Conselho Técnico faz reunião desastrosa e já começou a estragar o Brasileirão

Em reunião realizada ontem na sede da CBF, no Rio de Janeiro, o Conselho Técnico de clubes deliberou sobre três pontos polêmicos acerca do regulamento do Brasileirão de 2018. Em todas as decisões, a escolha foi a mais errada possível.

Em vez de zelarem pela esportividade e pela a lisura da competição, os clubes tomaram decisões que visam apenas o aspecto econômico, além de darem margem a picaretagens e injustiças. Vamos a elas.

Gramado sintético

Gramado Sintético da Arena da Baixada
Agência Estado

Na reunião de 2017, havia sido decidido que o Atlético-PR, único clube da Série A que tem estádio com gramado artificial, teria um ano para replantar o gramado natural e que a partir de 2018 a Arena da Baixada, bem como qualquer outro estádio com jogos pelo Brasileirão, deveria ter gramado natural. A decisão havia sido tomada porque os clubes entenderam que o clube paranaense tinha vantagem técnica ao mandar seus jogos num gramado que altera significativamente a disputa da partida.

O Atlético trabalhou nos bastidores para que os clubes votassem por derrubar esse veto a partir deste ano, usando como argumento a fraca campanha de 2017. Ou seja, de um ano para outro, o gramado deixou de alterar o andamento do jogo porque o Atlético montou um time ruim no ano passado.

Assim como o Allianz Parque, a Arena da Baixada tem problemas com o gramado diante da falta de luminosidade causada pela cobertura do estádio. O Palmeiras luta, mas mantém o gramado natural. O Atlético se pendura na regulamentação da FIFA, que permite o uso de grama sintética, desde que dentro de determinadas especificações. O erro, no caso, é muito mais da FIFA, que dá brecha para esse tipo de aberração esportiva. O Atlético apenas se aproveita dessa brecha e conta com a conivência dos outros clubes brasileiros, que poderiam sustentar o veto, mas por algum motivo preferiram ceder..

Mando de campo fora da cidade de origem

Flamengo x Palmeiras, em Brasília
Adalberto Marques/ Agif/Gazeta Press

O estrago continuou quando os representantes dos clubes decidiram revogar a proibição de mandar jogos fora de sua cidade e até mesmo de seu estado de origem. Isso permitirá que clubes com menor poder de arrecadação  tenham oportunidades de levar as partidas para outras praças onde o visitante tende a ter torcida forte, e assim lucrar com a torcida adversária.

Além de provocar claro desequilíbrio técnico gritante no campeonato, a medida visa casuisticamente proteger os times do Rio de Janeiro, que por motivos culturais enfrentam problemas para atrair suas torcidas aos estádios cariocas. Um certo lobby das administrações dos grandes elefantes brancos construídos para a Copa de 2014 também deve ter funcionado, e desta forma veremos muitos jogos em Brasília, Cuiabá, Natal e Manaus.

Para não deixar escancarado, algumas restrições foram impostas:

  • os times só poderão mandar cinco jogos fora de seu estado de origem;
  • o mando fora do estado de origem pode ser vetado pelo visitante;
  • a prática está vetada nas últimas cinco rodadas do campeonato.

Árbitro de vídeo: um sonho adiado

VARO ponto mais importante da reunião, claro, foi a deliberação a respeito da adoção do VAR – o chamado “árbitro de vídeo” – nas partidas do Brasileirão. Por 12 votos contra 7, o VAR foi rejeitado para o Brasileirão 2018. Votaram a favor o Palmeiras, mais Bahia, Botafogo, Chapecoense, Flamengo, Grêmio e Inter. Contra o VAR, votaram SCCP, Santos, Vasco, Fluminense, Cruzeiro, Atlético-MG, América, Sport, Atlético-PR, Paraná, Ceará e Vitória. O SPFC não votou porque é café-com-leite.

A CBF determinou que, caso quisessem adotar o sistema, os clubes é que precisariam arcar com os custos, avaliados em R$ 20 milhões – o que daria R$ 1 milhão por clube para ter o VAR em todas as partidas do campeonato. Essa imposição teria sido a razão para que alguns clubes desistissem de usar o recurso.

Palmeiras x Cruzeiro - gol de Borja anuladoDa forma como tudo aconteceu, a CBF parece pouco ou nada interessada na adoção do VAR. Seria muito interessante ter acesso à planilha de custos estimados para chegar ao valor médio, por partida, de mais de R$ 50 mil para montar uma estrutura de replay e comunicação, composta por profissionais qualificados. Parece bem pouco provável que as cifras sejam tão altas.

