2
X
1

20/11/2017 - 20:00

Pré-Jogo

Pré-jogo Avaí x Palmeiras

Na tarde noite desta segunda-feira, a Sociedade Esportiva Palmeiras visita o Avaí, em jogo válido pela 36ª rodada do Brasileirão. Já classificado para a fase de grupo Libertadores, o Verdão briga agora pelo nada desprezível prêmio de mais de R$ 11 milhões reservado ao vice-campeão. Uma vitória simples nos reconduzirá a esse posto, com apenas mais duas partidas para o fim da temporada. Uma vitória por um placar largo pode ajudar a reverter a vantagem de dois gols que o Grêmio tem no saldo em caso de empate em número de pontos ao final do campeonato.

Palmeiras

DESFALQUES
Lesionado:
Mayke
Suspenso: Felipe Melo

Pendurados: Fernando Prass, Edu Dracena, Gabriel Furtado, Felipe Melo, Tchê Tchê, Keno, Roger Guedes e Dudu.

O Palmeiras não poderá contar com Felipe Melo, suspenso pelo STJD. Além dele, Mayke também segue de fora, ainda com dores no quadril. Mina e Borja treinaram normalmente e estão à disposição do treinador.

Mina deve voltar ao time titular. A grande dúvida fica para o ataque. Entre Dudu e Keno em grande fases; Willian Bigode, artilheiro do ano, Borja e Deyverson cheios de confiança, Alberto Valentim precisa escolher três. Os dois primeiros parecem insaíveis no momento, o que diminui as chances de Willian. Como Deyverson vem de quatro gols em dois jogos, pode ser o escolhido, mandando Borja de volta ao banco. O provável time titular é Fernando Prass; Jean, Mina, Edu Dracena e Michel Bastos; Thiago Santos, Tchê Tchê e Moisés; Keno, Deyverson (Borja) e Dudu.

Avaí

Tendo como única alternativa para fugir do rebaixamento a vitória, o Avaí deve fugir de suas características de jogar no contra-ataque e apostar no clima do estádio como arma para intimidar o Verdão. O técnico Claudinei Oliveira não poderá contar com o goleiro Douglas, um dos destaques da equipe no campeonato – Maurício Kozlinski assume o lugar. No mais, o time deve ser o mesmo que empatou com o Cruzeiro na última rodada: Maurício Kozlinski; Maicon, Alemão, Betão e João Paulo; Judson, Pedro Castro e Marquinhos; Maurinho, Júnior Dutra e Rômulo.

Lei do Ex

Ninguém no Avaí já teve a honra de defender o Palmeiras em suas carreiras. Do lado de cá, apenas Antônio Carlos já jogou pelo time catarinense.

Retrospecto

O Avaí é tão freguês, mas tão freguês, que poderia ser chamado de “Avaí seis pontos”; é uma pena que eles estejam à beira da Série B.

Aproveite todas as funcionalidades do Almanaque do Verdazzo. Consulte os links abaixo, e faça os cruzamentos com outros dados como preferir:

Avaí
Avaí
Ressacada
Ressacada
Ricardo Marques Ribeiro
Ricardo Marques Ribeiro
Campeonato Brasileiro
Campeonato Brasileiro

 

Parpite

Podendo aproveitar os espaços que o time da casa deve dar, o Palmeiras tem a chance de fazer um bom resultado. Jogando leve, mais uma vez sem pressão, e com um bom estímulo para correr atrás do prêmio em dinheiro (é possível que a diretoria tenha prometido aos jogadores uma boa fatia), dá Verdão: 3 a 0, com gols de Moisés, Keno e Edu Dracena (finalmente), para 9.998 pagantes. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

SportvSporTV – menos para SC

PFCPFC e PFCI

Pós-Jogo

Avaí 2x1 PalmeirasCesar Greco/Ag.Palmeiras

Mesmo com amplo domínio da partida,o Palmeiras conseguiu perder do Avaí por 2 a 1 e permanece na terceira colocação do campeonato. Após dominar completamente o primeiro tempo, o time entrou desligado no segundo, sofreu dois gols logo no início, e não teve forças para reagir. Em ritmo de férias, o time se prepara para receber o Botafogo, no último jogo em casa no ano.

PRIMEIRO TEMPO

Borja ganhou a briga pela posição no comando do ataque e saiu jogando. Na zaga, Edu Dracena não se recuperou de uma pancada recebida no jogo contra o Sport e deixou a vaga para Luan, que jogou pelo lado esquerdo – Mina, naturalmente, recuperou seu lugar no time titular.

