Brasileirão 2019: fim do primeiro quartil

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Com a negativa do STJD ao pedido do Botafogo para impugnar a partida realizada contra o Palmeiras em Brasília, finalmente podemos considerar terminado o primeiro quartil do Brasileirão 2019. Após nove rodadas, o Palmeiras lidera o campeonato com 25 pontos, cinco a mais que o Santos, e oito a mais que o Flamengo.

A campanha do Palmeiras em nove rodadas é a melhor desde 2006, quando o campeonato passou a ser disputado por 20 clubes no modelo de pontos corridos.

projeção inicial, feita antes do início da disputa, apontava o resultado do primeiro quartil para 23 pontos, levando-se em conta a dificuldade dos jogos, e imaginando que este ano, ao contrário de toda a série histórica, algum clube pode alcançar o vice-campeonato com mais que 72 pontos, marca até agora jamais superada pelo segundo colocado. Por isso, a marca de segurança projetada no exercício foi de 82 pontos.

A estupenda campanha do Verdão nestes nove jogos deu uma pontuação até superior ao esperado, proporcionando ao grupo uma pequena margem para um tropeço inesperado.

Passando a limpo o primeiro quartil

Foram oito vitórias e apenas um empate, contra o CSA, quando utilizou um time bastante alternativo em relação àquele que é considerado a força máxima do elenco.

Nas outras oito partidas, o Palmeiras passou o trator, vencendo todos os adversários, inclusive as duas partidas consideradas mais difíceis: Galo, no Mineirão, e o clássico contra o Santos, no Pacaembu.

Nessas oito vitórias, foram 17 gols marcados e apenas um sofrido, marcado pela Chapecoense, de pênalti.

As duas vitórias em jogos onde se esperava empate deram saldo positivo de quatro pontos na projeção. Descontando-se dois pontos do tropeço em Maceió, e batemos a conta dos 25 pontos conquistados, diante dos 23 esperados.

Segundo quartil – 18 pontos

Este período será disputado apenas aos finais de semana, já que a Copa do Brasil e a Libertadores começam a pegar fogo.

Haja elenco! Serão dez semanas intensas, de 10 de julho a 15 de setembro, virando a chavinha duas vezes por semana – isso caso o Palmeiras siga avançando nas competições, claro.

Os adversários devem voltar reforçados da intertemporada e com os times mais acertados em relação ao verificado no primeiro semestre. E a tabela aponta jogos bastante difíceis neste trecho da tabela.

Diante de tamanha dificuldade, é de se esperar um quartil com uma pontuação bem mais modesta. Mesmo assim, com os 18 pontos previstos na projeção inicial, fecharíamos o turno com ótimos 43 pontos.

Terceiro quartil – 20 pontos

Se chegarmos às semifinais da Libertadores, essas duas partidas serão as únicas interrupções na campanha do Brasileirão no terceiro quartil. Entre 22 de setembro e 27 de outubro, serão nove rodadas em que o foco permanece quase todo na busca pelo 11° título brasileiro.

Será uma campanha espelhada em relação ao primeiro quartil – em que nos saímos muito bem. Assim, uma campanha de 20 pontos é possível de ser alcançada, prevendo tropeços no Beira-Rio e na Arena da Baixada nas vésperas dos jogos pela Libertadores. No total, 63 pontos e mais dez jogos pela frente.

Quarto quartil – 21 pontos

O quarto quartil, mais do que todos, é apenas uma referência de tabela, já que trata-se da reta final do campeonato. Os resultados poderão ser apenas administrados, ou deverão ser atingidos a todo custo – depende de como os principais concorrentes pelo título forem se saindo jogo a jogo.

As partidas serão concentradas apenas no Brasileirão, entre 30 de outubro e 8 de dezembro, com apenas duas datas de folga, reservadas para a FIFA. Caso algum clube brasileiro se classifique para a final da Libertadores ou da Sul-Americana, provavelmente a CBF usará essas datas para antecipar os jogos dos times envolvidos.