E mesmo que sejam, a CBF tem por obrigação usar seus próprios recursos para que seu principal campeonato não seja decidido por erros de arbitragem, como aconteceu no ano passado e outras tantas vezes. Afinal, pra que mesmo a entidade cobra tantas taxas dos clubes e mantém, hoje, mais de R$ 250 milhões em seu caixa? Na prática, o repasse dos custos funcionou como um veto à implementação do sistema.

Gol de mão de JôDe qualquer forma, fica a questão – a qual todos nós já sabemos a resposta: por que o SCCP não quis que o VAR fosse adotado mesmo?

Esperamos que, de uma vez por todas, nossa diretoria esteja muito atenta a tudo isso, e que tome as devidas providências antes do leite ser derramado. Perdemos o campeonato no ano passado, entre outras razões, por conta dessa omissão. Não suportaremos ver isso acontecer de novo, em anos consecutivos.


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A arrancada para o deca: faltam dois atos

CalculadoraNo dia 30 de agosto, após a rodada 22 e com 14 pontos de distância para o rival, o Verdazzo planificou uma arrancada em três etapas, na qual era prevista despretensiosamente uma virada na tabela considerando a brusca queda de rendimento do pessoal de Itaquera e uma estabilização dos resultados do Palmeiras no Brasileiro, já sem as disputas das copas para nos dividir a atenção.

A primeira das três etapas se encerra hoje, com a partida entre Botafogo e SCCP (o Periscazzo desta noite vai acompanhar a partida e secar os caras ao vivo, não perca!). O Palmeiras ficou a apenas dois pontos da previsão – certamente o resultado que ficou completamente fora de qualquer previsão foi o empate com o Bahia, que causou a demissão de Cuca.

Já o rival fez a previsão despretensiosa ficar um pouco mais séria ao despencar mais que o esperado. Mesmo uma pouco provável vitória esta noite no Rio de Janeiro os deixará a quatro pontos da previsão. A diferença entre os dois clubes, que deveria ser de 11 pontos a esta altura da planificação, pode ser de 6, 7 ou 9 pontos.

O segundo ato

Curtinho, contemplando apenas as próximas três rodadas, o segundo ato desta projeção deve chegar bem perto da virada, desde que o Palmeiras vença o Derby, na rodada 32. Sendo pessimistas, considerando que o SCCP vai conseguir uma vitória esta noite no Engenhão, a diferença de nove pontos cairá para apenas um, considerando que a Ponte Preta segura um empate no próximo domingo e que, depois de perder o Derby, o SCCP seguirá em parafuso para Curitiba e perderá do Atlético.

Em paralelo a isso, o Verdão precisa fazer valer o mando contra um Cruzeiro que já perdeu o interesse na temporada e que vem chamuscado pela derrota de virada, em casa, no clássico local; depois de vencer o Derby, precisa manter a bola cheia para chegar ao triunfo em Salvador, contra o Vitória – disparado o pior mandante do campeonato.

Arrancada: segundo ato

Se o Botafogo não perder esta noite, a rodada 33 pode significar até a virada na tabela. O diabo é ter que confiar na Ponte Preta, um time que, é sabido, não serve para nada.

O ato final

As cinco rodadas finais mostram Palmeiras e SCCP com tabelas muito semelhantes. Entrar na rodada 34 com vantagem na tabela pode ser decisivo. Até lá, muita coisa pode acontecer e não se pode levar muito em conta o que os times estão jogando hoje. Podemos precisar de uma força do Cheirinho, por isso é importante que eles ainda estejam lutando por vaga na Libertadores na rodada 36.

Arrancada: terceiro ato

O time de Fábio Carille sofre com o elenco limitado, com reservas que não seguram o nível dos titulares num final da temporada que está sendo bastante duro no aspecto físico pelos lados de Itaquera. Por aqui, o elenco tem segurado bem a pegada; Alberto Valentim, com um esquema simples, consegue fazer o time se impor diante dos adversários na base da qualidade técnica. Estas cinco rodadas apresentam uma leve tendência do Palmeiras abrir dois ou três pontos.

Esperança

Sabemos que no futebol as coisas mudam muito rápido. Há dez dias, estávamos em profunda depressão vendo nosso técnico ser demitido após um empate em casa contra o Bahia e não havia uma alma viva que apostasse um tostão no título do Palmeiras; os sites estatísticos definiam nossas chances em torno de 3%. Hoje, esse número oscila entre 13% e 15% – ainda pouco, mas já é considerável.

