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18/06/2017 - 16:00

Pré-Jogo

Pré-jogo Bahia x Palmeiras

Na tarde deste domingo, a Sociedade Esportiva Palmeiras visita o Bahia, em jogo válido pela oitava rodada do Brasileirão. Depois de perder roubado em Santos, o time tenta a recuperação e para isso vai poder contar com as voltas de Mina e Borja, que estavam servindo à seleção colombiana.

Palmeiras

DESFALQUES
Lesionados:
Thiago Martins, Felipe Melo, Moisés e Arouca
Poupados: Edu Dracena e Zé Roberto
Transição física:
Dudu

Pendurados: Thiago Santos, Felipe Melo e Michel Bastos

Cuca terá as importantíssimas voltas de Mina e Borja ao time. Depois de ver a evolução defensiva nas últimas partidas, vai chegando o momento de intensificar a armação ofensiva do time a fim de aproveitar as melhores qualidades de Borja no ataque, e é isso que esperamos ver já nesta partida.

Edu Dracena e Zé Roberto ficaram na capital paulista, por precaução. A zaga pode serformada por Mina e Juninho, mas Antônio Carlos também tem chances depois da ótima partida em Santos. Pode acabar sobrando para Egídio.

Outro que quase não jogou, mas acabou se juntando de última hora à delegação foi Tchê Tchê. Após uma crise de piriri na sexta, o volante viajou separado e treinou normalmente no sábado com o grupo.

Na direita, mais uma dúvida; neste momento, Mayke, Jean e Fabiano disputam a posição em igualdade de condições. O triste é verificar que a disputa é entre o que está em fase menos ruim; nenhum está atando em nível satisfatório. No ataque, Willian joga – resta saber se será no comando do ataque, ou aberto pela esquerda. Borja disputa a vagano time titular com Keno. O provável time: Fernando Prass; Jean (Mayke ou Fabiano), Mina, Antônio Carlos (Egídio) e Juninho; Thiago Santos e Tchê Tchê; Roger Guedes, Guerra e Keno (Borja); Willian Bigode.

Bahia

No Bahia, o técnico Jorginho não poderá contar com Wellington Silva, Jackson e Hernane, em recuperação de lesões, e com Edson, expulso contra o Coritiba. Além deles, Matheus Sales e Allione, com vínculo com o Palmeiras, também serão desfalque. A dúvida é Régis, em recuperação física.

Os últimos treinos foram fechados para a imprensa, mas se Jorginho tentar se manter o mais próximo possível do time que empatou no Paraná, mandará a campo Jean; Eduardo, Tiago, Lucas Fonseca e Matheus Reis; Juninho e Renê Junior; Zé Rafael e Vinícius (Régis) e Mendoza; Edigar Junio.

Lei do Ex

Vários ex-palmeirenses estão no elenco do Bahia, mas três não poderão participar do jogo –além da dupla de emprestados, Jackson está lesionado. Só quem pode ser titular é Régis; poderão se sentar o banco Pablo Armero e Maikon Leite.

No nosso elenco, não temos ninguém com passagem pelo Bahia.

Retrospecto

São 24 anos sem perder uma partida na Fonte Nova – um belo tabu a nosso favor. Aproveite todas as funcionalidades do Almanaque do Verdazzo. Consulte os links abaixo, e faça os cruzamentos com outros dados como preferir:

Bahia
Bahia
Fonte Nova
Fonte Nova
Rodolpho Toski Marques
Rodolpho Toski Marques
Campeonato Brasileiro
Campeonato Brasileiro

 

Parpite

O adversário terá desfalques importantes em seu meio-campo e o time tende a sentir a diferença. Se o Verdão conseguir vencer a batalha pelo setor, tem tudo para conseguir a primeira vitória fora de casa. E conseguirá: 3 a 1, com dois gols de Borja e um de Mina, para 21.234 pagantes. Vamos Palmeiras!

Transmissão

TV GloboGlobo – para SP, RS, SC, GO, TO, SE, AL, PE, RN e CE

PFCPFC

* a imagem do pré-jogo foi feita pelo leitor e padrinho do Verdazzo Rubens Gianfaldoni. É muito talento!

Pós-Jogo

Bahia 2x4 PalmeirasCésar Greco / Ag.Palmeiras

Fazendo uma partida inteligente, o Palmeiras venceu o Bahia por 4 a 2 na Fonte Nova, e conseguiu sua primeira vitória fora de casa neste campeonato. À frente no placar em quase toda a partida, o Verdão soube controlar o jogo e chegar ao importante resultado, que tira o time de perto da confusão e dá confiança para a sequência do campeonato.

PRIMEIRO TEMPO

Com Egídio na esquerda e Jean no meio, Cuca seguiu optando por Willian Bigode no comando do ataque, mantendo Borja no banco. O jogo começou em ritmo muito forte, a bola não parava por um segundo sequer e as duas equipes criavam chances. A primeira foi do time da casa: aos cinco, Mendoza deu ótimo toque para Renê Júnior que finalizou por baixo, mas Fernando Prass cresceu e defendeu com o pé; no rebote, Edigar Júnio tentou aproveitar e deu um toquinho por cima; Prass, mesmo deitado, explodiu e conseguiu fazer mais uma grande defesa.

