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05/03/2018 - 20:30

Pré-Jogo

Pré-jogo Palmeiras x São Caetano

Na noite desta segunda-feira, a Sociedade Esportiva Palmeiras recebe o São Caetano, pela décima rodada do Campeonato Paulista. Para o Verdão, o jogo serve para abrir mais vantagem em relação ao resto do pelotão e se aproximar das vantagens nas fases finais do mata-mata, além de voltar a chavinha para o Estadual, depois de uma semana com foco na Libertadores.

Palmeiras

DESFALQUES
Suspenso:
Jailson
Lesionados:
Edu Dracena, Mayke, Jean, Artur e Deyverson
Trabalho físico:
Diogo Barbosa
Não inscritos:
Mayke, Emerson Santos, Jean, Pedrão e Hyoran

Pendurados: Antônio Carlos, Victor Luis, Felipe Melo, Lucas Lima e Borja

Depois de uma semana puxada, com um clássico pela frente e cinco pendurados, é bastante provável que Roger Machado dê chances aos atletas que vêm participando menos das partidas na temporada.

No gol, Fernando Prass está em segundo na hierarquia, mas não é impossível que Weverton ganhe sua primeira chance. Marcos Rocha pode dar lugar a Fabiano na direita e Victor Luis, amarelado, pode passar a vez a Michel Bastos. A dupla de zaga deve contar com Luan, que também não jogou ainda em 2018 e substituirá Antônio Carlos, pendurado – seu parceiro pode ser Juninho, já que Thiago Martins também precisa de um descanso, já que foi o único atleta que jogou todos os minutos da temporada.

Entre os volantes, Bruno Henrique deve manter a vaga e confirmar sua trajetória ascendente – Thiago Santos e Moisés disputam a segunda vaga – Felipe Melo deve descansar. Na linha avançada, Keno, Guerra e Gustavo Scarpa devem render os titulares; e na frente, Willian Bigode segue entre os titulares por falta de opções na reserva de Borja.

Assim, o Verdão deve entrar em campo com Fernando Prass (Weverton); Fabiano, Luan, Juninho e Michel Bastos; Thiago Santos (Moisés) e Bruno Henrique; Keno, Guerra e Gustavo Scarpa; Willian Bigode. No banco, Roger Machado deve justificar a inscrição em bloco da meninada do sub-20 e pode promover várias estréias no decorrer do jogo.

São Caetano

O time do ABC luta em duas frentes neste bizarro regulamento do Campeonato Paulista: ao mesmo tempo em que está a apenas dois pontos da zona de rebaixamento, ocupando a 13ª colocação na classificação geral, é o vice-líder de seu grupo e hoje estaria classificado para o mata-mata.

O técnico Pintado terá o desfalque do zagueiro Domingues – Sandoval deve entrar em seu lugar. No mais, o time deve ser o mesmo que venceu o São Bento com um gol no finalzinho do jogo na rodada passada: Helton Leite; Alex Reinaldo, Sandoval, Max e Bruno Recife; Vinicius Kiss, Diego Rosa e Ferreira; Niltinho, Marlon e Chiquinho.

Retrospecto

O São Caetano teve um breve momento de destaque no cenário nacional e até sul-americano no início deste século – houve bons embates entre as duas equipes – a torcida do Verdão se lembra até hoje “do gol do Muñoz”. Relembre como foi essa rivalidade no link abaixo.

Este será o jogo 99 do Verdão no Allianz Parque. Aproveite todas as funcionalidades do Almanaque do Verdazzo. Consulte os links abaixo, e faça os cruzamentos com outros dados como preferir:

São Caetano
São Caetano
Allianz Parque
Allianz Parque
Vinicius Furlan
Vinicius Furlan
Taça Campeonato Paulista
Campeonato Paulista

 

Parpite

Mesmo com um time alternativo, a tendência é uma vitória do Verdão, já que o nível de nosso elenco é sabidamente elevado e os jogadores entrarão com muito apetite para mostrar serviço e cavar uma vaga no time titular. Para 23.456 pagantes, dá Palmeiras: 4 a 1, com dois gols de Keno, um de Willian Bigode e um de Gustavo Scarpa – DE FALTA. VAMOS PALMEIRAS!.

