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Pré-Jogo

Pré-jogo Palmeiras x Cruzeiro

Na noite de hoje, a Sociedade Esportiva Palmeiras recebe o Cruzeiro pela 31ª rodada do Brasileirão, em partida fundamental para que o Palmeiras consolide sua boa posição em relação ao G4, que dá vaga direta para a Libertadores do ano que vem.

O time de Alberto Valentim vem de três vitórias consecutivas e busca manter o bom ritmo contra o time mineiro, que já não tem nenhuma aspiração no ano após a conquista da Copa do Brasil.

Palmeiras

DESFALQUES
Lesionados:
Michel Bastos, Guerra e Willian Bigode
Suspenso:
Bruno Henrique

Pendurados: Fernando Prass, Felipe Melo, Gabriel Furtado, Keno e Roger Guedes

O time considerado titular por Alberto Valentim tem apenas duas baixas: Willian Bigode, se recuperando de lesão muscular, e Bruno Henrique, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. No ataque, Borja segue tentando recuperar a confiança e ganha nova chance. No meio campo, três jogadores disputam a vaga: Jean, Thiago Santos e Felipe Melo.

Quem pode recuperar a vaga é Mina. Já completamente recuperado da fratura que o afastou dos gramados desde o dia 9 de agosto, o colombiano tem chances de voltar ao time no lugar de Juninho. Desta forma, o time que deve ir a campo esta noite em busca da vaga no G4 é Fernando Prass; Mayke, Edu Dracena, Juninho (Mina) e Egídio; Thiago Santos (Jean ou Felipe Melo) e Tchê Tchê; Keno, Moisés e Dudu; Borja.

Cruzeiro

Sem nenhuma pressão, o time de Mano Menezes vem ao Allianz Parque com duas baixas em relação ao time que vem jogando: Rafael Sobis, que negocia sua volta ao México, e Hudson, um dos principais jogadores do Cruzeiro nos últimos meses. Além deles, Dedé, Ariel Cabral, Raniel, Sassá, Léo e Alisson estão sem condições físicas.

A formação que deve entrar em campo esta noite é Fábio; Ezequiel, Manoel, Murilo e Diogo Barbosa; Henrique e Lucas Romero; Rafinha, Thiago Neves e De Arrascaeta; Rafael Marques.

Lei do Ex

Com Léo fora, o único ex-palmeirense no time mineiro é Rafael Marques – Robinho ficará no banco. Do nosso lado, cinco atletas já estiveram do lado de lá: Mayke, Edu Dracena, Egídio, Felipe Melo e Dudu.

Retrospecto

Aproveite todas as funcionalidades do Almanaque do Verdazzo. Consulte os links abaixo, e faça os cruzamentos com outros dados como preferir:

Cruzeiro
Cruzeiro
Allianz Parque
Allianz Parque
Heber Roberto Lopes
Heber Roberto Lopes
Campeonato Brasileiro
Campeonato Brasileiro

Parpite

Parpite só no ano que vem. Nossa torcida tem que ser inteligente, como vem sendo já há uma semana, e não deixar nenhum tipo de pressão, que tanto já nos atrapalhou este ano, se abater sobre os jogadores. Nosso foco está apenas nesta partida, para consolidar a posição no G4. VAMOS PALMEIRAS!

Transmissão

SportvSporTV (menos para SP)

PFCPFC e PFCI

Pós-Jogo

Palmeiras 2x2 CruzeiroCesar Greco/Ag.Palmeiras

O Palmeiras fez um jogo muito bom na noite desta segunda-feira no Allianz Parque cheio, mas acabou tendo que buscar o empate duas vezes e não teve forças para a virada no final. Com o resultado, o time chega a 54 pontos e continua vivo na luta pelos objetivos deste final de ano. O resultado poderia ter sido melhor – e um dos fatores que influenciaram diretamente no resultado da partida foi a arbitragem, que anulou de forma inacreditável um gol legítimo de Borja ainda no primeiro tempo, com o jogo empatado. Uma vergonha.

