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23/05/2018 - 21:45

Deu trabalho, foi muito mais sofrido do que precisava, mas o Verdão alcançou a classificação às quartas-de-finais da Copa do Brasil ao empatar com o América-MG por 1 a 1 no Allianz Parque. Depois de um primeiro tempo em que foi justamente castigado pela falta de iniciativa, o Palmeiras voltou melhor depois do intervalo, chegou ao empate e fez o suficiente para garantir o resultado. O time agora espera a definição das últimas vagas para que o sorteio definitivo da chave com oito participantes seja feito.

PRIMEIRO TEMPO

Dudu virou desfalque de última hora – detalhes aqui – e Roger Machado precisou alterar o time que tinha preparado para a partida: Willian Bigode voltou a cair pela beirada e Deyverson foi escalado como titular pela primeira vez no ano. E rapidamente o Verdão chegou com perigo: com três minutos, Marcos Rocha cobrou rápido um lateral do meio do campo procurando Lucas Lima, que ganhou na velocidade do péssimo Matheus Ferraz e entrou na área – o pesado zagueiro fez o contato com o braço e Lucas Lima acabou indo ao chão – o árbitro mandou seguir, mas se quisesse, colocava na cal.

O América guardava a posição e o Palmeiras parecia não ter muito apetite para aumentar a vantagem da primeira partida; assim, o jogo era morno. Aos 11, Marcos Rocha cobrou uma falta rápido buscando Deyverson na área e o camisa 16 quase chegou antes do goleiro para abrir o placar.

Depois de muito tempo de um jogo movimentado, mas sem lances agudos, aos 27 minutos Deyverson aparou um chutão de trás e deu a Lucas Lima, que abriu para Keno; o camisa 11 puxou para dentro e tentou bater de direita; a bola resvalou em Norberto e Bruno Henrique aproveitou  a sobra, chutando meio sem jeito buscando o canto esquerdo de João Ricardo, mas a bola saiu.

Aos 32, Rafael Moura tentou emendar um chute de fora da área, mas não assustou Jailson. Foi a primeira finalização do América na partida. A segunda veio dois minutos depois, numa cabeçada despretensiosa de Carlinhos, que tem 1,60m de altura, da linha da grande área – também para fora. Keno respondeu no lance seguinte em jogada individual – depois de limpar o marcador, ele bateu de fora da área, por cima.

Aos 37, numa jogada despretensiosa, o América chegou ao gol: Rafael Moura enfiou para Carlinhos por trás da zaga, Diogo Barbosa estava marcando Serginho no meio da área e deu condições; depois que o lateral recebeu, Diogo saiu – e deixou Serginho livre; aí Carlinhos rolou e o meia americano tocou para o gol aberto.

O gol mexeu com o Palmeiras, que finalmente acordou. Aos 40, Keno ganhou mais uma de Matheus Ferraz e cruzou da direita; Deyverson, que estava impedido, furou de forma inacreditável; a bola sobrou para Lucas Lima na esquerda e o toque veio por baixo, achando Willian, que bateu de virada para excelente defesa de João Ricardo. O Verdão continuou forçando, mas com pouco tempo no relógio não conseguiu mais criar oportunidades. O América levou para os vestiários um resultado melhor do que poderia imaginar.

SEGUNDO TEMPO

Com o anúncio de Guerra no lugar de Deyverson, o Verdão reconquistou o apoio da torcida, que chiou muito na saída dos jogadores para o intervalo. Aos 4, o primeiro bom ataque: Diogo Barbosa se antecipou a Norberto, roubou a bola, acelerou e achou Willian sozinho na linha da área, mas o camisa 29 bateu mal depois de ajeitar com toda a liberdade.

O Verdão tinha uma postura bem diferente do primeiro tempo e tomava bem mais a iniciativa do jogo, mesmo com dificuldades de furar a retranca do América, que estava satisfeitíssimo com o placar. Aos 11, Guerra cobrou escanteio e Edu Dracena testou firme, por cima.

Aos 13, Bruno Henrique bateu uma falta com rapidez e serviu a Keno, que balançou o corpo, trouxe para o pé esquerdo e bateu colocado, buscando a forquilha direita de João Ricardo, mas errou por pouco. Aos 16, Felipe Melo pegou um ótimo chute de fora e João Ricardo teve que se esticar.

Após esse lance, Lucas Lima deu lugar a Hyoran. Guerra cobrou escanteio e Bruno Henrique cabeceou para fora. A pressão aumentava: aos 18, o Verdão chegou ao empate: Bruno Henrique fez bom lançamento para Marcos Rocha, que percebeu Willian livre e escorou de cabeça para o camisa 29, que testou firme no cantinho direito de João Ricardo, que não teve chances.