Tem o fator arbitragem. Tem o imponderável. Muita coisa pode acontecer. Mas o Brasileirão de pontos corridos de 2017, que muita gente dava como definido ao final do primeiro turno, ainda pode ter capítulos emocionantes – e, quem sabe, um espetacular plot twist pintado de verde e branco no final.

É permitido sonhar. E também é muito divertido.

Depois desta projeção, vamos jogo a jogo. Foco no Cruzeiro.

E secar o rival esta noite, pode, sim!

VAMOS PALMEIRAS!


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A arrancada para o deca, em três atos

CalculadoraA tradicional análise de quartis feita pelo Verdazzo deveria ter saído após o fim do primeiro turno. Mas a derrota em casa para o Atlético-PR, seguida pela eliminação na Libertadores, deu ares de melancolia ao ano e o estudo foi colocado em espera.

Mas a goleada no clássico, aliada à mais que improvável derrota do rival para o lanterna, em casa, renovou as parcas esperanças do Verdão neste campeonato. Não deveria, mas renovou – afinal, vivemos de esperança.

A diferença de 14 pontos, com 48 em jogo, não recomenda que se alimente muitas fantasias em cima de projeções. Feita a recomendação, vamos às contas. Normalmente estaríamos fazendo a matemática para os 77 pontos, que historicamente é uma meta segura para chegar ao título. Mas diante da campanha irreal feita pelo rival no primeiro turno, esta meta deve ser vista com muitas reservas. Mesmo assim, sites de estatísticas de futebol dão chances altas de conquista de título para quem chegar a esta marca: o Chance de Gol avalia em 80%; enquanto que o Departamento de Matemática da UFMG estima em mais de 99,4%.

Melhorou. Vamos mudar um pouco o escopo da análise. Faremos nossa conta para chegar aos 77 pontos, ao mesmo tempo que precisamos fazer as contas para secar o SCCP para que o Verdão ainda consiga a reação espetacular e chegue ao decacampeonato ao fim do ano.

Entre na viagem

Neste sonho, desmanchamos a estrutura de quartis e readaptamos os pontos de checagem de acordo com a realidade atual. A tabela foi dividida em três fases:

Fase 1

Em oito jogos, poderemos perder no máximo 5 pontos: 6V, 1E e 1D. A derrota pode vir na Arena do Grêmio, na rodada 30. Já o empate pode vir no Maracanã, contra o Fluminense, ou mesmo contra o Galo, em Belo Horizonte – temos que fazer quatro pontos nesses dois jogos. Jogos em casa contra Coritiba, Santos, Bahia e Ponte precisam render três pontos, bem como a viagem a Goiânia, onde enfrentaremos o CAG.

Em paralelo, a tabela deve render 16 pontos ao SCCP. Uma campanha de 5V, 1E e 2D deve manter o time a confortáveis 11 pontos de distância a oito rodadas do fim. Nesta simulação, a rodada 30 tende a ser particularmente torturante para nossa torcida: veremos o rival perder depois de seis rodadas sem diminuir a diferença, e desperdiçaremos a chance de encostar ao perder do Grêmio. Eles farão piadas. Mal sabem o que os esperam.

Arrancada para o deca - fase 1

Fase 2

Esta fase é curta e será o inferno para o SCCP: o Palmeiras vence o Cruzeiro enquanto o SCCP tropeça em Campinas; o Derby na rodada 32 cortará a diferença para 6 pontos. No embalo, o Verdão vence o Vitória em Salvador e o SCCP perde na Arena da Baixada. E em apenas três rodadas, a diferença despenca de 11 para 3 pontos, com cinco jogos para o fim.

Arrancada para o deca - fase 2

Fase 3

As rodadas finais serão como cobranças de pênaltis. Já com o time bem acertado por Cuca, com todo o elenco com a “setinha pra cima”, o Palmeiras vencerá Flamengo, Sport e Botafogo em casa e Avaí fora, chegando à rodada final com 76 pontos e 24 vitórias. O SCCP vencerá em casa, provavelmente com muitos pênaltis a favor, o Avaí, o Fluminense e o Galo, mas perderá para o Flamengo no Maracanã e chegará à última rodada com 76 pontos e 23 vitórias.

Os confrontos Atlético-PR x Palmeiras e Sport x SCCP decidirão o campeonato e o Palmeiras chegará ao título com empates nos dois jogos.