Transmissão

PFCPFC (Milton Leite e Maurício Noriega)

Pós-Jogo

Palmeiras 0x1 São CaetanoCesar Greco/ Ag.Palmeiras

Cheio de jogadores sem ritmo, o Palmeiras fez um péssimo primeiro tempo, não conseguiu intensidade suficiente no segundo e acabou  derrotado pelo São Caetano pela contagem mínima no Allianz Parque – e assim desperdiçou a primeira chance de garantir o primeiro lugar do grupo e de abrir vantagem para os demais times para buscar as vantagens de mando no mata-mata. O time agora foca no SPFC, contra quem faz o clássico na próxima quinta-feira, novamente no Allianz Parque.

PRIMEIRO TEMPO

O Palmeiras veio com Guerra fazendo o chamado “falso nove”, com Gustavo Scarpa jogando pela direita e Keno pela esquerda. Tchê Tchê era o que mais se aproximava da função de meia centralizado, mas Bruno Henrique também se arriscava na função.

O São Caetano entrou no jogo de forma surpreendente, pressionando o Palmeiras e tomando a iniciativa do jogo. A primeira chance veio num vacilo de Bruno Henrique: Chiquinho roubou e girou rápido, tentando surpreender Fernando Prass, mas a bola encobriu o travessão do Gol Sul. Mas depois de um lateral pela direita, aos cinco, Alex Reinaldo conseguiu cruzar com muita facilidade, Fabiano não marcou Chiquinho no segundo pau e ele só teve o trabalho de amaciar a bola para tocar cruzado, no canto esquerdo de Fernando Prass.

Estava fácil: aos 8, mais uma vez Alez Reinaldo, apenas observado por Michel Bastos cruzou por baixo; Diego Rosa, sob o olhar curioso de Juninho, tentou de letra na pequena área, mas Fernando Prass salvou o Verdão. As primeiras vaias começaram a aparecer no Allianz Parque.

O primeiro chute a gol do Palmeiras veio apenas aos 17, com Thiago Santos tentando o arremate depois de boa troca de passes de todo o sistema ofensivo. Bruno Henrique e Tchê Tchê se revezavam na função de meia armador e aos poucos o time ia tentando se organizar. Até então, Guerra perdia as disputas físicas com os zagueiros do São Caetano; Gustavo Scarpa começou o jogo mal tecnicamente e Keno era bem pouco acionado.

Aos 20, Keno sofreu falta do lado esquerdo do ataque; Gustavo Scarpa bateu bem no segundo pau e Luan testou para o gol, mas a bola desviou em Sandoval e foi a escanteio. O Palmeiras já parecia mais confortável em campo, já com Keno e Gustavo Scarpa invertidos, mas erros individuais de Juninho e Fabiano, jogadores de pouco prestígio com a torcida, mantinham o clima tenso no estádio.

Aos 30, Michel Bastos fez boa jogada pela esquerda e sofreu falta de Alex Reinaldo. Gustavo Scarpa bateu mais uma vez muito bem e Thiago Santos disputou a bola pelo alto – a zaga tirou a escanteio. Guerra bateu; Juninho tirou a casquinha no primeiro pau e Thiago Santos meteu uma bomba de cabeça – ela bateu no travessão e subiu, saindo pela linha de fundo.

O São Caetano só voltou a ameaçar aos 34, com Ermínio girando dentro da área em cima de Juninho mas chutando fraco, fácil para Fernando Prass. Aos 37, num contra-ataque rápido, Chiquinho saiu livre pela esquerda, Fernando Prass tentou dividir duas vezes e ganhou na segunda, aliviando o perigo.

Aos 39,o lance mais bonito do primeiro tempo, numa linda tabela entre Bruno Henrique e Guerra – o camisa 19 conseguiu um arremate forte; Helton Leite deu rebote e Guerra ainda tentou dominar e bater, mas a bola saiu fraca. Aos 41, depois de mais uma boa troca de passes com boa participação de Bruno Henrique, Tchê Tchê bateu de fora e Helton Leite fez boa defesa.

