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Pré-Jogo

Pré-jogo: Palmeiras x Jorge Wilstermann

O Verdão recebe o Jorge Wilstermann pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores com a obrigação de ganhar. Não há qualquer circunstância que justifique um tropeço diante do time boliviano, que vem desfalcado de seu melhor jogador e que sem sombra de dúvidas jogará como os times pequenos do Paulistão: retrancado, fazendo cera, catimbando e esperando uma bola vadia sobrar no pé de um velocista para tentar um golzinho no contra-ataque.

Palmeiras

Desfalques

Suspenso: Vitor Hugo
Lesionados: Moisés e Thiago Martins
Não inscrito: Daniel Fuzato
Não relacionados: Vinicius, Fabiano, Arouca, Rafael Marques, Vitinho, Raphael Veiga, Hyoran, Erik e Alecsandro

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Goleiros: Fernando Prass e Jailson
Laterais: Egídio, Jean e Zé Roberto
Zagueiros: Antônio Carlos, Edu Dracena e Mina
Meio-campistas: Felipe Melo, Guerra, Michel Bastos, Thiago Santos e Tchê Tchê
Atacantes: Borja, Dudu, Keno, Roger Guedes e Willian Bigode

Com um limite de apenas sete jogadores no banco, Eduardo Baptista escolheu os dezoito que mais vêm atuando – apenas Raphael Veiga, dentre os que jogaram mais de quatro vezes na temporada, ficou de fora. O entrosamento está cada vez mais claro; as duas linhas de quatro estão mais compactas eapresença de Tchê Tchê dá uma solidez absurda ao time, dando liberdade para que Dudu, Guerra, Keno e Borja façam a mágica.

Michel Bastos ainda corre por fora por uma vaga entre os titulares, brigando com Keno. Thiago Santos está perdendo para Felipe Melo só no nome, mas o camisa 30 ainda faz por merecer a vaga – mas não pode vacilar que a sombra está enorme. O provável time: Fernando Prass; Jean, Edu Dracena, Mina e Zé Roberto; Felipe Melo; Keno (Michel Bastos), Tchê Tchê, Guerra e Dudu; Borja.

Adversário

O Jorge Wilstermann chega como franco atirador, sonhando apenas em não tomar uma goleada. De resto, o que vier é lucro. O time de Cochabamba, meteu uma goleada sobre o Peñarol na estreia, mas o placar foi enganoso – pode ser atribuído muito mais às falhas dos uruguaios do que a um grande jogo coletivo e envolvente dos bolivianos.

O treinador Roberto Mosquera, no entanto, faz um discurso de futebol ofensivo e diz que colocará o time com três atacantes – acredita quem quer. De qualquer forma, o time deve entrar em campo com apenas uma alteração em relação ao time que goleou o Peñarol: Cabezas deve substituir Gabriel Ríos, suspenso pelo cartão vermelho. O time: Olivares; Morales, Alex Silva, Zenteno e Aponte; Machado, Saucedo e Chávez; Bergese, Cabezas e Thomaz Santos.

Retrospecto

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Jorge Wilstermann
Jorge Wilstermann
Allianz Parque
Allianz Parque
Eduardo Humberto Gamboa
Eduardo Humberto Gamboa
Taça Libertadores da América
Libertadores

 

Parpite

O Verdão, time de queixo duro, pode até tomar um ou mesmo dois gols em bolas vadias no primeiro tempo. Mas vai tomar conta do jogo e fazer valer sua força. É uma noite para mostrar todo o poderio que se espera do time, esmagando os bolivianos, ainda mais se vierem abertos mesmo – pena que não virão, esse discurso é só pra torcida ficar feliz.

Um público de 38.678 pagantes vai sair do Allianz Parque apressado, mas feliz como a vitória por 6 a 1 do Verdão, com gols de Dudu, Keno, Borja (3) e Willian Bigode. VAMOS PALMEIRAS!

Bônus

Jogadores do Wilstermann fazem o reconhecimento do Allianz Parque.