O Palmeiras desde o início mostrou muita superioridade com a bola nos pés. Aos três minutos, depois de boa troca de passes, Borja bateu forte de média distância, exigindo boa defesa de Kozlinski.  Aos 5, Maicon cruzou de longe, a bola fez a curva e Júnior Dutra conseguiu o cabeceio, por cima do travessão.

Aos sete, Borja veio buscar a bola na intermediária e abriu para Keno na direita; o atacante puxou para o meio e bateu forte, mas a bola saiu à esquerda do gol do Avaí – boa participação do centroavante saindo da área para participar do jogo. Aos nove, mais uma troca de passes que resultou em chute de fora da área do colombiano, mas a bola saiu à esquerda do gol, sem perigo.

A expectativa de que o Avaí, por necessidade, sairia para o jogo, não se confirmou e o Palmeiras seguia controlando a bola. Aos 11 foi a vez de Tchê Tchê arriscar da entrada da área após longa troca de passes – mais uma vez, sem direção.

Borja seguia calibrando a perna: aos 14, mais um chute torto. Foi a quinta finalização do time. A sexta veio um minuto depois, em nova finalização de Tchê Tchê, que desta vez foi no travessão. Um massacre.

Aos 17, Rômulo tocou Thiago Santos em cobrança de escanteio; nosso volante acabou resvalando o braço na bola e o time da casa pediu pênalti, mas Ricardo Marques Ribeiro, o Margarida, apontou a falta do atacante avaiano no camisa 21. Dois minutos depois, a defesa cochilou e Marquinhos puxou o contra-ataque; cercado por Mina, ele conseguiu o toque para Rômulo, por trás de Luan, e o atacante bateu firme, para excelente defesa de Fernando Prass.

Depois desses sustos, o Palmeiras voltou à frente: Michel Bastos aproveitou uma bola rebatida pelo lado esquerdo, invadiu a área e disparou – mais um chute para fora do gol.

O Avaí entendeu após 20 minutos de jogo como atacar o Palmeiras diante da linha de retaguarda mais alta, que voltou a aparecer em nosso time. Junior Dutra e Rômulo passaram a incomodar nossa dupla de zaga com freqüência e o que se configurava um massacre virou um jogo equilibrado.

Aos 29, Tchê Tchê lançou Borja por trás da zaga e o colombiano foi empurrado por Betão – pênalti claríssimo que Margarida não apontou. Na sequência,  Júnior Dutra sentiu lesão muscular e deu lugar a Luanzinho.

Depois de 30 minutos bastante intensos, a bola passou a ficar mais na faixa central do campo e com muitos erros de passes. Aos 39, linda jogada de Michel Bastos pela esquerda; ele cruzou mas Borja conseguiu apenas raspar com a testa; Keno aproveitou do outro lado e recolocou na área; Borja brigou e a bola sobrou para Dudu, que bateu colocado, para boa defesa de Kozlinski. Aos 41, Michel Bastos começou o ataque; Moisés serviu a Keno que dominou e bateu – mais uma vez para fora. E foi só no primeiro tempo. Muitas finalizações do Palmeiras, a maioria sem direção.

SEGUNDO TEMPO

Logo a 50 segundos, Rômulo foi lançado e ia ficando na cara do gol, mas Michel Bastos fez excelente cobertura. NUNCA que o Egídio faria uma dessas. Aos sete, a primeira chegada interessante: Moisés enfiou para Tchê Tchê, que cortou Betão, invadiu a área e bateu por baixo – travada por Pedro Castro, a bola chegou mansa no goleiro.

Aos 11, Maurinho foi lançado por trás de Mina por Rômulo, invadiu a área e sofreu pênalti claro de Fernando Prass – Margarida apontou a cal. Marquinhos bateu no canto esquerdo, muito bem colocado – Prass foi bem na bola, mas não alcançou.

Numa jogada em que Mina virou o segundo centroavante, Jean levantou na área e Borja cabeceou forte, à direita do gol. Mas aos 16, Michel Bastos, que fazia ótima partida, falhou na cobertura e Maurinho desceu com liberdade, lançou Lourenço, que tinha acabado de entrar – o atacante saiu na cara de Prass e tocou na saída de nosso goleiro, fazendo o segundo gol.