Aos 24, quase a virada: Hyoran bateu escanteio da esquerda e Felipe Melo testou firme, com liberdade, mas a bola saiu por cima, raspando. O América decidiu vir pra cima, afinal, voltou a precisar de um gol, e o jogo ficou muito bom.

Aos 30, Keno fez um lindo passe para Hyoran, por trás da zaga; a finalização veio por baixo e João Ricardo fez grande defesa- mas o bandeira apanhou impedimento. Aos 32, Papagaio entrou no lugar de Willian Bigode, muito aplaudido.

O jogo começou a ficar esquisito; o América ganhou o meio de campo e passou a jogar em nosso campo. Com menos de dez minutos para o fim, o Palmeiras tomava pressão e passou a fazer cera – quem diria – para segurar o resultado. Aos 39 Carlinhos colocou a bola na área e Aderlan disputou com Edu Dracena por baixo e a bola rebateu perigosamente a escanteio.

Na parte final do jogo, o América entrou em desespero total e deixou de articular descidas perigosas. O Verdão passou a ser muito mais agudo nos contra-ataques. Aos 47, Papagaio perdeu a chance de se consagrar, ao escorar fraco um bom cruzamento por baixo de Keno. O Verdão controlou o jogo até seu final e garantiu a classificação.

FIM DE JOGO

Era jogo de mata-mata, mas o Palmeiras não jogou como tal – pelo menos no primeiro tempo. Nossa “sorte” é que o gol do América saiu cedo, dando tempo para nossa reação. O time voltou a mostrar uma inexplicável apatia em vários momentos da partida e poderia ter se complicado seriamente. Felizmente o talento individual acabou resolvendo de novo, em jogadas de pensamento rápido e precisão de Marcos Rocha e Willian Bigode.

Dudu fez muita falta, assim como Borja. Que essa dificuldades sirvam para que a torcida valorize os titulares. Hyoran, tão desejado pela torcida, não fez um bom jogo. Já Guerra, mesmo jogando pelo flanco, mostrou que está pronto para assumir a meia, já que Lucas Lima fez um jogo muito tímido.

A chavinha vira definitivamente para o Brasileirão até a parada para a Copa do Mundo. Serão mais seis jogos, sendo três bem difíceis, onde o Verdão pode engatar uma bela sequência e se credenciar de uma vez por todas ao título. Sábado, o time recebe o Sport no Allianz Parque e a vitória é mandatória. Estaremos juntos mais uma vez. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Escalação

América-MG

João Ricardo
Norberto
Marquinhos
Matheus Ferraz
Messias
Carlinhos
Leandro Donizete
Juninho
Aderlan
Serginho
Ruy
Luan
Rafael Moura
Aylon
Enderson Moreira
TÉCNICO





Notas


Jogador
Descrição
Nota
Jailson
FOi muito mais importante fazendo cera no final do que fazendo defesas.
6
Marcos Rocha
Mais um ótimo desempenho ofensivo. Na defesa, ainda falta algo.
7
Antônio Carlos
Dominou o setor com tranquilidade.
7
Edu Dracena
Capitão do time, ainda busca seu primeiro golzinho de cabeça. De novo, não foi desta vez.
6.5
Diogo Barbosa
Era o destaque do time no primeiro tempo até entregar o gol num posicionamento equivocado. No apoio, fez uma partida muito inspirada.
6.5
Felipe Melo
Muito bem colocado, jogou em altíssimo nível.
7.5
Bruno Henrique
Abaixo de suas atuações costumeiras, errou muitos passes e foi vencido nas disputas nomeio-campo.
6
Willian
Foi nosso atacante mais perigoso em toda a partida, tanto jogando pelos lados, quanto como referência.
8
Rafael Elias
Mais um joguinho no currículo.
s/n
Lucas Lima
Apático, vai vendo sua batata assar. O banco de reservas é uma realidade.
5
Hyoran
Jogando por dentro, não conseguiu tanto destaque. Afobado, soltou a bola quando deveria prender para fazer o relógio passar.
5.5
Keno
Depois de um primeiro tempo apagado,como quase todo o time, acendeu na parte final e foi uma ótima opção de jogo.
7
Deyverson
Jogou mal, errou lances bisonhos, mas acertou outros tantos. A vaia que recebeu foi desproporcional.
5
Guerra
Está prontíssimo para assumir a titularidade.
7.5
Roger Machado
Roger Machado
A escolha por Deyverson para a escalação foi bastante infeliz, mas prestigiava o modelo de jogo. Escolher sacá-lo no intervalo foi bem mais sábio.
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