A arrancada para o deca, em três atos

CalculadoraA tradicional análise de quartis feita pelo Verdazzo deveria ter saído após o fim do primeiro turno. Mas a derrota em casa para o Atlético-PR, seguida pela eliminação na Libertadores, deu ares de melancolia ao ano e o estudo foi colocado em espera.

Mas a goleada no clássico, aliada à mais que improvável derrota do rival para o lanterna, em casa, renovou as parcas esperanças do Verdão neste campeonato. Não deveria, mas renovou – afinal, vivemos de esperança.

A diferença de 14 pontos, com 48 em jogo, não recomenda que se alimente muitas fantasias em cima de projeções. Feita a recomendação, vamos às contas. Normalmente estaríamos fazendo a matemática para os 77 pontos, que historicamente é uma meta segura para chegar ao título. Mas diante da campanha irreal feita pelo rival no primeiro turno, esta meta deve ser vista com muitas reservas. Mesmo assim, sites de estatísticas de futebol dão chances altas de conquista de título para quem chegar a esta marca: o Chance de Gol avalia em 80%; enquanto que o Departamento de Matemática da UFMG estima em mais de 99,4%.

Melhorou. Vamos mudar um pouco o escopo da análise. Faremos nossa conta para chegar aos 77 pontos, ao mesmo tempo que precisamos fazer as contas para secar o SCCP para que o Verdão ainda consiga a reação espetacular e chegue ao decacampeonato ao fim do ano.

Entre na viagem

Neste sonho, desmanchamos a estrutura de quartis e readaptamos os pontos de checagem de acordo com a realidade atual. A tabela foi dividida em três fases:

Fase 1

Em oito jogos, poderemos perder no máximo 5 pontos: 6V, 1E e 1D. A derrota pode vir na Arena do Grêmio, na rodada 30. Já o empate pode vir no Maracanã, contra o Fluminense, ou mesmo contra o Galo, em Belo Horizonte – temos que fazer quatro pontos nesses dois jogos. Jogos em casa contra Coritiba, Santos, Bahia e Ponte precisam render três pontos, bem como a viagem a Goiânia, onde enfrentaremos o CAG.

Em paralelo, a tabela deve render 16 pontos ao SCCP. Uma campanha de 5V, 1E e 2D deve manter o time a confortáveis 11 pontos de distância a oito rodadas do fim. Nesta simulação, a rodada 30 tende a ser particularmente torturante para nossa torcida: veremos o rival perder depois de seis rodadas sem diminuir a diferença, e desperdiçaremos a chance de encostar ao perder do Grêmio. Eles farão piadas. Mal sabem o que os esperam.

Arrancada para o deca - fase 1

Fase 2

Esta fase é curta e será o inferno para o SCCP: o Palmeiras vence o Cruzeiro enquanto o SCCP tropeça em Campinas; o Derby na rodada 32 cortará a diferença para 6 pontos. No embalo, o Verdão vence o Vitória em Salvador e o SCCP perde na Arena da Baixada. E em apenas três rodadas, a diferença despenca de 11 para 3 pontos, com cinco jogos para o fim.

Arrancada para o deca - fase 2

Fase 3

As rodadas finais serão como cobranças de pênaltis. Já com o time bem acertado por Cuca, com todo o elenco com a “setinha pra cima”, o Palmeiras vencerá Flamengo, Sport e Botafogo em casa e Avaí fora, chegando à rodada final com 76 pontos e 24 vitórias. O SCCP vencerá em casa, provavelmente com muitos pênaltis a favor, o Avaí, o Fluminense e o Galo, mas perderá para o Flamengo no Maracanã e chegará à última rodada com 76 pontos e 23 vitórias.

Os confrontos Atlético-PR x Palmeiras e Sport x SCCP decidirão o campeonato e o Palmeiras chegará ao título com empates nos dois jogos.

