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Pré-Jogo

Pré-jogo Palmeiras x Vasco

Que saudades! Na tarde deste domingo, a Sociedade Esportiva Palmeiras recebe o Vasco da Gama na estreia de ambos os times no Brasileirão 2017. Com o scudetto de campeão no peito, o Verdão inicia a luta pelo decacampeonato. O Vasco volta pela terceira vez da segunda divisão e tem aspirações modestas: se não cair de novo já estará muito bom.

Palmeiras

DESFALQUES
Lesionados:
Luan, Thiago Martins e Moisés

Cuca remontou o 4-2-3-1 com Felipe Melo tendo Tchê Tchê a seu lado. Rapidamente enxergou que Willian Bigode e Borja podem e devem jogar juntos – quem perdeu a vaga no time titular foi Roger Guedes. Assim, sem novos desfalques e sem mistérios, o time deve ir a campo com Fernando Prass; Jean, Mina, Edu Dracena e Zé Roberto; Felipe Melo e Tchê Tchê; Willian Bigode, Guerra e Dudu; Borja.

Vasco

Milton Mendes perdeu a dupla de zaga titular, Luan e Rodrigo, que deixou o Vasco. Ainda sem reposição, a dupla reserva assume a bronca: Rafael Marques e Jomar. No mais, o time vem com força máxima para enfrentar o verdão: Martín Silva; Gilberto, Rafael Marques, Jomar e Henrique; Jean, Douglas, Wagner e Nenê; Yago Pikachu e Luis Fabiano.

Lei do Ex

Fernando Prass não deve marcar nenhum gol. Esperamos que Nenê também não marque.

Retrospecto

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Vasco
Vasco da Gama
Allianz Parque
Allianz Parque
Rodolpho Toski Marques
Rodolpho Toski Marques
Campeonato Brasileiro
Campeonato Brasileiro

 

Parpite

Expectativa enorme, estádio provavelmente cheio, e o time deve corresponder com uma vitória firme: 3 a 0, com gols de Borja, Dudu e Willian, para 35.876 pagantes. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

TV GloboGlobo – RJ, MG (menos Belo Horizonte), RS, SC, PR, ES, GO, TO, MS, MT, BA, SE, AL, PB, RN, CE, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF

PFCPFC

 

Pós-Jogo

Palmeiras 4x0 VascoCésar Greco / Ag.Palmeiras

De roupa nova, o Verdão goleou o Vasco na estreia do Brasileirão 2017 por 4 a 0 e largou na frente dos principais concorrentes na corrida pela taça. O placar é o mesmo da estreia do ano passado, frente o Atlético-PR. E a História é curiosa: nas duas vezes em que o time reconquistou o Brasileirão (72 e 93), fez o bis no ano seguinte. Apenas coincidências…

PRIMEIRO TEMPO

Cuca escalou o time como todos esperavam, a seu estilo: no 4-2-3-1, Tchê Tchê ficava próximo a Felipe Melo para preencher melhor os espaços e dar mais segurança ao lado esquerdo da defesa, claramente mais lento. O Porco Doido também voltou e com 15 segundos o time já chegou para incomodar na área do Vasco, ganhando um escanteio.

A pressão insana logo no começo, nossa velha conhecida, deu resultado de novo: aos 4 minutos, depois de ótima troca de passes, Dudu foi claramente derrubado por Jomar. Pênalti que Jean bateu bem e abriu o placar, dando o recado para todo o Brasil em rede de TV: o Palmeiras quer manter a taça e não está para brincadeira. Mas Martín Silva foi bem para a bola e quase defendeu.

O Vasco ainda viveu alguns minutos de pânico absoluto; o Verdão pressionava a saída de bola e podia ter aumentado o placar se o último passe tivesse saído bom em duas ou três oportunidades. Sem sucesso, o time diminuiu a pressão e o jogo baixou a rotação. Só aí é que o Vasco conseguiu tocar a bola e propor seu jogo.

A marcação do Palmeiras não encaixou. Douglas e Nenê ditavam o ritmo do jogo e conseguiam boas ligações com os laterais, que levavam vantagem sobre Zé Roberto e Jean. A bola foi alçada em nossa área várias vezes e Prass teve trabalho, precisando sair nos pés dos atacantes vascaínos. Aos 14, Mateus Pet aproveitou rebote de falta batida por Nenê e chutou colocado; Prass se esticou todo para defender no canto direito.