Arrancada para o deca - fase 3

De volta à realidade

A 14 pontos do líder, obviamente não dependemos apenas de nossos resultados e a previsão está sujeita a inúmeros furos. Além do SCCP, temos também o Santos e o Grêmio para secar. Precisamos de uma arrancada de sete vitórias seguidas na reta final – que embora seja com uma tabela favorável, é sempre muito difícil. E acima de tudo, temos que vencer o Derby no Itaquerão.

Deve ser por isso que os sites estatísticos avaliam nossas chances em no máximo 3,8%. Mas não importa.

Seguir o Verdão independe de probabilidades de títulos. A cada jogo, estamos nas arquibancadas ou em frente à TV, não importa a situação no campeonato. Mas com uma perspectiva de taça é sempre melhor. As chances são pequenas, parecem inexistentes, mas colocando todas as possibilidades no papel fica um pouco melhor pra continuar sonhando. VAMOS PALMEIRAS!

Alerta vermelho ligado: Brasileirão já foi, foco total nas copas

EgídioA derrota no Derby ontem foi um golpe muito duro para o Palmeiras. A confiança da torcida, após a terceira derrota consecutiva, naturalmente despencou às portas de duas decisões nas copas – o time decide as vagas na Copa do Brasil e Libertadores dentro de duas e quatro semanas, respectivamente, e em ambas tem resultados desfavoráveis para reverter.

A 16 pontos do líder, nem o mais poliana dos torcedores ainda acredita na conquista do Brasileirão, então o foco do time e da torcida tem que estar, obrigatoriamente, nos dois mata-matas. As aspirações no Brasileirão, mesmo com toda a sua importância esportiva e financeira, devem ser reajustadas. A nova meta deve ser apenas o G4 – ou o G6, na pior das hipóteses.

As 25 partidas que restam devem ser disputadas sempre pensando nas copas – e isso inclui fazer testes e descansar os principais jogadores, se necessário – o que provavelmente implicará em novas derrotas teoricamente inaceitáveis. Só conseguiremos suportar isso se virarmos todo o foco e todas as expectativas para a Copa do Brasil e para a Libertadores.

Cuca reclama, com razão, da falta de tempo para treinos, já que tem que administrar os jogos, a recuperação física e as viagens em semanas sempre ocupadas duplamente. Não desfrutou de nenhuma semana livre para treinos desde que assumiu o time, no início de maio – e ele demonstrou sua preocupação com isso logo em sua primeira entrevista após ser recontratado. Só teremos desafogo no calendário nas duas paradas das Eliminatórias, entre 27 de agosto e 7 de setembro, e entre 1 e 12 de outubro. Os jogos pelo Brasileirão, se relegados a segundo plano, certamente diminuirão esse impacto.

Alerta vermelho

A situação é grave. No cenário mais pessimista, corremos o risco de ver o ano acabar no dia 9 de agosto, caso sejamos eliminados pelo Cruzeiro e pelo Barcelona. Com o alerta vermelho ligado, Cuca terá duas semanas para pensar em soluções táticas, testá-las e aprimorá-las, em meio a jogos contra Vitória (C), Flamengo (F) e Sport (F). Depois do jogo em Belo Horizonte, serão mais duas semanas para preparar o time para vencer o Barcelona por dois gols, passando por mais três jogos: Avaí (C), Botafogo (F) e Atlético-PR (C). Um caminho interessante parece jogar com o time completamente reserva aos finais de semana e só manter o ritmo do time principal a ser desenvolvido contra os dois cariocas.

Perder todos os campeonatos seria algo realmente frustrante diante de toda a expectativa criada. Depois de vencer o Brasileirão em 2016 e com a tão propagada saúde financeira, era de se esperar que o time seguisse na trajetória de títulos. Temos ainda a chance de levantar dois troféus – algo que qualquer um de nós toparia, sem vacilar, no início do ano. A questão é que o time atravessa um momento crítico e a confiança neste momento é muito pequena.

Inteligência

Futebol é muito dinâmico. As coisas mudam muito rápido e temos elementos para corrigir a rota. Mas isso exigirá alguns sacrifícios; temos que ter essa clarividência e não permitir que os pontos que ainda serão perdidos no Brasileiro se convertam em fatores de pressão. Desculpem pela redundância, mas o foco deve ser total em Cruzeiro e Barcelona.

Depois de percalços sérios (duas trocas de técnico e lesões importantes), estamos à beira do fracasso total em 2017, mas temos condições totais de lutar e reverter. A parte da torcida é apoiar – a pressão e a cobrança devem vir das pessoas que cercam o departamento de futebol em todas as suas instâncias, sobretudo do presidente, que mesmo à distância em sua curiosa licença deve estar acompanhando tudo o que acontece e tomando suas providências. Assim esperamos.

