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12/02/2017 - 19:30

Pré-Jogo

O Verdão vai a Itu para enfrentar o Ituano no Novelli Júnior, em partida válida pela segunda rodada do Paulistão. Além dos três pontos, o time busca na partida prosseguir com o trabalho de evolução tática iniciado há algumas semanas por Eduardo Baptista e sua comissão técnica.

A grande expectativa é pela estreia de um dos principais reforços para a temporada: o meia venezuelano Alejandro Guerra deve fazer sua primeira partida com a camisa do Verdão e deve monopolizar as atenções. Mais de 9 mil ingressos foram vendidos antecipadamente, numa região do estado apinhada de palmeirenses.

DESFALQUES:
Trabalho físico
: Barrios, Moisés e Mina
Lesionado: Tchê Tchê
Poupado
: Egídio
Não relacionado: Vinicius
Não inscritos: Borja, Daniel Fuzato, Arouca e Hyoran

RELACIONADOS:
Goleiros
: Fernando Prass e Jailson
Zagueiros: Edu Dracena, Vitor Hugo, Thiago Martins e Antônio Carlos
Laterais: Fabiano, Jean e Zé Roberto
Meio-campistas: Guerra, Felipe Melo, Michel Bastos, Raphael Veiga, Thiago Santos e Vitinho
Atacantes: Erik, Roger Guedes, Dudu, Alecsandro, Keno, Rafael Marques e Willian Bigode

Eduardo Baptista perdeu Tchê Tchê por pelo menos seis semanas na partida anterior – o volante sofreu uma fratura no ombro esquerdo. Com Moisés ainda fora por estar se recuperando de uma cirurgia no pé, o treinador ainda tem algum tempo para decidir se vai mesmo insistir com dois pontas abertos em seu esquema 4-1-4-1, ou se vai ensaiar uma movimentação diferente para poder encaixar Moisés, Tchê Tchê e Guerra ao lado de Dudu.

Mina e Barrios também seguem em trabalho de aprimoramento físico. Sem poder contar com Borja por questões bur(r)ocráticas, Eduardo deve optar por Willian Bigode na frente – mas Alecsandro corre por fora. Na linha avançada, o treinador deve decidir se escala Guerra logo de cara – se preferir lançá-lo aos poucos, o favorito para a vaga é Michel Bastos. Mas nada impede de escalar os dois e sacar Roger Guedes, já pensando num time sem dois pontas abertos.

O provável time que entra em campo é Fernando Prass; Jean, Edu Dracena, Vitor Hugo e Zé Roberto; Felipe Melo; Roger Guedes (Michel Bastos), Guerra (Michel Bastos), Raphael Veiga e Dudu; Willian Bigode (Alecsandro).

ADVERSÁRIO

O Ituano arrancou um bom empate na estreia contra o Santo André, no ABC, e o técnico Tarcísio Pugliese deve manter o time, um dos poucos a conseguir pontuar fora de casa na rodada inaugural do campeonato. Se não houver surpresas, o time que deve entrar em campo é Fábio; Arnaldo, Naylhor, Lima e Peri; Wellington Simião, Guly e Guilherme; Claudinho, Ronaldo e Morato.

Lei do EX: Jailson defendeu o Ituano em 2006, mas esperamos que ele não precise entrar no lugar do Prass para fazer um gol de cabeça no fim do jogo. De resto, ninguém enfrentará a ex-equipe nesta partida.

RETROSPECTO

O Palmeiras já enfrentou o Ituano 27 vezes na História e a vantagem é grande: foram 15 vitórias, 5 empates e 7 derrotas; marcamos 50 gols e sofremos 26.

  • Apenas os dois primeiros jogos não foram pelo Paulistão: vitória por 7 a 1 em um amistoso em 1958, e derrota por 2 a 0 num amistoso em 1985;
  • Jogando no Novelli Junior, o retrospecto é equilibrado: 5 vitórias para cada lado e 4 empates; o Verdão leva vantagem no saldo de gols: 27 a 17;
  • O juiz será Raphael Claus, que na semana passada operou o São Bento em favor do SCCP. Ele já apitou 14 jogos do Palmeiras: ganhamos 6, empatamos e perdemos 4; marcamos 16 gols e sofremos 13.

PARPITE

Não devemos esperar goleada ou espetáculo. Ao contrário de times como Santos, Flamengo e Cruzeiro, o Palmeiras trocou o técnico na virada do ano e não está tão adiantado no desenvolvimento do time para a temporada. O que queremos ver é evolução. As linhas mais próximas, Felipe Melo bem coberto e sem levar bolas nas costas como aconteceu com Rafael Bastos, do Botafogo.

A fluência no setor ofensivo ainda deve demorar, ainda mais porque o time segue desfalcado no setor. Temos que ter paciência e seguir apoiando, confiando que o jogo deve se resolver na superioridade técnica. Mas não será fácil: Palmeiras 1 a 0, gol de Felipe Melo, para 14.987 pagantes. VAMOS PALMEIRAS!

