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Pré-Jogo

Pré-jogo Palmeiras x Barcelona

Na noite de hoje, a Sociedade Esportiva Palmeiras joga a temporada contra o Barcelona, em jogo de volta válido pelas oitavas-de-finais da Copa Libertadores da América. Em Guayaquil, há cinco semanas, o time foi derrotado pela contagem mínima, e precisa vencer por dois gols para avançar na competição.

Palmeiras

DESFALQUES
Transição física:
Thiago Martins, Arouca e Willian Bigode
Não inscritos
: Daniel Fuzato, Gabriel Furtado e Leo Passos

O Verdão tem duas dúvidas para o jogo. Mayke torceu o tornozelo nos treinos do final de semana e ainda será avaliado – Jean está de sobreaviso. Guerra também está com problemas físicos e se não puder jogar, Dudu jogará por dentro e Keno fará o lado esquerdo.

Depois de poupar jogadores no fim de semana e promover treinos específicos em Atibaia na segunda-feira, Cuca deve mandar a campo Jailson; Mayke (Jean), Mina, Luan e Egídio; Thiago Santos e Bruno Henrique; Roger Guedes, Guerra (Keno) e Dudu; Deyverson.

Barcelona-EQU

O Barcelona chegou ao Brasil com três desfalques: o zagueiro Mena, o meia Gabriel Marques e o atacante Ariel, trombador velho conhecido do futebol brasileiro. As esperanças do time equatoriano, que virá armado para o contragolpe em velocidade, está no atacante uruguaio Jonatan Álvez e no meia argentino Damián Diaz, que é considerado por alguns como como o maior camisa dez da história do clube.

O time de Guayaquil não atravessa boa fase. Com uma vitória e três derrotas no campeonato local, o Barcelona ocupa a modesta nona colocação, entre doze clubes. No último final de semana, com força máxima, o time foi derrotado pela Universidad Católica, que tinha perdido os três jogos até então. O treinador Guillermo Almada deve mandar a campo a seguinte formação: Banguera; Velasco, Aimar, Arreaga e Pineida; Minda e Oyola; Marcos Caicedo, Díaz e Castillo; Álvez.

Retrospecto

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Barcelona-EQU
Barcelona-EQU
Allianz Parque
Allianz Parque
Nestor Pitana
Nestor Pitana
Libertadores da América
Libertadores da América

Parpite

O Allianz Parque deverá viver hoje mais uma noite épica. Existe a expectativa de quebra de recorde de público no estádio e o clima deverá ser o melhor possível para o time buscar o resultado.

Quebrar a vantagem dos equatorianos o mais rápido possível deve ser o primeiro objetivo. Los Toreros não podem respirar com a bola no pé até o Verdão abrir o placar, espera-se, antes dos 15 minutos. Com a vantagem no placar, o Palmeiras poderá impor seu ritmo normal e chegar aos gols que garantirão a passagem à próxima fase.

Se não vai ao estádio, use todas as suas mandingas. Superstição conta, sim. Sente-se no lugar de sempre, com a camiseta ou a cueca da sorte, acenda o cigarro no minuto certo, com a mão certa, sempre naquele canal em que as coisas funcionam. Porque é isso que vai fazer o Verdão ganhar.

E se você vai ao Allianz Parque, grite o tempo todo. Cante e vibre. Empurre o Verdão pra cima dos amarelos. Os jogadores contam com nossa ajuda e não podemos deixá-los na mão.

Dá Verdão: 3 a 0, com gols de Dudu, Deyverson e Luan, para 40.456 pagantes, e seguiremos vivos e mais fortes do que nunca em busca da América. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

TV GloboGlobo – para SP, RS, SC, PR, GO, TO, MS, MT, BA e MA

Fox SportsFox

Pós-Jogo

Palmeiras 1 (4)x(5) 0 Barcelona-EQUCésar Greco / Ag.Palmeiras

Numa noite que terminou de forma melancólica, o Palmeiras venceu o Barcelona no Allianz Parque pela contagem mínima, enfrentou a decisão por pênaltis e acabou eliminado nas cobranças alternadas. Coube desgraçadamente a Egídio perder o pênalti decisivo, e resta ao Palmeiras jogar o segundo turno do Brasileirão para tentar o milagre de tirar 15 pontos do rival para ainda alcançar um título nesta temporada.