O lance animou o jogo. Aos 42, em rápido contra-ataque, Hermínio escapou pela direita e cruzou por baixo; sem marcação, Niltinho chegou um pouco atrasado e não conseguiu escorar para dentro. Chiquinho ainda recuperou a bola pela esquerda e cruzou; Ferreira ganhou de Juninho e mandou para as redes, mas Chiquinho atrapalhou Fernando Prass em impedimento e o gol foi corretamente anulado.

O Palmeiras ainda tentou o empate por duas vezes no fim do primeiro tempo, nos chutes de fora com Gustavo Scarpa, aos 43, e Michel Bastos, aos 45 – Helton Leite pegou as duas com algum trabalho. E Vinicius Furlan encerrou o primeiro tempo, com muitas vaias no Allianz Parque – sobretudo para Fabiano, que era pressionado toda vez que pegava na bola, mesmo ajudando no ataque ao lado da área.

SEGUNDO TEMPO

Roger desfez a invenção mandando Willian Bigode a campo no lugar de Tchê Tchê, devolvendo Guerra a seu habitat. E logo com dois minutos, Willian e Guerra fizeram a jogada em velocidade e o venezuelano tentou encobrir Helton Leite, mas errou o alvo. Aos 3, Gustavo Scarpa fez jogada de ponta pela esquerda e cruzou no segundo pau – a zaga afastou antes que Keno escorasse para o gol.

Aos 6, Juninho falhou e Niltinho conseguiu puxar o contra-ataque; chamou Fabiano para dançar e quase entrou na pequena área, mas Luan fez a cobertura e a bola foi a escanteio. Aos 8, Gustavo Scarpa fez um belíssimo cruzamento para Thiago Santos, que surgiu como centroavante – ele dividiu com Helton Leite pelo alto e o goleiro levou a pior, indo ao solo e ganhando alguns minutos.

Aos 13, Fabiano, bem mais à vontade e já sem a perseguição da torcida, fez um bom cruzamento por baixo e Keno chegava para marcar, mas Max cortou em cima da hora. Logo em seguida, Moisés substituiu Bruno Henrique e recebeu uma ovação que só ídolos da torcida têm direito.

Aos 14, linda triangulação entre Guerra, Keno e Willian Bigode – a bola saiu por cima na finalização de Willian e o São Caetano pediu mais atendimento médico. Aos 17, em outra excepcional tabela entre Guerra e Keno, mais uma vez Helton Leite desabou – mas desta vez acabou substituído por Paes. Dos 19 minutos no cronômetro até então, o São Caetano havia roubado cinco, por baixo.

Aos 22, Moisés roubou a bola na saída do São Caetano e tocou para Willian, que testou o goleiro Paes, ainda frio, mas o chute foi fácil. Aos 23, Keno e Guerra mais uma vez envolveram a defesa do ABC na tabelinha e Keno chutou de dentro da área, mas sem direção.

Pintado tirou o atacante Ermínio e colocou mais um volante para fechar o meio, deixando apenas Chiquinho mais avançado – e aqui matou o Palmeiras, que não conseguiu lidar bem com o espaço que se fechou.  Aos 28, Papagaio começou sua estréia com a camisa do Palmeiras, entrando no lugar de Guerra – Moisés virou meia, Gustavo Scarpa ficou na direita; Keno na esquerda e Willian encostou em Papagaio pelo meio – uma espécie de 4-1-1-4.

Aos 36, Gustavo Scarpa achou Keno pelo meio, Papagaio puxou a marcação e o camisa 11 bateu de fora, mas sem força, fácil para Paes. O relógio andava e o Palmeiras tinha perdido a intensidade com as mexidas dos dois lados. Nosso time tentava apenas esticar bolas a esmo e ver o que acontecia.

Aos 38, depois de um lance rápido, Willian Bigode se preparava para marcar quando foi derrubado dentro da área – o lance, discutível, é daqueles que tem que marcar para o time grande, principalmente jogando em casa. Vinicius Furlan mandou seguir com convicção. O Palmeiras não tinha mais pegada e não conseguia trocar uma boa sequência de passes.