Com dois gols de desvantagem, Alberto Valentim abriu o time: tirou Thiago Santos e colocou Willian Bigode. Aos 23, depois de algumas jogadas sem objetividade, o time conseguiu a primeira finalização, mais uma vez com Tchê Tchê – a bola saiu por cima. Kozlinski, goleiro do Avaí, caiu vergonhosamente e parou o jogo por quase três minutos. Maurinho desabou um minuto depois e comeu mais tempo no relógio para ser substituído. Não houve jogo entre os 23 e os 29 minutos.

Quando a bola rolou, Dudu enfiou para Borja, que foi ao fundo e rolou para a chegada de Willian na velocidade – a bola explodiu na trave pela segunda vez e se ofereceu para o goleiro Kozlinski. Mas no lance seguinte, Dudu bateu forte de fora, desta vez com endereço certo – Kozlinski defendeu com rebote e Keno mergulhou de cabeça para diminuir o placar.

O time da casa só queria saber de fazer cera e se defender. Deyverson foi a campo, no lugar de Tchê Tchê; Alberto abriu o time de vez: Moisés ficou mais atrás, e Dudu passou a ser o meia armador.

Aos 38, Dudu sofreu falta frontal ao gol; Michel Bastos bateu de três dedos e assustou o goleiro Kozlinski. Mesmo com uma configuração ultraofensiva, o Palmeiras não aproveitou o momento favorável após o gol e o que se via era um time apático em campo, como no primeiro tempo da partida contra o Sport.

Moisés bateu de longe, aos 43, e deu a deixa para mais uma cera do goleiro, que sentiu fortes cãibras após olhar a bola passar por cima do travessão. Aos 46, Alberto Valentim decidiu que ia ganhar o jogo e mandou Guerra a campo, no lugar de Moisés – o time ficou sem volantes.

Aos 49, todo desengonçado, mas efetivo, Deyverson deu  seu primeiro toque na bola e obrigou Kozlinski a fazer ótima defesa. Na cobrança, ele conseguiu um bom cabeceio e Kozlinski defendeu de novo. E o jogo acabou.

FIM DE JOGO

A tal da linha alta ainda precisa de muito treino – e não sabemos se Alberto Valentim terá esse luxo. O Palmeiras conseguiu perder de um dos piores times do campeonato. Jogando melhor e muito superior tecnicamente, sofreu dois gols e não teve a postura necessária para buscar a virada – talvez a falta de estímulo esportivo explique tamanha apatia, mesmo com o time armado de forma bastante ofensiva e com um adversário absolutamente amedrontado.

A semana vai ser de muitas especulações, não só de atletas mas também no comando técnico. O time terá que conviver com essas conversinhas e focar na preparação para o próximo jogo, quando, esperamos, o time tenha mais respeito pela torcida que pagará ingresso do que teve hoje. VAMOS, PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Avaí

GOL
Maurício Kozlinski
LAD
Maicon
ZAG
Alemão
ZAE
Betão
LAE
João Paulo
VOL
Judson
VOL
Pedro Castro
MEI
Marquinhos
ATA
Maurinho
VOL
Simião
ATA
Júnior Dutra
ATA
Luanzinho
ATA
Rômulo
ATA
Lourenço
TÉCNICO
Claudinei Oliveira

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Sem chances nos gols, ainda fez boas defesas cara a cara com os atacantes
7.5
Jean
Um burocrata perfeito - como boa parte do time.
5
Mina
Errou muitos passes na saída de bola - um de seus pontos fortes.
6
Luan
Numa partida em que não teria muito trabalho, conseguiu se complicar em lances simples.
5
Michel Bastos
Vinha sendo um dos melhores do time, até falhar bisonhamente no lance que definiu o jogo.
5
Thiago Santos
Bem no desarme, pavoroso no passe.
5.5
Willian
Aberto na esquerda, apareceu com perigo em apenas um ou dois lances. Pouco.
5.5
Tchê Tchê
Um dos poucos que se salvou, com ótima presença ofensiva e a correria de sempre.
7
Deyverson
Tocou duas vezes na bola.
s/n
Moisés
Partida correta, mas sem a intensidade que conhecemos.
6
Guerra
Deve estar muito feliz com o treinador.
s/n
Keno
Além do gol, era sempre uma boa opção de desafogo - pena que não foi muito acionado.
7
Borja
Começou bem, muito participativo, mas foi sumindo, sumindo...
6
Dudu
Foi o oposto de Borja: começou apático e cresceu quando foi deslocado para o meio - mas estava numa noite infeliz tecnicamente.
5.5
Alberto Valentim
Alberto Valentim
Demorou para mexer no time e falhou na dose da pilha - o time entrou achando que resolveria o jogo a qualquer momento.
6