Pela projeção inicial, 21 pontos, diante desta tabela, pode ser considerado um ótimo resultado nos dez jogos finais. Chegaríamos a 84, recorde histórico – e provavelmente campeões.

Conclusão

É sempre importante lembrar que esta projeção é um mero exercício para referência, tendo por base as séries históricas, ponderado subjetivamente pelo panorama atual do futebol brasileiro. Se até agora nenhum time que chegou em segundo lugar ultrapassou os 72 pontos, a projeção simples para o Santos, que chegou a 20 pontos em 9 rodadas, é de chegar na rodada 36 com 80 pontos, podendo chegar a 86 no fim do campeonato.

Pelo mesmo raciocínio, a pontuação do Palmeiras na rodada 36 seria de absurdos 100 pontos. É claro que matematicamente é possível, mas sabemos pela vivência no futebol que isso não acontecerá. Por isso ressaltamos: é apenas um exercício de referência.

Mesmo assim, a vantagem construída pelo Verdão no primeiro quartil é muito boa e nos dá alguma margem para erro. Mas sabemos que quanto mais pontos acumularmos, melhor será para administrar a reta final, quando teremos, se tudo der certo, um jogo importantíssimo em Santiago. VAMOS PALMEIRAS!


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O Palmeiras é favorito, sim, mas com responsabilidade

Zé Rafael
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

As vitórias contra Atlético e Santos, nas rodadas 4 e 5 do Brasileirão, alçaram o Palmeiras a favorito destacado para mais um título. Uma série de fatores, entre números e observações, inegavelmente reforçam este prognóstico.

O Palmeiras lidera a classificação de forma isolada, com 13 pontos em 15 possíveis. Nesta trajetória, o Verdão já enfrentou três dos quatro perseguidores mais próximos na tabela. Os pontos perdidos foram num jogo plenamente ganhável, contra o CSA, onde o time escolhido por Felipão foi bastante alternativo e, mesmo saindo na frente, deixou a vitória escapar numa jogada de bola parada.

Ainda nesta largada, o Palmeiras já marcou 12 gols e sofreu apenas um, o que sugere um time bastante equilibrado, que consegue ser muito efetivo no ataque sem abrir mão de um sistema defensivo consistente. Os números traduzem a impressão passada na observação das partidas: sólido na defesa, o Palmeiras sai rápido para o ataque de forma muito organizada e mata os adversários com a rapidez e a precisão de um espadachim.

O que vemos nos adversários, neste momento, são times que têm problemas para marcar gols quando encaixam uma boa defesa, ou que se escancaram na retaguarda para conseguir um bom volume de gols. Todos ainda buscam chegar ao equilíbrio que o Palmeiras já alcançou. Nossa enorme eficiência tanto na defesa, quanto no ataque, inevitavelmente, faz o torcedor sonhar alto. Mas é preciso ter calma.

Calendário traiçoeiro

Felipão e Paulo Turra
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

As 18 primeiras rodadas estão acontecendo num espaço de 19 semanas, entre 27 de abril e 8 de setembro, intercaladas com as partidas da Libertadores e da Copa do Brasil, e ainda com uma parada forçada de um mês.

Já as 20 rodadas finais terão ritmo intenso de disputa, com apenas 3 datas dedicadas às semifinais e à final da Libertadores, sendo disputadas em apenas 13 semanas, entre 15 de setembro e 8 de dezembro. Um panorama amplo da marcha de jogos pode ser visualizado no post com a projeção de pontos sugerida pelo Verdazzo em abril.

O primeiro recorte, que é quase metade do campeonato, é claramente mais espaçado e possibilita aos times fazerem correções de rota que podem ser decisivas para suas pretensões, caso não fiquem muito para trás. Equipes desequilibradas, mas com bom potencial, ainda podem encontrar a melhor química, sobretudo se aproveitarem bem a intertemporada causada pela irritante Copa América.