Arrancada para o deca - fase 3

De volta à realidade

A 14 pontos do líder, obviamente não dependemos apenas de nossos resultados e a previsão está sujeita a inúmeros furos. Além do SCCP, temos também o Santos e o Grêmio para secar. Precisamos de uma arrancada de sete vitórias seguidas na reta final – que embora seja com uma tabela favorável, é sempre muito difícil. E acima de tudo, temos que vencer o Derby no Itaquerão.

Deve ser por isso que os sites estatísticos avaliam nossas chances em no máximo 3,8%. Mas não importa.

Seguir o Verdão independe de probabilidades de títulos. A cada jogo, estamos nas arquibancadas ou em frente à TV, não importa a situação no campeonato. Mas com uma perspectiva de taça é sempre melhor. As chances são pequenas, parecem inexistentes, mas colocando todas as possibilidades no papel fica um pouco melhor pra continuar sonhando. VAMOS PALMEIRAS!

Alerta vermelho ligado: Brasileirão já foi, foco total nas copas

EgídioA derrota no Derby ontem foi um golpe muito duro para o Palmeiras. A confiança da torcida, após a terceira derrota consecutiva, naturalmente despencou às portas de duas decisões nas copas – o time decide as vagas na Copa do Brasil e Libertadores dentro de duas e quatro semanas, respectivamente, e em ambas tem resultados desfavoráveis para reverter.

A 16 pontos do líder, nem o mais poliana dos torcedores ainda acredita na conquista do Brasileirão, então o foco do time e da torcida tem que estar, obrigatoriamente, nos dois mata-matas. As aspirações no Brasileirão, mesmo com toda a sua importância esportiva e financeira, devem ser reajustadas. A nova meta deve ser apenas o G4 – ou o G6, na pior das hipóteses.

As 25 partidas que restam devem ser disputadas sempre pensando nas copas – e isso inclui fazer testes e descansar os principais jogadores, se necessário – o que provavelmente implicará em novas derrotas teoricamente inaceitáveis. Só conseguiremos suportar isso se virarmos todo o foco e todas as expectativas para a Copa do Brasil e para a Libertadores.

Cuca reclama, com razão, da falta de tempo para treinos, já que tem que administrar os jogos, a recuperação física e as viagens em semanas sempre ocupadas duplamente. Não desfrutou de nenhuma semana livre para treinos desde que assumiu o time, no início de maio – e ele demonstrou sua preocupação com isso logo em sua primeira entrevista após ser recontratado. Só teremos desafogo no calendário nas duas paradas das Eliminatórias, entre 27 de agosto e 7 de setembro, e entre 1 e 12 de outubro. Os jogos pelo Brasileirão, se relegados a segundo plano, certamente diminuirão esse impacto.

Alerta vermelho

A situação é grave. No cenário mais pessimista, corremos o risco de ver o ano acabar no dia 9 de agosto, caso sejamos eliminados pelo Cruzeiro e pelo Barcelona. Com o alerta vermelho ligado, Cuca terá duas semanas para pensar em soluções táticas, testá-las e aprimorá-las, em meio a jogos contra Vitória (C), Flamengo (F) e Sport (F). Depois do jogo em Belo Horizonte, serão mais duas semanas para preparar o time para vencer o Barcelona por dois gols, passando por mais três jogos: Avaí (C), Botafogo (F) e Atlético-PR (C). Um caminho interessante parece jogar com o time completamente reserva aos finais de semana e só manter o ritmo do time principal a ser desenvolvido contra os dois cariocas.

Perder todos os campeonatos seria algo realmente frustrante diante de toda a expectativa criada. Depois de vencer o Brasileirão em 2016 e com a tão propagada saúde financeira, era de se esperar que o time seguisse na trajetória de títulos. Temos ainda a chance de levantar dois troféus – algo que qualquer um de nós toparia, sem vacilar, no início do ano. A questão é que o time atravessa um momento crítico e a confiança neste momento é muito pequena.

