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Pré-Jogo

Na manhã do domingão, a Sociedade Esportiva Palmeiras recebe o Vitória, pela 14ª rodada do Brasileirão, precisando do resultado para espantar a má fase e ao mesmo tempo à procura de novas formações para solucionar a crise tática. Se correr, o bicho pega; se ficar, o bicho come.

Palmeiras

DESFALQUES
Recuperação física
: Fabiano, Jean, Thiago Martins, Arouca e Moisés
Não inscrito: Deyverson
Suspenso: Thiago Santos

Pendurados: Felipe Melo, Tchê Tchê, Michel Bastos, Roger Guedes, Dudu e Borja

Ainda sem poder contar com Deyverson, Cuca deve manter o esquema que não vem dando lá muito certo, mas que já tem um certo entrosamento, para tentar ganhar o jogo e afastar a nuvem preta de cima da Academia de Futebol – mesmo que isso custe mais tempo para ensaiar uma nova formação.

Se isso se confirmar, o que nosso treinador tem de melhor à disposição seria Fernando Prass; Mayke, Mina, Luan e Juninho; Felipe Melo e Tchê Tchê; Roger Guedes, Guerra e Dudu; Willian Bigode. Apenas uma possível escalação entre dezenas de combinações.

Vitória

No Vitória, Gallo não pode contar com dois zagueiros: Fred e Kanu estão suspensos e ficaram em Salvador. Quem deve fazer a estreia é Wallace Reis, que chegou do Grêmio.

Além dos suspensos, estão de fora Ramón, William Farias, José Wellison e Kieza, lesionados. Gallo já não conta também com Euler e Gabriel Xavier, que estão deixando o clube. Assim, o time que deve entrar em campo neste domingo é Fernando Miguel; Patric, Alan Costa, Wallace Reis e Geferson; René e Yago; Carlos Eduardo, Cleiton Xavier e David; André Lima.

Lei do Ex

Ninguém no Verdão defendeu as cores do Vitória na carreira. Do lado de lá, Cleiton Xavier é a ameaça.

Retrospecto

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Vitória
Vitória
Allianz Parque
Allianz Parque
Bruno Arleu de Araújo
Bruno Arleu de Araújo
Campeonato Brasileiro
Campeonato Brasileiro

Parpite

Partida na medida para tirar a zica, desde que jogue sério e concentrado. Mas o mais importante é que vença e convença. Não seria nada mau um placar de 3 a 0, mostrando evolução ofensiva e jogadas com começo, meio e fim. Resta saber se nestes três dias após a derrota no Derby, se foi possível ensaiar algo de novo para que o placar se confirme, com gols de Juninho, Willian e Dudu, para 32.345 pagantes. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

PFCPFC

Pós-Jogo

Palmeiras 4x2 VitóriaCésar Greco / Ag.Palmeiras

O Verdão conseguiu uma boa goleada na manhã deste domingo sobre o Vitória, ao marcar 4 a 2 depois de ter saído atrás no placar mais uma vez. O resultado volta a dar confiança ao Verdão, que segue em busca de um melhor padrão de jogo para encarar os mata-matas que se aproximam.

PRIMEIRO TEMPO

Cuca armou o lado esquerdo da defesa com Egídio e Edu Dracena – aparentemente sem se preocupar com a ameaça de Neílton – talvez confiando na proteção feita por Felipe Melo, de volta ao time titular.

O Porco Doido começou com tudo – na primeira jogada, após bola esticada por Mayke, Dudu acionou Guerra, que passou por trás da zaga e bateu firme, mas na rede pelo lado de fora, assustando Fernando Miguel. O Verdão continuou em cima do time baiano, alçando bolas perigosas na área de Fernando Miguel, sempre tentando o jogo por baixo. Parecia um ótimo começo.

Mas aos 9 aquela nuvem negra apareceu de novo em cima de nossa cabeça – numa bola recuperada por Uillian Corrêa na intermediária, Neílton recebeu pelo meio, com cinco palmeirenses o cercando. Uillian Corrêa correu pelo meio, marcado por Edu Dracena e Mina, recebeu, deu um toque na frente e arriscou o chute de fora: foi muito feliz, acertando o ângulo esquerdo de Fernando Prass – a bola ainda bateu na trave antes de entrar.