Já o segundo período, espremido pelo calendário, é muito mais perigoso para times que depararem com uma oscilação de desempenho grave. Uma lesão de jogador-chave, ou uma turbulência no ambiente – qualquer problema que dure algo em torno de 15 dias é suficiente para comprometer até cinco rodadas e jogar uma campanha inteira no lixo. Não é preciso puxar muito pela memória para termos um exemplo: uma rápida convergência de problemas em 2009 destruiu um campeonato que nos parecia ganho.

Temos força

O Palmeiras de 2019 mostra muita força para superar eventuais turbulências. O equilíbrio técnico atingido entre os setores defensivo e ofensivo não é fácil de ser destruído apenas pela perda de uma ou duas peças por lesão. Nosso elenco tem mostrado eficiência para fazer essas reposições – neste momento, estamos “apenas” sem Willian, Gustavo Scarpa e Ricardo Goulart, e o time segue rendendo.

Esses três desfalques, que devem estar recuperados após a parada, serão vitais para que o Palmeiras ative o rodízio mais uma vez, quando teremos até 10 rodadas seguidas com jogos de mata-mata nos meios de semanas e Brasileirão aos sábados e domingos.

Com o encaixe extremamente satisfatório conseguido com Raphael Veiga e Zé Rafael, Felipão tem armas para montar duas linhas de frente bastante competitivas. Se quiser manter o time titular que destroçou o Santos como o principal, o time alternativo pode ter, do meio para a frente: Thiago Santos e Moisés; Gustavo Scarpa, Ricardo Goulart e Willian; Arthur Cabral. Ainda existem as opções de usar Hyoran, Lucas Lima, Guerra e Borja, além dos próprios titulares, em eventualidades. Ou de fazer outras dezenas de combinações, a escolher.

Todas essas animadoras suposições, contudo, pressupõem que o time não sofrerá baixas na janela do meio do ano. O Palmeiras, como todos os times brasileiros, corre riscos de perder atletas na movimentação do mercado, embora tenha muito mais condições que qualquer adversário de fazer as reposições. São vantagens potenciais.

Favoritismo com responsabilidade

Bruno Henrique e Gómez
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Diante das perspectivas, soaria como falsa modéstia recusar o rótulo de favorito destacado ao título deste Brasileirão. É óbvio que, diante do panorama atual e de todas as variáveis, as probabilidades apontam para o Verdão. Mas sabemos que podemos virar o fio, ou que um adversário realmente forte pode emergir.

Temos que saber lidar com nossa própria força; trabalhar as possibilidades favoráveis sabendo que o cenário pode mudar; jogar cada jogo como se fosse o do título para não lamentar no futuro, em caso de reviravolta.

Não precisamos repelir o favoritismo, e sim a acomodação. É tentador, diante dos números atuais e do nível de jogo apresentado em campo, deixar a soberba tomar conta das atitudes, mesmo antes de fazer o necessário para colher os louros. É um erro clássico que, confiamos, Felipão não deixará que nosso elenco cometa.

Nossa torcida, se também souber lidar com essa condição, vai ajudar mais ainda nosso treinador nessa missão de carregar o favoritismo, com toda a responsabilidade. Pés no chão, apoio incondicional, xô salto alto e VAMOS PALMEIRAS!


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Na era Allianz Parque, Palmeiras sobra no Brasileirão

Depois de quase amargar mais um rebaixamento em 2014, ano em que, em novembro, o Allianz Parque foi inaugurado, o Palmeiras vem desenhando uma trajetória ascendente bastante sólida.

Após um 2015 de reformulação e crescimento, premiado no final com a conquista da Copa do Brasil, o Palmeiras atingiu em 2016 um patamar de excelência, que se repetiu nos anos seguintes – com direito a oscilações, como todo time de ponta.

É comum na história recente do futebol brasileiro um time impor um curto período de dominação – algo que dura de dois a três anos – para depois voltar para o “bolo” e dar vez a outro. Normalmente isso acontece às custas de algum sacrifício financeiro, e é exatamente isso que faz com que após algumas conquistas o cetro de time dominante mude de mãos. SCCP, Cruzeiro, Fluminense e SPFC são os últimos exemplos.

