Há quatro anos no Verdão, Willian ultrapassou Jorge Mendonça em jogos e se aproxima de Edmundo

Willian
Cesar Greco

Por Gabriel Yokota

No jogo diante do Defensa Y Justicia, na última quarta-feira, válido pela partida de ida da decisão da Recopa Sul-Americana, o atacante Willian, que começou a partida entre os onze iniciais, alcançou uma importante marca no Palmeiras.

Contratado pelo Verdão no começo de 2017, o camisa 29 chegou ao seu jogo de número 220 com a camisa palmeirense e ultrapassou o ídolo alviverde Jorge Mendonça (219) na lista entre os jogadores que mais vezes atuaram pelo Palmeiras.

Além de passar o ex-camisa 8 do Verdão, Willian, agora, está próximo de outro ídolo do clube: Edmundo. O Animal, que teve duas passagens pelo clube (1993 a 1995 e 2006 a 2007), atuou em 223 jogos pelo Palmeiras.

“É uma honra saber que cheguei e estou chegando em marcas tão expressivas como a desses ídolos que fizeram história no clube, como Jorge Mendonça e Edmundo. Desde que cheguei ao Palmeiras, tenho me dedicado da melhor maneira possível para dar alegrias à torcida e, graças a Deus, junto com meus companheiros, conquistamos títulos almejados por todos os palmeirenses”, disse o atacante em exclusividade ao Verdazzo.

Willian tem outros números expressivos

Pelo Palmeiras, Willian já conquistou quatro títulos: Brasileirão (2018), Paulista (2020), Copa do Brasil (2020) e a Libertadores (2020). No atual elenco, ele é o jogador que mais atuou (220), o maior artilheiro (56) e também o jogador que mais distribuiu assistências (24).

“Sei que tenho muito a entregar ainda e, quem sabe, um dia a torcida lembre-se de mim com tanto carinho como lembra de Jorge Mendonça, Edmundo e muitos outros ídolos que passaram pelo Palmeiras”, completou.

Titular na última partida, Willian tem grandes chances de começar jogando a decisão da Supercopa do Brasil, diante do Flamengo, já que Luiz Adriano não viajou com a delegação palmeirense para Brasília.

Nasceu no começo de abril? Sua chance de brilhar no Palmeiras é grande!

Por Gabriel Yokota

No calendário de craques palmeirense, os dias 2 e 3 de abril são especiais. Nestas duas datas, nada menos do que cinco jogadores que fizeram História no Palmeiras comemoram mais um ano de vida.

Do Animal ao Divino, passando por dois lendários laterais-direitos e chegando até Jesus. Este é o nível de qualidade que o começo de abril proporcionou ao Verdão.

Arce

Arce

Nascido em 2 de abril de 1971, em Paraguarí-PAR, Francisco Javier Arce Rolón, mais conhecidos para os palmeirenses como “Chiqui Arce”, chegou ao Verdão a pedido de Felipão em 1998.

No Palmeiras, o lateral-direito jogou cinco temporadas, conquistou 4 títulos, marcou 57 gols e colocou seu nome na História do clube como o estrangeiro que mais vezes vestiu o manto alviverde, com 241 partidas.

Depois de 17 anos como jogador, o paraguaio agora é treinador. Começou a carreira no pequeno Club Rubio Ñu, em 2009, e desde então, esteve à frente de seis times: Cerro Porteño (duas vezes), Guaraní, Olimpia, General Díaz, Ohod e Nacional, e por duas vezes comandou a seleção paraguaia. Atualmente, o ex-lateral-direito dirige o Cerro Porteño.

Edmundo

Edmundo

Outro ídolo alviverde que completou 50 anos neste 2 de abril é o Edmundo Alves de Souza Neto. Com cinco títulos na bagagem jogando pelo Palmeiras, dentre eles o Paulista de 93 e os Brasileiros de 93 e 94, o ex-atacante está na primeira prateleira de ídolos entre muitos torcedores palmeirenses.

Por aqui, foram duas passagens (1993 a 1995 e 2006 a 2007), totalizando 223 partidas e anotando 99 gols. Além de craque, Edmundo também ficou conhecido por suas polêmicas dentro e fora de campo. 

Pendurou as chuteiras em 2008, quando atuava pelo Vasco, e logo em seguida iniciou a carreira de comentarista. Na televisão, o Animal teve passagens pela Rede TV!, TV Bandeirantes e, por último, Fox Sports. Em dezembro do ano passado, Edmundo deixou os canais Disney. Recentemente, o ex-jogador acertou com o Grupo Globo, mais precisamente a Globoplay (serviço de streaming), para participar da série “O Jogo que Mudou a História”, que ainda não tem data para estrear.