Pós-Jogo

O Palmeiras conheceu sua primeira derrota na temporada ao perder pela contagem mínima para o Ituano, esta noite no Novelli Júnior. Confuso, errando muitos passes e inconsistente taticamente, o Verdão dependeu demais das performances individuais, mas com atuações abaixo da crítica de quase todo o time, foi impotente diante de um Ituano apenas aplicado.

Guerra estreou e fez um bom primeiro tempo, mostrando habilidade e visão de jogo, mas caiu muito no segundo tempo junto com todo o time, que não teve a movimentação necessária para lhe proporcionar opções de jogadas. Entre mortos e feridos, foi um dos poucos que se salvou.

PRIMEIRO TEMPO

Eduardo Baptista montou o time de forma diferente a seu 4-1-4-1: escalou Fabiano na direita, puxando Jean para o meio-campo, aparentemente ocupando o lado direito, ao lado de Felipe Melo. Outra mudança foi a inversão de Dudu com Roger Guedes – nosso capitão jogou do lado direito. E Guerra ficou com o miolo, contando com a aproximação de Willian Bigode, que se movimentava bastante e puxava a zaga, abrindo espaço para a projeção dos pontas.

Enquanto o time ainda se acomodava em campo, o Ituano mostrava bastante vontade, dividindo todas, avançando a marcação e tentando mostrar serviço no jogo contra o campeão brasileiro. E não teve medo de partir pra cima: aos 3, Moratto ganhou de Felipe Melo e enfiou para Claudinho, que penetrou na área e tocou na sáida de Prass, que fechou bem o ângulo e defendeu.

Aos seis, Fabiano sentiu uma lesão muscular e foi substituído por Thiago Santos, empurrando Jean de volta para sua posição original. O Verdão criou uma boa chance aos dez, com participação de todo o ataque: após chutão de Prass, Roger Guedes raspou de cabeça e acionou Willian Bigode, que tocou para Guerra; o venezuelano deu seu primeiro cartão de visitas num lindo toque por trás da zaga, deixando Dudu só com o goleiro pela frente, mas a finalização não saiu boa.

O jogo estava muito intenso e o Ituano respondeu rápido, logo na reposição de bola: Moratto fez boa jogada individual pelo meio, em cima de Zé Roberto, e bateu da entrada da área, exigindo boa defesa de Fernando Prass. Aos 13, Ronaldo fez boa jogada pela esquerda e cruzou por baixo, a bola atravessou a pequena área e Zé Roberto desta vez salvou; Moratto estava inteiro na jogada para abrir o placar.

O Palmeiras despertou depois dessas chances; a marcação no meio encaixou e finalmente nosso time passou a dominar as ações no meio-campo. Aos 19, Thiago Santos fez um lindo lançamento por elevação para Willian, nosso atacante dividiu com Fabio na entrada da área e a bola sobrou para Guerra, que com o gol vazio tentou tocar de longe por cobertura, mas a bola saiu por cima.

O Palmeiras ainda sentia a falta de entrosamento e mesmo com o domínio das ações tinha dificuldade em acertar o último passe. O time só conseguiu criar uma nova chance aos 34, numa bola longa de Dudu para Roger Guedes; o atacante invadiu a área mas não tem a perna esquerda; até dominar com a direita perdeu ângulo; Fabio saiu e Roger Guedes tocou por baixo, tirando do goleiro mas errando o alvo.

Aos 36, num contra-ataque rápido, a última chance do primeiro tempo: Guerra fez um lindo lançamento para Willian, de trivela, por trás da zaga; o atacante esperou a bola pingar e soltou a pancada de primeira, cruzado, mas ela saiu lambendo a trave direita de Fábio. Foi o último lance relevante do primeiro tempo.

SEGUNDO TEMPO

O Ituano voltou do vestiário muito mais ligado, diante de um Palmeiras que parecia achar que venceria o jogo a qualquer momento. Numa jogada pela direita, Arnaldo conseguiu um escanteio em cima de Zé Roberto, que parecia estar sempre um décimo de segundo atrasado em todas as jogadas. Na cobrança, Guly contou com falha na marcação de Thiago Santos e cabeceou livre, à queima-roupa, mandando a bola para as redes sem chances para Fernando Prass.

Com o gol logo cedo, o Ituano seguiu a cartilha e se fechou atrás, picotando o jogo e fazendo o relógio andar. Contou com uma certa preguiça do Palmeiras e praticamente não correu riscos até o fim do jogo.

A primeira tentativa de Eduardo Baptista foi seis por meia dúzia: tirou Roger Guedes, que fazia seu melhor jogo na temporada, para colocar Keno. O camisa 27 entrou quente no jogo e parecia que ia mudar o jogo em sua primeira participação: cruzamento de Jean da direita, ele raspou de cabeça e a bola saiu muito perto da trave direita de Fabio.