PRIMEIRO TEMPO

Cuca não teve a chance de escalar Mayke e Guerra: o primeiro, fora de combate; o segundo não estava 100% para os 90 minutos e Keno entrou no ataque, mandando Dudu para o meio; Tchê Tchê ficou encarregado da marcação sobre Ayoví pela direita da defesa. O Palmeiras começou com tudo, como era de se esperar, mas o Barcelona corajosamente empurrou sua marcação para a frente, não permitindo que nosso time fizesse a pressão que desejava nos minutos iniciais para aproveitar a enorme empolgação da torcida.

O Palmeiras só chegou perto do gol de Banguera aos 9: Dudu cobrou lateral na direção de Keno, que mesmo cercado por três lutou muito e puxou a bola buscando Deyverson – a zaga conseguiu afastar e Thiago Santos pegou a sobra e sofreu falta. Na cobrança, Dudu bateu cruzado, alto, buscando alguém para a testada; ninguém alcançou e a bola fez a curva, saindo muito perto do ângulo esquerdo de Banguera.

Em todas as faltas no campo ofensivo, mesmo de longe, o Palmeiras alçava a bola na área – talvez em suas observações Cuca tenha detectado uma fragilidade nesse tipo de jogada na defesa do Barcelona. Aos 12, Egídio suspendeu falta na área e Arrega empurrou Mina na área – pênalti claríssimo que o juiz não deu.

Aos 22, Egídio conseguiu uma ótima jogada rente à linha e cruzou à meia altura, para o mergulho de Deyverson, que desviou a bola de leve – ela saiu perto do poste esquerdo de Banguera. Aos 24, o primeiro chute a gol do Barcelona, de fora da área – Marcos Caicedo conseguiu o arremate mas Jailson agarrou firme. Roger Guedes respondeu na mesma moeda um minuto depois, em chute forte de média distância, à esquerda do gol.

Aos 33, Tchê Tchê foi vencido no mano a mano e a bola foi esticada na direita; Jailson saiu em falso e foi encoberto pelo cruzamento que encontrou Erick Castillo dentro da área – ele teve liberdade para dominar e bater forte, na rede pelo lado de fora. Um baita susto.

O Barcelona, de forma inteligente, mantinha seus pontas segurando nossos laterais, e assim nossa articulação dependia de uma aproximação maior entre Dudu e Deyverson, com Roger Guedes e Keno – algo que não acontecia, fazendo com que o time seguisse dependendo de bolas paradas. Aos 35, por pouco Mina não conseguiu desviar mais um levantamento de Egídio. Pouco depois, ele sentiu lesão numa disputa de bola e obrigou Cuca a queimar a primeira substituição – Edu Dracena foi a campo.

Os minutos finais do primeiro tempo foram absolutamente irritantes – os visitantes recorreram sem nenhum pudor à cera e ao antijogo, sob a complacência da arbitragem argentina, que além de não marcar um pênalti a nosso favor não manteve o mesmo critério na marcação de faltas.

No intervalo, além de mexer na articulação do time, o Palmeiras precisava fazer algo com relação à arbitragem.

SEGUNDO TEMPO

Moisés, com a camisa 10, entrou no lugar de Roger Guedes; Dudu caiu para o lado direito. E o time mudou de cara, jogando mais pelo chão e controlando melhor a meia-cancha. Aos 3, o primeiro chute a gol: Deyverson lutou sozinho contra três equatorianos, ganhou e girou para o gol; a bola desviou na zaga e foi a escanteio.

Aos cinco, numa faltinha estranha marcada pelo argentino, Velasco bateu forte e Jailson foi obrigado a espalmar a escanteio.

Mas o Palmeiras estava mesmo diferente com a entrada de Moisés, e aos sete ele mostrou o quanto fez falta para o time durante todo este tempo: ele recolheu a bola na intermediária defensiva, esticou para Dudu e correu pelo meio; Dudu prendeu dentro da área até a chegada do camisa dez e rolou; Moisés fintou o zagueiro com imensa categoria, deixando-o no chão, e bateu firme no canto direito de Banguera, abrindo o placar. O Allianz Parque finalmente explodiu.