Ademir da Guia

Ademir da Guia

Maior jogador que já passou pelo Palmeiras, Ademir Ferreira da Guia nasceu no Rio de Janeiro, em 3 de abril de 1942. Pelo Verdão, o Divino atuou por 16 temporadas (1962 a 1977), totalizando 904 partidas e 155 gols marcados, sendo o jogador que mais vestiu o manto alviverde e o jogador com maior número de troféus.

Com ele em campo pelo Verdão, o SCCP jamais conquistou um título. Filho do craque brasileiro Domingos da Guia, Ademir comandou as duas Academias do Palmeiras, nos 60 e 70. Encerrou sua carreira em 1977, aos 35 anos.

Alguns anos depois, em 1984, Ademir vestiu pela última vez a camisa do Palmeiras, em um amistoso disputado no Canindé. Em 2001, teve sua biografia publicada, e cinco anos depois, foi lançado um documentário sobre a sua carreira, intitulado “Um craque chamado Divino”.

Já longe das quatro linhas, o ídolo palmeirense foi eleito vereador da cidade São Paulo, em 2004. Nas eleições de 2014, 2018 e 2020, concorreu às vagas de deputado estadual e vereador, respectivamente, mas sem sucesso. Fora da política atualmente, o eterno camisa 10 está sempre presente em eventos realizado pelo Palmeiras.

Eurico

Eurico

Parceiro de Ademir na segunda Academia do Palmeiras, Eurico Pedro de Faria também faz aniversário no dia 3 de abril. Nascido em 1948, vencedor de cinco títulos com o Verdão, entre eles o bicampeonato brasileiro de 72 e 73, fez parte eficientíssima defesa da Segunda Academia do Palmeiras, junto com Leão, Luís Pereira, Alfredo e Zeca.

Eurico chegou ao Palmeiras em 1968 vindo do Botafogo-SP. O ex-lateral-direito atuou pelo Verdão entre 1968 a 1975, totalizando 470 partidas pelo clube, número que o deixa em segundo lugar entre os laterais que mais jogaram com a camisa alviverde.

Pendurou as chuteiras em 1982, mas não conseguiu se distanciar da bola. No meio para o final dos anos 80, fez parte da Seleção Brasileira de Masters, que reunia grandes nomes do futebol brasileiro para disputar partidas amistosas país afora. Hoje em dia, o ex-craque palmeirense vive em Ribeirão Preto, sua cidade natal; assim como Ademir, participa de alguns eventos promovidos pelo Verdão.

Gabriel Jesus

Para finalizar a galeria de craques palmeirenses que fazem aniversário neste início de abril, temos aqui uma Cria da Academia: neste sábado, o menino que cresceu no Jardim Peri, bairro da zona norte de São Paulo, completa 24 anos.

Gabriel Fernando de Jesus chegou ao Palmeiras em 2013 para jogar no Sub-17. Um ano e seis meses depois, o atacante se destacou e fez História no Estadual da categoria marcando 37 gols em 22 jogos, recorde da competição. Depois de muita badalação por conta de seu desempenho na base, Gabriel estreou no time principal do Verdão em 7 de março de 2015.

Após duas temporadas, nas quais fez 85 jogos, marcou 28 gols e conquistou dois títulos, o jovem craque rumou em direção a Manchester, onde defende o City e segue sua carreira de gols e conquistas.


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Exclusivo: saiba quem é o centroavante que está muito próximo de reforçar o Palmeiras

Pois é, nem no Dia da Mentira o torcedor se livra desse mal. A ansiedade por saber que seu clube ganhará um “reforço” é maior do que fazer sua parte para manter o ambiente no clube o mais tranquilo possível. Manchetes como a deste post, evidentemente falsa, é uma arma poderosíssima para que os editores fiquem muito contentes com seus repórteres-fuxiqueiros.

É claro que o elenco tem algumas lacunas e o próprio treinador, Abel Ferreira, externou a necessidade de contratação – mais especificamente, de um centroavante. E estamos todos esperando para saber quem será o reforço para o setor ofensivo.

Esta é a deixa para que, em praticamente todos os dias do ano, fofoqueiros de plantão cravem negociações como concluídas, quando ainda estão em andamento ou sequer acontecem. Prestam serviços a agentes de jogadores ou simplesmente buscam um tapinha nas costas do chefe. Isso sem mencionar os profetas de rede social que têm por estranho objetivo ficarem famosos por serem “bem informados”.