Aos 17, após escanteio batido da esquerda, René empurrou Felipe Melo com as duas mãos dentro da área – pênalti que Bruno Arleu de Araújo preferiu não apitar. Aos 22, Tchê Tchê saiu jogando errado; Patric foi lançado por trás da zaga e tocou para as redes de Fernando Prass, mas estava mais de um metro impedido e o bandeira assinalou.

O Palmeiras sentiu o mau momento da temporada e perdeu a objetividade que mostrou nos primeiros minutos, mostrando um enorme nervosismo – a torcida também não conseguiu assimilar o gol e pressionava o time a cada passe errado tornando tudo mais difícil. As tentativas passaram a ser todas pelo alto, e o rendimento do time caiu absurdamente.

Mas aos 34, em mais uma jogada de bola parada, Wallace Reis se chocou com Mina na área e finalmente o juiz marcou o pênalti – duvidoso, tanto na falta, quanto na posição do colombiano. Roger Guedes bateu e empatou o jogo. Com o gol, a tranquilidade voltou ao time, que recuperou a confiança para fazer o toque de bola prevalecer – com mais jogadas por baixo, sem apelar para os chuveirinhos.

Assim, aos 47, depois de tabela entre Dudu e Guerra, um pouco ajudado pela sorte na bola espirrada, o camisa 7 ficou livre dentro da área, de frente para Fernando Miguel, e tocou rasteiro, virando o jogo para o Verdão. Mesmo sem jogar bem, o Palmeiras mereceu a vantagem no placar que levou para o vestiário. Depois de três jogos e meio, o Verdão voltou a ficar à frente no placar.

SEGUNDO TEMPO

Os dois times voltaram sem mudanças e o Vitória, atrás no placar, dava mais espaços ao Palmeiras. Aos 7, Mayke acertou um lindo lançamento para Willian, na cara do gol ele foi atropelado por trás por Alan Costa, mas o juiz de novo não deu o pênalti. Incrível a ruindade da arbitragem.

Aos 12, Edu Dracena dividiu com Cleiton Xavier e estourou, a bola caiu para a corrida de Willian, mais uma vez contra Alan Costa; eles se enroscaram mas o camisa 29 conseguiu abrir para Dudu, em condições de bater, mas ele preferiu o passe – Wallace Reis rebateu nos pés de Willian, que tentou tirar de Fernando Miguel, mas bateu mal, por cima.

Aos 15, Mina cochilou e permitiu que André Lima lhe roubasse a bola perto da linha lateral; ele cruzou rápido para Neílton que fechava pelo meio e o atacante escorou para fora, de frente para Fernando Prass, sem marcação. Que vacilo.

O Vitória se animou com o lance e passou a pressionar o Palmeiras. Aos 20, após uma sequência de escanteios, Wallace Reis acertou uma cabeçada na forquilha esquerda de Fernando Prass. O Palmeiras perdeu o comando do jogo, que ficou muito perigoso. Cuca então trocou Guerra por Michel Bastos.

Aos 23, Egídio bateu uma falta frontal sofrida por Dudu, e a bola tinha o endereço – Fernando Miguel foi buscar na última gaveta da esquerda. E aos 25, Dudu puxou um contra-ataque de forma sensacional, contra dois adversários. Mesmo muito pressionado, ele conseguiu o cruzamento por baixo; Roger Guedes acreditou na jogada e se antecipou ao marcador, ganhando a dividida e fazendo a bola sobrar limpa para Willian, que bateu rasteiro, na trave; no rebote, Mayke encheu o pé e fez o terceiro gol, dissipando a nuvem negra de uma vez por todas. Sai zica!

Aos 30, Cuca sacou Felipe Melo, cansado, e colocou Zé Roberto em seu lugar. E um minuto depois, saiu a jogada do quarto gol: Mina conduziu aos trancos e barrancos e tocou para Michel Bastos, aberto pela direita. Ele evitou a saída e achou um cruzamento por baixo, com precisão milimétrica para a penetração de Dudu, que apenas esticou a perna para colocar no canto direito de Fernando Miguel. Estava desenhada a goleada.