Sem nenhuma alteração tática, o Palmeiras seguia estéril em campo e presa fácil para o sistema de marcação apenas correto e aplicado do Ituano. Eduardo então voltou ao 4-1-4-1, tirando Edu Dracena, puxando Thiago Santos para a zaga, abrindo Willian na esquerda e mandando Alecsandro para ser a referência no ataque.

Não adiantou nada. O time seguia distante, perdido e aparentemente desinteressado da partida. Nossos jogadores perdiam jogadas fáceis e erravam muitos passes. Assim, apenas duas jogadas em bola parada animaram o jogo, uma para cada lado: aos 25, Jean bateu na barreira uma falta na meia-lua, após toque com o braço de Naylhor. E aos 30, a bola bateu num buraco e enganou Vitor Hugo, batendo em seu braço; Nena bateu bem, com força, mas a bola saiu por cima, assustando Prass.

Seguiram-se 20 minutos de tortura. O Palmeiras perdendo o jogo e sem nenhuma força ofensiva, lento, disperso, errando passes. Nem sombra do time campeão brasileiro de 2016. O Ituano seguiu fazendo sua cerinha e Raphael Claus terminou o jogo depois de seis minutos de acréscimos.

FIM DE JOGO

Não deu pra entender. Não esperávamos nenhum espetáculo, um empate ou mesmo uma derrota seriam aceitáveis, se ao menos o time mostrasse interesse e evolução. Jogando desta maneira, a única forma de amenizar as críticas seria vencendo o jogo. Como o Ituano ganhou, não há lado positivo nenhum.

Eduardo Baptista parece confuso: após eleger o 4-1-4-1 como esquema básico, mandou o time num 4-2-3-1; em vez de aprimorar o esquema principal, tentou desenvolver uma variação e no final nada funciona bem. A apatia e desinteresse dos jogadores pode ter vindo da falta de confiança sobre o que fazer.

Não pelo resultado em si, mas pelo que se viu em campo, o jogo foi inaceitável. A pouco mais de três semanas da estreia na Libertadores, o time parece muito, mas muito longe de apresentar um jogo consistente – a ausência de Moisés e Tchê Tchê explica um pouco, mas não justifica tamanha apatia. A semana começa quente e haverá forte pressão por um jogo convincente frente ao São Bernardo, na quinta-feira. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

11.962

R$ 545.970,00

Raphael Claus

Súmula

Ituano

GOL
Fábio
LAD
Arnaldo
ZAG
Naylhor
ZAE
Lima
LAE
Peri
VOL
Guly
VOL
Simião
VOL
Walfrido
MEI
Guilherme
MEI
Romarinho
ATA
Moratto
ATA
Ronaldo
ATA
Nena
ATA
Claudinho
TÉCNICO
Tarcísio Pugliese

Palmeiras

GOL
Fernando Prass
LAD
Fabiano
VOL
Thiago Santos
ZAG
Edu Dracena
ATA
Alecsandro
ZAE
Vitor Hugo
LAE
Zé Roberto
VOL
Felipe Melo
VOL
Jean
MEI
Dudu
MEI
Guerra
MEI
Roger Guedes
MEI
Keno
ATA
Willian
TÉCNICO
Eduardo Baptista

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Uma grande defesa no início do jogo, ainda frio - o que aumenta a importância. Está voltando à boa forma.
7
Fabiano
Não teve tempo de mostrar jogo.
0
Thiago Santos
Tinha entrado muito bem, fechando os espaços melhor até que Felipe Melo, mas a falha no gol foi imperdoável.
4
Edu Dracena
Tranquilo, até com excesso de confiança, tentou sair driblando onde tem que estourar.
6
Alecsandro
Mal pegou na bola.
5
Vitor Hugo
Pouco exigido, quase protagoniza um lance capital por falta de sorte, quando a bola bateu em seu braço após desviar no gramado ruim. Se fosse dois passos para trás...
6
Zé Roberto
Uma das piores partidas de Zé com nossa camisa. Lento, atrasado, em câmera lenta, parecia ter uns 43 anos.
2
Felipe Melo
Ainda tomando bolas bobas nas costas, mas com muita presença e qualidade técnica.
6
Jean
Fez um jogo burocrático, talvez resultado de ter mentalizado a semana inteira jogar pelo meio e ter que cair pra lateral com seis minutos.
5.5
Dudu
Errou praticamente tudo o que tentou, parecia o Maikon Leite.
2.5
Guerra
Numa estreia, com o time todo desinteressado, fez muito mais do que seria aceitável. Salvou-se.
7.5
Roger Guedes
Fazia uma de suas melhores partidas na temporada, aí foi substituído.
6.5
Keno
Parecia que ia arrebentar com o jogo no primeiro lance, mas acabou sendo engolido pela inoperância geral.
6
Willian
Uma movimentação aqui, uma finalização ali, nada de mais.
6
Eduardo Baptista
Eduardo Baptista
s/n