Com o Allianz Parque a pleno funcionamento, além do ótimo patrocínio da Crefisa, o Palmeiras conseguiu subverter essa regra e inaugurou uma era de desempenho sustentado, sem recorrer a adiantamentos que condenam os clubes a se retrair após um período de títulos. Podemos constatar isso nos desempenhos nas últimas edições do Brasileirão.

Números incontestáveis

Nos últimos quatro anos, com o Allianz Parque a pleno funcionamento, o Palmeiras se consolidou como o clube a ser batido no país. Mesmo com oscilações, o Verdão conquistou dois campeonatos e ficou com um vice. Nenhum outro clube tem campanhas tão consistentes – os que mais se aproximam são SCCP, Grêmio e Flamengo.

O Palmeiras iniciou o ressurgimento em 2015, após uma reformulação radical no elenco. Os resultados no Brasileirão foram discretos, sobretudo porque, na reta final, todas as atenções foram voltadas para a Copa do Brasil. Os 53 pontos ficaram até abaixo do que aquele time poderia ter produzido.

Em 2016, sob o comando de Cuca, o Verdão foi dominante e conquistou o Brasileirão com 80 pontos. Mas uma interrupção forçada no trabalho do treinador atrapalhou bastante o planejamento para 2017, ano em que o Palmeiras, apesar da força do elenco, não encontrou um padrão de jogo suficiente para manter o domínio, ficando com o vice-campeonato – sempre é bom lembrar, com interferências decisivas das arbitragens.

No ano passado, após mais um começo irregular, o Verdão se firmou com Felipão e sobrou no segundo semestre, ganhando o Brasileirão com folga. Ao manter a comissão técnica em 2019, o time se coloca mais uma vez como forte candidato à conquista.

As ameaças à hegemonia

Outros clubes começaram a seguir nosso exemplo para buscar a sustentação financeira sem depender de adiantamentos e podem, em alguns anos, equiparar suas forças no mercado à que o Palmeiras exibe hoje. Flamengo, Grêmio e Inter tentam trilhar esse caminho, também apoiados em ótimos estádios. Mesmo assim, com exceção do time carioca, que tem uma ajuda desigual vinda dos contratos da televisão, nenhum clube parece ter o mesmo fôlego nas receitas.

Nos balanços de 2018 divulgados pelos clubes, o montante final do Palmeiras foi de R$ 653,9 milhões – uma cifra um tanto turbinada por vendas vultosas. É possível que esse montante não se repita em 2019, mas mesmo assim deve orbitar em torno dos R$ 600 milhões. O segundo colocado em 2018, o Flamengo, registrou a entrada de R$ 542,8 milhões em seus cofres, mais de R$ 100 milhões atrás do Verdão. Os outros clubes sequer atingiram a marca de R$ 470 milhões.

O Palmeiras tem tudo para seguir auferindo receitas superiores e tendo o principal combustível para manter times competitivos nos próximos anos, fazendo a hegemonia perdurar bem mais que os tradicionais dois ou três anos.

Mas cofres cheios, sabemos, não obrigatoriamente fazem um time campeão – a história é pródiga em supertimes recheados de medalhões que naufragam clamorosamente.

Só grana não basta

Os recursos financeiros precisam satisfazer a um modelo de administração esportiva complexo, a ser seguido de forma rígida. O Palmeiras construiu seu conjunto de diretrizes a partir de 2013 e o vem aperfeiçoando ao longo dos anos.

A fórmula para se manter no topo passa pelos detalhes. Além de seguir o atual modelo e mantê-lo em constante evolução, conciliar as vicissitudes da política do clube com a blindagem ao elenco e ao local de trabalho é fundamental. Tornar e manter o clube forte politicamente para não ser prejudicado pelas arbitragens podem ser os diferenciais sobretudo nas Copas, que não conquistamos há já incômodos três anos e meio.