Nossa sorte é que Luís Fabiano é hoje apenas um arremedo do atacante que chegou a ser o camisa 9 do Brasil numa Copa do Mundo. Sem mobilidade, foi engolido por nossa dupla de zaga. Mas o Vasco era melhor e não merecia estar perdendo. Aos 20, Guerra perdeu para Douglas, que acionou Nenê em velocidade; o ex-palmeirense entrou na área sem marcação e concluiu por cima. Cinco minutos depois, Douglas arriscou de longe, num chute com muito efeito – experiente, Prass apenas escorou a bola para o lado, ela correu por toda a linha de fundo e saiu em lateral.

Com o domínio vascaíno, o Palmeiras se limitava a tentar sair em contra-ataques. Foi quando Cuca mexeu no time pela primeira vez, sem fazer substituição: trocou Tchê Tchê de posição com Jean. E funcionou muito bem; Jean encaixou na marcação e o Verdão voltou a dominar o meio-campo.

Aos 35, Mina ganhou mais uma lá atrás e estourou a bola, que foi na direção de Guerra. O colombiano esticou em velocidade em cima do fraquíssimo Jomar e, quando se preparava para entrar na área, foi empurrado. Borja caiu, deslizou junto com a bola e insistiu na jogada, disputando com Martín Silva, o que fez com que o juiz desse vantagem. A bola espirrou para o lado, onde estava Guerra, que cruzou rasteiro para a pequena área, mas ninguém colocou o pé.

Aos 40, saiu o segundo: Tchê Tchê lançou Jean, que partiu em velocidade em direção à área e chutou cruzado, forte; Martín Silva rebateu para o meio e Guerra chegou chutando – a bola provavelmente bateria na trave, mas o desvio em Gilberto a mandou para as redes. Cuca vibrou muito.

Aos 42, o Vasco quase diminuiu: Douglas, o melhor do time carioca, deu um lindo passe por elevação para Pikachu, nas costas de Zé Roberto; o meia dominou com categoria e bateu forte, cruzado, mas Fernando Prass fez uma defesa monstruosa, daquelas que nos acostumamos a ver Marcos fazer. E aos 44, Jean deu um presente para Douglas ao tentar recuar para Fernando Prass; o volante vascaíno bateu certinho, alto e com força, mas a bola explodiu no travessão, caindo fora da área.

No último lance, Borja teve a chance de fazer o terceiro após cruzamento da direita, mas a testada saiu por pouco – o bandeira já tinha levantado o instrumento. 2 a 0 era injusto com o Vasco, que merecia pelo menos um gol antes do fim do primeiro tempo. Se saísse o terceiro, seria quase sacanagem.

SEGUNDO TEMPO

Sem mudanças no intervalo, o Porco Doido apareceu de novo no segundo tempo: Mina subiu até a intermediária e fez um lindo passe para Tchê Tchê por trás de Henrique; o camisa 8 cortou para o pé esquerdo e cruzou na medida para Borja, que aos 47 segundos mergulhou de cabeça e fez o terceiro gol e matou qualquer esperança de reação do Vasco.

Não pode demorar muito no banheiro durante o intervalo com esse time do Cuca: aos 5 quase saiu o quarto: Guerra distribuiu para Tchê Tchê na direita mais uma vez e correu para a direita; Tchê Tchê trouxe para o meio e devolveu para o venezuelano, que cruzou para a área onde estava Jean (!!!) – o camisa 2 escorou como um centroavante, para excelente defesa de Martín Silva. Jogadaça.

Aos 8, Zé Roberto recebeu de Dudu e cruzou na área buscando Borja, Jomar tentou cortar e quase mandou na gaveta esquerda de Martín Silva, que pulou por pular. Aos 14, Fernando Prass lançou rápido para Dudu, que escapou do goleiro mas perdeu ângulo – quando chutou a meta já estava guarnecida por Jomar, que salvou sem problemas.

Aos 16, um momento divertido: Luís Fabiano, um cone, foi substituído por Kelvin e recebeu uma vaia de grau 8,5 na escala Wesley. Aos 18, Felipe Melo recuperou uma bola no meio e abriu na esquerda para Dudu, que dominou com a cabeça, colocando na frente, e invadiu a área. Desta vez ele não tentou driblar Martín Silva e bateu buscando o canto; mas o uruguaio fechou bem o ângulo.

Cuca trocou Willian Bigode, apagado, por Fabiano. Tchê Tchê, que começou como volante e tinha ido para a lateral, virou meia, por dentro – Guerra foi jogar aberto pela direita. E Fabiano entrou muito bem, apesar da falta de ritmo. Aos 27,o camisa 22 tabelou com Guerra e cruzou por baixo; Jean mais uma vez apareceu como centroavante e, com o gol escancarado, chutou para fora. Um pecado.

