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Pré-Jogo

Pré Jogo Barcelona-EQU x Palmeiras

A VIDA SEGUE!

Na noite desta quarta-feira, a Sociedade Esportiva Palmeiras visita o Barcelona, em Guayaquil, na partida de ida das oitavas-de-finais. Depois da ótima sequência de recuperação no Brasileirão, o Verdão chega com confiança e com os novos reforços inscritos para esta nova fase. A expectativa é otimista.

Palmeiras

DESFALQUES
Lesionado:
Jean
Recuperação física: Arouca
Suspenso: Felipe Melo
Não inscritos: Daniel Fuzato, Moisés, Thiago Martins e Gabriel Furtado

Com os reforços de Mayke, Luan, Bruno Henrique e Juninho, inscritos na última segunda-feira, o Verdão deve montar a primeira linha de defesa bem forte – a dúvida é na lateral direita, onde tanto Mayke como Tchê Tchê podem aparecer.

Caso Mayke jogue, Tchê Tchê pode ir para o meio, e a outra vaga ficaria entre Thiago Santos e Bruno Henrique. Na armação, Guerra se recuperou da tendinite no quadril e vai para o jogo. Assim, nossa escalação deve ser Fernando Prass; Tchê Tchê, Mina, Luan e Juninho; Bruno Henrique (Mayke) e Thiago Santos (Mayke); Roger Guedes, Guerra e Dudu; Willian Bigode.

Barcelona

Segundo colocado no campeonato local, o Barcelona poupou seus titulares no final de semana, quando o time foi derrotado pelo modesto Macara por 2 a 1. O treinador Guillermo Almada tem apenas uma dúvida para a partida: o ponta Marcos Caicedo teve seu contrato encerrado e negocia com outras equipes; em seu lugar podem entrar José Ayoví ou Erick Castillo.

O time que deve entrar em campo é Banguera; Velasco, Aimar, Arreaga e Pineida; Minda e Oyola; Esterilla, Díaz e Ayoví (Castillo); Alvez.

Retrospecto

Um jogo no histórico contra o adversário. Um jogo no histórico com este juiz. Adivinhem quem leva vantagem.

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Barcelona-EQU
Barcelona-EQU
Isidro Romero Carbo
Isidro Romero Carbo
Patrício Lostau
Patrício Lostau
Libertadores da América
Libertadores da América

 

Parpite

Jogo chato. Tenso. Mas é bem melhor do que jogar contra argentino, paraguaio, chileno ou uruguaio. O Verdão deve se impor no início, fazer o porco doido para sair na frente logo de cara – e a chance do time equatoriano ser surpreendido com isso é grande – e depois controlar o jogo no toque de bola. Se este plano der certo, pode perfeitamente intimidar o time da casa e fazer mais gols. Dá Verdão, 2 a 1, com gols de Willian e Dudu, para 41.234 pagantes. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

Fox SportsFOX Sports

TV GloboGlobo, para SP, RS, SC, PR, MS e MT

Pós-Jogo

Barcelona 1x0 PalmeirasCesar Greco / Ag.Palmeiras

O Palmeiras foi derrotado pelo Barcelona na noite de quarta-feira em Guayaquil, em jogo válido pelas oitavas-de-finais da Taça Libertadores. Com o resultado, o time vai precisar de uma vitória por dois gols no Allianz Parque, daqui a cinco semanas, para avançar direto – vitória por um gol, sem levar gols, vai para os pênaltis; e levando gols não serve.

PRIMEIRO TEMPO

A partida foi antecedida por um acontecimento grave envolvendo o filho pequeno do meia Guerra, que teve que voltar às pressas para o Brasil. Cuca decidiu por escalar Zé Roberto na meia, tentando não alterar muito o plano tático do jogo, mas obviamente as características dos jogadores são distintas e o Palmeiras acabou muito prejudicado.