Com tudo isso fluindo, o resto se resolve dentro das quatro linhas. Há quem diga até que houve algum retrocesso de gestão nos últimos dois anos, mas por enquanto isso não se refletiu no campo.

O que nos mantém em constante apreensão é não saber o que está sendo feito para que nossos próximos dirigentes estejam aptos a receber a caneta sem deixar que tudo o que foi construído com tanto esforço se esvaia pelo ralo. Futebol não é um negócio como outro qualquer e para ser um bom dirigente são necessários anos de vivência e um preparo específico. Saberemos nos manter no topo?


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Avanço e coincidências atrapalham o Palmeiras no Brasileirão

The Who arrepiou no Allianz Parque, em 2017

Em novembro próximo, o Allianz Parque completará cinco anos de atividade. O estádio, inaugurado em 19 de novembro de 2014, é um marco no renascimento do Palmeiras e uma fonte de renda fundamental para o clube nas próximas décadas, como já pudemos ver neste post.

A característica multiuso do estádio atrai a realização de grandiosos shows que são agendados, às vezes, com quase um ano de antecedência. A página oficial do Allianz Parque, cuja gestão é da WTorre, mantém o calendário de concertos disponível ao público.

Neste momento, a eclética agenda prevê atrações para todos os gostos: Paul McCartney em março, Star Wars In Concert em abril, BTS e Los Hermanos em maio, Sandy & Júnior em agosto e Shawn Mendes em novembro.

Como já é costume desde a inauguração, o Palmeiras precisa fazer alguns sacrifícios na temporada e mandar jogos fora do Allianz Parque por conta desses compromissos. Neste período, foram 20 partidas em outros estádios, média de 5 por ano – destas, 19 foram no Pacaembu e uma na Fonte Luminosa, em Araraquara. Não houve prejuízo técnico: a campanha foi de 14 vitórias, 3 empates e apenas 3 derrotas.

Problemas à vista

Para este ano, o Pacaembu está fora do roteiro do Brasileirão. Ao fazer uma inédita exigência na iluminação dos estádios, a entidade condicionou a permanência do velho Municipal à altamente improvável reforma do sistema, dado que a Prefeitura claramente tem outras prioridades.

Isto faz com que o Palmeiras precise buscar alternativas para receber os jogos em que haja conflito de agenda. Até a rodada 33, é permitido recorrer a cidades em outros estados

O lado bom é que torcedores de outras praças, que raramente têm a chance de receber o Verdão, poderão assistir nosso time de pertinho – muitos, pela primeira vez.

Resta saber quais estádios atendem às especificações da CBF e dispõem de um estádio cujo sistema de iluminação atinjam 800 lux – a nova exigência da CBF.

Jogos comprometidos

A CBF divulgou a tabela básica do Brasileirão, com todos os jogos marcados provisoriamente para domingos e quarta-feiras – as datas definitivas são marcadas após a deliberação da RGT. Três jogos do Palmeiras parecem comprometidos e demandarão esforços de nossa diretoria junto à CBF para que o Allianz Parque possa recebê-los. Clique aqui para acessar o calendário geral de jogos divulgado pela CBF e acompanhe a resolução do quebra-cabeças.

1) vs. Santos
O show da banda Los Hermanos (18 de maio) vai obrigar o Palmeiras a jogar contra o Santos fora do Allianz Parque, marcado para o dia 19, na quinta rodada. O Pacaembu pode ser usado se o jogo for marcado para as 11 da manhã, se é que esse horário será reeditado este ano. Uma alternativa seria puxar o jogo para o meio da semana, dia 15, uma das três datas previstas para as oitavas-de-final da Copa do Brasil, o que demandaria alguma ginástica de nossa diretoria para que a CBF nos atenda e marque os jogos de Palmeiras e de Santos para as outras duas datas, dias 22 e 29 de maio.