Fomentar especulações sempre ajuda o vendedor. A pressão pela contratação aumenta; o preço sobe. A cada vez que um abençoado começa a fofocar sobre o suposto interesse do Palmeiras em qualquer jogador, o número sobe alguns décimos ou mesmo pontos inteiros na escala percentual – isto, aplicado a dezenas de milhões de reais, quer dizer bastante coisa. Isso se é que a negociação realmente existe.

Caso recente

Para o torcedor se livrar dessa tentação, basta lembrar do que passou com o recente episódio “Borré”.

O Palmeiras até fez, de fato uma proposta ao agente do jogador, que, como sabemos, só usou o Verdão (e posteriormente o Grêmio) para se valorizar e ganhar tempo em busca de uma transferência para a Europa.

O torcedor que participou dos chats nas lives da TV Palmeiras ou que comentou posts dos canais oficiais do clube em redes sociais e vociferou “cadê o Borré?” fez papel de trouxa do colombiano e de seu staff. Era exatamente isso que eles queriam. E é isso que ocorre, digamos, em 90% das conversas – ou é um chute muito errado estimar que apenas 1 em cada 10 nomes ventilados no Palmeiras são efetivamente contratados?

Qual a diferença entre saber que determinado jogador pode jogar no Palmeiras alguns dias antes, e de saber que esse jogador foi efetivamente contratado, alguns dias depois? Ele só poderá entrar em campo depois que assinar o contrato, de qualquer forma. De que adianta “saber” alguns dias antes?

Juntando o fato de que não adianta nada ter essa informação com antecedência com a vergonha de ser massa de manobra de empresários em 90% dos casos em que a negociação não se concretiza, dá pra concluir que alimentar especulações dando audiência e espalhando os links é um ato de extrema falta de inteligência.

Embarcar em novela de mercado de futebol é assinar um atestado de baixa capacidade cognitiva.

É por isso que você nunca deve clicar em manchetes como a do título deste post. A nós, torcedores, cabe apenas esperar pelo anúncio oficial. Aqui no Verdazzo, você só verá algo parecido no Dia da Mentira. Mas por aí, tem todo dia. E se em vez de ao menos repensar seu papel nesta situação você simplesmente ficou bravo porque achou que teria uma informação em primeira mão e foi tapeado… bem feito! PRIMEIRO DE ABRIL!


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Abel Ferreira fica maior a cada entrevista

Por Gabriel Yokota

Nos últimos dias, Abel Ferreira, mesmo de férias em Portugal, concedeu entrevistas exclusivas para as mais diversas mídias tradicionais brasileiras. E em todas elas, o português só reafirmou o quanto sabe de futebol e tudo que nele envolve.

Com pouquíssimo tempo no Palmeiras e no Brasil, Abel já tem um lugar de destaque na História do clube. Logicamente esse status está sendo alcançado pelos títulos conquistados (Libertadores e Copa do Brasil), mas seu jeito de se comunicar e valorizar a todos à sua volta são fatores que também estão pesando a seu favor.

Não existe “eu”, existe “nós”

Contando todas as entrevistas, Abel esteve frente a frente com os jornalistas por no mínimo quatro horas. E em nenhum momento, o treinador mostrou-se ‘maior’ que seus comandados ou seus companheiros de profissão. Tratou cada conquista desses quatro meses de Palmeiras de forma coletiva, mesmo que, sem querer ou não, os entrevistadores quisessem que ele levasse o prestígio por inteiro.

“Uma coisa que não gosto muito de ouvir (desculpa dizer isto, mas é o que sinto): não existe ‘eu ganhei’, aqui vocês fazem isso. Fomos ‘nós’ que ganhamos”, disse em uma das tantas perguntas.

“O importante é da cabeça pra cima”

Outro fator que o treinador está sempre mencionando, e que é fundamental no futebol de hoje, é a importância de ser mentalmente forte. Por muito tempo, o fator mental foi negligenciado, não só no esporte como também na vida cotidiana, mas isso vem mudando. Com Abel no comando, esta pauta esteve sempre ativa no Palmeiras.

“A cabeça comanda tudo”, “existe lesão no psicológico”, “o importante é da cabeça pra cima”, foram algumas frases ditas por ele nas entrevistas.