Inteligência

Futebol é muito dinâmico. As coisas mudam muito rápido e temos elementos para corrigir a rota. Mas isso exigirá alguns sacrifícios; temos que ter essa clarividência e não permitir que os pontos que ainda serão perdidos no Brasileiro se convertam em fatores de pressão. Desculpem pela redundância, mas o foco deve ser total em Cruzeiro e Barcelona.

Depois de percalços sérios (duas trocas de técnico e lesões importantes), estamos à beira do fracasso total em 2017, mas temos condições totais de lutar e reverter. A parte da torcida é apoiar – a pressão e a cobrança devem vir das pessoas que cercam o departamento de futebol em todas as suas instâncias, sobretudo do presidente, que mesmo à distância em sua curiosa licença deve estar acompanhando tudo o que acontece e tomando suas providências. Assim esperamos.

Na boa e na ruim

O Palmeiras nos deu muitas alegrias nos últimos dois anos. Estivemos na boa e aproveitamos bastante. Agora estamos na ruim, e é exatamente agora que se revelarão os torcedores que mais mereceram comemorar aqueles títulos. Segue o trabalho. VAMOS PALMEIRAS!

Planejamento de pontos: fim do primeiro quartil

A vitória sobre a Ponte Preta marcou a décima partida do Palmeiras pelo Brasileirão, o que representa o fim do primeiro quartil do campeonato – hora de verificar o planejamento traçado neste post, feito antes do campeonato começar.

Primeiro QuartilO Palmeiras ficou cinco pontos abaixo da projeção, resultado de uma largada muito ruim. Nos cinco primeiros jogos, conseguimos apenas quatro dos onze pontos previstos – as derrotas contra Chapecoense, SPFC e Coritiba, que aconteceram num momento em que Cuca ainda buscava firmar a dinâmica de jogo ao elenco, foram desastrosas.

Na segunda metade do quartil, o Palmeiras até superou as expectativas – confirmou a previsão nos jogos 6 a 9, e recuperou dois pontos ontem, ao vencer um jogo em que o esperado seria um empate – até pela proximidade do jogo de mata-mata, contra o Cruzeiro.

Se mantiver a previsão do início do campeonato, para chegar aos 77 pontos, ainda precisará recuperar cinco pontos no próximo quartil, quando terá quatro partidas de mata-mata às quartas-feiras em que a dificuldade de virar a chavinha pode atrapalhar muito, embora não seja o que tenhamos visto ontem.

Ajustes para o segundo quartil

Planejamento para o segundo quartilA partida do próximo sábado, contra o Grêmio, no Pacaembu, tende a ser bem mais difícil do que imaginávamos no início do campeonato. A derrota dos gaúchos ontem para o SCCP em casa não os torna um time frágil – foi uma partida em que erros individuais graves, um pênalti perdido e um frangaço, determinaram o resultado. O Palmeiras provavelmente vai poupar titulares pensando na partida da quarta-feira no Equador – a boa notícia é que o Grêmio também viaja, já que joga na terça contra o Godoy Cruz e também deve deixar alguns atletas de fora. Devemos buscar a vitória apostando na maior qualidade de nosso elenco e na evolução do grupo como um todo, algo que tivemos uma bela demonstração no jogo de ontem.

Após o jogo em Guayaquil, exausto, o Palmeiras vai jogar no Mineirão contra o Cruzeiro e uma derrota não será nada anormal. Antes do próximo mata-mata, o time terá mais quatro jogos só de Brasileirão, e será neles que deverá recuperar os pontos perdidos no primeiro quartil – a começar pelo Derby, no dia 12. Vencer o SCCP será fundamental para que o Palmeiras se mantenha vivo na competição – é nos Derbies que se muda o rumo de um campeonato; uma vitória com autoridade faz estragos muito maiores do outro lado do que num jogo comum.

