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14/06/2017 - 21:45

Pré-Jogo

Pré-jogo Santos x Palmeiras

Nesta véspera de feriadão, a Sociedade Esportiva Palmeiras volta à casa de praia para enfrentar o Santos, em jogo válido pela sétima rodada do Brasileirão. Depois de se reencontrar com a vitória no último sábado, o Verdão busca mais um resultado positivo em clássicos, algo sempre importante para manter o ambiente saudável.

Palmeiras

DESFALQUES
Lesionados:
Thiago Martins, Felipe Melo, Moisés e Arouca
Transição física: Dudu
Convocados:
Mina e Borja

Pendurados: Felipe Melo, Thiago Santos e Michel Bastos

Cuca não conseguirá repetir o time que venceu o Fluminense, já que Felipe Melo sofreu duas lesões (coxa e mão) e fica de fora por cerca de seis semanas. A proteção à zaga parece definida com Tchê Tchê e Thiago Santos, que joga pendurado. O único reserva para o setor é Jean, que sente um desgaste na articulação do joelho – que pode ser a causa de sua péssima fase.

Se não estiver pensando em promover novos testes, Cuca deve mandar a campo Fernando Prass; Fabiano (Mayke), Edu Dracena, Juninho e Zé Roberto; Thiago Santos e Tchê Tchê; Roger Guedes, Guerra e Keno; Willian Bigode.

Santos

O adversário estreia técnico novo: Levir Culpi fica no banco pela primeira vez e ganhou um reforço importante: Lucas Lima, recuperado de estiramento na coxa, está de volta. Outro que volta do DM é Victor Ferraz. Quem continua em tratamento são Ricardo Oliveira e Zeca, além de Cléber e Rodrigão. Daniel Guedes foi expulso na vitória contra o Atlético em Curitiba e cumpre automática.

Sem conseguir sequer um empate em clássicos inda este ano, o Santos deve ir a campo com Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Lucas Veríssimo e Jean Mota; Renato e Thiago Maia; Vitor Bueno, Lucas Lima e Bruno Henrique; Kayke.

Lei do Ex

Candidatos a balançar a rede: Edu Dracena e Zé Roberto pelo Verdão; David Braz pelo Santos.

Retrospecto

Este é o maior freguês de todos; ninguém perde tanto do Palmeiras na História quanto o Santos. Nada pode ser menor.

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Santos
Santos
Vila Belmiro
Vila Belmiro
Wilton Pereira Sampaio
Wilton Pereira Sampaio
Campeonato Brasileiro
Campeonato Brasileiro

Parpite

Jogar contra time com técnico novo sempre tem  uma dificuldade extra, já que não há referências concretas de como o time entrará em campo. Levir, em princípio, não deve mudar muito o estilo de jogo que vinha sendo feito por mais de dois anos por Dorival Júnior, mas sempre é bom ficar atento – será importante resistir à pressão inicial, já que o time praiano se sentirá bem à vontade com a multidão o empurrando. Mas dá Verdão: 2 a 0, com dois gols de  Willian Bigode, para 8.678 pagantes que congestionarão o banheiro-família para trocas de fraldas geriátricas. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

TV GloboGlobo, para SP (menos Santos), RS, PR, SC, GO, TO, MS, MT, BA, SE AL, PE, MA, PA (menos Santarém) e AP

PFCPFC e PFCI

Pós-Jogo

Santos 1x0 PalmeirasCésar Greco / Ag.Palmeiras

Em jogo movimentado e um tanto ofuscado pelo sorteio da chave da Libertadores, o Verdão acabou derrotado pelo Santos por 1 a 0 e perdeu a chance de engatar uma boa sequência no Brasileirão. Depois de tomar um gol irregular no início do segundo tempo, o Palmeiras deslanchou e foi bem melhor em campo, pressionou em busca do empate mas parou em Vanderlei, que foi disparado o melhor em campo.

PRIMEIRO TEMPO

Cuca definiu uma escalação que tanto podia ter três zagueiros, como podia aproveitar Juninho na esquerda e mandar Zé Roberto para o meio. O suspense se manteve até o início do jogo, quando pudemos perceber o time no esquema habitual: 4-2-3-1. Thiago Santos ficou em cima de Lucas Lima e a marcação dos dois times encaixou bem, tornando o jogo muito pegado, com poucas chances de gol.