O exemplo utilizado por ele é o de Ramires, que se desvinculou do clube em dezembro do ano passado após, entre outros motivos, não suportar mais as críticas e a pressão por um futebol melhor, vindas principalmente das redes sociais.

Lado tático

Além deste lado humano visivelmente forte em Abel, as respostas do treinador sobre a parte tática da equipe também o fez parecer ‘maior’ para os torcedores palmeirenses.

Quando questionado sobre a maneira que o time se comportará em campo, agora que a comissão terá um tempo livre para treinar, Abel foi enfático e bem explicativo:

“Minha forma de jogar, em quatro palavras: curto ou longo e dentro ou fora. Cada jogador tem que ter três linhas de passe: apoio, largura ou profundidade. O jogador escolhe, lê, interpreta o jogo e toma a decisão”.

“Não se faz gols só de jogo propositivo. Também se faz gol de contra-ataque. Vamos atacar a bola parada, para tentar o gol de bola parada, vamos tentar o contra-ataque, porque se faz gol de contra-ataque. Não existe um jeito de jogar, cada jogo é um jogo e é preciso entendê-lo”.

Pouquíssimos treinadores no Brasil têm esta capacidade e a vontade de explicar conceitos táticos, técnicos e de metodologia de treino. Abel aparenta ser totalmente o contrário, gosta de compartilhar, e com isso, evoluir.

Abel Ferreira e o domínio na comunicação com os atletas

Por Gabriel Yokota

Comunicação’, definida no dicionário como “ação ou efeito de comunicar, de transmitir ou de receber ideias, conhecimento, mensagens etc., buscando compartilhar informações”, “Mensagem que se transmite ou é recebida escrita ou oralmente”. Do latim ‘Communicatio’, significa tornar algo comum, compartilhar.

E se existe uma palavra que transita em vários meios de negócio, ‘comunicação’, com certeza, é uma delas. Comunicação com os clientes, com os parceiros, funcionários, público-alvo e etc.

No futebol, a importância de se ter uma boa comunicação não é diferente de outros lugares. Ainda mais no Brasil, onde o calendário é extremamente apertado e não há tempo para treinar o time, contar com um técnico que tem uma oratória clara e precisa é um passo importante para obter os resultados.

E o Palmeiras conta. Quando Abel Ferreira concedeu sua primeira entrevista coletiva como técnico do Verdão, em novembro do ano passado, já foi possível perceber que o treinador possuía uma comunicação muito boa. Sem tempo para treinar e implantar por completo suas ideias de jogo, o português precisou utilizar sua oratória para conseguir cativar os jogadores.

“A gente teve pouco tempo para treinar, era uma partida atrás da outra. O Abel ainda não teve tempo para treinar a equipe, automatizar o time. Então nós seguimos o que ele pede. Deixamos o ego de lado e é como ele sempre diz: todos somos um”, disse Alan Empereur aos canais ESPN, após a conquista do título da Copa do Brasil.

“Eu acho que ele é muito bom em gerir grupo, muito bom em gestão de pessoas. Eu acho que você pegar 30 jogadores com personalidades diferentes, com muitas coisas diferentes, você conseguir dominar bem, conseguir tratar todo mundo bem, ter o respeito de todo mundo, isso é muito difícil. Ele sempre falou que contava com todo mundo para jogar e é isso que me impressiona, é que ele fala e cumpre, ele não vai falar mentira”, declarou Weverton.

“É um cara que se dedica muito para expor o que acredita, gosta muito de falar sobre a força da mente. Ele tenta passar com todas as suas forças o que acredita, o que vê da vida e dos jogos, o que tem como metodologia. É verdadeiro, conquistou todo mundo e fez com que todos se sentissem importantes”, afirmou Gustavo Scarpa.

Além da conversa no dia-a-dia, o treinador também conta com mantras especiais, que não só são repetidos pelos jogadores, mas também é ecoado pelos palmeirenses mundo afora: “Avanti Palestra”, “24 horas para celebrar uma vitória e 24 horas para chorar uma derrota”, “todos somos um”, “cabeça fria; coração quente” são exemplos.

É claro, seria ingenuidade atribuir o sucesso de Abel no comando do Palmeiras apenas a seu jeito de agir e comunicar-se. O português é um estudioso da bola, conhece muito sobre tática, técnica e dos fundamentos que compõe todo um jogo de futebol. Mas é evidente que, por causa do tempo escasso de treinamento, essa ferramenta foi fundamental para o Verdão conquistar a Libertadores e a Copa do Brasil.


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