O Verdão respondeu um minuto depois, com Keno, que aproveitou o espaço na intermediária e soltou um canudaço, por cima do gol. O Bahia voltou à carga aos 8, quando Edigar Júnio aproveitou um bate-rebate e avançou livre, mas Juninho teve uma recuperação espetacular e travou a conclusão com muita precisão.

O ritmo continuava alucinante e aos 9 Thiago Santos puxou o contra-ataque; ele abriu para Roger Guedes que fez a jogada pela direita e cruzou rasteira – Guerra escorou por cima do gol. Aos 16, Guerra descolou um lançamento preciso para Keno, em velocidade, pelo meio; ele invadiu a área mas foi atropelado por Rodrigo Becão. O zagueiro chegou a tocar primeiro na bola, mas entrou com força excessiva, capinando tudo que tinha pela frente – pênalti que Roger Guedes bateu muito bem, no canto direito, abrindo o placar.

O ritmo do jogo caiu naturalmente, depois de um início tão forte. O Palmeiras se retraiu, e o Bahia não conseguia se impor diante do meio-campo bem postado do Verdão. A chance seguinte veio aos 20, numa bola parada – o time da casa chegou a marcar o gol, mas tanto Zé Rafael quanto Tiago, que participaram do lance, estavam impedidos. O Palmeiras chegou aos 25, quando Willian Bigode recebeu um passe com a coxa de Egídio e bateu cruzado; a bola desviou em Tiago e saiu a escanteio, passando muito perto.

Com Roger Guedes e Keno invertidos, o Palmeiras tinha mais volume e chegava com frequência perto da área do Bahia, mas a ausência de um jogador como referência continuava sendo o maior problema do ataque do Verdão. O Bahia, por sua vez, só conseguia chegar um pouco mais ao ataque quando abria as jogadas – nosso meio estava muito bem fechado. Juninho conseguiu um chute de fora aos 37, sem força, fácil para Prass.

Mas num lance sem muita pretensão, o time da casa chegou ao empate aos 44: Zé Rafael conseguiu algo raro: driblou Mina dentro da área e, livre, bateu forte; Fernando Prass defendeu e Edigar Júnio tentou aproveitar o rebote de peixinho; Prass defendeu mais uma vez, mas Vinicius não desperdiçou a terceira chance, empatando o jogo. O empate no primeiro tempo foi merecido diante do que as duas equipes fizeram.

SEGUNDO TEMPO

Cuca mexeu no intervalo: mandou Tchê Tchê a campo no lugar de Mayke – Jean voltou para a lateral. E a primeira chance foi do Verdão: lançamento de Mina, preciso, para Roger Guedes, por trás da zaga; ele tocou na saída de Jean e fez o gol, mas estava impedido, por muito pouco, e o bandeira assinalou.

O ritmo do Palmeiras continuava forte e aos 3 Keno fez um golaço: ele mesmo iniciou a jogada e tentou o arremate da entrada da área; a Tiago abriu o compasso e desviou; Roger Guedes recolheu e inverteu para Guerra, que devolveu para Keno; desta vez, com a bola rolando macia, ele bateu com capricho, na gaveta esquerda de Jean, que não teve chances.

O gol abateu o time da casa e o Verdão continuou em cima. Aos 9, Willian recebeu na frente e abriu para Roger Guedes pela direita; o cruzamento veio por baixo mas a zaga travou o camisa 29 bem no momento da conclusão – a bola chegou a bater no braço de Rodrigo Becão, mas a jogada foi limpa.

E só dava Verdão. Aos 15, Keno fez jogada pela direita, foi ao fundo e cruzou no segundo pau; Guerra conseguiu escorar com a parte externa do pé, por cima do gol. Um minuto depois, Guerra enfiou para a projeção de Egídio, que saiu na cara do gol e bateu por baixo, mas Jean salvou o time da casa.

O Verdão continuava em busca do gol que definiria o placar e Tchê Tchê, aos 18, lançou Guerra pela direita; jogando mais avançado, o venezuelano fez um bom breque e cruzou para trás, para a chegada de Jean, que emendou por cima. Pouco depois Keno, cansado, deu lugar a Erik.

O ritmo do jogo caiu mais uma vez e o Palmeiras controlava o relógio sem ser incomodado pelo Bahia. A primeira chegada do time da casa foi só aos 28, numa falta pelo lado direito – Juninho bateu direto e Prass defendeu sem maiores problemas.

Parecia que o jogo se encaminhava para o 2 a 1; o Palmeiras só descia na boa e o Bahia não tinha forças para construir. Aos 37, o Verdão abriu vantagem na bola parada: Guerra bateu falta sofrida por Egídio na esquerda, Juninho apareceu no segundo pau e escorou para o gol; a bola entraria direto no canto direito de Jean mas Mina surgiu e meteu a lancha na bola antes que ela cruzasse a linha, marcando mais um. Parecia que o jogo estava definido.