Mas no futebol os imprevistos fazem parte do jogo e chora menos quem consegue achar boas soluções para as surpresas. E o Palmeiras, pelo menos no primeiro tempo, achou uma forma de jogo bastante digna, controlando o jogo e sendo mais agudo que o time da casa.

Logo a um minuto, depois de roubada de bola no campo de ataque, Willian tentou o arremate de longe, mas o goleiro, que estava adiantado, voltou a tempo para fazer a defesa. O Palmeiras marcava forte, como de costume, e o Barcelona tinha dificuldades para trocar três passes.

Aos 10 o time da casa chegou pela primeira vez: após escanteio da direita, a defesa tirou e Díaz bateu de fora – por cima, sem perigo. A marcação do Palmeiras seguia muito bem, mas quando o time tinha a posse de bola sofria um pouco com a falta de uma cabeça pensante. Zé Roberto forçava o jogo demais pela direita, com Willian, que estava bem marcado; Dudu não era acionado pela esquerda e o jogo ficou penso.

Aos 20, Dudu recuperou uma bola no campo de defesa e arrancou em velocidade, pelo meio do gramado; Willian acompanhou pela direita e recebeu o passe já dentro da área; ele bateu cruzado e Banguera defendeu com o tornozelo, desviando a escanteio, na melhor chance do primeiro tempo.

O Barcelona também insistia demais por seu lado direito, forçando com Esterilla em cima de Juninho, mas nosso lateral/zagueiro não dava chances, auxiliado por Luan na cobertura e Thiago Santos no primeiro combate. Assim, o primeiro tempo transcorreu de forma tranquila para o Palmeiras; bem postado e tentando sair na surpresa; apenas pecando um pouco quando a velocidade do ataque não era tão grande.

SEGUNDO TEMPO

Cuca não mexeu no time para o segundo tempo, acreditando que a fórmula daria certo. Mas o Barcelona voltou com outra pegada. Sem maiores mudanças táticas, mas com muita atitude, o time equatoriano assumiu o controle da partida e não aceitou o controle do Palmeiras.

Aos dois minutos, após escanteio da esquerda, a bola ficou viva e sobrou para Arreaga, no bico da pequena área, e Fernando Prass teve que se arrojar a seus pés para evitar o gol, cedendo mais um escanteio.

O Palmeiras respondeu com Borja , que chutou de longe após boa jogada de Dudu, aos sete minutos – a bola saiu por cima. Parecia que o Palmeiras não tinha se assustado com a nova postura do time da casa.

Pode até não ter se assustado, mas sentiu de alguma forma. O Barcelona passou a tomar conta do jogo completamente. Já não se via mais a formação defensiva compacta do Verdão; Thiago Santos e Bruno Henrique já não eram aquele muro sólido que repelia as tentativas de aproximação coordenadas por Díaz e Ayoví e Esterilla eram acionados com muito mais frequência.

A bola passou a cruzar por nossa área toda hora e foi um sufoco de mais de meia hora. O Barcelona não chegava a finalizar, mas muito mais por incompetência na hora do último passe do que por nossa atuação defensiva.

Cuca tentou mexer no time. Primeiro, tirou Zé Roberto par colocar Roger Guedes; passando Dudu para o meio e Willian para a esquerda; depois trocou Dudu por Michel Bastos; e por fim mandou Keno a campo no lugar de Borja. Nada adiantou.

O Palmeiras parecia esgotado fisicamente, sem condições de brecar o time do Barcelona, que se aproximava de nossa meta como queria. Poucas vezes este ano a bola ficou tão próxima de Fernando Prass por tanto tempo. E para piorar, começamos a errar passes no campo de defesa, jogando exatamente como nossos adversários no Allianz Parque: acuados, precipitados e torcendo para o jogo acabar logo.

Já que era para ser assim, que pelo menos fizessem o que fazem os pequenos: que dessem um jeito do relógio andar mais rápido. Faltou, mais uma vez, tarimba para nosso time. Fernando Prass teve 35 chances de cair e rolar para ganhar tempo, mas de forma ingênua repôs a bola com muita rapidez todas as vezes que a teve nas mãos, mesmo acossado. Não adianta querer jogar Libertadores sem ser um time de Libertadores – e isso inclui algumas manhas que Felipão exigiria do nosso time.