No início, enquanto os times ainda achavam o melhor posicionamento, ainda apareceram alguns espaços. Aos 3, Thiago Maia abriu para Copete, que aproveitou a falha de Mayke, dominou e achou Bruno Henrique na área; pressionado por Edu Dracena, ele dominou e bateu para excelente defesa de Fernando Prass. A resposta do Palmeiras foi tímida e Tchê Tchê conseguiu um bom tiro de fora da área quatro minutos depois – à direita de Vanderlei.

A partir daí o jogo ficou travado. Lucas Lima foi apresentado ao bolso de Thiago Santos e chegou a se irritar durante o primeiro tempo, tamanha a dureza da marcação. O Palmeiras, por sua vez, não tinha saída pelas laterais e ficava refém da aproximação entre Guerra e Zé Roberto, que não chegou a acontecer.

Aos 23, Roger Guedes recebeu uma bola pelo lado esquerdo, com o time todo bastante espalhado no campo. Ele então tentou resolver a jogada: arrancou, cortou para o meio e soltou o canudo de direita, com efeito – a bola caiu por trás de Vanderlei e beijou o travessão santista, saindo pela linha de fundo. Ainda na base do tiro de fora após longa, mas improdutiva troca de passes, o Palmeiras tentou aos 27 com Thiago Santos – a bola tinha o endereço, mas desviou na bunda de Renato e saiu a escanteio.

O Palmeiras cresceu em campo, mas apenas o suficiente para manter mais a posse de bola, sem conseguir converter a superioridade em chances de gol. Mas aos 45, o time construiu uma bela chance em jogada bem trabalhada: Roger Guedes caiu pelo meio e abriu para Guerra na direita; o venezuelano cruzou com precisão na cabeça de Willian, que cabeceou como um legítimo centroavante obrigando Vanderlei a fazer uma excelente defesa – escanteio que o juiz não permitiu a cobrança, encerrando o primeiro tempo.

SEGUNDO TEMPO

Sem alterações, o segundo tempo começou com o Verdão em cima, subindo a marcação. Com dois minutos, Thiago Maia cedeu à pressão e perdeu a bola; Guerra aproveitou e soltou um balaço de fora, exigindo ótima defesa de Vanderlei.

O Palmeiras estava melhor em campo quando sofreu o gol: aos cinco, Jean Mota se aproveitou da indecisão de Mayke e Thiago Santos e escapou livre pela esquerda; avançou e tocou para o meio, onde estava Kayke, marcado por Edu Dracena – o atacante do Santos deslocou nosso zagueiro mandando-o ao chão e aí ficou fácil para tocar para o gol, tirando a bola de Fernando Prass.

O Santos teve duas chances para matar o jogo em escanteios: aos 8, da direita, Lucas Veríssimo cabeceou forte e Prass defendeu. Quatro minutos depois, a cobrança veio da esquerda, e Lucas Lima colocou na cabeça de David Braz, que meteu a bola na gaveta – Prass fez uma linda ponte e salvou o Verdão.

A partir daí, com a entrada de Keno no lugar de Zé Roberto, só deu Palmeiras: aos 13, boa tabela entre Guerra e Roger Guedes – o venezuelano bateu colocado e Vanderlei mandou a escanteio. Na cobrança, Edu Dracena escorou e Willian quase chegou na pequena área para empatar, mas a bola fugiu um pouco e saiu à esquerda do gol.

Tinha mais: aos 20, Mayke apoiou pela direita e mandou na área; Willian fez o pivô e Roger Guedes chegou batendo, para mais uma defesaça de Vanderlei. O Santos chegou de novo em mais um escanteio aos 22, que nossa defesa cortou – Keno tentou ajeitar a bola para alguém lançá-lo na corrida mas a deixou à mercê de Jean Mota, que bateu da meia-lua, exigindo mais um esforço de Fernando Prass.

O Verdão seguia em cima do Santos, que passou apenas a se defender, e a maioria das jogadas era pela direita, em cima de Jean Mota – Keno muitas vezes se enfiava por dentro, complicando mais a missão da dupla de zaga santista. Mas aos 31 ele caiu pela esquerda e levantou na área; a zaga rebateu e Guerra bateu cruzado; Willian desviou no meio do caminho e Vanderlei fez mais uma defesa enorme.

Cuca mandou o time com tudo pra cima na parte final, com Raphael Veiga no lugar de Thiago Santos. Num autêntico 4-3-3, o Verdão bombardeou a meta santista, consagrando Vanderlei. Aos 44, Jean chutou de fora e o goleiro santista mandou a escanteio. Na cobrança, a zaga afastou e Raphael Veiga emendou um chutaço – Vanderlei foi buscar no canto direito o que era gol certo.