Aos 14, Bruno Henrique usou a imensa categoria de Moisés para construir uma linda tabela e bateu forte, de longe, mas a bola subiu demais. Aos 15, o jogo pegou fogo de vez: Dudu fez a jogada dentro da área, girou em cima de Pineida e tentou buscar o canto direito de Banguera; a bola sairia e Deyverson, impedido por centímetros, marcou o gol, mas o bandeira acusou. Enquanto nossos jogadores reclamavam; o Barcelona armou um contra-ataque rapidíssimo e Álvez fez a jogada em cima de Luan; mesmo pressionado conseguiu um chute cruzado, rasteiro – a bola beijou o pé da trave de Jailson.

A bola não parava. Aos 18, Tchê Tchê, que entrou finalmente no jogo, abriu para Bruno Henrique, que cruzou no bico da pequena área; Keno emendou de primeira e a bola explodiu no travessão. Um minuto depois Tchê Tchê entrou driblado pela direita e chutou cruzado, da entrada da área, mas a bola saiu por cima, raspando o travessão.

Incomodado com a temperatura do jogo, o Barcelona voltou a recorrer à cera e quebrou o ritmo do Palmeiras. Moisés então voltou a se apresentar e tentou reorganizar o ataque do Verdão, contando muito com o apoio de Bruno Henrique. Mas Dudu sentiu uma lesão muscular, no posterior da coxa esquerda, e precisou sair – Lobo Guerra foi a campo, em princípio jogando aberto pela direita, mas logo passou a rodar por todo o setor ofensivo.

O nervosismo passou a falar mais alto e o Verdão perdeu novamente a objetividade. O Barcelona travou o jogo e ainda cavou uma chance de ouro aos 38 – na falta batida da esquerda, Segundo Castillo escorou livre, de frente para Jailson, mas errou o alvo, mandando por cima.

Extenuado, o time do Palmeiras foi na base da raça e Deyverson, após tabela com Moisés, tentou arremate de fora, mas o chute saiu sem direção. Depois de cinco minutos de acréscimo em que o Palmeiras não conseguiu impor sua maior técnica, perdendo para seus nervos, o juiz encerrou o jogo e a decisão foi para os pênaltis.

PÊNALTIS

Os sorteios prejudicaram o Palmeiras, primeiro mandando as cobranças para o Gol Norte, mais longe da torcida, e depois determinando que o Barcelona iniciaria as cobranças, aumentando a pressão no Palmeiras.

  • Álvez abriu as batidas; Jailson caiu no canto direito mas o chute foi alto, no meio, e entrou;
  • Guerra esperou Banguera cair para a direita e rolou no canto oposto, com categoria;
  • Oyola deslocou Jailson, que caiu para a esquerda – a bola foi rasteira, no meio;
  • Tchê Tchê travou um duelo com Banguera, que chegou a dar dois passos para a frente, levou uma finta e viu a bola morrer no canto esquerdo;
  • Segundo Castillo foi o primeiro que bateu com força – no canto direito alto, e marcou;
  • Bruno Henrique telegrafou e bateu no canto esquerdo baixo – Banguera defendeu;
  • Caicedo bateu no canto esquerdo baixo, Jailson saltou bem e a bola passou por baixo de seu corpo;
  • Keno bateu pelo alto, forte, sem chances para Banguera;
  • Damian Díaz bateu no canto esquerdo, para finalizar o confronto, mas Jailson defendeu de forma espetacular, recolocando o Verdão no páreo;
  • Moisés fechou as primeiras cinco batidas chutando forte, no canto alto direito, empatando a disputa;

  • Ayoví bateu muito bem, tirando Jailson do lance, no canto esquerdo baixo;
  • Egídio bateu mal, fraco, no canto esquerdo de Banguera, que fez a defesa e eliminou o Palmeiras da Libertadores.

FIM DE JOGO

Alguns dirão que o Palmeiras foi eliminado no gol tomado lá em Guayaquil. Outros apontarão o fraco primeiro tempo como um desperdício de relógio, o que forçou que a disputa fosse para os pênaltis. E o mais evidente é colocar mesmo a culpa em Bruno Henrique e principalmente em Egídio, que erraram suas cobranças na disputa. E todos terão uma parcela de razão.

A dor da eliminação acaba sendo canalizada para uma revolta natural e leva a uma caça às bruxas. Que cada um reaja como achar que deve. De uma coisa, no entanto, o time jamais poderá ser acusado: de falta de raça e vontade. Isso não faltou – e parece que muita gente aprendeu esta noite, da forma mais doída, que apenas isso não é suficiente.