O gol nos acréscimos foi um castigo para o time que jogou de forma muito correta o primeiro tempo, mas que não soube catimbar, cansou e permitiu que o adversário mandasse no jogo: aos 46, Álvez arriscou o tiro de média distância; a bola desviou em Bruno Henrique; Thiago Santos tentou cortar e desviou de novo, e Prass não teve como chegar na bola, que entrou mansinha, no canto esquerdo. Barcelona um a zero e pouco depois o juiz, que apitou direitinho, encerrou o jogo.

FIM DE JOGO

Se, por um lado, Felipão jamais permitiria que nosso time jogasse de forma tão ingênua o segundo tempo, por outro lado acabava quase sempre perdendo o jogo de ida por um gol e resolvia as coisas em casa.

Na época, no entanto, não havia a regra do gol qualificado e o Verdão traz para casa um resultado ruim. Vai ter que vencer por dois gols de diferença e vai precisar muito da torcida no jogo da volta. Bem, disso Cuca não vai poder reclamar, com toda a certeza.

Agora o time pode voltar a focar por cinco partidas no Brasileiro, numa sequência fundamental para o campeonato, a começar pelo Cruzeiro no Mineirão e com um Derby à vista. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Barcelona-EQU

GOL
Banguera
LAD
Velasco
ZAG
Aimar
ZAE
Arreaga
LAE
Pineida
ATA
Valencia
VOL
Minda
MEI
Castillo
VOL
Oyola
MEI
Esterilla
MEI
Diaz
MEI
Ayovi
MEI
Vera
ATA
Álvez
TÉCNICO

Palmeiras

GOL
Fernando Prass
LAD
Tchê Tchê
ZAG
Mina
ZAE
Luan
LAE
Juninho
VOL
Thiago Santos
VOL
Bruno Henrique
MEI
Willian
MEI
Zé Roberto
MEI
Roger Guedes
MEI
Dudu
MEI
Michel Bastos
ATA
Borja
MEI
Keno
TÉCNICO
Cuca

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Além de insistir em socar as bolas aéreas para o chão, faltou malandragem nas disputas em que poderia ganhar tempo.
5
Tchê Tchê
Sólido, por seu lado o Barcelona não se criou.
7
Mina
Partida típica,com muita presença na saída de bola e força física na marcação.
7.5
Luan
Sempre bem colocado e aparentemente bem entrosado com Juninho.
7
Juninho
Foi muito acionado pelas descidas de Esterilla, e saiu-se bem, fazendo sua parte para que o último passe saísse sempre pressionado.
7
Thiago Santos
Bem no primeiro tempo, caiu muito no segundo, e ainda deu azar no lance do gol.
5.5
Bruno Henrique
Vimos que ele também erra passes - e neste jogo, fez questão de não deixar dúvidas disso.
5.5
Willian
Começou a milhão, mas aí foi caindo, caindo...
5.5
Zé Roberto
Dentro de suas possibilidades, fez uma partida razoável.
6
Roger Guedes
Nas poucas vezes que tentou furar o lado esquerdo da defesa adversária, não tinha ninguém para tocar curto.
5.5
Dudu
Escondido no primeiro tempo, escondido no segundo tembém.
5.5
Michel Bastos
Entrou já num momento de apatia total do time, sem chance de aparecer.
s/n
Borja
É inegável que ele está tentando jogar para o time. Mas o lance dele é ÁREA.
6
Keno
Conseguiu levar uma bela braçada do Días na napa e só.
s/n
Cuca
Cuca
Desta vez não achou a melhor formação, apesar do desfalque inesperado. O time se perdeu na defesa, que vinha sendo um ponto muito forte do time, mas ele tentou consertar o ataque.
5