O jogo naturalmente diminuiu de ritmo e aos 39, David recebeu uma bola na direita, deu um drible desmoralizante em Egídio e avançou; abriu na direita para André Lima e se projetou à frente, recebendo de volta – nossa defesa ficou na bola e ninguém marcou o jogador do passe – André Lima devolveu e David fuzilou Fernando Prass, diminuindo o placar.

Aos 41, Zé Roberto ligou com Michel Bastos, que rapidamente acionou Borja, do jeito que ele gosta, com a bola na frente e em condições de arremate; o camisa 9 tentou acertar o canto direito de Fernando Miguel mas errou o alvo. E com o placar definido, os dois times reduziram a marcha e esperaram pelo apito final do péssimo Bruno Arleu de Araújo.

FIM DE JOGO

Ufa! Mesmo saindo atrás no placar pela quarta vez seguida, desta vez o Palmeiras conseguiu a virada e voltou a ficar à frente no placar, o que nos devolve a perspectiva de ver o time criando jogadas com tranquilidade e usando toda a capacidade técnica dos jogadores. Ficou claro que o jogo tem que ser por baixo, ao menos enquanto Deyverson, um atacante com bom porte físico, não fica à disposição.

O palmeirense finalmente pôde curtir um macarrão de domingo feliz, relaxado, e volta a ter confiança no time. Quarta tem cheirinho. Pra cima deles! VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Palmeiras

GOL
Fernando Prass
LAD
Mayke
ZAG
Mina
ZAE
Edu Dracena
LAE
Egídio
VOL
Felipe Melo
VOL
Zé Roberto
VOL
Tchê Tchê
MEI
Roger Guedes
MEI
Guerra
MEI
Michel Bastos
MEI
Dudu
ATA
Borja
ATA
Willian Bigode
TÉCNICO
Cuca

Vitória

GOL
Fernando Miguel
LAD
Patric
LAD
Leandro Salino
ZAG
Alan Costa
ZAE
Wallace Reis
LAE
Geferson
VOL
René
VOL
Uillian Corrêa
MEI
Yago
MEI
David
MEI
Cleiton Xavier
ATA
André Lima
ATA
Neílton
ATA
Jhemerson
TÉCNICO
Alexandre Gallo

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Voltou a fazer uma partida segura, sem culpa nos gols; sempre bem colocado e tirando as bolas por cima, sem socar para o chão.
7
Mayke
Marcou seu primeiro gol com a camisa do Verdão e fez uma partida consistente, equilibrado no apoio e na marcação.
7.5
Mina
Partida em alto nível prejudicada por um erro grosseiro que quase custou o empate no placar num momento crucial do jogo.
6
Edu Dracena
Discreto, manteve a regularidade sem correr riscos em disputas de velocidade.
6
Egídio
Apesar da humilhação no lance do segundo gol do Vitória, não fez má partida - e podia ter feito um gol histórico de falta não fosse a boa defesa do goleiro.
6
Felipe Melo
Volta em alto nível, dando mais personalidade e qualidade ao nosso meio de campo.
7.5
Zé Roberto
Entrou bem e participou de jogadas importantes que podiam ter dado em gol. Zé vai terminar a carreira jogando como volante!
6.5
Tchê Tchê
Inseguro, errando passes e sem a vitalidade que nos acostumamos a ver.
5.5
Roger Guedes
Mesmo numa partida abaixo do que vinha jogando, conseguiu se destacar com uma participação fundamental no terceiro gol - além do seu, de pênalti.
7
Guerra
Outro que teve atuação destacada, participando do segundo gol e dando um toque de categoria nas descidas do Verdão.
7
Michel Bastos
Entrou, meteu uma bolaça para o Dudu enão deixou o nível cair. Muito boa partida.
7.5
Dudu
Dois gols e aalma guerreira de sempre, não se abateu mesmo errando em lances importantes quando o time estava atrás no placar.
8
Borja
Jogou pouco tempo - e mesmoassim teve uma boa chance no final.
s/n
Willian Bigode
Desta vez não foi às redes, mas também teve participação importante no terceiro gol, além de sofrer um pênalti escandaloso que o juiz não marcou.
6
Técnico Cuca
Cuca
Fez o arroz com feijão e conseguiu as duas coisas: vencer para devolver a tranquilidade e fazer o time jogar de forma mais agrupada e objetiva. Merece a nossa confiança.
7