Pós-Jogo

Palmeiras 1x0 Jorge WilstermannCésar Greco / Ag.Palmeiras

O Verdão fez uma partida ruim, mas conseguiu arrancar a vitória pelo placar mínimo do Jorge Wilstermann, da Bolívia, com um gol de Mina no último lance do jogo. Com o resultado, o time ultrapassou o time boliviano e assumiu a liderança do grupo 5 da Libertadores

PRIMEIRO TEMPO

O Jorge Wilstermann veio com uma linha de 5 defensores, com quatro no meio-campo e apenas o atacante Cabezas isolado na frente – confirmando a expectativa de retranca, ao contrário do que pregava o treinador Roberto Mosquera durante a semana. O Verdão, com Michel Bastos aberto de um lado e Dudu de outro, teve muitas dificuldades para achar o espaço, mesmo num jogo de ataque contra defesa.

Na procura pelos pedaços de campo, Dudu inverteu a jogada aos 2 minutos e Michel Bastos ajeitou de peito para Jean, que chegou batendo – a bola foi na rede, por fora. Tchê Tchê, tímido, fazia uma partida fraca e sua ausência era sentida – as triangulações pelos flancos ficaram comprometidas o Verdão tinha problemas para furar o bloqueio.

O goleiro Fernando Prass, da SE Palmeiras, em jogo contra a equipe do C Jorge Wilstermann, durante partida válida pela primeira fase, da Copa Libertadores, na Arena Allianz Parque.
César Greco / Ag.Palmeiras

Aos 9, numa bola parada, os bolivianos assustaram: Thomaz Santos bateu falta na área; Morales desviou, a bola acabou batendo em Mina e indo em direção ao gol, mas Fernando Prass estava atento e fez uma defesa espetacular, de muito reflexo.

Aos poucos o Palmeiras foi compreendendo as formas de penetrar na defesa adversária; Guerra se soltou e Dudu caiu mais para o meio. O venezuelano passou a ditar o ritmo do meio-campo e as chances apareceram. Aos 24, tabela entre Guerra e Borja; de frente para o gol o camisa 18 bateu de bico, sem direção.

Um minuto depois, Jean acionou Guerra aberto pela direita; o cruzamento veio na marca do pênalti, onde estava Borja, que matou a bola e finalizou, mas foi travado no último momento por Alex Silva, que assim evitou o gol. Aos 27, mais uma vez a tabela entre os dois ex-companheiros de Nacional de Medellín; Olivares defendeu mais uma finalização de Borja.

O lado direito passou a ser mais explorado, com as descidas de Jean e Michel Bastos. Aos 37, o camisa 15 fez um excelente cruzamento para Borja, que subiu livre e testou para o chão, mas caprichou demais e a bola pingou muito curta, encobrindo o travessão – chance claríssima desperdiçada. Aos 42, quase uma repetição da jogada, mas desta vez o cabeceio foi na direção de Olivares, que não teve problemas para defender. E com o placar em branco, o juiz encerrou o primeiro tempo.

SEGUNDO TEMPO

O Verdão voltou forte para o segundo tempo e amassou o Wilstermann nos primeiros minutos. Aos 5, Felipe Melo acertou um belíssimo passe para Guerra, livre – o camisa 18 acabou sendo displicente no lance e tentou chapelar o goleiro, errando de forma bisonha. Aos 7, Jean bateu falta da direita e Mina escorou para o fundo do gol, mas o bandeira deu impedimento. Mina estava na mesma linha do zagueiro boliviano.

Jean continuava se apresentando ao ataque e foi lançado por Felipe Melo, por trás da zaga, mas Olivares conseguiu a defesa e mandou a escanteio – o Palmeiras teve uns 326 escanteios na partida, todos muito mal batidos. Neste o Palmeiras brigou pela segunda bola e Mina conseguiu novamente a finalização, mas Olivares defendeu de novo.

Após esse lance, os técnicos começaram a mexer no time e o Palmeiras levou a pior. Eduardo trocou Michel Bastos por Keno e Guerra por Roger Guedes – quem entrou, entrou bem, mas quem saiu fez muita falta. Dudu e Tchê Tchê estavam em noite pouco inspirada e teriam sido melhores escolhas.

O nervosismo passou a falar alto e o Verdão só conseguiu criar outra chance aos 31 – Keno fez uma linda enfiada para Roger Guedes, livre, na cara do gol, mas na hora de dominar, a bola escapou.

