Shandong Luneng oficializa a compra de Moisés

Moisés no Itaquerão

O meia Moisés não é mais jogador do Palmeiras. Segundo o globoesporte.com, o clube chinês Shandong Luneng enviou a documentação ao Palmeiras oficializando a compra, por € 5 milhões – cerca de R$ 21 milhões na cotação atual. O meiocampista completou 31 anos em março deste ano.

Moisés foi contratado no início de 2016 e sofreu uma lesão grave no início do estadual ao sofrer uma entrada maldosa de Zé Antônio, do Linense, voltando apenas para a disputa do Brasileiro. Jogando ora como volante, ora como meia, comandou o meio-campo do time que se consagrou eneacampeão brasileiro, entrou em todas as seleções do campeonato e recebeu a camisa 10 para a temporada de 2017. 

Moisés e Zé Antônio
César Greco / Ag.Palmeiras / Divulgação

Mais uma vez na disputa do estadual, contra o mesmo jogador, do mesmo adversário, Moisés sofreu outra lesão e voltou a ficar afastado. Voltou na disputa do mata-mata contra o Barcelona-EQU, fez um golaço logo na primeira partida, mas o time acabou eliminado nos pênaltis.

Em 2018, já sem o mesmo protagonismo, mas sempre com a mesma dedicação e profissionalismo, participou de forma ativa da conquista do decacampeonato brasileiro. Este ano, participou de 24 jogos; marcou dois gols e deu três assistências. 

Moisés
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Moisés sofreu perseguição de parte da torcida do Palmeiras, que o acusava de estar acima do peso ou de varar noites jogando pôquer, um dos hobbies que jamais fez questão de esconder. Acusações absurdas, sem o menor fundamento, fruto da imaginação tóxica de torcedores que precisam de ajuda profissional para viverem melhor. 

Em sua estreia, contra o Libertad-URU, pela Copa Antel, Moisés marcou um gol. Sua despedida não foi tão feliz, ao perder um pênalti na disputa da vaga nas semifinais da Copa do Brasil, contra o Inter. Mas isso não desmerece sua brilhante passagem de três anos e meio pelo Verdão, onde conquistou dois títulos brasileiros e marcou doze gols em 138 jogos.

Obrigado por tudo, e boa sorte, Moisés!

Inter faz pressão extra-campo para a partida de volta da Copa do Brasil

Guerrero
Reprodução

Após o jogo da última quarta-feira, no Allianz Parque, em que o Palmeiras venceu o Inter por 1 a 0 pela Copa do Brasil, integrantes da comissão técnica e da diretoria do Internacional já começaram a fazer o trabalho de pressão sobre a arbitragem e sobre a própria delegação do Palmeiras que vai a Porto Alegre para o jogo de volta.

Após a partida, o atacante Paolo Guerrero desatou a falar da arbitragem de Wilton Pereira Sampaio: “É complicado jogar com ele apitando tudo para eles, para gente nada. Não sei. Aqui é difícil cobrar porque você joga com um jogador a menos, que é o juiz. É incrível, ele apita tudo pra eles e pra gente não apita nada. É sacanagem! Mas eu vou falar o que? Eu não sou brasileiro. Para mim, não dá para cobrar nada. Então é injusto. Jogar futebol aqui é foda.”

O discurso do peruano, no entanto, não resistiu nem à imprensa gaúcha, que costuma ser bastante parcial para defender os clubes de seu estado:

Roberto Melo
Marcelo De Bona / Agencia RBS

Já a diretoria do Internacional reclama do tratamento que recebeu no camarote onde assistiram à partida no Allianz Parque. Segundo o vice de futebol Roberto Melo, em entrevista após a partida, integrantes da diretoria colorada foram “ameaçados de morte”.

“Lamentável o tratamento que recebemos no camarote do Palmeiras. É um camarote ao lado, não é de uma torcida comum. Fomos hostilizados, ameaçados de morte. Isso nunca ocorreu. Presidente de clube ameaçado por um senhor!

O camarote ao lado, que é de uma empresa de segurança, não é de torcida comum, é alugado, fomos ameaçados de morte. Queria fazer este registro, é lamentável vir para um estádio de futebol, de Série A, e passar por isso. Nunca tinha acontecido o que aconteceu hoje!

Desde o começo do jogo, a provocação. Teve gente que saiu do camarote. Mandaram ficarmos quietos. Teve ameaças, que poderiam nos matar, com sinal de arma. Em um estádio desses, um camarote alugado.”

Os dirigentes do Inter acionaram a diretoria do Palmeiras, que imediatamente aumentou a segurança e prometeu averiguar as reclamações, usando as gravações do circuito interno de TV. Decidiram não prestar queixa na polícia, apesar de ameaça de morte ser crime previsto no Código Penal.

As declarações, claro, fazem parte do jogo de pressão visando a partida de volta. Melo tirou o foco da derrota de seu time e valorizou como pôde um ato mal-educado de um idiota qualquer, algo que infelizmente ocorre em todo jogo. A menção à “sinal de arma” é patética e é risível alegar que se sentiu ameaçado com uma chacota dessas.