PRIMEIRO TEMPO

O Verdão veio escalado conforme o esperado – Jean foi o escolhido para substituir o suspenso Bruno Henrique. O Cruzeiro sinalizou nos primeiros minutos que poderia vir para o jogo, marcando nossa saída de bola, mas com Keno e Dudu bem posicionados, o Verdão tinha desafogo e ameaçou criar duas boas chances logo nos primeiros minutos. Sem a bola, nosso time também marcava alto, e o jogo foi bastante aberto em seus primeiros movimentos.

Só que aos cinco minutos, uma enorme bobagem da defesa deu um gol para o Cruzeiro: Diogo Barbosa foi lançado sob a marcação de Mayke, que furou, mas ainda conseguiu cercar o lateral cruzeirense; mesmoa ssim, não interceptou o cruzamento; a bola passou por Edu Dracena e confundiu Juninho, que na passada meteu uma bomba para trás e encheu a rede de Fernando Prass.

O estádio e o time reagiram bem à fatalidade e o time continuou tocando a bola rápido, com consciência e sem afobação, apertando a saída de bola. Aos doze, após boa troca de passes, Dudu bateu de fora; a bola desviou em Murilo e foi a escanteio, que o Palmeiras não aproveitou.

Aos 14, Borja foi lançado na área, mas domnou de canela; aos 15, foi lançado em velocidade, mas a bola foi longa demais e Fábio chegou antes. Mas o Palmeiras parecia ter achado os caminhos. Aos 17, boa inversão de Dudu para Mayke, que enfiou para Keno no fundo – o cruzamento veio por baixo e Fábio interceptou.

O apoio de Egídio ou Mayke pareciam bem coordenados, descendo um de cada vez e com a defesa bem postada para uma eventual perda de bola. Com a presença dos laterais, Keno e Dudu tinham apoio e as jogadas saíam – o problema era mesmo dentro da área.

Aos 32, Moisés coordenou o ataque e inverteu a bola para Egídio, que acertou um belo cruzamento; Borja, da marca do pênalti, sem marcação, cabeceou por cima. Mas dois minutos depois, não teve jeito: Moisés mais uma vez feza inversão para Egídio, que cruzou na primeira trave; Dudu raspou de chaleira e Fábio fez a defesa parcial; com a bola livre, dentro da pequena área, Borja só teve o trabalho de dar um bico para dentro, empatando o jogo.

O gol incendiou o Allianz PArque e o Verdão foi pra cima, com o Cruzeiro amedrontado, todo encolhido. Aos 36, quase veio a virada: Keno roubou bola e partiu em velocidade, caçado por Murilo; ele invadiu a área e tentou tirar de Fábio, mas a bola saiu por cima, numa chance incrível.

Aos 38, Borja deu o sangue e roubou a bola de Manoel; ela ficou com Dudu, que invadiu livre, mas na hora de fazer o gol teve uma pane mental e preferiu tocar para Keno, que já tinha passado da linha da bola – a defesa tirou em escanteio. Na cobrança, Borja subiu bonito e marcou de cabeça, mas Heber Roberto Lopes anulou, alegando empurrão do colombiano em cima de Manoel, que se desmanchou no lance. Palmeiras roubado.

E com uma enorme pressão do Verdão nos minutos finais, Heber apitou o fim do primeiro tempo. Apesar do empate, o Palmeiras jogou muito bem e dominou completamente as ações.

SEGUNDO TEMPO

Os times voltaram sem alterações para o segundo tempo e o Verdão tentou imprimir um ritmo forte desde o início. Logo a um minuto, Keno fez boa jogada e abriu para Moisés, que cruzou buscando Dudu no segundo pau, mas Fábio saiu bem do gol. O Cruzeiro respondeu logo em seguida: após cobrança de escanteio, De Arrascaeta saiu na cara de Prass, que cresceu e fechou o ângulo, impedindo o segundo gol do Cruzeiro.

Aos 6, grande jogada de Keno, que recebeu de Moisés, rabiscou e tocou para Borja, que tentou duas vezes antes de obrigar Fábio a fazer boa defesa por baixo. E o Cruzeiro, a exemplo de todas as partidas disputadas contra nós este ano, abusava da cera para tentar esfriar nosso time.

