Linha do tempo
Aqui você pode navegar pela História do Palmeiras usando o critério que quiser: por década, por ano ou por temporada. Clique nos períodos para ver com detalhes.
Lembrando que o gol do Breno Lopes e o bi da Libertadores contam no ano de 2021, mas na temporada de 2020!
O ano de 1968 na História do Palmeiras
| 🏆 | J | V | E | D | GP | GC | % |
| 0 | 73 | 36 | 17 | 20 | 117 | 87 | 57.1 |
O Palmeiras começou o ano de 1968 dividido entre as disputas da Libertadores e do Estadual, sob o comando de Mário Travaglini. Apesar do ótimo início, o eterno interino não sobreviveu à primeira oscilação em março, quando o time perdeu dois clássicos seguidos. Julinho Botelho, interino do interino, assumiu e o Palmeiras seguia vivo no Paulistão e na segunda fase da Libertadores.
Pensando em conquistar a América, o Verdão apostou em Alfredo González, ex-atacante do clube na década de 40 e que fazia uma carreira mediana como técnico pelo Brasil. O time passou às semifinais, contra o Peñarol, e a diretoria colocou o estadual em segundo plano, jogando as partidas com time misto.
A FPF não levou em conta a disputa da Libertadores quando fez a tabela e o Palmeiras, num determinado momento, era o terceiro colocado por pontos perdidos, e o último em pontos ganhos, pois tinha muitos jogos atrasados.
Depois de passar pelo Peñarol com duas vitórias, o time chegou à final, contra o Estudiantes. Depois de perder o primeiro jogo por 2 a 1 na Argentina, o Verdão venceu a volta por 3 a 1, o que provocou um jogo-desempate. Valdir saiu machucado e virou dúvida para a grande final.
Em Montevideo, os dois times fizeram a partida final e Valdir jogou, no sacrifício. O Palmeiras acabou derrotado por 2 a 0 e ficou com o vice-campeonato; Valdir não voltaria a jogar pelo Palmeiras na temporada – e nem em momento algum. O Palmeiras passou a usar o recém-contratado Maidana, já que o paraguaio Perez, o reserva, não inspirava confiança.
No Paulista, o Santos disparou e conquistou o campeonato, que era por pontos corridos, ao derrotar o próprio Palmeiras, três dias depois da derrota em Montevideo. Uma situação bizarra se verificou: com 26 rodadas previstas, o Santos foi campeão após disputar 23 jogos, não podendo ser alcançado por ninguém, nem pelo Palmeiras, que só tinha feito 12 jogos, mas mesmo que vencesse todos, não tinha chance matemática.
Assim, nosso time teve que disputar 14 jogos entre maio e julho, sem valor algum. Desanimado, o Palmeiras perdeu vários jogos, ficando até ameaçado pelo rebaixamento, mas no final fez os pontos necessários para afastar a ameaça. Nesta melancólica campanha, González caiu.
Depois de recorrer novamente a Julinho e a Mario Travaglini, o Palmeiras apostou em Filpo Núñez, campeão do Rio-São Paulo de 1965, para tentar manter o título do Robertão. O Palmeiras se reforçou, trazendo o atacante argentino Artime, o lateral Eurico, e para a zaga contratou de volta Nélson Coruja e apostou num jovem do São Bento, Luís Pereira. No gol, a nova aposta do clube foi em Chicão, também do São Bento.
O Palmeiras fez uma campanha sensacional na fase de classificação, perdendo apenas um dos 16 jogos, e era o favorito no quadrangular final, disputada contra Santos, Inter e Vasco, em turno único
A tabela divulgada pela CBD determinou que Santos e Palmeiras fariam dois jogos fora, e que Inter e Vasco fariam dois jogos em casa, mesmo com a dupla paulista sendo os campeões de seus grupos. Para aumentar a insatisfação, as rodadas foram marcadas para os dias 4, 8 e 10 de dezembro. O Palmeiras teria que viajar a Porto Alegre para jogar apenas dois dias depois de enfrentar o Santos; o Inter teria que voltar do Rio para Porto Alegre no mesmo intervalo; o Santos teria que viajar de São Paulo ao Rio. Só o Vasco permaneceu no mesmo local entre os dias 8 e 10.
Em protesto contra o que considerou favorecimento ao Vasco, o Palmeiras decidiu abandonar a competição. Após intervenção da FPF, no entanto, o clube voltou atrás e disputou o quadrangular. Depois de vencer o Vasco por 3 a 0 na primeira rodada da fase decisiva, no Morumbi, o Palmeiras se credenciou como principal candidato ao título, mas acabou derrotado nas duas partidas seguintes pelo Santos e pelo Inter, ficando com a quarta colocação e encerrando o ano de maneira frustrante.
Jogadores no ano de 1968
| Jogador | Pos | Jogos | Gols | Aprov |
Ademar Pantera | ATA | 15 | 5 | 68.9% |
Ademir da Guia | MEI | 64 | 13 | 59.4% |
Armandinho | MEI | 2 | 0 | 16.7% |
Artime | ATA | 27 | 20 | 55.6% |
Baldochi | ZAG | 53 | 0 | 60.4% |
Cabralzinho | MEI | 11 | 0 | 48.5% |
Cacau | ZAG | 7 | 0 | 47.6% |
Cardosinho | ATA | 6 | 1 | 72.2% |
César | ATA | 22 | 6 | 65.2% |
Chicão | GOL | 27 | 0 | 60.5% |
China | ATA | 9 | 1 | 51.9% |
Copeu | ATA | 24 | 3 | 58.3% |
Diogo | ATA | 8 | 1 | 16.7% |
Djalma Santos | LAT | 22 | 2 | 62.1% |
Dudu | MEI | 49 | 2 | 58.5% |
Écio | MEI | 10 | 4 | 56.7% |
Eurico | LAT | 25 | 0 | 60% |
Ferrari | LAT | 64 | 0 | 59.4% |
Geraldo Scalera | LAT | 35 | 0 | 55.2% |
Gildo | ATA | 17 | 1 | 37.3% |
Jair | LAT | 2 | 0 | 50% |
Jorge | LAT | 9 | 0 | 40.7% |
Júlio Amaral | MEI | 32 | 5 | 63.5% |
Lauro | MEI | 7 | 2 | 42.9% |
Luís Pereira | ZAG | 8 | 0 | 70.8% |
Maidana | GOL | 22 | 0 | 43.9% |
Marco Antônio | ATA | 9 | 1 | 51.9% |
Minuca | ZAG | 37 | 0 | 55% |
Moraes | ATA | 12 | 1 | 44.4% |
Nélson | ZAG | 29 | 0 | 62.1% |
Neves | LAT | 6 | 0 | 61.1% |
Osmar | ZAG | 12 | 0 | 58.3% |
Pérez | GOL | 15 | 0 | 66.7% |
Priá | ATA | 2 | 0 | 16.7% |
Rinaldo | ATA | 24 | 4 | 70.8% |
Serginho | ATA | 25 | 1 | 68% |
Servílio | ATA | 37 | 6 | 56.8% |
Suingue | MEI | 38 | 5 | 58.8% |
Toninho | ATA | 9 | 0 | 66.7% |
Tupãzinho | ATA | 48 | 26 | 62.5% |
Valdir | GOL | 13 | 0 | 74.4% |
Valmir | ZAG | 2 | 0 | 66.7% |
Zequinha | MEI | 15 | 0 | 51.1% |














































































