Brasileirão 2017: planejamento de pontos

CalculadoraMais um Brasileirão se aproxima e é chegada a hora de lançarmos mais um planejamento de pontos, como no ano passado. O exercício consiste em projetar os resultados que o Palmeiras deve tentar conseguir, dentro da realidade apresentada pelo nosso time e pelos adversários, para chegar ao decacampeonato.

A série histórica é um bom balizamento. Desde que o Brasileirão adquiriu este formato, em 2006, o vice-campeão jamais ultrapassou os 72 pontos – adicionando uma certa margem de segurança, podemos afirmar que 77 pontos é uma marca com altas chances de chegar à conquista.

É claro, cada campeonato tem suas peculiaridades e num ano onde dois times sobrem em relação aos outros, ambos podem ultrapassar a marca de 80 pontos facilmente, como costuma ocorrer, por exemplo, na Espanha. No Brasil, por enquanto, isso nunca aconteceu.

Para chegar aos 77 pontos o Palmeiras precisará repetir a performance vitoriosa de 2016, quando até ultrapassou essa meta e garantiu o caneco com largos 9 pontos de frente. O plano consistia em fazer seis pontos contra todos os adversários mais fracos; assumir derrotas fora para outros candidatos ao título – contra os quais seria tolerável até um ou outro tropeço em casa – e campanhas “corretas” contra o pelotão intermediário – empates fora e vitórias em casa. Clássicos merecem atenção especial, são quase sempre jogos à parte.

Para criar check points, dividimos a tabela em quartis: o primeiro na décima rodada, o segundo ao final do primeiro turno, o terceiro na rodada 29, e o último, claro, ao fim do campeonato.

Obviamente os resultados não precisam ser exatamente esses: uma derrota inesperada precisa ser compensada por uma vitória não prevista. Para chegarmos ao objetivo, é importante que a pontuação ao final de cada quartil esteja próxima da previsão.

Primeiro quartil – 21 pontos

Primeiro quartilNa largada, dois jogos de vitória mandatória: Vasco em casa; e Chape, fora, com todo o respeito. Depois, uma sequência de dois empates: SPFC num estádio onde queremos muito quebrar um longo tabu e Galo, em casa – um tropeço aceitável. Na sequência, desta vez sem sinalizadores, 3 pontos no Couto Pereira e a protocolar vitória sobre o Fluminense em casa nos permitirão descer a serra em condições de perder o clássico – o que vier é lucro.

Para fechar o quartil, mais sete pontos: Vitórias contra Bahia (F) e Atlético-GO (C), e empate no Moisés Lucarelli, o que garantiria 21 pontos ao final do quartil.

Segundo quartil – 15 pontos

Segundo quartilA segunda metade dos turnos concentra adversários mais complicados. Teremos a obrigação de vencer o Grêmio em casa para poder enfrentar uma sequência complicada: derrota contra o Cruzeiro em Minas, empate e casa no Derby, 3 pontos contra o Vitória em casa, derrota para o Flamengo em mando deles (sabe-se lá onde) e empate na Ilha do retiro – notem que serão cinco jogos com apenas uma vitória, somando apenas cinco pontos. A esta altura, com 29 pontos em 16 jogos, devemos estar em terceiro ou quarto lugar na tabela e as trombetas devem soar.

Mas uma boa campanha no final do turno deve acalmar os ânimos: vitórias contra Avaí e Atlético-PR em casa, e empate no Engenhão garantem 15 pontos no quartil e o fechamento do turno com 36 pontos – certamente entre os cabeças do campeonato.

Terceiro quartil – 23 pontos

Terceiro quartilSeis jogos em casa nos permitirão abrir vantagem na ponta neste quartil. Vitórias obrigatórias no Allianz Parque contra Chape, SPFC, Coritiba, Santos, Bahia e Ponte Preta, além de bater mais uma vez o Vasco no Rio, é que nos darão a chance de tropeçar fora contra Galo, Fluminense e Atlético-GO – aqui, uma zebrinha para compensar algum excesso de otimismo na projeção.

Se chegarmos aos 23 pontos neste quartil, atingiremos 59 pontos a nove rodadas do fim.

Quarto quartil – 18 pontos

Quarto quartilComeçamos na rodada 31 com uma pedreira, o Grêmio no Sul – contabilizamos a quarta e última derrota no campeonato. A partir daí, com a calculadora na mão, administraremos os resultados. Lembrando a campanha do ano passado, conforme a situação seremos mais cautelosos ou mais letais: vitória em casa contra o Cruzeiro, seguida de dois empates (Itaquera e Barradão).

Aí vem a arrancada final, enquanto os perseguidores perdem pontos valiosos: quatro vitórias seguidas (Flamengo e Sport em casa, Avaí fora e Botafogo em casa). Provavelmente já com o título na mão, um empate fora contra o Atlético-PR fecha a conta.

Boa sorte pra todos nós

No ano passado a conta fechou, com sobras. As parciais bateram com as previsões dos quartis com margem de, no máximo, dois pontos – na reta final, diante da arrancada espetacular, sobraram três pontos.

Este exercício, repetindo, serve apenas como parâmetro. As projeções permitem enxergar que mesmo numa sequência ruim de 5 pontos em 15 disputados (entre as rodadas 12 e 16), ou perdendo pontos em casa para adversários diretos, é possível ser campeão.

A torcida vai se acostumando cada vez mais com os pontos corridos e as frases feitas vão caindo. O que importa, para manter a consistência diante da exigência física, é ter elenco pra rodar. E se tem um time neste campeonato com essa qualidade, é o nosso. Rumo ao decacampeonato, VAMOS PALMEIRAS!