Aos 8, Fernando Prass se afobou para repor a bola e a deu no pé de Rafinha, que bateu bem de longe, tentando fazer o gol de longe. Prass defendeu, mas se atrapalhou de novo e perdeu o controle da bola – sorte que não havia nenhum cruzeirense por perto.

Aos 12, uma chance enorme: Keno recebeu dentro da área e serviu Moisés, que tocou rápido para a batida rasteira de Dudu – Fábio fez uma grande defesa e cedeu escanteio. O goleiro cruzeirense aproveitou e se estatelou no chão para mais uma vez esfriar o jogo. Na cobrança de escanteio, Fábio saiu mal e a bola caiu na meia-lua, Jean tentou aproveitar que o gol estava aberto, mas pegou mal na bola e mandou para fora.

Mas aos 19, o Palmeiras perdeu uma bola no campo de ataque, MAyke dividiu e a bola ia sobrar para Juninho, mas Thiago Neves foi rápido e interceptou, lançando Robinho, que tinha acabado de entrar no lugar de Rafael Marques, exerceu a Lei do Ex: saindo atrás de Edu Dracena, foi até a entrada da área e tocou na saída de Fernando Prass. Imediatamente, Alberto Valentim mandou Roger Guedes a campo, no lugar de Jean – com isso, Keno foi para a esquerda e Dudu passoua jogar mais por dentro.

Com a mexida, por alguns momentos o Palmeiras se perdeu em campo, com apenas um volante e o Cruzeiro teve a chance de matar o jogo, numa bela jogada coletiva que envolveu nossa defesa – Juninho deu o bote errado e De Arrascaeta invadiu a área para tocarna saída de Prass;a bola correria pela pequena área mas Mayke cortou.

Num ataque desordenado, Tchê Tchê conseguiu dominar a bola na frente da área e bateu – Fábio mandou a escanteio. Na cobrança, Juninho cabeceou fraco e Fábio defendeu firme. Um minuto depois, Roger Guedes fez boa jogada pela direita e cruzou por baixo; Borja furou e ninguém apareceu para aproveitar a bola limpa na marca do pênalti. Aos 26, Keno caiu pela esquerda, foi para a jogada individual, cortou para dentro e bateu; Digão desviou em escanteio. Aos 28, quase um replay, mas desta vez a batida veio fraca, à meia altura – quase um recuo.

A pressão era gigantesca. Aos 29, Dudu bateu escanteio da direita e Edu Dracena foi no terceiro andar para cabecear no chão; Fábio foi buscar numa defesa milagrosa; a bola ficou viva dentro da pequena área mas ninguém conseguiu colocar para dentro. Aos 33, Roger Guedes recebeu de Dudu e cruzou rasteiro, por trás da zaga, mas ninguém apareceu para colocar para dentro. Foi a deixa para Valentim mandar Deyverson a campo, no lugar de Keno.

Aos 36, Tchê Tchê cruzou no segundo pau, Deyverson escorou para dentro e Borja se preparava para fazer, mas Digão afastou. Aos 37, Dudu cruzou para a chegada de Edu Dracena, mas a cabeçada saiu pelo alto. Dois minutos depois, Egídio fez a jogada pela esquerda e cruzou, Roger Guedes cabeceou fraco e Fábio defendeu fácil.

Na jogada seguinte, no entanto, a pressão do Palmeiras foi recompensada: Roger Guedes bateu lateral rápido e achou Dudu; o capitão cruzou por baixo e Borja ajeitou a bola na matada e emendou um lindo chute, acrobático, e empatou o jogo fazendo um golaço. O Allianz Parque enlouqueceu, mas o time ainda precisava de mais um gol com poucos minutos pela frente.

O time do Cruzeiro se encolheu e catimbou como se fosse a URT de Patos de Minas. Aos 43, Dudu desceu pela direita e bateu cruzado para alguém colocar o pé; a zaga rebateu e Roger Guedes, com pouco ângulo, tentou fazer o gol – se cruzasse, Deyverson estava livre. O Verdão continuou pressionando muito, a bola mal passava para nosso campo de defesa, mas o time mineiro conseguiu se defender e segurou o empate até o apito final de Heber Roberto Lopes.