Depois de muita catimba e cera, o Palmerias chegou só aos 45, de novo com Roger Guedes: ele foi lançado por Jean mas foi travado quando se preparava para bater para o gol, só com o goleiro pela frente. E Roger Guedes foi decisivo no lance do gol, aos 50 minutos: Dudu bateu falta na área, a defesa rechaçou; o próprio Dudu recuperou o rebote e partiu para dentro da área e cruzou; a defesa rebateu mais uma vez e Felipe Melo recuperou; Keno recolocou a bola na área, desta vez do lado direito, para Roger Guedes, que fez a jogada de ponta e cruzou rasteiro, para Mina, em posição duvidosa legal , empurrar para o gol. Não tem juiz ladrão no mundo que tenha peito de anular esse gol.

Ufa!

FIM DE JOGO

Foi longe de ser um bom jogo. O Palmeiras esbarrou numa retranca simples, feita por um time bastante limitado. Peças-chave do time, como Dudu e Tchê Tchê, estiveram numa noite muito ruim e o treinador não foi feliz nas mexidas. Mesmo assim, o time buscou o resultado na marra, no finalzinho, mesmo sem sufocar o Wilstermann no segundo tempo, como deveria.

A expectativa era de uma goleada, mas nesta situação o resultado acaba sendo o que mais importa. Um tropeço teria proporções trágicas. Este jogo, além dos três pontos, deu ao Palmeiras valiosas lições. Que sejam bem aproveitadas para que o time saiba o que fazer diante de situações semelhantes que certamente enfrentaremos.

O time agora vira a chavinha para o Paulistão – serão mais quatro jogos até o fim da fase de classificação e o início do mata-mata, antes da próxima partida pela Libertadores, contra o Peñarol. No fim-de-semana, clássico na Vila Belmiro. Não tem moleza. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

38.419

R$ 2.565.095,57

Eduardo Humberto Gamboa

Jorge Wilstermann

GOL
Olivares
LAD
Morales
ZAG
Alex Silva
ZAE
Zenteno
ZAG
Diaz
LAE
Aponte
VOL
Machado
MEI
Ortiz
MEI
Saucedo
ATA
Bergese
VOL
Cardozo
ATA
Cabezas
MEI
Olego
ATA
Thomaz Santos
TÉCNICO
Roberto Mosquera

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Fez apenas uma defesa importante, mas ela foi sensacional: exigiu elasticidade e muito reflexo.
8.5
Jean
Partida acima da média, presente no ataque e participando de boas jogadas.
7
Mina
Tirou tudo, foi fundamental na distribuição das jogadas e fez dois gols - pra valer só um.
9
Edu Dracena
Sem maiores problemas.
6.5
Zé Roberto
Discreto, poderia ter ajudado mais na construção das jogadas por seu flanco.
6
Felipe Melo
Talvez seu melhor jogo com nossa camisa, pilhado na medida certa, desarmou e brigou com responsabilidade. E ainda meteu dois belos passesque podiam ter dado em gol.
7.5
Michel Bastos
Teve bons momentos no primeiro tempo e podia ter ficado mais tempo em campo.
7
Keno
Entrou com muita raça, mas não conseguiu mais que uma ou duas boas jogadas.
6.5
Tchê Tchê
Ganhou tantos elogios após o clássico que acabou sendo secado. Não jogou nada, o que acaba confirmando a tese de que ele é o termômetro do time.
3.5
Willian
Participou pouco do jogo com a bola no pé, mas bagunçou a zaga do adversário só de estar lá.
6
Guerra
Vinha sendo o maestro do time e não deveria ter sido sacado. Mas o lance do chapeuzinho foi imperdoável.
7
Roger Guedes
Entrou muito bem, criando três chances fundamentais - entre elas, o gol.
8
Dudu
Pouco inspirado, bateu mal demais as bolas paradas. Na raça, insistiu no lance da construção do gol, mas mesmo assim sua participação no lance não deu em nada.
4
Borja
Muito bem colocado no primeiro tempo, conseguiu várias finalizações. Tinha que ter colocadopelo menos uma para dentro. E no segundo tempo, sumiu.
6
Eduardo Baptista
Eduardo Baptista
Escalou bem e não tem culpa das más atuações de dois jogadores fundamentais. Mas tinha que ter mexido melhor.
5.5