O Bahia se lançou com tudo no ataque e pegou a defesa do Palmeiras relaxada. Logo depois da saída, Armero lançou Edigar Júnio por trás da zaga; ele deu um toque com o bico da chuteira e obrigou Fernando Prass a fazer uma defesa sensacional. A bola foi para a ponta direita; Eduardo pegou a sobra e cruzou de novo, a bola desviou, pegou efeito e enganou Juninho, sobrando para João Paulo dominar e tocar por baixo, vencendo Fernando Prass e diminuindo o placar.

Era muito melhor ficar 2 a 1 com um jogo morno do que 3 a 2 com o estádio inflamado. O Bahia cresceu e prensou o Palmeiras no campo de defesa e o resultado, aparentemente garantido, passou a correr um seriíssimo risco. Mas nossa defesa acordou, o time usou bem o relógio e ainda teve muito espaço no contra-ataque à disposição.

Aos 41, Guerra puxou o contragolpe, abriu para Erik, que tocou para Willian Bigode – a conclusão de fora da área tinha o endereço, mas desviou na zaga e foi a escanteio. O Bahia seguia na pressão mas aos 47 tomou a estocada final: Willian puxou a jogada em velocidade; Erik tentou dar sequência e atrapalhou tudo, mas Guerra chegou para tentar consertar, batendo prensado; a bola sobrou mais uma vez para Willian, que pensou rápido, deu uma petecadinha na bola e bateu cruzado, acertando o canto direito de Jean, que não teve o que fazer. Com 4 a 2 no placar, o juiz encerrou o jogo.

FIM DE JOGO

Embora o time da casa estivesse com seu meio-campo muito remendado devido aos desfalques, o Palmeiras teve muitos méritos na vitória. Foi eficiente nas conclusões e inteligente na marcação, anulando a criação do Bahia e controlando o jogo em sua totalidade. A primeira vitória fora de casa, por goleada, dá moral ao time, que agora pensa num dos jogos mais fáceis do campeonato, contra o CAG, em casa. VAMOS PALMEIRAS!

A VOZ DO PADRINHO

O padrinho que faz o pós-jogo de hoje foi o Pedro Virus, muito feliz com a goleada. Valeu Pedro!

Você tambémpode participar do pós-jogo do Verdazzo: torne-se um padrinho do site.

Ficha Técnica

Bahia

GOL
Jean
LAD
Eduardo
ZAG
Tiago
ZAE
Rodrigo Becão
LAE
Matheus Reis
LAE
Armero
VOL
Renê Júnior
VOL
Juninho
ATA
João Paulo
MEI
Zé Rafael
MEI
Vinícius
MEI
Ferrareis
MEI
Mendoza
ATA
Edigar Júnio
TÉCNICO
Jorginho Amorim

Palmeiras

GOL
Fernando Prass
LAD
Mayke
VOL
Tchê Tchê
ZAG
Mina
ZAE
Juninho
LAE
Egídio
VOL
Thiago Santos
VOL
Luan
VOL
Jean
MEI
Roger Guedes
MEI
Guerra
MEI
Keno
MEI
Erik
ATA
Willian
TÉCNICO
Cuca

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Mais uma vez um paredão, pegou até bola que não precisava.
9
Mayke
Por enquanto não mostra a menor aptidão para encaixar no padrão que todos desejam para o Palmeiras.
5.5
Tchê Tchê
Entrou e preencheu os espaços, sem brilho.
6
Mina
Tomou um drible seco no lance do primeiro gol que manchou a bela partida.
7
Juninho
Também vinha muito bem, jogando no mesmo nível do Vitor Hugo - mas aí tomou um chapéu da bola e quase estragou o jogo.
6.5
Egídio
Jogou bem! Pena que não consegue ser sempre assim.
7.5
Thiago Santos
Muito eficiente, não deixa a torcida sentir saudades de Felipe Melo.
8
Luan
Deslocado como volante, fez uma estreia segura, até arriscando algumas descidas à frente.
6.5
Jean
Partida firme, trazendo um pouco de alívio para quem estava preocupado (com razão) com sua queda de rendimento.
7
Roger Guedes
Voltou a sero mesmo Roger Guedes do ano passado, que quase foi de embrulho para o Barcelona.
8
Guerra
O melhor do time, a inteligência que tanto faltou em vários jogos do time nesta temporada.
9
Keno
Repetiu opadrão das atuações pelo Santa Cruz que o trouxeram para o Verdão. E que golaço!
8.5
Erik
Ê Erik...
5.5
Willian
Não consegue render como NOVE-NOVE, mas sempre atrapalha a defesa adversária e sua movimentação e criatividade compensa a falta de encaixe no esquema.
8
Técnico Cuca
Cuca
Leu o jogo com clareza e travou qualquer tentativa de Jorginho. Convenhamos, desta vez o trabalho nem foi tão difícil assim.
8.5