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Palmeiras 6 × 1 Boca Juniors

09/03/1994 Palestra Italia

Argentina

Debaixo de muita chuva, o Palmeiras massacrou o Boca Juniors por 6 a 1 em partida válida pela fase de grupos da Libertadores de 1994. Foi um jogo emblemático, fundamental até para a conquista do tetracampeonato do Brasil na Copa do Mundo.

Evair estava inspirado como sempre e foi seguido por Roberto Carlos e César Sampaio, em grandes noites.  Mas quem brilhou intensamente foi Mazinho, que nesta partida praticamente obrigou Carlos Alberto Parreira a convocá-lo para a seleção. Parreira cedeu e não só o convocou, como acabou levando-o para a Copa, na qual virou titular no segundo jogo, até a final.

O jogo marca também a maior goleada sofrida pelo Boca numa Libertadores – a marca perdura até hoje. O técnico dos xeneizes, Cesar Luis Menotti, campeão do mundo em 1978 pela Argentina, teve que reconhecer a absurda superioridade do Palmeiras.

Mesmo com os desfalques de Rincón e Edmundo, o Palmeiras partiu pra cima dos argentinos desde o primeiro minuto de jogo. O primeiro gol saiu aos 15: Roberto Carlos chutou de fora, Navarro Montoya deu rebote; Evair tentou aproveitar e o goleiro fez nova defesa parcial, mas Cléber conseguiu empurrar para as redes.

Pouco depois, Amaral cabeceou na trave, a bola voltou para Zinho, que desperdiçou da pequena área. Carranza chutou de longe e assustou Sérgio, mandando a bola na trave esquerda. Mas a superioridade do Verdão era enorme e o 1 a 0 que persistiu até o fim do primeiro tempo ficou barato para o Boca.

A tempestade de gols veio, enfim, na etapa final. Aos 6 minutos, Evair conduziu até a área, percebeu a chegada em velocidade de Roberto Carlos e deu um toque de calcanhar, na medida para o camisa 6 soltar um de seus tradicionais mísseis: 2 a 0.

O terceiro saiu logo depois, aos 9, com Edilson aproveitando a defesa aberta dentro da área. Aos 18, Mazinho driblou meio time do Boca, invadiu a área e preparava-se para marcar, quando foi puxado pela camisa por Soñora. Evair cobrou e aumentou para 4 a 0.

Aos 25, outra pintura de Mazinho, que pegou uma sobra na frente da área, percebeu Navarro Montoya adiantado e deu um toque sutil por cobertura; a bola bateu no travessão e voltou para o meio da área, onde estava Evair, que aproveitou para marcar o quinto gol.

Os jogadores do Boca pareciam atordoados. Numa tentativa de saída de bola, aos 32, Edílson roubou e tocou para Jean Carlo, que marcou o sexto. Foram cinco gols num espaço de exatos 26 minutos. Uma avalanche.

O juiz inventou um pênalti para o Boca aos 34, para diminuir um pouco o vexame – Martínez bateu e venceu Sérgio. Mas o Boca teve que voltar a Buenos Aires e ainda leu piadinha na manchete dos jornais locais: “O Palmeiras venceu o primeiro set por 6-1”, fazendo alusão a um placar de tênis.

Os 18 mil palmeirenses que estiveram no Palestra Italia naquela noite saíram do estádio, literalmente, de alma lavada. Poucas vezes um atleta jogou tanta bola numa única partida como Mazinho, naquela noite. E todo o Brasil ganhou um novo coro para entoar nas semanas que se seguiram: “Parreira! Cuzão! Mazinho é Seleção!”

Ficha Técnica

18.875

CR$ 66.084.500,00

Juan Francisco Escobar

Escalações


Boca Juniors

Navarro Montoya
Soñora
Noriega
Giuntini
McAllister
Peralta
Mancuso
Márcico
Martinez
Da Silva
Acosta
Carranza
César Luís Menotti

Melhores momentos