Zerando o saldo

Nos três jogos seguintes, temos a obrigação de vencer o Vitória em casa, plenas condições de arrancar um empate do Flamengo (recuperando mais um ponto) e de vencer o Sport, que não vem jogando bem, fora de casa (recuperando mais dois pontos). Se cumprirmos este roteiro, estaremos de volta à previsão inicial.

Com as contas zeradas, uma vitória contra o Avaí em casa, um empate contra o Botafogo fora e uma vitória em casa contra o Atlético-PR (às vésperas do segundo jogo contra o Barcelona) nos permitirão fechar o turno com os 36 pontos planejados.

Ainda dá?

É uma trajetória bem difícil. E mesmo chegando à meta estipulada, teremos ainda duas dificuldades enormes pela frente no segundo turno: mais jogos decisivos pela Copa do Brasil e Libertadores, e um líder que vem tendo, por enquanto, um aproveitamento muito acima da média, o que pode fazer com que mesmo os 77 pontos idealizados no planejamento não sejam suficientes. Nosso rival não parece estar se importando muito com a Sul-Americana e vai focar apenas no Brasileirão. Resta saber se o elenco vai aguentar a pressão mental e física, já que as peças sobressalentes estão muito abaixo do time titular. A ver.

Mas antes de nos preocuparmos com os adversários – Grêmio e Flamengo também constituem ameaças reais – temos é que fazer a nossa parte, a partir do próximo sábado. Tudo isso, sempre mantendo em mente que temos duas copas para conquistar. VAMOS PALMEIRAS!

A obsessão pela Libertadores e a dificuldade em virar a chavinha

A apatia e a – como diagnosticou Cuca em coletiva – “falta de agressividade” verificada no time do Palmeiras na partida do último sábado é uma das poucas coisas que mesmo a porção menos emocional da torcida consegue tolerar – e isso se agrava quando se trata de um clássico. E se esse clássico é no Morumbi, aí realmente não há a menor chance de encarar de forma natural.

Dudu vs SPFC
César Greco / Ag.Palmeiras

Uma das possibilidades para se tentar entender a postura inaceitável do time em campo seria a dificuldade em virar a chavinha para o Brasileirão em meio a tantas disputas de mata-mata. O Palmeiras tem, entremeadas às 35 rodadas que ainda faltam até o fim do Nacional, potenciais 15 jogos de mata-mata – oito pela Libertadores, cujo sorteio para definir a chave acontece no dia 14 de junho, e mais sete pela Copa do Brasil – a próxima partida já acontece na próxima quarta-feira, quando o Verdão vai tentar alcançar no Beira-Rio as quartas-de-finais depois da vantagem construída na partida de ida.

Diante do afunilamento das competições, é natural que haja alguma dificuldade em acertar o foco num torneio de 38 jogos que está apenas na terceira rodada. E esse privilégio não é nosso: uma rápida corrida de olhos na classificação revela que quatro dos seis times que seguem na Libertadores estão na metade de baixo da tabela – e não estão apenas mal colocados, mas também jogando mal. O Grêmio, que ontem teve a chance de emplacar 100% de aproveitamento no Brasileirão, jogou com um time alternativo e tomou quatro gols do Sport; o Botafogo venceu o Bahia em casa e o principal jogador do time foi seu goleiro.

(Aqui, cabem parênteses: o desempenho do goleiro é um diferencial negativo na campanha do Palmeiras até agora – Fernando Prass falhou feio nos dois gols do adversário no último sábado e foi duramente criticado. Ninguém que veste a camisa do Palmeiras está imune a críticas; o que varia é o tom. Fernando Prass jamais teve um comportamento que merecesse qualquer repreensão, tem uma pilha de créditos acumulada e é, tecnicamente, um dos melhores do país. Não há nada que deva abalar nossa confiança em nosso goleiro. Ele mesmo criticou sua atuação e isso basta; ler palmeirenses o xingando e o desrespeitando é algo que torna a digestão de uma derrota com a de sábado mais difícil ainda.)

Vem de cima?