O Palmeiras sentiu a responsabilidade e perdeu para seus próprios nervos. O Barcelona, apesar da coragem e da competência em sua proposta, jamais foi um adversário à altura para nos derrotar, com todo o respeito aos equatorianos. O time vê, desta forma, o sonho das copas terminar de forma melancólica.

A nós, palmeirenses, resta nos unir cada vez mais. Seremos alvo de muita pilhéria, dos amigos, dos inimigos e da parte não-séria da imprensa, e temos que suportar. Soubemos ser grandes campeões brasileiros no ano passado, e agora temos que saber perder, para voltarmos no ano que vem e ensinar a todos eles que não é prudente sacanear com o Palmeiras. Eles que aproveitem, porque o tempo passa rápido e logo estaremos de volta.

Ficha Técnica

38.310

R$ 3.343.320,49

Nestor Pitana

Palmeiras

GOL
Jailson
LAD
Tchê Tchê
ZAG
Mina
ZAG
Edu Dracena
ZAE
Luan
LAE
Egídio
VOL
Thiago Santos
VOL
Bruno Henrique
MEI
Roger Guedes
MEI
Moisés
MEI
Dudu
MEI
Guerra
MEI
Keno
ATA
Deyverson
TÉCNICO
Cuca

Barcelona-EQU

GOL
Banguera
LAD
Velasco
ZAG
Aimar
ZAE
Arrega
LAE
Pineida
LAE
Valencia
VOL
Minda
VOL
Segundo Castillo
VOL
Oyola
MEI
Ayoví
MEI
Marcos Caicedo
MEI
Erick Castillo
MEI
Damián Díaz
ATA
Álvez
TÉCNICO
Guillermo Almada

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Jailson
Pegou uma falta bem batida, vacilou numa saída por baixo, mas defendeu um pênalti na decisão - pena que não foi suficiente
8.5
Tchê Tchê
Começou muito mal, mas parece que se transforma só de ver o Moisés em campo e melhorou muito no segundo tempo.
6
Mina
Sem ser muito exigido, vinha fazendo um papel importante na pressão sobre o árbitro, mas teve que sair.
6
Edu Dracena
Pegou o time mais aberto e precisouintervir, dando bons botes e fazendo faltas estratégicas.
6.5
Luan
Foi bem em seus duelos - na bola que Jailson levou na trave, fez o certo, cercando Álvez e tirando-lhe o ângulo.
6
Egídio
Não jogou mal, acertou bem mais que errou. Mas aí veio opênalti. Mesmo visado pela torcida, teve personalidade e coragem, e foi pra bola. Só erra quem bate.
3
Thiago Santos
Praticamente se matou em campo, correndo muito para neutralizar os contra-ataques do Barcelona. Um dos destaques do time.
8
Bruno Henrique
Depois de um primeiro tempo fraco, cresceu com a entrada de Moisés; aparentemente sentiu o físico e caiu novamente, culminando com o erro na disputa de tiros livres.
4
Roger Guedes
Muita correria e pouca objetividade. Mereceu sair.
5.5
Moisés
Entrou de forma perfeita, mudou o jogo mas sentiu o ritmo da partida e caiu muito nosminutos finais. Mesmo assim, bateu seu penal com perfeição.
9
Dudu
Muita raça, decisivo no lance do gol, mas um tanto perdido taticamente, sobretudo quando jogou por dentro.
8
Guerra
Começou aberto, depois virou uma barata tonta, correndo desordenadamente.
5.5
Keno
Não foi a saída pela esquerda que o time precisou, usando pouco sua capacidade de drible. Teve a bola da classificação, mas foi na trave.
6
Deyverson
Isolado, tentou chamar o jogo, fez algumas jogadas de pivô, mas não teve sucesso.
5.5
Técnico Cuca
Cuca
Ficou de mãos atadas diante dos desfalques não planejados. Perdeu 45 minutos ao mandar Dudu jogar por dentro, quando tinha Zé Roberto e Jean, mais indicados, para a função. Mas é verdade; teve seu trabalho prejudicado por duas lesões. Agora terá bastante tempo para lamberas feridas e pensar - pensar muito, no modelo de time que imagina não apenas para a conclusão da temporada, mas para o ano que vem.
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