Já nos descontos, na base do desespero, o Palmeiras avançou e teve uma falta pelo lado esquerdo; Gustavo Scarpa bateu, a bola beijou o pé da trave direita de Paes e saiu pela linha de fundo. A última chance veio após uma falta da intermediária, que Gustavo Scarpa levantou na área e Moisés cabeceou por cima.

FIM DE JOGO

Mesmo com duas bolas na trave, o Palmeiras não teve volume suficiente para chegar aos gols. Os jogadores de defesa estavam sem ritmo e falharam, sobretudo no primeiro tempo; com a bola no pé, sentiram muita dificuldade de organização, mas ainda chegavam na base do talento quando encontravam espaço; depois que Pintado fechou o meio-de campo com mais um volante, os espaços sumiram e o Palmeiras passou a depender só da vontade.

O resultado não é nenhum desastre do ponto de vista do campeonato, ainda mais com a desculpa pronta de se estar jogando com apenas dois titulares e com uma formação sem entrosamento algum. Mas essa foi a escolha do treinador, que vai ter que conviver com a responsabilidade desta derrota. Roger tem tudo para fazer com que a noite desta segunda-feira seja rapidamente esquecida daqui a três dias – basta vencer o SPFC que ninguém se lembrará do que aconteceu esta noite. Então foco no SPFC e VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

22.597

R$ 1.176.356,00

Vinicius Furlan

Súmula

Borderô

São Caetano

GOL
Helton Leite
GOL
Paes
LAD
Alex Reinaldo
ZAG
Sandoval
ZAE
Max
LAE
Bruno Recife
VOL
Vinicius Kiss
VOL
Ferreira
MEI
Niltinho
ATA
Carlão
ATA
Diego Rosa
ATA
Ermínio
VOL
Esley
ATA
Chiquinho
TÉCNICO
Pintado

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Sem chance no gol, salvou o time de levar o segundo de letra, e depois ainda precisou jogar de zagueiro na lateral da área. Depois, deixou de ser exigido.
6
Fabiano
Errou no lance do gol logo a cinco minutos e foi perseguido pela arquibancada. Nervoso, errava tudo. Acalmou-se no vestiário, a torcida deu uma trégua e reagiu bem, fazendo um segundo tempo razoável.
4.5
Luan
Bom jogo, fez bem sua parte sem sentir falta de ritmo ou nervosismo. Mostrou que está à disposição em caso de necessidade.
6.5
Juninho
Nervoso, errou lances fáceis e aumentou a tensão no estádio.
4
Michel Bastos
Chamando Michel, aqui é da Terra. Tem alguém aí?
5
Thiago Santos
Tentou emular Felipe Melo com lançamentos longos para os pontas, mas precisa comer muito queijo até chegar perto do titular.
6
Tchê Tchê
Mezzo volante, mezzo armador. Não foi bem nem de uma coisa, nem de outra.
5
Willian
Quando estava de centroavante, criou muito perigo;após a entrada do Papagaio, começou a flutuar e perdeu efetividade.
6
Bruno Henrique
Mais consciente taticamente que Tchê Tchê. Chegou até a ensaiar uma jogada demeia direita legítimo, tabelando com Guerra e concluindo a gol.
6.5
Moisés
Tentou organizar o time, mas a ausência de um esquema treinado não o ajudou.
6.5
Keno
Contra um time que não deixou espaços para sua velocidade, teve problemas.
5.5
Gustavo Scarpa
Apagado no primeiro tempo, melhorou na parte final, e mostrou o quanto bate bem na bola de qualquer ponto do campo.
6
Guerra
Conforme previsto, não funcionou como falso nove, mas foi muito bem na meia. Saiu, talvez por cansaço.
6.5
Papagaio
Como foi sua estréia e o time não ajudou muito, é de bom tom deixar sem nota.
s/n
Roger Machado
Roger Machado
Errou na escalação e errou nas mexidas. Essa é toda na conta dele. Mas pelo menos deve ter aprendido o que não deve fazer quando for pra valer.
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