Não é apenas a falta de foco dos atletas. O próprio Cuca vem dando pistas de que o Brasileiro está um tanto à parte do foco principal. A escalação do time no sábado, sem Edu Dracena, Zé Roberto, Roger Guedes e Borja, intriga. Pode ter sido por opção técnica ou tática. Ou porque a fisiologia deu o alerta e eles estavam no limite para estourar e precisavam de descanso. Ou por mera precaução, um rodízio estruturado para administrar o esforço do grupo durante toda a temporada.

No caso da última hipótese ser a verdadeira, estamos diante de um equívoco monumental. Mesmo que estrategicamente o clube tenha avaliado que não tem condições de vencer as três competições e tenha decidido priorizar as menos longas e exigentes do ponto de vista físico – algo que por si só já seria questionável – um clássico no Jardim Leonor jamais poderia ser tratado como um jogo qualquer. Lá, tem que ser força máxima, sempre.

Vencer clássicos é o que faz a torcida abraçar um time durante uma campanha. Na mão inversa, perdê-los é o que traz para o ambiente uma tensão que nenhum atleta quer ter que enfrentar – e tudo se potencializa quando as derrotas vêm de forma estúpida, como nos clássicos em Itaquera e o do último sábado.

Aprendendo a virar a chavinha

Virar a chavinha toda hora não deve ser fácil, mas é um desafio que o atual grupo do Palmeiras precisa aprender a vencer. Mesmo que o Brasileiro tenha sido definido como objetivo secundário, a atitude em campo jamais pode ser apática como a que vimos no último sábado, nem que fosse um jogo comum.

O Brasileirão pode ser a competição mais longa e desgastante, mas também é a que o Palmeiras, diante da força de seu elenco, tem a maior chance de conquistar. Os mata-matas são empolgantes e há quem tenha obsessão pela Libertadores; de fato é a que confere ao vencedor a maior glória. Mas colocar todos os ovos em competições eliminatórias, onde um detalhe não define zero, um ou três pontos, mas sim a vida ou a morte na competição, sobretudo quando isso implica em perder clássicos de forma vergonhosa, é um risco que o Palmeiras não pode correr.

Brasileirão 2017: planejamento de pontos

CalculadoraMais um Brasileirão se aproxima e é chegada a hora de lançarmos mais um planejamento de pontos, como no ano passado. O exercício consiste em projetar os resultados que o Palmeiras deve tentar conseguir, dentro da realidade apresentada pelo nosso time e pelos adversários, para chegar ao decacampeonato.

A série histórica é um bom balizamento. Desde que o Brasileirão adquiriu este formato, em 2006, o vice-campeão jamais ultrapassou os 72 pontos – adicionando uma certa margem de segurança, podemos afirmar que 77 pontos é uma marca com altas chances de chegar à conquista.

É claro, cada campeonato tem suas peculiaridades e num ano onde dois times sobrem em relação aos outros, ambos podem ultrapassar a marca de 80 pontos facilmente, como costuma ocorrer, por exemplo, na Espanha. No Brasil, por enquanto, isso nunca aconteceu.

Para chegar aos 77 pontos o Palmeiras precisará repetir a performance vitoriosa de 2016, quando até ultrapassou essa meta e garantiu o caneco com largos 9 pontos de frente. O plano consistia em fazer seis pontos contra todos os adversários mais fracos; assumir derrotas fora para outros candidatos ao título – contra os quais seria tolerável até um ou outro tropeço em casa – e campanhas “corretas” contra o pelotão intermediário – empates fora e vitórias em casa. Clássicos merecem atenção especial, são quase sempre jogos à parte.

Para criar check points, dividimos a tabela em quartis: o primeiro na décima rodada, o segundo ao final do primeiro turno, o terceiro na rodada 29, e o último, claro, ao fim do campeonato.