Na boa e na ruim

O Palmeiras nos deu muitas alegrias nos últimos dois anos. Estivemos na boa e aproveitamos bastante. Agora estamos na ruim, e é exatamente agora que se revelarão os torcedores que mais mereceram comemorar aqueles títulos. Segue o trabalho. VAMOS PALMEIRAS!

Planejamento de pontos: fim do primeiro quartil

A vitória sobre a Ponte Preta marcou a décima partida do Palmeiras pelo Brasileirão, o que representa o fim do primeiro quartil do campeonato – hora de verificar o planejamento traçado neste post, feito antes do campeonato começar.

Primeiro QuartilO Palmeiras ficou cinco pontos abaixo da projeção, resultado de uma largada muito ruim. Nos cinco primeiros jogos, conseguimos apenas quatro dos onze pontos previstos – as derrotas contra Chapecoense, SPFC e Coritiba, que aconteceram num momento em que Cuca ainda buscava firmar a dinâmica de jogo ao elenco, foram desastrosas.

Na segunda metade do quartil, o Palmeiras até superou as expectativas – confirmou a previsão nos jogos 6 a 9, e recuperou dois pontos ontem, ao vencer um jogo em que o esperado seria um empate – até pela proximidade do jogo de mata-mata, contra o Cruzeiro.

Se mantiver a previsão do início do campeonato, para chegar aos 77 pontos, ainda precisará recuperar cinco pontos no próximo quartil, quando terá quatro partidas de mata-mata às quartas-feiras em que a dificuldade de virar a chavinha pode atrapalhar muito, embora não seja o que tenhamos visto ontem.

Ajustes para o segundo quartil

Planejamento para o segundo quartilA partida do próximo sábado, contra o Grêmio, no Pacaembu, tende a ser bem mais difícil do que imaginávamos no início do campeonato. A derrota dos gaúchos ontem para o SCCP em casa não os torna um time frágil – foi uma partida em que erros individuais graves, um pênalti perdido e um frangaço, determinaram o resultado. O Palmeiras provavelmente vai poupar titulares pensando na partida da quarta-feira no Equador – a boa notícia é que o Grêmio também viaja, já que joga na terça contra o Godoy Cruz e também deve deixar alguns atletas de fora. Devemos buscar a vitória apostando na maior qualidade de nosso elenco e na evolução do grupo como um todo, algo que tivemos uma bela demonstração no jogo de ontem.

Após o jogo em Guayaquil, exausto, o Palmeiras vai jogar no Mineirão contra o Cruzeiro e uma derrota não será nada anormal. Antes do próximo mata-mata, o time terá mais quatro jogos só de Brasileirão, e será neles que deverá recuperar os pontos perdidos no primeiro quartil – a começar pelo Derby, no dia 12. Vencer o SCCP será fundamental para que o Palmeiras se mantenha vivo na competição – é nos Derbies que se muda o rumo de um campeonato; uma vitória com autoridade faz estragos muito maiores do outro lado do que num jogo comum.

Zerando o saldo

Nos três jogos seguintes, temos a obrigação de vencer o Vitória em casa, plenas condições de arrancar um empate do Flamengo (recuperando mais um ponto) e de vencer o Sport, que não vem jogando bem, fora de casa (recuperando mais dois pontos). Se cumprirmos este roteiro, estaremos de volta à previsão inicial.

Com as contas zeradas, uma vitória contra o Avaí em casa, um empate contra o Botafogo fora e uma vitória em casa contra o Atlético-PR (às vésperas do segundo jogo contra o Barcelona) nos permitirão fechar o turno com os 36 pontos planejados.

Ainda dá?

É uma trajetória bem difícil. E mesmo chegando à meta estipulada, teremos ainda duas dificuldades enormes pela frente no segundo turno: mais jogos decisivos pela Copa do Brasil e Libertadores, e um líder que vem tendo, por enquanto, um aproveitamento muito acima da média, o que pode fazer com que mesmo os 77 pontos idealizados no planejamento não sejam suficientes. Nosso rival não parece estar se importando muito com a Sul-Americana e vai focar apenas no Brasileirão. Resta saber se o elenco vai aguentar a pressão mental e física, já que as peças sobressalentes estão muito abaixo do time titular. A ver.

Mas antes de nos preocuparmos com os adversários – Grêmio e Flamengo também constituem ameaças reais – temos é que fazer a nossa parte, a partir do próximo sábado. Tudo isso, sempre mantendo em mente que temos duas copas para conquistar. VAMOS PALMEIRAS!