2) vs. Fluminense
O show de Sandy & Júnior está marcado para o sábado, dia 24 de agosto e a tabela prevê a partida contra o Fluminense para o domingo. Talvez houvesse tempo hábil para que o jogo fosse realizado na segunda à noite, mas há o impeditivo que esse horário é do SporTV, que não pode fazer a transmissão porque o Palmeiras vendeu os direitos de TV fechada para o grupo Turner. Mais uma vez, o horário das 11 da manhã permitiria o uso do Pacaembu. O Plano B seria adiar o jogo para o dia 18 de setembro, data prevista para a final da Copa Sul-Americana, contando que o time carioca já estará eliminado.

3) vs. Flamengo
No dia 1 de dezembro, na rodada 36, enfrentam-se dois dos grandes candidatos ao título: Palmeiras x Flamengo. Nos dias 29 e 30 de novembro, o estádio receberá o show do cantor Shawn Mendes. De novo, o horário da manhã resolveria o problema e o Municipal poderia ser o palco do jogo. As datas mais próximas que permitiriam uma manobra no calendário seriam os dias 13 e 20 de novembro, inicialmente vagas, por conta de estarem compreendidas entre datas FIFA.

Esta partida, especialmente, precisa de uma saída a todo custo, a começar pela óbvia importância técnica para o campeonato. Mas por ser um jogo nas cinco rodadas finais do campeonato, o Palmeiras sequer teria a chance de mandar em outro estado, restando, como alternativas, apenas o Morumbi e o Itaquerão. Uma catástrofe!

Avanço do futebol e coincidências

Sede da CBF

A exigência de 800 lux pode ser considerada um avanço no futebol brasileiro, a não ser pelo fato de que poucos estádios país afora satisfarão à determinação, concentrando a realização dos jogos nos grandes estádios, reformadas ou construídas para a Copa de 2014. Barueri, uma alternativa natural aos estádios da capital paulista, ainda não atende à nova exigência.

Por uma grande coincidência, justo o Palmeiras, por mandar seus jogos num estádio que sabidamente é palco de grandes shows, acaba sendo muito prejudicado por não poder mais contar com o Pacaembu como estádio substituto, nessas ocasiões.

Também por uma grande coincidência, um dos jogos-chave do campeonato, a três rodadas do fim, foi marcado para uma data em que já é sabido que haverá um show no estádio. De quebra, o jogo contra o Fluminense, outro time da cidade onde fica a sede da CBF e da RGT, também foi marcado para uma data que coincide com show no Allianz Parque.

À diretoria do Palmeiras cabe, agora, exercitar a política e defender mais uma vez os interesses do clube, tanto junto à WTorre, para que seja criteriosa na marcação de novos shows até o final do ano, quanto (e principalmente) junto à CBF, no sentido de remanejar os jogos em que o clube será obrigado a mandar as partidas fora de nosso estádio.

Eventualmente, o Palmeiras poderia até estudar um projeto para ajudar a viabilizar a reforma do sistema de iluminação do Pacaembu, já que a prefeitura se recusa a custear a adequação, num primeiro momento.

O que não podemos é permitir que essas coincidências atrapalhem nosso caminho rumo ao 11º título brasileiro. Os problemas já estão definidos com muito tempo de antecedência. Dá pra resolver.


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Em 2016, Palmeiras também foi cauteloso na reta final

BrasileirãoO empate de ontem no Independência deixou o Palmeiras mais perto do título do que estava antes da rodada começar. A diferença para o Inter se manteve e o Flamengo ficou um ponto a mais para trás, com uma rodada a menos por disputar. Agora, são apenas cinco jogos para o fim do campeonato e temos uma confortável diferença de cinco pontos para o segundo e sete para o terceiro.

A situação, aliás, lembra muito a de 2016. Há dois anos, a pontuação do Palmeiras, na liderança, e a do vice-líder, o Flamengo, eram as mesmas dos dois primeiros deste ano, como vocês podem conferir na tabelinha ao lado. Nos jogos finais, o Palmeiras administrou a vantagem e minimizou os riscos. O que não quer dizer que esses riscos não tenham existido.