Aos 33, Dudu arrancou pra cima de Jomar, fintou uma vez e foi para a lateral; dando tempo do zagueiro do Vasco se recuperar; em velocidade, Dudu entrava na área marcado pelo zagueirão, que não tem muitos recursos e acabou fazendo mais um pênalti, corretamente assinalado pelo juiz. Borja bateu forte, no meio do gol, e fechou a goleada.

Com 4 a 0 e dez minutos pela frente, Cuca testou o time com dois pontas abertos, mandando Roger Guedes e Keno nos lugares de Dudu e Guerra. O time ficou num 4-3-3 com Tchê Tchê e Jean fazendo o papel dos meias, mas não funcionou muito bem. Com a vitória do Verdão definida, o árbitro encerrou o jogo com apenas dois minutos de acréscimo.

FIM DE JOGO

O Porco Doido dos inícios dos tempos tinha deixado saudades. O time oscilou ainda no primeiro tempo, mas nem precisou chegar no intervalo para Cuca ajeitar a situação. O Verdão mereceu a goleada pelo conjunto da partida; houve momentos em que pareciam times de divisões diferentes. Pobre Vasco: volta de seu terceiro rebaixamento tomando de quatro na estreia e sem maiores perspectivas de melhora. Já tem que começar a fazer contas para os 45 pontos.

Já o Verdão precisa fazer as contas para os 77. Largamos bem; fizemos a obrigação de ganhar os três pontos e ganhamos o bônus da goleada. Merecemos. Agora é virar a chavinha para a Copa do Brasil, conter a empolgação e entrar muito sério contra o Inter, na quarta-feira, porque qualquer vacilo pode custar uma eliminação. VAMOS PALMEIRAS!

A VOZ DO PADRINHO

O áudio pós-jogo de hoje é do padrinho Victor Giovany, aqui da capital paulista, que disse que ia COMEÇAR a se embriagar para comemorar – COMEÇAR? Quer enganar quem…?

Ficha Técnica

Palmeiras

GOL
Fernando Prass
LAD
Jean
ZAG
Mina
ZAE
Edu Dracena
LAE
Zé Roberto
VOL
Felipe Melo
VOL
Tchê Tchê
MEI
Willian Bigode
LAD
Fabiano
MEI
Guerra
ATA
Roger Guedes
MEI
Dudu
ATA
Keno
ATA
Borja
TÉCNICO
Cuca

Vasco da Gama

GOL
Martín Silva
LAD
Gilberto
VOL
Bruno Gallo
ZAG
Rafael Marques
ZAE
Jomar
LAE
Henrique
VOL
Douglas
VOL
Jean
ATA
Paulo Vitor
MEI
Mateus Pet
MEI
Yago Pikachu
MEI
Nenê
ATA
Luís Fabiano
ATA
Kelvin
TÉCNICO
Milton Mendes

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Duas defesas espetaculares e muita experiência em bolas marotas.
8.5
Jean
Apesar de uma falha bizarra que poderia ter dado em gol do Vasco, jogou muito bem quando voltou para o meio-campo. Brincou até de centroavante. A contratação de Mayke faz mais sentido ainda.
8
Mina
Como disse um padrinho no grupo de whatsapp, é o Luís Pereira do século XXI. Que responsa.
9
Edu Dracena
Todo mundo sabe de seu talento, mas tá lento (tu-dum-tsss!)
6.5
Zé Roberto
Reage, Zé!
5.5
Felipe Melo
Mostrou que pode jogar tanto mais recuado, em jogos fora de casa, quanto saindo mais para o jogo em jogos em casa, fazendo o papel de Moisés.
7.5
Tchê Tchê
Bem-vindo de volta, ó insaível!
9
Willian Bigode
O destaque negativo do time: tímido, muito aberto, não aproveitou o espaço para encostar em Borja e ser mais perigoso. Cuca vai ter que trabalhar para fazer esse encaixe.
5
Fabiano
Entrou muito bem, explorando as costas de Henrique e a fragilidade de Jomar, fazendo ótimas triangulações com Guerra e Tchê Tchê.
7.5
Guerra
Começou um tanto apagado, mas depois que pegou o ritmo, comeu a bola.
8.5
Roger Guedes
Entrou no fim e não teve muitas chances de aparecer.
0
Dudu
Recuperou a alegria de jogar. Estava encapetado, com o espírito de Edmundo.
8.5
Keno
Jogou pouco.
0
Borja
Se movimentou, puxou zagueiro, abriu espaço, disutou na força, e foi recompensado com um golaço de cabeça e um presente do elenco, ao ser escolhido para bater o segundo penal. Não pode reclamar de falta de "carinho".
8.5
Técnico Cuca
Cuca
O time nem jogou bem o tempo todo. Mas seu conhecimento prévio do elenco fez muita diferença - e também a confiança dos jogadores.
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