Dois minutos depois, Roger Guedes tentava o espaço e Lucas Veríssimo cortou; Jean pegou a sobra e bateu por cima. Aos 49, Raphael Veiga levantou de canhota buscando Edu Dracena; que foi puxado por Vitor Ferraz e não alcançou a bola, que iria morrer no cantinho – Vanderlei fez seu último milagre da noite. Levir Culpi fez as duas substituições que guardou para atar o tempo e o jogo terminou.

FIM DE JOGO

O Palmeiras podia ter jogado melhor no primeiro tempo, mas só conseguiu mesmo impor sua superioridade após estar atrás no placar. A boa notícia é que o time se agigantou e só não saiu com um resultado melhor por causa da estupenda atuação do goleiro do Santos. O Verdão caiu de pé, mas isso não importa para a torcida, que vê o time perder mais um clássico e ainda terá que aturar a gozação do feriado. Saco.

Não há tempo para lamentos, o time tem mais um compromisso difícil no fim-de-semana contra o Bahia, fora de casa, quando contará com os reforços de Mina e Borja – e talvez de Dudu. E que reforços!  VAMOS PALMEIRAS!

A VOZ DO PADRINHO

O padrinho do site que fez o áudio pós-jogo é o Carlos Pappini, com seu vozeirão. VAnderlei estava LARGO! Valeu Pappini!

Ficha Técnica

Santos

GOL
Vanderlei
LAD
Vitor Ferraz
ZAG
Lucas Veríssimo
ZAE
David Braz
LAE
Jean Mota
VOL
Renato
VOL
Thiago Maia
MEI
Bruno Henrique
MEI
Lucas Lima
MEI
Hernandez
MEI
Copete
ZAG
Noguera
ATA
Kayke
VOL
Leandro Donizete
TÉCNICO
Levir Culpi

Palmeiras

GOL
Fernando Prass
LAD
Mayke
ZAG
Antônio Carlos
ZAE
Edu Dracena
LAE
Juninho
VOL
Thiago Santos
MEI
Raphael Veiga
VOL
Tchê Tchê
VOL
Jean
MEI
Roger Guedes
MEI
Guerra
MEI
Zé Roberto
ATA
Keno
ATA
Willian
TÉCNICO
Cuca

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Sem chance no gol, fez três ótimas defesas que mantiveram o Verdão vivo até o final.
8
Mayke
Vem melhorando no apoio, mas mostra-se muito vulnerável na defesa.
5.5
Antônio Carlos
Excelente jogo, muito sólido, sobretudo no primeiro tempo, quando houve mais exigência por parte do Santos.
8
Edu Dracena
Só foi batido numa falta de KAyke que o juizão não deu. Liderou o time em campo na reação
7
Juninho
Fez um bom duelo com Bruno Henrique. No segundo tempo arriscou até o apoio, mas não leva muito jeito.
6
Thiago Santos
Usou o uniforme do Matheus Sales e guardou o Lucas Lima no bolso de novo.
8.5
Raphael Veiga
Apesar do pouco tempo, entrou bem, dando mais volume ainda ao Verdão e criando duas chances preciosas.
6.5
Tchê Tchê
Discreto, parece sentir muito a falta de Moisés a seu lado.
6
Jean
No pouco tempo que ficou em campo, conseguiu perder mais uma na velocidade, mesmo em igualdade de condições com Bruno Henrique. Muito preocupante.
5.5
Roger Guedes
Foi a maior arma do time, sobretudo no segundo tempo, quando a produção foi maior.
7
Guerra
Não brilhou, mas foi eficiente na coordenação ofensiva. Mais uma vez, um dos destaques do time.
7.5
Zé Roberto
Sem explosão, dá chance para seus marcadores chegarem junto sem dificuldades. Tá difícil.
5
Keno
Não chegou a ser aquele tormento que precisávamos, mas incomodou e atraiu a atenção.
6
Willian
Boa presença na área, participando de lances importantes.
6.5
Cuca
Cuca
Desprezou o menor dos clássicos, preferindo trabalhar mais uma vez a parte tática e fazer experiências. Antônio Carlos foi um belo fruto a se colher desta observação. Juninho na esquerda, está claro, só se for para se defender. E Mayke é exatamente o oposto. E mesmo com todos esses testes,o melhor em campo foi o goleiro deles. Não tá tão ruim.
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