Ontem, o Verdão empatou o jogo a 15 minutos do fim, e poderia ter perdido. Mas também poderia ter aberto o placar no primeiro tempo em três ótimos lances de Willian, Guerra e Deyverson e tornado o jogo mais fácil – são variáveis que fazem parte da imprevisibilidade do jogo.

Correr riscos ainda é uma realidade para o Palmeiras no Brasileirão; nosso clube ainda não chegou ao mesmo patamar de dominação do Barcelona na Espanha, por exemplo, mas estamos tentando caminhar nessa direção. Quem sabe, chegaremos a essa excelência em alguns anos. O Barcelona, aliás, perdeu ontem para o Bétis em casa por 4 a 3.

A reta final de 2016

2016Em 2016, a partir da rodada 34, o Palmeiras de Cuca apenas administrou a vantagem, com jogos pragmáticos onde conquistou os pontos necessários para o título. E mesmo assim correu riscos. Na rodada 34, sob chuva, venceu o Inter por 1 a 0, com gol de Cleiton Xavier no primeiro tempo, mas quase sofreu o empate numa arrancada de Anderson que chegou frente a frente com Jailson, mas concluiu por cima.

Na rodada 35, vejam só: um empate por 1 a 1 com o Atlético no Independência: Gabriel Jesus abriu o placar no primeiro tempo, mas Pratto empatou aos 13 do segundo tempo e o Palmeiras sofreu uma enorme pressão até o fim do jogo – no final, comemorou o resultado e a vantagem de quatro pontos para o vice-líder.

Na rodada 36, com um gol de Dudu de cabeça, o Palmeiras venceu o Botafogo por 1 a 0 no Allianz Parque abarrotado, em partida que foi bem mais difícil do que o time carioca poderia sugerir – muito por causa da postura cautelosa de Cuca, que armou o time para não correr riscos de ser surpreendido em contra-ataques. O Verdão abriu seis pontos para o Santos e ficou a um empate do título, em dois jogos.

A conquista veio na rodada 37, em mais um jogo extremamente cauteloso do Palmeiras, que venceu os reservas da Chapecoense por 1 a 0, num gol chorado de Fabiano. O desinteresse do time catarinense, focado na disputa da Sul-Americana, facilitou a missão, mas mesmo assim a vitória veio de novo pelo placar mínimo.

Quem brilha é o troféu

Campeão Brasileiro 2016Mesmo correndo alguns riscos, algo que time nenhum do planeta jamais estará imune (afinal, é futebol), o Palmeiras vai chegando cada vez mais perto de mais uma conquista para se distanciar dos outros na lista dos maiores vencedores do Brasileirão.

Felipão, a seu modo, já construiu uma espetacular sequência de 18 jogos sem derrota, mesmo sem pré-temporada, mesmo sem poder montar o elenco com peças que se encaixem a seu modelo. Ontem, armou o time de forma a minimizar mais uma vez o risco de derrota e poupou os principais jogadores para a sequência final. O time está entregando os resultados. Nosso treinador merece crédito, mesmo nos deixando apreensivos durante os jogos.

A tabela que se oferece ao Verdão é bastante convidativa; serão três jogos em casa e mais um contra o Paraná em território amigável e o Palmeiras precisa de apenas mais onze pontos para não depender de tropeço nenhum dos concorrentes.

Muricy RamalhoEm 2009, a vantagem de cinco pontos era na rodada 29, e ela se esvaiu quando Muricy colocou o time pra frente, para abrir mais vantagem, quando poderia ter fechado a casinha e administrado os pontos.

Jogar de forma cautelosa, a exemplo do que fez o time de Cuca em 2016, parece ser a melhor forma de trabalhar essa vantagem. O Palmeiras não precisa dar show nesta reta final. Não precisamos de brilho. Quem cobra brilho deste Palmeiras é por puro despeito; não podemos cair nessa. Quem brilha mesmo, sob uma chuva de papel picado e fumaça, é o troféu.


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