundo pau, onde Flaco López dominou e marcou o segundo do Verdão.

Com 2 a 0, o objetivo do Palmeiras passou a ser garantir a vitória, mas tentando aumentar o placar, para tentar reverter a vantagem de mando do Novorizontino – era preciso vencer por 4 gols. Jhon Arias foi a campo, para aproveitar o espaço nas costas da defesa do São Paulo, que se lançou à frente.

Foi quando Daiane Muniz dos Santos inventou um pênalti num contato comum de Marlon Freitas com Bobadilla na área. Os são paulinos reclamam um pênalti de Gustavo Gómez, em que a bola havia batido em seu braço, minutos antes. Seja como for, a árbitra bagunçou demais o jogo.

Calleri converteu o pênalti e a missão do Palmeiras passou a ser apenas segurar o adversário. Não teve muito trabalho: apesar do volume ofensivo, o São Paulo não conseguiu criar chances para ameaçar o gol de Carlos Miguel. A maior dificuldade do Verdão foi no aspecto mental, já que o time parecia fragilizado com a possibilidade de ser escandalosamente roubado. A disposição da juíza nesse sentido parecia evidente.

No final, o Palmeiras colocou a bola no chão, fez o relógio andar e chegou ao resultado. Foi a 11ª partida seguida sem perder para o São Paulo, num tabu que vai aumentando e ganhando enormes proporções. A expectativa agora é pela definição do local do próximo jogo, já que o Allianz Parque tem a chance de receber a partida de ida das finais, contra o Novorizontino, que vai acontecer na quarta-feira. A finalíssima será no Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte, no domingo. Seja onde for, estaremos lá. VAMOS PALMEIRAS!

Pós jogo

Ficha Técnica

Escalações


SPFC

Rafael
Lucas Ramon
Arboleda
Sabino
Enzo Díaz
Luan
Danielzinho
Bobadilla
Cauly
Marcos Antônio
Lucas Moura
André Silva
Luciano
Calleri
Hernán Crespo

Notas

Jogador Descrição Nota
Carlos Miguel
Não teve muito trabalho; perdeu a chance de fazer uma cerinha enquanto ainda pode.
6.5
Khellven
Empenhado na fase defensiva, marcou direitinho e não deu nenhum passe desastrado.
7
Giay
Entrou para reforçar a defesa no final e foi bem.
6
Gustavo Gómez
Foi muito bem principalmente pelo alto. Segue em fase esplendorosa.
7.5
Murilo
Pouco trabalho; quando foi preciso, estava lá.
6.5
Piquerez
No geral fez uma partida consistente, mas com dois erros: um ofensivo, quando finalizou em vez de passar; e outro defensivo, cabeceando a bola de presente para o adversário no lance do pênalti.
6
Marlon Freitas
Vacilou no lance do pênalti, mas de resto fez uma partida brilhante na marcação e no passe.
7
Andreas Pereira
Discreto, longe de suas melhores atuações.
6.5
Allan
Sacrificou-se para se manter em cima do Enzo Díaz, que atacou bastante.
7
Jhon Arias
Até queria ficar espetado no ataque, mas teve que marcar o lateral deles. Ainda assim, criou duas ou três boas chances.
6
Mauricio
O melhor em campo, fazendo todas as funções do meio com muita inspiração, além de marcar um gol importantíssimo.
9
Felipe Anderson
Entrou forte, marcando e armando saídas rápidas com bastante consciência.
7
Flaco López
Mais uma partida técnicamente muito forte, com um gol decisivo. Desse jeito, vai ter que ir pra Copa.
8
Lucas Evangelista
Mesmo com pouquíssimo tempo em campo, foi vital para manter o jogo sob controle na pressão final do adversário.
7.5
Vitor Roque
Mais uma vez mostrou uma força fora do comum em campo. Mesmo apanhando demais, mostrou talento e inspiração.
8
Ramón Sosa
s/n
Abel Ferreira
Insistiu com a mesma formação e segue colhendo frutos. As mexidas foram ok, no tempo certo.
8

Melhores momentos

Lance a lance

Primeiro tempo

'
Palmeiras

8'
Palmeiras

GOOOOOOOLLLLLLL DO PALMEIRAS! Flaco López descolou bom passe em profundidade para Vitor Roque, que invadiu a área pela esquerda e tentou cruzar, mas a zaga interceptou e a bola voltou para ele, que agora conseguiu tocar rasteiro para Mauricio; na cara do gol, o camisa 18 dominou de perna direita e bateu de canhota, no canto esquerdo de Rafael.

20'
Palmeiras

Khellven subiu pela ponta direita e cruzou para Flaco López, que subiu bem e cabeceou, mas mandou por cima do gol.

28'
Palmeiras

UHHH! Flaco López pegou a bola no meio, carregou até a área e acionou Mauricio, que teve grande chance, mas bateu travado e ganhou escanteio.

43'
Palmeiras

QUE CHANCE! Mauricio acionou Vitor Roque na entrada da área e o camisa 9 percebeu a passagem de Piquerez e o acionou na esquerda; o uruguaio saiu na cara do gol e bateu cruzado, mas mandou à esquerda da meta.

Daiane Muniz apitou o fim do primeiro tempo.


Segundo tempo

As duas equipes voltaram sem alterações dos vestiários.

12'
Palmeiras

GOOOOOOLLLLLLLL DO PALMEIRAS! Em falta no meio-campo, Piquerez fingiu que ia bater, passou por cima da bola e apareceu na ponta esquerda; Andreas Pereira tocou para o uruguaio, que alçou a bola na área, onde Flaco López pôde dominar na coxa e bater firme de voleio, à direita de Rafael.

19'
Palmeiras

Saiu: Allan
Entrou: Jhon Arias

21'

PÊNALTI BIZARRO PARA O SPFC. A bola estava em disputa pelo alto dentro da área do Palmeiras quando Marlon Freitas usou o braço como referência na marcação de Bobadilla, que se jogou no chão e conseguiu um pênalti inacreditável.

24'
SPFC

Gol do SPFC. Calleri bateu o pênalti rasteiro, no meio do gol, enquanto Carlos Miguel saltou para a direita.

29'
Palmeiras

Saiu: Mauricio
Entrou: Felipe Anderson

41'
Palmeiras

Saíram: Khellven, Vitor Roque e Flaco López
Entraram: Giay, Ramón Sosa e Lucas Evangelista

52'

Daiane Muniz dos Santos, numa das piores arbitragens da história recente, encerrou o jogo. E pra ser uma das piores, tem que caprichar, porque a concorrência é braba!