Linha do tempo
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Lembrando que o gol do Breno Lopes e o bi da Libertadores contam no ano de 2021, mas na temporada de 2020!
O ano de 1980 na História do Palmeiras
| 🏆 | J | V | E | D | GP | GC | % |
| 0 | 63 | 18 | 22 | 23 | 74 | 77 | 40.2 |
O ano de 1980 começou sob a expectativa das semifinais do Paulista de 79, adiadas pela manobra do presidente do SCCP, Vicente Matheus. Depois de uma rápida pré-temporada na cidade de Jacutinga, o Palmeiras voltou à capital para enfrentar o rival em dois jogos.
Mas a tensão não estava no ar apenas devido ao confronto. Os jogadores viviam a incerteza acerca da premiação, já que não houve acerto entre o elenco e o diretor Arnaldo Tirone. Para piorar, a relação entre Telê Santana e Jorge Mendonça, o indiscutível líder técnico dos atletas, havia se deteriorado.
Jorge Mendonça estava seduzido por propostas vindas do Rio de Janeiro – especialmente a do Vasco – e estava forçando a barra para deixar o Palmeiras. A diretoria já estava farta da situação; Telê, sabendo da importância do atleta para uma conquista, ainda tentava contemporizar, mesmo a nítido contragosto.
Em meio a tudo isso, vieram os confrontos e o Palmeiras, depois de permitir o empate a cinco minutos do fim no primeiro jogo, foi para a partida decisiva jogando por mais uma igualdade, mas acabou derrotado por 1 a 0, com um gol de canela de Biro-Biro. Foi a última partida de Jorge Mendonça com a camisa do Palmeiras e também o último jogo de Telê Santana naquela passagem pelo Verdão – o técnico foi convocado pela CBF para orientar a Seleção Brasileira.

Na Segunda Fase, num grupo com Bangu, Flamengo e Santa Cruz, o Palmeiras fez seis partidas e ficou em segundo lugar, passando para a fase seguinte em cima do laço, segurando um empate sofrido em Recife. Mas o primeiro sinal de desgraça veio na partida no Maracanã: 6 a 2 para o Flamengo, na estreia de Oswaldo Brandão – Sergio Clerice não havia resistido ao futebol medíocre mostrado nos onze jogos sob seu comando.
A Terceira Fase foi cruel com o Palmeiras, que claramente já fazia hora extra no campeonato apesar de ter mantido 90% do time titular que havia encantado o país no ano anterior. Num grupo que tinha Cruzeiro, Inter e Guarani, jogando em turno único, o Verdão acabou eliminado no confronto em casa contra os gaúchos, após uma derrota pelo placar minimo. Era hora de tentar acertar o time em campo e focar no estadual.
No Paulistão, que começou em maio, o Palmeiras tinha a missão de ficar entre os quatro melhores colocados no primeiro ou no segundo turno, para jogar as semifinais e finais e conseguir uma vaga na grande final.

O Velho Mestre não resistiu à estreia no segundo turno: a derrota por 1 a 0 em casa para a Francana marcou a despedida definitiva do técnico que mais vezes dirigiu o Palmeiras na História. O auxiliar Valdir de Morais assumiu o comando enquanto a diretoria buscava um novo treinador.
Foram cinco jogos e o Palmeiras perdeu quatro vezes até estrear o novo treinador: Diede Lameiro, que rescindiu com a Ferroviária para comandar o Palmeiras. E sua passagem foi um desastre: nos 13 jogos derradeiros do campeonato, vencemos apenas uma e ficamos seriamente ameaçados pelo rebaixamento.
A situação vexatória ficou evidente quando, na penúltima rodada, os jogadores precisaram arrancar um empate a dois minutos do fim em Taubaté e, ao apito final, comemoraram efusivamente a permanência na primeira divisão. Uma vergonha que traria consequências: com o 16° lugar no campeonato, o Palmeiras não se classificou para jogar a Taça de Ouro do ano seguinte; em 1981, teria que se contentar em disputar a Taça de Prata.
Pior: o respeito que havia por parte de adversários e da imprensa, construído após anos e anos de vitórias e exibições magníficas, estava seriamente arranhado e a confiança dos jogadores ao envergar a camisa verde esmeralda não seria a mesma nos anos seguintes.
Jogadores no ano de 1980
| Jogador | Pos | Jogos | Gols | Aprov | CA | CV |
Adauto | MEI | 2 | 0 | 100% | 0 | 0 |
Baroninho | ATA | 49 | 12 | 41.5% | 4 | 1 |
Beto Fuscão | ZAG | 46 | 0 | 34.1% | 0 | 0 |
Carlos | MEI | 13 | 3 | 35.9% | 0 | 0 |
Carlos Alberto Seixas | ATA | 27 | 2 | 44.4% | 0 | 0 |
Célio | MEI | 26 | 1 | 39.7% | 0 | 0 |
César | ATA | 56 | 17 | 38.1% | 2 | 1 |
Édson | ZAG | 25 | 1 | 53.3% | 3 | 0 |
Freitas | MEI | 28 | 1 | 39.3% | 1 | 0 |
Gatãozinho | ATA | 1 | 0 | 100% | 0 | 0 |
Gilmar | GOL | 55 | 0 | 40.6% | 0 | 0 |
Ivã | GOL | 7 | 0 | 38.1% | 0 | 0 |
Jair Brasília | ATA | 5 | 0 | 46.7% | 0 | 0 |
Jorge Mendonça | MEI | 3 | 1 | 44.4% | 0 | 0 |
Jorginho | ATA | 37 | 7 | 43.2% | 2 | 1 |
Lúcio | ATA | 43 | 3 | 45% | 3 | 0 |
Luís Sílvio | ATA | 2 | 0 | 66.7% | 0 | 0 |
Marinho Perez | ZAG | 2 | 0 | 66.7% | 0 | 0 |
Mococa | MEI | 44 | 8 | 45.5% | 4 | 1 |
Nedo | MEI | 1 | 0 | 100% | 0 | 0 |
Nei | ATA | 24 | 2 | 33.3% | 0 | 0 |
Nenê | LAT | 2 | 1 | 100% | 0 | 0 |
Pedrinho | LAT | 53 | 4 | 42.1% | 6 | 0 |
Pedro Rodrigues | ATA | 8 | 0 | 33.3% | 1 | 0 |
Pires | MEI | 53 | 2 | 37.7% | 5 | 1 |
Polozi | ZAG | 40 | 2 | 40% | 7 | 0 |
Reinaldo | LAT | 2 | 0 | 16.7% | 0 | 0 |
Romeu | ATA | 12 | 0 | 55.6% | 2 | 1 |
Rosemiro | LAT | 56 | 0 | 41.1% | 0 | 0 |
Silva | ZAG | 23 | 0 | 40.6% | 1 | 1 |
Sotter | LAT | 23 | 1 | 36.2% | 6 | 0 |
Vanderlei Paiva | MEI | 19 | 1 | 29.8% | 2 | 0 |
Wilson | MEI | 14 | 2 | 50% | 0 | 0 |
Zé Luiz | GOL | 2 | 0 | 100% | 0 | 0 |
Zé Mário | MEI | 3 | 1 | 44.4% | 0 | 0 |









































