FIM DE JOGO

Não foi só o roubo de Heber (cadê o esquema Crefisa?), que chegou a lembrar o de Carlos Simon em 2009, no infame gol anulado do Obina. O Palmeiras mais uma vez parou nos erros individuais e na afobação; na cera do Cruzeiro e também, reconheçamos, na qualidade do toque de bola rápido do time mineiro. De qualquer forma, o resultado não foi justo, porque a arbitragem influenciou diretamente no andamento do jogo.

O time jogou bem, foi muito superior ao adversário – um time reconhecidamente forte. Foi uma boa demonstração de que os resultados anteriores não vieram apenas por causa da fragilidade dos adversários, embora o empate desta noite possa alimentar argumentos contrários de mentes mais limitadas da imprensa.

O Verdão tem agora o Derby pela frente, e uma vitória é obrigatória. Sabemos dos efeitos devastadores para os perdedores do clássico, e só os três pontos nos manterão vivos na busca pelo G4. VAMOS PALMEIRAS!

Ficha Técnica

Palmeiras

GOL
Fernando Prass
LAD
Mayke
ZAG
Edu Dracena
ZAG
Luan
ZAE
Juninho
LAE
Egídio
VOL
Jean
ATA
Roger Guedes
VOL
Tchê Tchê
MEI
Moisés
ATA
Keno
ATA
Deyverson
ATA
Borja
ATA
Dudu
TÉCNICO
Alberto Valentim

Cruzeiro

GOL
Fábio
LAD
Ezequiel
ZAG
Manoel
ZAE
Murilo
ZAG
Digão
LAE
Diogo Barbosa
VOL
Henrique
VOL
Lucas Romero
MEI
Rafinha
MEI
Thiago Neves
MEI
De Arrascaeta
VOL
Lucas Silva
ATA
Rafael Marques
ATA
Robinho
TÉCNICO
Mano Menezes

Notas


Jogador
Descrição
Nota
Fernando Prass
Fez uma grande defesa no início do segundo tempo. Deu um vacilo numa saída de bola, sem consequências.
7
Mayke
Falhou duplamente no lance do primeiro gol, mas depois se estabilizou e fez um bom jogo.
5.5
Edu Dracena
Sua única (meia) falha foi não alcançar o cruzamento de Diogo Barbosa. Quase deixou o seu lá na frente.
6.5
Luan
Entrou perto do fim.
s/n
Juninho
Foi muito infeliz nos dois gols. Foi mais falta de sorte que ruindade.
4
Egídio
Oscilou nos nervos, foi quem mais sentiu os momentos quando o time levou os gols. Quando colocou os nervos no lugar, melhorou.
6.5
Jean
Mesmo sem ritmo, fez uma partida correta, ocupando bem os espaços, jogando bem com e sem a bola.
6.5
Roger Guedes
Foi importante no gol de empate, deu uma nova dinâmica ao ataque, mas também cometeu erros por afobação.
7
Tchê Tchê
Bem na saída de bola e na distribuição, só precisava de um pouco mais de calma no 1x2 - parecia querer marcar dois gols na mesma posse de bola.
7
Moisés
Muito consciente, distribuiu bem a bola e foi fundamental em quase todos os ataques. Foi o jogo em que mais fez o papel de DEZ-DEZ este ano.
7.5
Keno
Foi mais uma vez o jogador mais perigoso do time, mas cansou.
8
Deyverson
Entrou bem, bagunçou a área do Cruzeiro e levantou a torcida, mesmo sem fazer nenhuma jogada brilhante.
7
Borja
Era o pior do ataque até fazer o primeiro. Depois fez mais dois, só valeu um.
9
Dudu
Bela partida, intensa, um pouco prejudicado também pela afobação.
8
Alberto Valentim
Alberto Valentim
Time coeso, com começo, meio e fim, organizado e focado. Escalação e mexidas corretas.
8