Obviamente os resultados não precisam ser exatamente esses: uma derrota inesperada precisa ser compensada por uma vitória não prevista. Para chegarmos ao objetivo, é importante que a pontuação ao final de cada quartil esteja próxima da previsão.

Primeiro quartil – 21 pontos

Primeiro quartilNa largada, dois jogos de vitória mandatória: Vasco em casa; e Chape, fora, com todo o respeito. Depois, uma sequência de dois empates: SPFC num estádio onde queremos muito quebrar um longo tabu e Galo, em casa – um tropeço aceitável. Na sequência, desta vez sem sinalizadores, 3 pontos no Couto Pereira e a protocolar vitória sobre o Fluminense em casa nos permitirão descer a serra em condições de perder o clássico – o que vier é lucro.

Para fechar o quartil, mais sete pontos: Vitórias contra Bahia (F) e Atlético-GO (C), e empate no Moisés Lucarelli, o que garantiria 21 pontos ao final do quartil.

Segundo quartil – 15 pontos

Segundo quartilA segunda metade dos turnos concentra adversários mais complicados. Teremos a obrigação de vencer o Grêmio em casa para poder enfrentar uma sequência complicada: derrota contra o Cruzeiro em Minas, empate e casa no Derby, 3 pontos contra o Vitória em casa, derrota para o Flamengo em mando deles (sabe-se lá onde) e empate na Ilha do retiro – notem que serão cinco jogos com apenas uma vitória, somando apenas cinco pontos. A esta altura, com 29 pontos em 16 jogos, devemos estar em terceiro ou quarto lugar na tabela e as trombetas devem soar.

Mas uma boa campanha no final do turno deve acalmar os ânimos: vitórias contra Avaí e Atlético-PR em casa, e empate no Engenhão garantem 15 pontos no quartil e o fechamento do turno com 36 pontos – certamente entre os cabeças do campeonato.

Terceiro quartil – 23 pontos

Terceiro quartilSeis jogos em casa nos permitirão abrir vantagem na ponta neste quartil. Vitórias obrigatórias no Allianz Parque contra Chape, SPFC, Coritiba, Santos, Bahia e Ponte Preta, além de bater mais uma vez o Vasco no Rio, é que nos darão a chance de tropeçar fora contra Galo, Fluminense e Atlético-GO – aqui, uma zebrinha para compensar algum excesso de otimismo na projeção.

Se chegarmos aos 23 pontos neste quartil, atingiremos 59 pontos a nove rodadas do fim.

Quarto quartil – 18 pontos

Quarto quartilComeçamos na rodada 31 com uma pedreira, o Grêmio no Sul – contabilizamos a quarta e última derrota no campeonato. A partir daí, com a calculadora na mão, administraremos os resultados. Lembrando a campanha do ano passado, conforme a situação seremos mais cautelosos ou mais letais: vitória em casa contra o Cruzeiro, seguida de dois empates (Itaquera e Barradão).

Aí vem a arrancada final, enquanto os perseguidores perdem pontos valiosos: quatro vitórias seguidas (Flamengo e Sport em casa, Avaí fora e Botafogo em casa). Provavelmente já com o título na mão, um empate fora contra o Atlético-PR fecha a conta.

Boa sorte pra todos nós

No ano passado a conta fechou, com sobras. As parciais bateram com as previsões dos quartis com margem de, no máximo, dois pontos – na reta final, diante da arrancada espetacular, sobraram três pontos.

Este exercício, repetindo, serve apenas como parâmetro. As projeções permitem enxergar que mesmo numa sequência ruim de 5 pontos em 15 disputados (entre as rodadas 12 e 16), ou perdendo pontos em casa para adversários diretos, é possível ser campeão.

A torcida vai se acostumando cada vez mais com os pontos corridos e as frases feitas vão caindo. O que importa, para manter a consistência diante da exigência física, é ter elenco pra rodar. E se tem um time neste campeonato com essa qualidade, é o nosso. Rumo ao decacampeonato, VAMOS PALMEIRAS!