O Internacional tem essa fama de chorão há muito tempo. Curiosamente, a pecha nasceu de forma injusta em 2005, quando foram de fato assaltados pela arbitragem de Marcio Rezende de Freitas em jogo contra o SCCP que decidiu o Brasileirão daquele ano.

De qualquer maneira, é importante que a diretoria do Palmeiras tome suas precauções, tanto em relação à segurança no Beira-Rio, quanto no que diz respeito à arbitragem do jogo decisivo da próxima quarta-feira, cuja arbitragem ficará a cargo de Rafael Traci.


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A temporada está de volta e Felipão tem escolhas a fazer

Dudu e Moisés
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

A temporada doméstica do futebol está de volta e com ela vem o calendário extenuante a que os clubes brasileiros, principalmente os que tem competência suficiente para sobreviver nas competições, são submetidos. O Palmeiras, ao lado de Flamengo, Cruzeiro, Grêmio, Inter e Athletico-PR, permanece disputando três frentes: Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. O Atlético-MG também segue em três disputas: além do Brasileirão, briga também pela Copa do Brasil e pela Sul-Americana.

Já se pode dizer, diante do mau início, que Cruzeiro, Athletico e Grêmio estão fora da briga pelo Campeonato Brasileiro e deverão focar na disputa dos mata-matas. Logo, apenas Palmeiras, Flamengo, Inter e Galo são os clubes que precisam realmente estudar bem seus elencos e calendários para distribuir as forças de forma a se manterem competitivos e ao mesmo tempo administrarem o físico de seus atletas.

O Flamengo finalmente reforçou a lateral direita com Rafinha, mas segue com uma visível inconsistência no setor defensivo do elenco. O Inter, nosso adversário desta quarta pela Copa do Brasil, tem um time titular muito bom, mas ainda tem problemas quando lida com lesões – as perdas simultâneas dos dois laterais (Zeca lesionou-se e Iago foi negociado) tende a prejudicar o plano de jogo de Odair Hellmann para os próximos jogos. Já o Atlético e o Bahia ainda lutam para cobrir os furos de seus times titulares.

De todos, com um elenco minuciosamente planejado, o Palmeiras é o clube mais preparado para a maratona. Podemos armar um time B e até um time C que não fariam feio no Brasileirão. Cabe ao General Scolari e à Comissão Técnica planificarem as batalhas e escalarem os soldados mais adequados a cada batalha.

Largada!

Dudu
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Diante da parada de quatro semanas, é possível exigir um pouco mais dos titulares no início. Se repetir a estratégia vencedora do ano passado, Felipão tende a escalar o que tem de melhor nos mata-matas e administrar o elenco aos finais de semana, no Brasileirão.

Para a partida contra o Inter, em casa, é importante abrir vantagem, a mais larga possível. Força máxima, no papel e em campo, sem administrar uma eventual vantagem no placar. Visando o jogo de volta, quanto maior a diferença de gols, melhor, a fim de poder controlar as possibilidades de lesão.

Já no clássico diante do SPFC, sábado, no Morumbi, a escalação vai depender de alguns fatores. Em 2018, a defesa era sempre trocada e devemos ir de Prass; Mayke (se estiver com o desconforto no púbis sob controle), Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis. Do meio para a frente, vai depender do placar do jogo de amanhã e principalmente dos testes realizados pela fisiologia.

Dudu, além de ser um dos atletas mais resistentes do elenco, é fominha, no melhor dos sentidos, e deve permanecer entre os titulares – o que é ótimo não apenas tecnicamente, mas para preservar a identidade do time. Felipe Melo é outro atleta a quem Felipão costuma recorrer sempre que a fisiologia dá o sinal verde. No mais, podemos ter as entradas de Veiga, Scarpa, Moisés e Borja, por exemplo. Ou de Hyoran; ou de Willian, recuperado. Ou Felipão pode manter todos os titulares, caso o resultado contra o Inter seja muito bom.

Camarões à disposição

Felipão e Paulo Turra
Cesar Greco/Ag.Palmeiras

Em 2012, Felipão reclamava do cardápio, dizendo que estava comendo arroz com feijão todos os dias e que de vez em quando queria ter uns camarões, em referência à baixíssima qualidade do elenco.

Hoje nosso comandante pode variar à vontade. O elenco é farto e tem jogadores com ótima condição técnica, com todas as características diferentes possíveis para que o plano de cada jogo seja executado utilizando as melhores ferramentas.

Além disso, os atletas dispõem de uma estrutura impecável à disposição para mantê-los nas melhores condições físicas.

As próximas dez semanas serão intensas física e emocionalmente. O Palmeiras está pronto, preparado para encarar. Temos três troféus para buscar e queremos todos. Essa busca passa pela capacidade de nosso comandante em fazer as melhores escolhas. VAMOS PALMEIRAS!


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